MAOMÉ, ESPADA E CRISTO
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- Guilherme
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MAOMÉ, ESPADA E CRISTO
Segunda-feira, Setembro 18, 2006
MAOMÉ, ESPADA E CRISTO
Em 13 de maio do ano passado, a TV da Autoridade Palestina transmitiu o sermão das sextas-feiras do xeque Ibrahim Mudeiris. Seleciono algumas pérolas do mesmo:
"Com o estabelecimento do Estado de Israel, a nação islâmica perdeu-se em sua totalidade, porque Israel é um câncer que se espalha por todo o corpo da nação islâmica e porque os judeus são um vírus semelhante ao da AIDS, da qual o mundo inteiro sofre as dores. (...) Vocês vão descobrir que os judeus estão por trás de todos os conflitos civis deste mundo. Os judeus estão por trás do sofrimento das nações.
"Nós já governamos o mundo antes e por Alá há de chegar o dia em que o dominaremos totalmente de novo. Há de chegar o dia em que dominaremos os Estados Unidos. Há de vir o dia em que governaremos a Inglaterra e o mundo todo - exceto para os judeus. Os judeus não gozarão de uma vida tranqüila debaixo do nosso domínio, porque são traiçoeiros por natureza, como têm sido por toda a história. Há de vir o dia em que todas as coisas ficarão livres dos judeus - até mesmo as pedras e as árvores que foram feridas por eles. Ouçam o Profeta Maomé que lhes fala sobre o maligno fim reservado para os judeus. As pedras e as árvores desejarão que os mulçumanos exterminem todo judeu."
Alguns jornais do Ocidente noticiaram o sermão. Apesar do anti-semitismo e totalitarismo nele expressos, não houve escândalo maior na Europa e Estados Unidos. O pronunciamento do xeque foi absorvido como a manifestação de um fanático.
Terça-feira passada, o papa Bento XVI citou uma frase de um imperador do século XIV, Manuel II, o Paleólogo (1391-1425), dirigida a um estudioso persa: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Continua o Sumo Pontífice: "Após ter atacado deste jeito, o imperador argumenta, então, pormenorizadamente, porque a propagação da fé através da violência é absurda. Ela está em contradição com a essência de Deus e da alma. 'Deus não tem prazer no sangue', diz ele, e agir de forma irracional contraria a essência de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Quem, portanto, pretende conduzir alguém à fé, precisa da habilidade do bom discurso e de um raciocínio correto, mas não de violência e ameaça... Para convencer uma alma sensata, necessita-se não de seu braço, não de instrumentos de agressão nem de outros meios pelos quais se pode ameaçar alguém de morte ..."
O Islã todo eriçou-se mundo afora. Bento XVI foi comparado com Hitler e Mussolini. Egito e Marrocos chamaram seus embaixadores no Vaticano de volta para avaliar as declarações do papa. Na Caxemira, Índia, protestos são organizados diariamente. Na Cisjordânia, homens armados atacaram cinco igreja católicas. Na Líbia, religiosos afirmam que o insulto nos leva de volta à era das Cruzadas contra os muçulmanos, liderados pelos políticos e religiosos ocidentais. Na cidade de Gaza, na Palestina, duas mil pessoas saíram às ruas para protestar contra o papa. Sábado passado, iraquianos membros do Khaiech al-Mujahedin prometeram lançar ataques contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras de Bento XVI. "Juramos destruir sua cruz no coração de Roma. E que o Vaticano será golpeado e irá chorar por seu papa", anunciou o grupo, que qualificou Bento XVI como "cão dos cruzados".
Contra o Manuel, o autor da frase, não se ouve restrição alguma. No fundo, os mulás estão agindo como agitprops entrincheirados nas mesquistas e querem reproduzir o escândalo de fevereiro passado, das charges dinamarquesas. Ora, nem o papa nem o imperador disseram uma inverdade. O Islã tem se expandido pela espada e não por acaso Maomé era um guerreiro. Mais ainda: o papa não disse nada. Apenas citou um diálogo transcorrido há mais de seis séculos. Obviamente, os muçulmanos não teriam nenhum ganho político xingando o Manuel. Xingue-se então o Bento. Imagine-se o escândalo se o papa citasse Dante, que na Divina Comédia colocou Maomé no oitavo círculo do inferno, destinado aos semeadores de discórdia.
Ora, Maomé não conduziu os árabes à fé através da habilidade do bom discurso e de um raciocínio correto, mas exatamente pela violência e ameaça. Homem de guerra, o profeta liderou sete anos de sangrentas batalhas entre Medina, muçulmana, e sua cidade natal, Meca, cujos principais representantes eram pagãos. No transcurso de sua vida, Maomé comandou 27 expedições militares e organizou outras tantas, lideradas por seus subordinados. Quem não se rendesse ao Islã e pagasse o dízimo poderia ser roubado, escravizado ou morto pelos crentes.
Na batalha dos muçulmanos contra a tribo judaica de Bani Qurayzah, todos os homens foram condenados à morte e as mulheres e crianças à escravidão. Setecentos judeus foram decapitados com um golpe de espada e tiveram seus corpos jogados em valas. A matança durou o dia todo e o último grupo foi executado à luz de tochas. Quem entra em Meca, em janeiro de 630, não é um profeta imbuído de mensagens de paz, mas um Maomé conquistador à frente de um exército vitorioso. Maomé conseguiu, antes de sua morte, unificar praticamente toda a Arábia sob uma só religião, o Islã... a golpes de espada. Não bastassem estes episódios históricos, o Alcorão concita os muçulmanos em várias de suas suras a exterminar os infiéis. Se algum dia estes fatos não puderem ser mencionados no Ocidente sob pena de guerra santa, nesse dia o Ocidente terá capitulado definitivamente frente ao islamismo.
Bento XVI voltou timidamente atrás em sua declaração, dizendo-se desolado porque seus propósitos tenham sido vistos como ofensivos à sensibilidade dos fiéis muçulmanos. Ora, ofensivos não foram, a menos que se considere a História como calúnia. Por outro lado, Sua Santidade parece ter esquecido daquele Cristo que um dia disse: "eu não vim trazer paz, mas espada". A mesma espada que viajou junto com a cruz nas expedições dos conquistadores, a mesma que degolou cátaros e albigenses, a mesma que acompanhou os Cruzados em seus massacres no Oriente. Isso sem falar, é claro, na Inquisição, que obrigou os judeus da Europa, sob pena de morte, a converter-se ao catolicismo.
Isso sem falar que o Antigo Testamento começa com um pancídio, do qual só se salvam Noé e o seus. Jeová ordena Israel a matar os amorreus, heteus, ferezeus, cananeus, heveus, jebuseus, mais tribos do que massacrou Maomé. Coisas do livro antigo, dirão almas mais complacentes. Assim fosse. No Novo Testamento, no Apocalipse, o Cordeiro volta para exterminar o que sobrou da humanidade.
O monoteísmo surge da areia, diz Michel Onfray. As três grandes religiões contemporâneas nasceram no deserto. Não é de espantar que seus livros contenham prescrições bárbaras, que só serão amenizadas com o evento da urbe. Defendo a idéia de que estes livros antigos sejam preservados como documentos históricos, mas abandonados como corpus normativo de qualquer religião que se pretenda contemporânea.
Enquanto isso, graças a uma frase pronunciada seis séculos atrás, Roma encontra-se ameaçada pelo terror islâmico. É muita hipocrisia. Se os muçulmanos não manifestaram reprovação alguma à retórica belicista do xeque Mudeiris no ano passado, não têm hoje autoridade alguma para contestar a menção de Bento XVI a fatos históricos.
http://cristaldo.blogspot.com/
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Em 13 de maio do ano passado, a TV da Autoridade Palestina transmitiu o sermão das sextas-feiras do xeque Ibrahim Mudeiris. Seleciono algumas pérolas do mesmo:
"Com o estabelecimento do Estado de Israel, a nação islâmica perdeu-se em sua totalidade, porque Israel é um câncer que se espalha por todo o corpo da nação islâmica e porque os judeus são um vírus semelhante ao da AIDS, da qual o mundo inteiro sofre as dores. (...) Vocês vão descobrir que os judeus estão por trás de todos os conflitos civis deste mundo. Os judeus estão por trás do sofrimento das nações.
"Nós já governamos o mundo antes e por Alá há de chegar o dia em que o dominaremos totalmente de novo. Há de chegar o dia em que dominaremos os Estados Unidos. Há de vir o dia em que governaremos a Inglaterra e o mundo todo - exceto para os judeus. Os judeus não gozarão de uma vida tranqüila debaixo do nosso domínio, porque são traiçoeiros por natureza, como têm sido por toda a história. Há de vir o dia em que todas as coisas ficarão livres dos judeus - até mesmo as pedras e as árvores que foram feridas por eles. Ouçam o Profeta Maomé que lhes fala sobre o maligno fim reservado para os judeus. As pedras e as árvores desejarão que os mulçumanos exterminem todo judeu."
Alguns jornais do Ocidente noticiaram o sermão. Apesar do anti-semitismo e totalitarismo nele expressos, não houve escândalo maior na Europa e Estados Unidos. O pronunciamento do xeque foi absorvido como a manifestação de um fanático.
Terça-feira passada, o papa Bento XVI citou uma frase de um imperador do século XIV, Manuel II, o Paleólogo (1391-1425), dirigida a um estudioso persa: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Continua o Sumo Pontífice: "Após ter atacado deste jeito, o imperador argumenta, então, pormenorizadamente, porque a propagação da fé através da violência é absurda. Ela está em contradição com a essência de Deus e da alma. 'Deus não tem prazer no sangue', diz ele, e agir de forma irracional contraria a essência de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Quem, portanto, pretende conduzir alguém à fé, precisa da habilidade do bom discurso e de um raciocínio correto, mas não de violência e ameaça... Para convencer uma alma sensata, necessita-se não de seu braço, não de instrumentos de agressão nem de outros meios pelos quais se pode ameaçar alguém de morte ..."
O Islã todo eriçou-se mundo afora. Bento XVI foi comparado com Hitler e Mussolini. Egito e Marrocos chamaram seus embaixadores no Vaticano de volta para avaliar as declarações do papa. Na Caxemira, Índia, protestos são organizados diariamente. Na Cisjordânia, homens armados atacaram cinco igreja católicas. Na Líbia, religiosos afirmam que o insulto nos leva de volta à era das Cruzadas contra os muçulmanos, liderados pelos políticos e religiosos ocidentais. Na cidade de Gaza, na Palestina, duas mil pessoas saíram às ruas para protestar contra o papa. Sábado passado, iraquianos membros do Khaiech al-Mujahedin prometeram lançar ataques contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras de Bento XVI. "Juramos destruir sua cruz no coração de Roma. E que o Vaticano será golpeado e irá chorar por seu papa", anunciou o grupo, que qualificou Bento XVI como "cão dos cruzados".
Contra o Manuel, o autor da frase, não se ouve restrição alguma. No fundo, os mulás estão agindo como agitprops entrincheirados nas mesquistas e querem reproduzir o escândalo de fevereiro passado, das charges dinamarquesas. Ora, nem o papa nem o imperador disseram uma inverdade. O Islã tem se expandido pela espada e não por acaso Maomé era um guerreiro. Mais ainda: o papa não disse nada. Apenas citou um diálogo transcorrido há mais de seis séculos. Obviamente, os muçulmanos não teriam nenhum ganho político xingando o Manuel. Xingue-se então o Bento. Imagine-se o escândalo se o papa citasse Dante, que na Divina Comédia colocou Maomé no oitavo círculo do inferno, destinado aos semeadores de discórdia.
Ora, Maomé não conduziu os árabes à fé através da habilidade do bom discurso e de um raciocínio correto, mas exatamente pela violência e ameaça. Homem de guerra, o profeta liderou sete anos de sangrentas batalhas entre Medina, muçulmana, e sua cidade natal, Meca, cujos principais representantes eram pagãos. No transcurso de sua vida, Maomé comandou 27 expedições militares e organizou outras tantas, lideradas por seus subordinados. Quem não se rendesse ao Islã e pagasse o dízimo poderia ser roubado, escravizado ou morto pelos crentes.
Na batalha dos muçulmanos contra a tribo judaica de Bani Qurayzah, todos os homens foram condenados à morte e as mulheres e crianças à escravidão. Setecentos judeus foram decapitados com um golpe de espada e tiveram seus corpos jogados em valas. A matança durou o dia todo e o último grupo foi executado à luz de tochas. Quem entra em Meca, em janeiro de 630, não é um profeta imbuído de mensagens de paz, mas um Maomé conquistador à frente de um exército vitorioso. Maomé conseguiu, antes de sua morte, unificar praticamente toda a Arábia sob uma só religião, o Islã... a golpes de espada. Não bastassem estes episódios históricos, o Alcorão concita os muçulmanos em várias de suas suras a exterminar os infiéis. Se algum dia estes fatos não puderem ser mencionados no Ocidente sob pena de guerra santa, nesse dia o Ocidente terá capitulado definitivamente frente ao islamismo.
Bento XVI voltou timidamente atrás em sua declaração, dizendo-se desolado porque seus propósitos tenham sido vistos como ofensivos à sensibilidade dos fiéis muçulmanos. Ora, ofensivos não foram, a menos que se considere a História como calúnia. Por outro lado, Sua Santidade parece ter esquecido daquele Cristo que um dia disse: "eu não vim trazer paz, mas espada". A mesma espada que viajou junto com a cruz nas expedições dos conquistadores, a mesma que degolou cátaros e albigenses, a mesma que acompanhou os Cruzados em seus massacres no Oriente. Isso sem falar, é claro, na Inquisição, que obrigou os judeus da Europa, sob pena de morte, a converter-se ao catolicismo.
Isso sem falar que o Antigo Testamento começa com um pancídio, do qual só se salvam Noé e o seus. Jeová ordena Israel a matar os amorreus, heteus, ferezeus, cananeus, heveus, jebuseus, mais tribos do que massacrou Maomé. Coisas do livro antigo, dirão almas mais complacentes. Assim fosse. No Novo Testamento, no Apocalipse, o Cordeiro volta para exterminar o que sobrou da humanidade.
O monoteísmo surge da areia, diz Michel Onfray. As três grandes religiões contemporâneas nasceram no deserto. Não é de espantar que seus livros contenham prescrições bárbaras, que só serão amenizadas com o evento da urbe. Defendo a idéia de que estes livros antigos sejam preservados como documentos históricos, mas abandonados como corpus normativo de qualquer religião que se pretenda contemporânea.
Enquanto isso, graças a uma frase pronunciada seis séculos atrás, Roma encontra-se ameaçada pelo terror islâmico. É muita hipocrisia. Se os muçulmanos não manifestaram reprovação alguma à retórica belicista do xeque Mudeiris no ano passado, não têm hoje autoridade alguma para contestar a menção de Bento XVI a fatos históricos.
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bem, fanatismo por fanatismo, barbárie por barbárie, não nos esqueçamos da Barbárie que foram as CRUZADAS, lideradas por Fanáticos tão ou mais extremistas como a Al-Qaeda.
Em matéria de factos históricos ambas as religiões (OU melhor, OS QUE DIZEM AGIR EM NOME DELAS) estão bem uma para a outra, portanto não vale a pena discutir quem tem "mais culpas no cartório"
É lógico que o Papa , ao fazer aquele discurso, deu de bandeja um belissimo pretexto aos extremistas...
Pelo que li e ouvi, a frase foi "retirada" do contexto da palestra que o Papa estava a dar na Catedral de Regensburg.
Tirada ou não, o Papa devia muito bem estar ciente que proferir considerações daquelas, mais a mais por altura do 11 de Setembro, mais não era do que lançar gasolina para a fogueira da incompreensão e extremisto que se vivem nos dias de hoje...
Ah, já agora, no tempo das cruzadas os Judeus preferiam estar sob a alçada Muçulmana do que sob o dominio Cristão, os Cristãos odiavam muito mais os Judeus que os muçulmanos (Irónico não é?)
Em matéria de factos históricos ambas as religiões (OU melhor, OS QUE DIZEM AGIR EM NOME DELAS) estão bem uma para a outra, portanto não vale a pena discutir quem tem "mais culpas no cartório"
É lógico que o Papa , ao fazer aquele discurso, deu de bandeja um belissimo pretexto aos extremistas...
Pelo que li e ouvi, a frase foi "retirada" do contexto da palestra que o Papa estava a dar na Catedral de Regensburg.
Tirada ou não, o Papa devia muito bem estar ciente que proferir considerações daquelas, mais a mais por altura do 11 de Setembro, mais não era do que lançar gasolina para a fogueira da incompreensão e extremisto que se vivem nos dias de hoje...
Ah, já agora, no tempo das cruzadas os Judeus preferiam estar sob a alçada Muçulmana do que sob o dominio Cristão, os Cristãos odiavam muito mais os Judeus que os muçulmanos (Irónico não é?)
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- Guilherme
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O cristianismo e o judaísmo evoluíram muito mais que o islamismo. Um cristão ou um judeu, em sua grande maioria, se adaptam muito melhor a uma sociedade laica e secularizada, tal como a maioria dos países ocidentais.
Os muçulmanos exigem respeito às suas crenças quando emigram para países da Europa ou da América, mas em seus países de origem, imperam ditaduras e leis baseadas na religião.
Os muçulmanos exigem respeito às suas crenças quando emigram para países da Europa ou da América, mas em seus países de origem, imperam ditaduras e leis baseadas na religião.
Editado pela última vez por Guilherme em Ter Set 19, 2006 5:36 pm, em um total de 1 vez.
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Guilherme escreveu:O cristianismo e o judaísmo evoluíram muito mais que o islamismo. Um cristão ou um judeu, em sua grande maioria, se adaptam muito melhor a uma sociedade laica e secularizada, tal como a maioria dos países ocidentais.
Verdade!
Os muçulmanos exigem respeito às suas crenças quando vão emigram para países da Europa ou da América, mas em seus países de origem, imperam ditaduras e leis baseadas na religião.
Vc tb tem de ter em conta que o Islão é uma religião mais nova que as outras, mas é verdade que no Islão , Religião e Estado estão na sua grande maioria intrinsecamente ligados, e confudem-se (assim como Israel,

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- cabeça de martelo
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Na minha opinião o mundo islâmico é do mais incrível que pode haver. Eles ofendem, perseguem, matam... os Cristãos, os judeus, os Indus, etc. Em troca querem ser respeitados como pessoas de bons costumes (que não são). Meus senhores é de bradar aos céus, como é possível que eles querem vir para a Europa manter as 15 mulheres e viverem da assistência social? Em Portugal ainda não conheço casos desses, mas em França é muito frequente. Chegam cá e querem viver como nos países de origem, não respeitam as nossas leis e os nossos costumes. O Brasil pelo o que eu pude ouvir tem uma grande comunidade Muçulmana, tenham cuidado, no princípio é tudo muito bonito, mas depois, quando começam a ter algum peso na comunidade eles começam a mostrar as garras. O Islão pode ser uma religião que quando foi criada foi um enorme passo em frente, mas desde aí estagnou e os muçulmanos ainda querem viver numa sociedade com regras típicas da idade média, mas com as tecnologias e os confortos da vida moderna. Os últimos acontecimentos com o Papa, só vem a mostrar isso mesmo. Quantas vezes vemos os Mulás a dizerem verdadeiras atrocidades contra os cristãos?! Não, não podemos dizer que eles são uns coitadinhos e que nós não os compreendemos. A frase dita pelo Sume Pontífice foi tirada de contexto, no entanto eu concordo totalmente com ela: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
- Morcego
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cabeça de martelo escreveu:Na minha opinião o mundo islâmico é do mais incrível que pode haver. Eles ofendem, perseguem, matam... os Cristãos, os judeus, os Indus, etc. Em troca querem ser respeitados como pessoas de bons costumes (que não são). Meus senhores é de bradar aos céus, como é possível que eles querem vir para a Europa manter as 15 mulheres e viverem da assistência social? Em Portugal ainda não conheço casos desses, mas em França é muito frequente. Chegam cá e querem viver como nos países de origem, não respeitam as nossas leis e os nossos costumes. O Brasil pelo o que eu pude ouvir tem uma grande comunidade Muçulmana, tenham cuidado, no princípio é tudo muito bonito, mas depois, quando começam a ter algum peso na comunidade eles começam a mostrar as garras. O Islão pode ser uma religião que quando foi criada foi um enorme passo em frente, mas desde aí estagnou e os muçulmanos ainda querem viver numa sociedade com regras típicas da idade média, mas com as tecnologias e os confortos da vida moderna. Os últimos acontecimentos com o Papa, só vem a mostrar isso mesmo. Quantas vezes vemos os Mulás a dizerem verdadeiras atrocidades contra os cristãos?! Não, não podemos dizer que eles são uns coitadinhos e que nós não os compreendemos. A frase dita pelo Sume Pontífice foi tirada de contexto, no entanto eu concordo totalmente com ela: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
eu não saberia dizer MELHOR.
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morcego escreveu:cabeça de martelo escreveu:Na minha opinião o mundo islâmico é do mais incrível que pode haver. Eles ofendem, perseguem, matam... os Cristãos, os judeus, os Indus, etc. Em troca querem ser respeitados como pessoas de bons costumes (que não são). Meus senhores é de bradar aos céus, como é possível que eles querem vir para a Europa manter as 15 mulheres e viverem da assistência social? Em Portugal ainda não conheço casos desses, mas em França é muito frequente. Chegam cá e querem viver como nos países de origem, não respeitam as nossas leis e os nossos costumes. O Brasil pelo o que eu pude ouvir tem uma grande comunidade Muçulmana, tenham cuidado, no princípio é tudo muito bonito, mas depois, quando começam a ter algum peso na comunidade eles começam a mostrar as garras. O Islão pode ser uma religião que quando foi criada foi um enorme passo em frente, mas desde aí estagnou e os muçulmanos ainda querem viver numa sociedade com regras típicas da idade média, mas com as tecnologias e os confortos da vida moderna. Os últimos acontecimentos com o Papa, só vem a mostrar isso mesmo. Quantas vezes vemos os Mulás a dizerem verdadeiras atrocidades contra os cristãos?! Não, não podemos dizer que eles são uns coitadinhos e que nós não os compreendemos. A frase dita pelo Sume Pontífice foi tirada de contexto, no entanto eu concordo totalmente com ela: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
eu não saberia dizer MELHOR.
Parabens....concordo e assino embaixo com tais comentários....
¨Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão ¨- Eça de Queiroz
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Rui Elias Maltez escreveu:"Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Mas em que página do Corão está isso escrito?
Em lugar nenhum:
"Não há "ikraha"(compulsão, coerção, imposição) na religião"(2:256)
- cabeça de martelo
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Re: MAOMÉ, ESPADA E CRISTO
Guilherme escreveu:
Alguns jornais do Ocidente noticiaram o sermão. Apesar do anti-semitismo e totalitarismo nele expressos, não houve escândalo maior na Europa e Estados Unidos. O pronunciamento do xeque foi absorvido como a manifestação de um fanático.
Terça-feira passada, o papa Bento XVI citou uma frase de um imperador do século XIV, Manuel II, o Paleólogo (1391-1425), dirigida a um estudioso persa: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Continua o Sumo Pontífice: "Após ter atacado deste jeito, o imperador argumenta, então, pormenorizadamente, porque a propagação da fé através da violência é absurda. Ela está em contradição com a essência de Deus e da alma. 'Deus não tem prazer no sangue', diz ele, e agir de forma irracional contraria a essência de Deus. A fé é fruto da alma, não do corpo. Quem, portanto, pretende conduzir alguém à fé, precisa da habilidade do bom discurso e de um raciocínio correto, mas não de violência e ameaça... Para convencer uma alma sensata, necessita-se não de seu braço, não de instrumentos de agressão nem de outros meios pelos quais se pode ameaçar alguém de morte ..."
Os atentados suicidas também não vem no Alcorão e no entanto há-os todos os dias!

- cabeça de martelo
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Don Pascual escreveu:Rui Elias Maltez escreveu:"Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Mas em que página do Corão está isso escrito?
Em lugar nenhum:
"Não há "ikraha"(compulsão, coerção, imposição) na religião"(2:256)
Mais uma vez, não há no Alcorão, mas há casos desses todos os dias. Vejam casos como Arábia saudita onde os pobres trabalhadores Filipinos não podem ter o seu culto Cristão. Não me digam que o islão é uma religião pacifica, porque na prática não é! Em Portugal por enquanto estão calmos e serenos, porque são uma pequenissima minoria e não têm força alguma. Também porque o responsável máximo da mesquita de Lisboa (que é um edificio por acaso lindissimo) é sem dúvida um moderado.
- Guilherme
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Rui Elias Maltez escreveu:"Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Mas em que página do Corão está isso escrito?
5:33 The only reward of those who make war upon Allah and His messenger and strive after corruption in the land will be that they will be killed or crucified, or have their hands and feet on alternate sides cut off, or will be expelled out of the land. Such will be their degradation in the world, and in the Hereafter theirs will be an awful doom;
5:51 O ye who believe! Take not the Jews and the Christians for friends. They are friends one to another. He among you who taketh them for friends is (one) of them. Lo! Allah guideth not wrongdoing folk.
5:86 But those who disbelieve and deny Our revelations, they are owners of hell- fire.
6:39 Those who deny Our revelations are deaf and dumb in darkness. Whom Allah will sendeth astray, and whom He will He placeth on a straight path.
8:12 When thy Lord inspired the angels, (saying): I am with you. So make those who believe stand firm. I will throw fear into the hearts of those who disbelieve. Then smite the necks and smite of them each finger.
8:13 That is because they opposed Allah and His messenger. Whoso opposeth Allah and His messenger, (for him) lo! Allah is severe in punishment.
8:14 That (is the award), so taste it, and (know) that for disbelievers is the torment of the Fire.
Muito mais em:
http://skepticsannotatedbible.com/quran/
- Guilherme
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2:191 And slay them wherever ye find them, and drive them out of the places whence they drove you out, for persecution is worse than slaughter. And fight not with them at the Inviolable Place of Worship until they first attack you there, but if they attack you (there) then slay them. Such is the reward of disbelievers.
2:192 But if they desist, then lo! Allah is Forgiving, Merciful.
2:193 And fight them until persecution is no more, and religion is for Allah. But if they desist, then let there be no hostility except against wrong-doers.
2:194 The forbidden month for the forbidden month, and forbidden things in retaliation. And one who attacketh you, attack him in like manner as he attacked you. Observe your duty to Allah, and know that Allah is with those who ward off (evil).
2:192 But if they desist, then lo! Allah is Forgiving, Merciful.
2:193 And fight them until persecution is no more, and religion is for Allah. But if they desist, then let there be no hostility except against wrong-doers.
2:194 The forbidden month for the forbidden month, and forbidden things in retaliation. And one who attacketh you, attack him in like manner as he attacked you. Observe your duty to Allah, and know that Allah is with those who ward off (evil).
cabeça de martelo escreveu:Na minha opinião o mundo islâmico é do mais incrível que pode haver. Eles ofendem, perseguem, matam... os Cristãos, os judeus, os Indus, etc. Em troca querem ser respeitados como pessoas de bons costumes (que não são). Meus senhores é de bradar aos céus, como é possível que eles querem vir para a Europa manter as 15 mulheres e viverem da assistência social? Em Portugal ainda não conheço casos desses, mas em França é muito frequente. Chegam cá e querem viver como nos países de origem, não respeitam as nossas leis e os nossos costumes. O Brasil pelo o que eu pude ouvir tem uma grande comunidade Muçulmana, tenham cuidado, no princípio é tudo muito bonito, mas depois, quando começam a ter algum peso na comunidade eles começam a mostrar as garras. O Islão pode ser uma religião que quando foi criada foi um enorme passo em frente, mas desde aí estagnou e os muçulmanos ainda querem viver numa sociedade com regras típicas da idade média, mas com as tecnologias e os confortos da vida moderna. Os últimos acontecimentos com o Papa, só vem a mostrar isso mesmo. Quantas vezes vemos os Mulás a dizerem verdadeiras atrocidades contra os cristãos?! Não, não podemos dizer que eles são uns coitadinhos e que nós não os compreendemos. A frase dita pelo Sume Pontífice foi tirada de contexto, no entanto eu concordo totalmente com ela: "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrará coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
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- FinkenHeinle
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P44 escreveu:bem, fanatismo por fanatismo, barbárie por barbárie, não nos esqueçamos da Barbárie que foram as CRUZADAS, lideradas por Fanáticos tão ou mais extremistas como a Al-Qaeda.
Tens razão. Porém, temos de contemporizar tudo que ocorreu, EM QUE ÉPOCA OCORREU...
Cabe lembrar que a Europa, durante o Iluminismo, tratou de criar um Estado Laico, que até hoje não conseguiu proliferar nos Países Árabes!
Atte.
André R. Finken Heinle
"If the battle for civilization comes down to the wimps versus the barbarians, the barbarians are going to win."
Thomas Sowell
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