O futuro da AAAe no Brasil

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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gaitero
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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#916 Mensagem por gaitero » Ter Jul 28, 2009 10:54 am

knigh7 escreveu:
Piffer escreveu: Como eu falei antes, a gente não está sozinho no combate. O EB tem que deixar a FAB fazer a parte dela e acreditar que ela irá fazer. Senão daqui a pouco, o Exército começa a comprar caças melhores que os da FAB para fazer o trabalho dela.

Não é 15000 ft. É 15000 metros ou 45000 pés. Bem mais alto que qualquer ataque aerotático.

Mas eu insisto novamente na questão da coordenação. Eu não tenho como lançar um míssil da 30 ou 40 km de distância sem ter um alvo identificado positivamente como hostil e designado pelo CDAT da FAB. Não dá para atirar em todos os plots que aparecem na tela do radar.

Abraços,
(no tocante a 15.000pés eu estava dando o exemplo dos ataques no conflito de Kosovo. Não sei mudaram o parâmetro ara 18.000pés, ou se a fonte de onde li trocou 18 por 15.).

Mas aí entra o conceito de Guerra NCW, onde um elemento que detecta compartilha os dados com a Força. E a ordem de abater poderia ser dada pelo Comando Divisionário ou algo acima dele.

Um sistema como o Pantsir, móvel, autônomo, com radar, detecta um alvo de 2m^2 de RCS a 36Km, trava a 28Km e pode abater um caça a 15Km de altura. Numa Brigada um veículo desses seria extremamente importante.
É uma pena terem cogitado o Tor e não o Pantsir.

Atenciosamente
knigh7, o Pantsir pode ser instalado sob o VBTP-MR versão 8x8??? É uma duvida que me intriga a tempos.... :roll:

Sobre o Tor...
O míssil SA-15 tem um alcance mínimo de 1,5 km e um alcance máximo de 12 km. Sua velocidade máxima é de 3000 km/h e o míssil é capaz de manobrar a 30 Gs, podendo engajar alvos que estejam voando a uma velocidade de 2125 km/h. A guiagem do míssil é feita por comando de rádio apoiado pelos sistemas de radares do lançador. A probabilidade de acerto (PK) do míssil é de 0.95 contra aeronaves e de 0.60 a 0.90 contra mísseis de cruzeiro.
Lendo isto me da a impressão de ser um sistema muito bom....




Aonde estão as Ogivas Nucleares do Brasil???
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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#917 Mensagem por Enlil » Ter Jul 28, 2009 2:16 pm

Marino escreveu:Postei no tópico sobre aviação do EB, mas cabe aqui também:
Katiucha

Luiz Carlos Azedo

Uma comitiva do Exército está na Rússia negociando acertos finais da compra de 12 helicópteros de ataque, modelo Mi-35 Hind, considerado uma espécie de fortaleza voadora. Os militares tentam acertar os detalhes do pacote de armas, com interesse principalmente por mísseis antiaéreos de última geração, de fabricação russa ou chinesa. O investimento estimado é de US$ 300 milhões.
Interessante. A sinergia entre a FAB-ExB em asas rotativas entrará em sua segunda geração após o compartilhamento de experiências com o UH-60...




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#918 Mensagem por EDSON » Ter Jul 28, 2009 3:19 pm

TOR M2?




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#919 Mensagem por FOXTROT » Ter Jul 28, 2009 3:31 pm

Muito bom, o anuncio oficial deve estar próximo, comprando agora a entrega ocorre quando?




"Só os mortos conhecem o fim da guerra" Platão.
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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#920 Mensagem por Glauber Prestes » Ter Jul 28, 2009 4:26 pm

Marino escreveu:Postei no tópico sobre aviação do EB, mas cabe aqui também:
Katiucha

Luiz Carlos Azedo

Uma comitiva do Exército está na Rússia negociando acertos finais da compra de 12 helicópteros de ataque, modelo Mi-35 Hind, considerado uma espécie de fortaleza voadora. Os militares tentam acertar os detalhes do pacote de armas, com interesse principalmente por mísseis antiaéreos de última geração, de fabricação russa ou chinesa. O investimento estimado é de US$ 300 milhões.
Esse valor é referente só ao sistema AAe, ou inclui o hind?

Se for só o AAe, e com base nos valores de 100 milhões da Venezuela, seriam 30 baterias (completas?)...

EDIT:
Depois, mais uns milhões pra comprar o Buk, para reequipar e criar mais uns GAAAe.




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#921 Mensagem por FCarvalho » Ter Jul 28, 2009 5:24 pm

Deixa ver se eu entendi. O EB está organizando sua anti-aéria assim:

Btl Inf > nada de aae
Bgda > nada de aae
Divisão > GAAe

Mas como é que pode, se na proposição da nova organização da estrutura de combate do EB as bgda ganham relevo e passam a ser as unidades básicas de desdobramento no TO. Me explica isso aí.




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#922 Mensagem por Glauber Prestes » Ter Jul 28, 2009 5:37 pm

FCarvalho escreveu:Deixa ver se eu entendi. O EB está organizando sua anti-aéria assim:

Btl Inf > nada de aae
Bgda > nada de aae
Divisão > GAAe

Mas como é que pode, se na proposição da nova organização da estrutura de combate do EB as bgda ganham relevo e passam a ser as unidades básicas de desdobramento no TO. Me explica isso aí.
Btl Inf> nada de AAe

Bda > Bateria subordinada, de baixa altura. O que falta, é subordinar uma bateria para todas as brigadas, e adequar cada uma à sua brigada.

Divisão GAAAe> baixa e média altura.

O Piffer falou, e eu conversei com o meu pai (o que a falta de comunicação entre pais e filho não faz!). Batalhões não devem ter unidades aniaéreas.

Vou no mercado, já volto




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#923 Mensagem por Wolfgang » Ter Jul 28, 2009 5:41 pm

glauberprestes escreveu:
FCarvalho escreveu:Deixa ver se eu entendi. O EB está organizando sua anti-aéria assim:

Btl Inf > nada de aae
Bgda > nada de aae
Divisão > GAAe

Mas como é que pode, se na proposição da nova organização da estrutura de combate do EB as bgda ganham relevo e passam a ser as unidades básicas de desdobramento no TO. Me explica isso aí.
Btl Inf> nada de AAe

Bda > Bateria subordinada, de baixa altura. O que falta, é subordinar uma bateria para todas as brigadas, e adequar cada uma à sua brigada.

Divisão GAAAe> baixa e média altura.

O Piffer falou, e eu conversei com o meu pai (o que a falta de comunicação entre pais e filho não faz!). Batalhões não devem ter unidades aniaéreas.

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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#924 Mensagem por FCarvalho » Ter Jul 28, 2009 6:22 pm

E a defesa de ponto dos Btl Inf atira com o quê? A pia da cozinha?

Esse negócio de bia nas bgda acho pouco, considerando-se que as mesmas atuam em extesões com linha de frente de até 2-4 km. Principalmente as de cav mec.

Se considerarmos que uma simples bateria conta com 6 unidades de tiro, apenas, como é que fica a defesa do PC da bgda, das om's de apoio/logistica, e principalmente, dos btls que estarão com o seu na reta? Isso numa área de cobertura que pode chegar a 16-20km2?

Não dá pra defender esse povo todo com uma bia. Ou dá um minimo de defesa pra cada um, ou então reforça a bia para nivel de grupo. Aí sim tem como fazer a coisa andar sem medo de levar um teco na cabela por falta de cobertura.
Ainda, aae divisionaria com defesa baixa altura me parece um conceito equivocado.

Afinal qual é a idéia da aae a nivel de divisão? Não é cobertura de área? Como é que se faz isso com aae de médio alcance? Uma divisão cobre uma área -dependendo de seus meios constitutivos - grande demais para aae média. A não ser que seja para a defesa da estrutura de C2 da própria div. Isto raciocinando-se que a divisão teoricamente teria a responsabilidade de defender as bgdas também, mas aí já foge do escopo doutrinário moderno. Doutrina essa inclusive que está sendo revista e priorizando as bgdas como elemento base de combate. O proprio conceito de divisão está sendo relegado a segundo plano, algo mais para o adminstrativo.

Daí como fica a defesa de área mesmo, aquela que teria como alvos a defender pontos estratégicos do país? Foi pro brejo, ou as bgdas vão ter que se virá e fazer o serviço também? Se não elas quem então?

A depender dos sistemas adquiridos, se for o TOR-M2 mesmo, este sistema privilegia as forças operacionais na linha de frente, em valor não divisionário. E os iglas como ficam? Já que baixa altura estará relegada a divisão, ou seja, defender os patentões.




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#925 Mensagem por Glauber Prestes » Ter Jul 28, 2009 9:22 pm

FCarvalho escreveu:E a defesa de ponto dos Btl Inf atira com o quê? A pia da cozinha?

Esse negócio de bia nas bgda acho pouco, considerando-se que as mesmas atuam em extesões com linha de frente de até 2-4 km. Principalmente as de cav mec.

Se considerarmos que uma simples bateria conta com 6 unidades de tiro, apenas, como é que fica a defesa do PC da bgda, das om's de apoio/logistica, e principalmente, dos btls que estarão com o seu na reta? Isso numa área de cobertura que pode chegar a 16-20km2?

Não dá pra defender esse povo todo com uma bia. Ou dá um minimo de defesa pra cada um, ou então reforça a bia para nivel de grupo. Aí sim tem como fazer a coisa andar sem medo de levar um teco na cabela por falta de cobertura.
20km²? Seria tipo 4x5, ou 10x2? Uma bateria segura isso sim. Não seria apenas uma peça, ou uma quantidade de peças juntas, e sim, um um conjunto, disposto de forma a sempre cobrir pelo menos, as extremidades do T.O. . Assumindo que a brigada esteja numa grande linha, acho que a bateria seria mais ou menos assim:

Assumo que a bateria imaginária tenha 5 seções de tiro, e que cada círculo preto corresponde a uma seção de tiro, e cada círculo vermelho, o alcance do radar de vigilância. Nada está em escala.

Imagem
Se estivermos falando do Tor por exemplo, teríamos uma linha de defesa de cerca de 30-40km!

Se a brigada estiver recebendo, ou estiver passível de receber ataques de todos os lados, a defesa provavelmente estaria disposta da seguinte maneira:
Imagem
Dessa maneira, teríamos uma área de de mais de 18km.
Ainda, aae divisionaria com defesa baixa altura me parece um conceito equivocado.

Afinal qual é a idéia da aae a nivel de divisão? Não é cobertura de área? Como é que se faz isso com aae de médio alcance? Uma divisão cobre uma área -dependendo de seus meios constitutivos - grande demais para aae média. A não ser que seja para a defesa da estrutura de C2 da própria div. Isto raciocinando-se que a divisão teoricamente teria a responsabilidade de defender as bgdas também, mas aí já foge do escopo doutrinário moderno. Doutrina essa inclusive que está sendo revista e priorizando as bgdas como elemento base de combate. O proprio conceito de divisão está sendo relegado a segundo plano, algo mais para o adminstrativo.

Daí como fica a defesa de área mesmo, aquela que teria como alvos a defender pontos estratégicos do país? Foi pro brejo, ou as bgdas vão ter que se virá e fazer o serviço também? Se não elas quem então?
A AAe divisionária cuida de áreas fixas. Então, novamente, se o alcance dos mísseis é de 40km (supondo o uso do BUK para média altura), podemos cobrir com uma bateria, uma área de cerca de 100km. Não necessáriamente, um grupo inteiro cobriria apenas uma área, ou um ponto.

A depender dos sistemas adquiridos, se for o TOR-M2 mesmo, este sistema privilegia as forças operacionais na linha de frente, em valor não divisionário. E os iglas como ficam? Já que baixa altura estará relegada a divisão, ou seja, defender os patentões.
Os iglas seriam perfeitos se remanejados para baterias de brigadas leves, de selva (que no caso, talvez precisariam se mais de uma bateria, ou outra organização, visto que as distâncias são homéricas, e os batalhões são desmenbrados em pelotões, igualmente longínquos), e PQDT. Junto com o SABER M60, seriam letais, e eficientíssimos nessas situações.

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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#926 Mensagem por WalterGaudério » Ter Jul 28, 2009 11:18 pm

Nukualofa77 escreveu:
Marino escreveu:Postei no tópico sobre aviação do EB, mas cabe aqui também:
Katiucha

Luiz Carlos Azedo

Uma comitiva do Exército está na Rússia negociando acertos finais da compra de 12 helicópteros de ataque, modelo Mi-35 Hind, considerado uma espécie de fortaleza voadora. Os militares tentam acertar os detalhes do pacote de armas, com interesse principalmente por mísseis antiaéreos de última geração, de fabricação russa ou chinesa. O investimento estimado é de US$ 300 milhões.
Interessante. A sinergia entre a FAB-ExB em asas rotativas entrará em sua segunda geração após o compartilhamento de experiências com o UH-60...
Báh!! esqueceste dos esquilos...




Só há 2 tipos de navios: os submarinos e os alvos...

Armam-se homens com as melhores armas.
Armam-se Submarinos com os melhores homens.


Os sábios PENSAM
Os Inteligentes COPIAM
Os Idiotas PLANTAM e os
Os Imbecis FINANCIAM...
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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#927 Mensagem por Enlil » Qua Jul 29, 2009 1:09 am

Sim, mas os Esquilos não têm muito mistério, não é verdade?! A propósito: parabéns pela netinha Walter [009], [], até mais...




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#928 Mensagem por FOXTROT » Qua Jul 29, 2009 9:35 am

glauberprestes escreveu:
FCarvalho escreveu:E a defesa de ponto dos Btl Inf atira com o quê? A pia da cozinha?

Esse negócio de bia nas bgda acho pouco, considerando-se que as mesmas atuam em extesões com linha de frente de até 2-4 km. Principalmente as de cav mec.

Se considerarmos que uma simples bateria conta com 6 unidades de tiro, apenas, como é que fica a defesa do PC da bgda, das om's de apoio/logistica, e principalmente, dos btls que estarão com o seu na reta? Isso numa área de cobertura que pode chegar a 16-20km2?

Não dá pra defender esse povo todo com uma bia. Ou dá um minimo de defesa pra cada um, ou então reforça a bia para nivel de grupo. Aí sim tem como fazer a coisa andar sem medo de levar um teco na cabela por falta de cobertura.
20km²? Seria tipo 4x5, ou 10x2? Uma bateria segura isso sim. Não seria apenas uma peça, ou uma quantidade de peças juntas, e sim, um um conjunto, disposto de forma a sempre cobrir pelo menos, as extremidades do T.O. . Assumindo que a brigada esteja numa grande linha, acho que a bateria seria mais ou menos assim:

Assumo que a bateria imaginária tenha 5 seções de tiro, e que cada círculo preto corresponde a uma seção de tiro, e cada círculo vermelho, o alcance do radar de vigilância. Nada está em escala.

Imagem
Se estivermos falando do Tor por exemplo, teríamos uma linha de defesa de cerca de 30-40km!

Se a brigada estiver recebendo, ou estiver passível de receber ataques de todos os lados, a defesa provavelmente estaria disposta da seguinte maneira:
Imagem
Dessa maneira, teríamos uma área de de mais de 18km.
Ainda, aae divisionaria com defesa baixa altura me parece um conceito equivocado.

Afinal qual é a idéia da aae a nivel de divisão? Não é cobertura de área? Como é que se faz isso com aae de médio alcance? Uma divisão cobre uma área -dependendo de seus meios constitutivos - grande demais para aae média. A não ser que seja para a defesa da estrutura de C2 da própria div. Isto raciocinando-se que a divisão teoricamente teria a responsabilidade de defender as bgdas também, mas aí já foge do escopo doutrinário moderno. Doutrina essa inclusive que está sendo revista e priorizando as bgdas como elemento base de combate. O proprio conceito de divisão está sendo relegado a segundo plano, algo mais para o adminstrativo.

Daí como fica a defesa de área mesmo, aquela que teria como alvos a defender pontos estratégicos do país? Foi pro brejo, ou as bgdas vão ter que se virá e fazer o serviço também? Se não elas quem então?
A AAe divisionária cuida de áreas fixas. Então, novamente, se o alcance dos mísseis é de 40km (supondo o uso do BUK para média altura), podemos cobrir com uma bateria, uma área de cerca de 100km. Não necessáriamente, um grupo inteiro cobriria apenas uma área, ou um ponto.

A depender dos sistemas adquiridos, se for o TOR-M2 mesmo, este sistema privilegia as forças operacionais na linha de frente, em valor não divisionário. E os iglas como ficam? Já que baixa altura estará relegada a divisão, ou seja, defender os patentões.
Os iglas seriam perfeitos se remanejados para baterias de brigadas leves, de selva (que no caso, talvez precisariam se mais de uma bateria, ou outra organização, visto que as distâncias são homéricas, e os batalhões são desmenbrados em pelotões, igualmente longínquos), e PQDT. Junto com o SABER M60, seriam letais, e eficientíssimos nessas situações.

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Muito bom glauberprestes, assim os leigos como eu podem compreender um pouco melhor como seria a defesa de uma Brigada, por exemplo.




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#929 Mensagem por FCarvalho » Qua Jul 29, 2009 12:36 pm

Glauber, valeu pelas explicações.




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Re: O futuro da AAAe no Brasil

#930 Mensagem por gaitero » Qua Jul 29, 2009 3:01 pm

glauberprestes escreveu:
FCarvalho escreveu:E a defesa de ponto dos Btl Inf atira com o quê? A pia da cozinha?

Esse negócio de bia nas bgda acho pouco, considerando-se que as mesmas atuam em extesões com linha de frente de até 2-4 km. Principalmente as de cav mec.

Se considerarmos que uma simples bateria conta com 6 unidades de tiro, apenas, como é que fica a defesa do PC da bgda, das om's de apoio/logistica, e principalmente, dos btls que estarão com o seu na reta? Isso numa área de cobertura que pode chegar a 16-20km2?

Não dá pra defender esse povo todo com uma bia. Ou dá um minimo de defesa pra cada um, ou então reforça a bia para nivel de grupo. Aí sim tem como fazer a coisa andar sem medo de levar um teco na cabela por falta de cobertura.
20km²? Seria tipo 4x5, ou 10x2? Uma bateria segura isso sim. Não seria apenas uma peça, ou uma quantidade de peças juntas, e sim, um um conjunto, disposto de forma a sempre cobrir pelo menos, as extremidades do T.O. . Assumindo que a brigada esteja numa grande linha, acho que a bateria seria mais ou menos assim:

Assumo que a bateria imaginária tenha 5 seções de tiro, e que cada círculo preto corresponde a uma seção de tiro, e cada círculo vermelho, o alcance do radar de vigilância. Nada está em escala.

Imagem
Se estivermos falando do Tor por exemplo, teríamos uma linha de defesa de cerca de 30-40km!

Se a brigada estiver recebendo, ou estiver passível de receber ataques de todos os lados, a defesa provavelmente estaria disposta da seguinte maneira:
Imagem
Dessa maneira, teríamos uma área de de mais de 18km.
Ainda, aae divisionaria com defesa baixa altura me parece um conceito equivocado.

Afinal qual é a idéia da aae a nivel de divisão? Não é cobertura de área? Como é que se faz isso com aae de médio alcance? Uma divisão cobre uma área -dependendo de seus meios constitutivos - grande demais para aae média. A não ser que seja para a defesa da estrutura de C2 da própria div. Isto raciocinando-se que a divisão teoricamente teria a responsabilidade de defender as bgdas também, mas aí já foge do escopo doutrinário moderno. Doutrina essa inclusive que está sendo revista e priorizando as bgdas como elemento base de combate. O proprio conceito de divisão está sendo relegado a segundo plano, algo mais para o adminstrativo.

Daí como fica a defesa de área mesmo, aquela que teria como alvos a defender pontos estratégicos do país? Foi pro brejo, ou as bgdas vão ter que se virá e fazer o serviço também? Se não elas quem então?
A AAe divisionária cuida de áreas fixas. Então, novamente, se o alcance dos mísseis é de 40km (supondo o uso do BUK para média altura), podemos cobrir com uma bateria, uma área de cerca de 100km. Não necessáriamente, um grupo inteiro cobriria apenas uma área, ou um ponto.

A depender dos sistemas adquiridos, se for o TOR-M2 mesmo, este sistema privilegia as forças operacionais na linha de frente, em valor não divisionário. E os iglas como ficam? Já que baixa altura estará relegada a divisão, ou seja, defender os patentões.
Os iglas seriam perfeitos se remanejados para baterias de brigadas leves, de selva (que no caso, talvez precisariam se mais de uma bateria, ou outra organização, visto que as distâncias são homéricas, e os batalhões são desmenbrados em pelotões, igualmente longínquos), e PQDT. Junto com o SABER M60, seriam letais, e eficientíssimos nessas situações.

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Glauber, vamos dar uma fumadinha agora...

Quantas unidades seriam necessárias para prover a defesa das bases aéreas? ( considerando o Buk neste caso ) e quantas unidades para os T.O.? ( considerando o Tor neste caso )




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