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Opinião: Willian Waack PDF Imprimir E-mail
Por Defesa Brasil   
03 de Julho de 2008

A libertação cinematográfica de 15 reféns das FARC, incluindo a ex-candidata a presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, pelo Exército Colombiano nesta quarta-feira (02/07) surpreendeu o mundo. Militares daquele país, infiltrados na narco-guerrilha, conseguiram protagonizar uma das mais brilhantes operações militares ocorridas nos últimos tempos. O jornalista da Rede Globo Willian Waak comentou a operação, a reação de Ingrid Betancourt e as posições dos governos venezuelano e brasileiro.

Confira:

Na hora da vitória, Ingrid demonstrou o equilíbrio que falta a Chávez

Willian Waack

Foi impressionante a capacidade de articulação política de Ingrid Betancourt no momento da vitória. Indagada por jornalistas sobre as tentativas de mediação de Chávez – nas quais o presidente venezuelano empenhou-se em dar ao bando narco guerrilheiro o status de respeitável força política – a ex-sequestrada demonstrou extraordinário equilíbrio (que falta a Chávez). E fuzilou:

“Chávez é um importante aliado (na causa da libertação de reféns). Mas sob uma condição: a de respeitar a democracia colombiana. Os colombianos elegeram Uribe, e não as Farc.”

As Farc só não perderam totalmente a guerra ainda devido à ajuda que encontram em território de países vizinhos.

Especialmente a Venezuela. Ficaram nesta quarta feira (2) sem sua principal arma, que era o escudo humano proporcionado por dezenas de reféns. Sua derrocada militar é evidente. Mais clara agora é a desmoralização política.

Álvaro Uribe deu uma lição espetacular do uso de pressão militar e política. Os fatos se impuseram de maneira muito rápida aos que repetiram – alheios à realidade – que não havia solução militar para o conflito. Havia, sim. Desde que respeitada a principal lição: a de que operações militares só fazem sentido se estiverem dentro de uma clara condução política.

O governo colombiano aprendeu brilhantemente a lição do começo da década, quando mantinha um vasto território desmilitarizado, no qual as Farc se reagrupavam, descansavam, treinavam, mantinham reféns e, como eu mesmo pude comprovar, como repórter, cultivavam folha de coca, produziam a pasta básica e a vendiam adiante.

É óbvio que a ofensiva militar encurralou os guerrilheiros, mas o principal mérito dos golpes aplicados às Farc é político. É o fato de que uma imensa maioria dos colombianos apoiou a política do presidente. Ou é para esquecer o impressionante protesto anti-Farc no final do ano passado?

Alguns formuladores de política externa em Brasília devem ter ficado constrangidos. Participaram de uma palhaçada circense encenada por Chávez, no ano passado, para libertar os reféns hoje resgatados por uma brilhante operação militar. E, involuntariamente, apoiaram hoje a política “militarista” de Uribe. O chanceler brasileiro declarou na noite de quarta feira que, agora enfraquecidas, as Farc talvez topem negociar de verdade.

Ou seja: a pressão militar é que levará o que sobrou dos narco guerrilheiros à negociação.

Leia mais sobre a libertação de Ingrid Betancourt e dos 14 reféns no Portal G-1.

Fonte: G1

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Fernando  - Mas não foi pago?   |203.26.16.xxx |2008-07-04 11:22:46
Que operação que nada rapáz!
Você tá dormindo no barulho deles?
Pagaram
21Milhões de dóletas pros bandidos para libertarem os 14 mais importantes que
eles tinham por lá, e fizeram a produçãozinha cinematográfica para quem é
inocente e acredita nisso!
Henrique   |189.4.197.xxx |2008-07-05 10:26:07
Dizer que eles pagaram para libertar os reféns, sem haver qualquer evidência
concreta disso, é tentar desmoralizar uma bem sucedida operação militar e uma
política de combate as FARC que também se mostrou bem sucedida. Quem disse isso
foi o Morales e o Correa, os fantoches do Chavez.
Nosso Guia e seu acessor de
butequim tiveram que engolir a seco por terem participado daquela palhaçada na
selva promovida pelo Chavez.
Paulo  - inocência   |189.66.43.xxx |2008-07-05 14:47:58
Besteira e inocência é dizer que , por causa da boa vontade do gov brasileiro em
apoiar uma tentaiva de soltura negociadados reféns, agora ele sai perdendo. O
gov agiu certo desde o começo pois o objt final brasileiro é e era só um :
libertar os reféns. Chavez, Uribe e Correa são fatores a serem administrados e
não podemos, seguindo nossa vocação de lideres da região, bater de frente e nem
apoiar deliberadamente qualquer um deles,
o gov brasileiro, para mim, agiu e
age corretamente neste assunto. Nem apoiamos os EUA com seus interesses
nebulosos , sua quarta frota e seu fantoche Uribe e nem o demogogo chavez e seu
Pupilo Correa.
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