Operações Policiais e Militares

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

Moderadores: J.Ricardo, Conselho de Moderação

Mensagem
Autor
Avatar do usuário
ZeRo4
Sênior
Sênior
Mensagens: 4005
Registrado em: Dom Mar 14, 2004 5:03 pm
Localização: Rio de Janeiro

#886 Mensagem por ZeRo4 » Qua Out 31, 2007 9:49 pm

Jacobs escreveu:
ZeRo4 escreveu:Hahahahaha Sr. Beltrame! Fala sério!!! Beltrame fazendo um BOM trabalho??? só fala isso quem não é carioca ou quem não conhece polícia!


Ue, eu sou paulista, mas toda hora eu vejo noticias sobre incursões da PM nos morros. Isso é um puta trabalho. Mostra que a PM do Rio não esta a fim de negociar com bandido.

Poderia ser mais específico e expor seu ponto de vista?


Jacobs, agora eu vou torcer para o meu MENGÃO pq tem boas chances de se classificar para a Copa Libertadores. Depois do jogo, com calma, vou dizer pq para MIM e a maioria dos policiais do RJ o Sr. Beltrame não está fazendo um trabalho tão bom assim...




As GATs e RPs estão em toda cidade!

Como diria Bezerra da Silva: "Malandro é Malandro... Mané é Mané..." ;)
Avatar do usuário
Pablo Maica
Sênior
Sênior
Mensagens: 9049
Registrado em: Seg Dez 01, 2003 4:55 pm
Localização: Santa Maria Rio Grande Do Sul
Agradeceu: 335 vezes
Agradeceram: 601 vezes

#887 Mensagem por Pablo Maica » Qua Out 31, 2007 9:53 pm

É vai torcer pro mengão pq os topeiras do meu time deram um baita presente pra vcs!!! :? :? :? :?


Um abraço e t+ :D




Jacobs
Sênior
Sênior
Mensagens: 2060
Registrado em: Dom Jan 07, 2007 10:29 am
Localização: São Paulo - SP

#888 Mensagem por Jacobs » Qua Out 31, 2007 9:55 pm

ZeRo4 escreveu:
Jacobs escreveu:
ZeRo4 escreveu:Hahahahaha Sr. Beltrame! Fala sério!!! Beltrame fazendo um BOM trabalho??? só fala isso quem não é carioca ou quem não conhece polícia!


Ue, eu sou paulista, mas toda hora eu vejo noticias sobre incursões da PM nos morros. Isso é um puta trabalho. Mostra que a PM do Rio não esta a fim de negociar com bandido.

Poderia ser mais específico e expor seu ponto de vista?


Jacobs, agora eu vou torcer para o meu MENGÃO pq tem boas chances de se classificar para a Copa Libertadores. Depois do jogo, com calma, vou dizer pq para MIM e a maioria dos policiais do RJ o Sr. Beltrame não está fazendo um trabalho tão bom assim...


Beleza cara! Vai com fé que teu mengão se classifica...




Avatar do usuário
Pablo Maica
Sênior
Sênior
Mensagens: 9049
Registrado em: Seg Dez 01, 2003 4:55 pm
Localização: Santa Maria Rio Grande Do Sul
Agradeceu: 335 vezes
Agradeceram: 601 vezes

#889 Mensagem por Pablo Maica » Qua Out 31, 2007 10:01 pm

Vira tua boca pra lá Jacobs!!! :P


Um abraço e t+ :D




Avatar do usuário
PQD
Sênior
Sênior
Mensagens: 2342
Registrado em: Seg Mai 28, 2007 4:38 pm
Agradeceu: 2 vezes
Agradeceram: 6 vezes

#890 Mensagem por PQD » Qui Nov 01, 2007 10:02 am

Polícia Civil mata três em favela de Realengo

Entre os mortos está o chefe do tráfico, conhecido como o Terror da Zona Oeste, responsável por 12 mortes

Isabel Boechat*



Após seis meses de investigação, agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) mataram ontem o traficante Thiago Bezerra Silva Gomes, de 24 anos, o Thiaguinho, na Favela do Fumacê, em Realengo. Dois homens que seriam cúmplices do bandido, identificados apenas como Bené e Tenório, também foram baleados e morreram. Os três foram levados para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, aonde já chegaram mortos. Segundo a polícia, Thiaguinho era o chefe do tráfico e conhecido como o Terror da Zona Oeste.

De acordo com o delegado da Drae, Carlos Oliveira, o traficante seria responsável por pelo menos 12 mortes.

- Sua quadrilha era responsável por roubos, assaltos e assassinatos na região, entre eles o de um policial civil. Havia muitos mandados de prisão contra ele - disse o delegado.

Adesivos para sacolés: 'Obrigado pela preferência'

Com os três mortos, foram apreendidas uma escopeta, duas pistolas, duas granadas, munição e cocaína. A polícia também encontrou dezenas de adesivos, que seriam colados aos sacolés de cocaína, com a inscrição: "Obrigado pela preferência".

Thiago é acusado do assassinato do inspetor da Drae Antônio Carlos Ferreira, morto a tiros na noite de 23 de maio deste ano. Em 26 de abril, a estudante universitária Juliana Pereira da Silva, de 23 anos, foi atingida por uma bala perdida que partiu da Favela do Fumacê. Ela estava dirigindo na Avenida Brasil quando foi baleada.



Tráfico obriga comércio e escolas a fecharem as portas

Durante toda a manhã de ontem, o comércio ficou fechado na favela. Traficantes deram ordem para que nenhum estabelecimento abrisse as portas. Escolas também foram fechadas e a Viação Vila Real deixou na garagem os ônibus que circulam na região, para evitar que os veículos fossem incendiados. Segundo a Polícia Militar, o irmão do traficante Thiaguinho ordenou o luto. Ainda de acordo com a polícia, ele também é ligado ao tráfico.

A Secretaria municipal de Educação informou que 935 alunos das escolas municipais Lia Braga e Baden Powell não tiveram aulas ontem. Já as escolas Madre Benedita e Professora Joracy Camargo, além da Casa da Criança Guadalupe, funcionaram normalmente.

* Do Extra




Avatar do usuário
Matheus
Sênior
Sênior
Mensagens: 6182
Registrado em: Qui Abr 28, 2005 4:33 pm
Agradeceu: 341 vezes
Agradeceram: 432 vezes

#891 Mensagem por Matheus » Qui Nov 01, 2007 10:25 am

Enquanto nosso legislativo e judiciário não tomam jeito a polícia tem que passar o fogo nesses manés...a PF mesmo prendeu quase 100 pessoas aqui no RS, entre asslatantes de bancos, clonagem d eveículos, etc....mais de 70% já estão soltos "trabalhando nas ruas", alguns já foram presos duas vezes fazendo a mesma coisa depois da prisão pela PF neste ano....




Avatar do usuário
PQD
Sênior
Sênior
Mensagens: 2342
Registrado em: Seg Mai 28, 2007 4:38 pm
Agradeceu: 2 vezes
Agradeceram: 6 vezes

#892 Mensagem por PQD » Sex Nov 02, 2007 10:15 pm

A cumplicidade da esquerda com a barbárie

MURILO CAVALCANTI



A realidade no Brasil e suas cidades vai além da ficção, infelizmente, em termos de violência e desagregação social. Assemelha-se a uma crônica de sangue à moda de Nelson Rodrigues - a vida como ela é, e não deveria ser. Os personagens do teatrólogo das tragédias urbanas hoje seriam criaturas inofensivas diante dos malfeitores dos tempos presentes.

E não se diga que os culpados são apenas os atuais governantes. Parodiando o próprio Nelson Rodrigues, a violência não se improvisa. Dizia ele que nosso subdesenvolvimento vem de séculos. A violência, no caso, está sendo construída ao longo de décadas de descaso e de desgoverno e também resulta de deformações ideológicas. É responsabilidade de vários governos. De todos eles. Não por acaso que Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo são os Estados campeões de violência e foram governados por dirigentes de esquerda após a redemocratização.

A esquerda tem uma grande dificuldade de enfrentar esta questão. Nos tempos do regime autoritário, o Estado brasileiro foi colocado a serviço da repressão ideológica. Vem daí a deformação, ao ser confundida a repressão com o combate à delinqüência. O governo de Fernando Henrique Cardoso tratou a questão da violência com panos mornos. Assim também acontece com o governo Lula, para não dizer que está sendo tratada de faz-de-conta. As imagens de campanha, quando era dito que o governo do PT tinha um plano nacional de combate à violência, ficaram apenas no papel. Na verdade, serviram tão-somente como marketing de campanha. Era só fumaça.

Pernambuco e Rio de Janeiro apresentam realidades distintas, naturalmente, em termos históricos e culturais. Mas, o influente caldo de cultura das esquerdas introduziu tinturas ideológicas na abordagem e no equacionamento das questões da violência e da delinqüência. O Pernambuco das tradições libertárias se deixou dominar por uma cultura de tolerância disseminada em todas as camadas sociais. Das elites às classes excluídas, mesclam-se os traços culturais da impunidade e da tolerância.

O enfrentamento da violência deveria ser uma prioridade de Estado, como ocorre nas sociedades civilizadas. Mas não é. Nunca, jamais na história de nossos governantes, as raízes e os efeitos da violência foram tratados com a dimensão que o caso requer.

Em meio à banalização da violência, no Brasil matam-se humanos como se fossem insetos ou objetos descartáveis. E, o mais grave, como sintoma de nossa deformação ideológica: entidades com viés de esquerda, tipo UNE, CUT, MST, não dão um "pio" sobre esta guerra civil urbana não declarada, ou silenciam ou são complacentes; a pretexto de amparar os excluídos, essas entidades se tornam coniventes diante da barbárie.

Faz parte da ordem do dia atualmente uma grande mobilização em defesa da natureza, da ecologia, contra o aquecimento global e temas correlatos. Que bom! Gostaria de ver, também, tamanha façanha para preservar vidas humanas, além de animais irracionais ameaçados de extinção. As estatísticas revelam 45 mil mortes/ano com armas de fogo. Uma epidemia. Milhares de paraplégicos. Famílias aprisionadas em seus próprios lares. Uma legião de mortos-vivos. E a vida segue como se estivéssemos num céu de brigadeiro.

Construir presídios? Plano de segurança nacional? O governo vai empurrando com a barriga. O Ministério da Justiça do governo Lula prometeu construir sete presídios e apenas três foram erguidos no primeiro governo. Agora a promessa é de 167 presídios. Parece pirotecnia. E é. Endurecer as leis? Para quê? A impunidade é o principal "artigo" do Código Penal brasileiro. Bandidos com celular nos presídios - isto virou uma rotina. Exército nas ruas? Alegam que não foram preparados para essa missão. Mas, contraditoriamente a essa tese, no Haiti o Exército brasileiro foi para as ruas e as favelas, e a operação está dando certo.

Os brasileiros é que devem estar preparados para serem massacrados nesta guerra do dia-a-dia. Educação de qualidade? Como, se as escolas públicas brasileiras foram feitas para abrigar bichos irracionais e não humanos.

Noves fora o marketing, a verdade é cruel. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2008, elaborado pelo Poder Executivo, previsto para as cinco principais unidades orçamentárias voltadas para a segurança pública, terá uma redução de quase R$300 milhões, quando comparado com o PLOA de 2007, segundo dados revelados por Leandro Kleber da organização não-governamental Contas abertas (http://www.contasabertas.com.br). Eis a comprovação de que o governo brasileiro não tem um plano verdadeiro de segurança cidadã.

Olhando além dos nossos umbigos e do nosso nariz, percebemos que a questão da violência tem solução. Medellín e Bogotá, na Colômbia, são dois grandes laboratórios que funcionam com êxito. Em menos de 10 anos aquelas cidades reverteram uma situação de calamidade (Medellín chegou a 381 assassinatos/100 mil). Combinando a repressão dura ao crime organizado com políticas sociais e revitalização urbana dos espaços públicos, a Colômbia está mostrando que a guerra ainda não está perdida. Mas, para isso, o Brasil precisa urgentemente de governo e decisões corajosas dos governantes que priorizem a luta contra a desagregação social e ética da nação.

As esquerdas brasileiras e latino-americanas torcem o nariz para o êxito do Plano Colômbia por ser financiado em parte pelos Estados Unidos para erradicar as plantações de coca e combater os narcotraficantes autoproclamados de esquerda das chamadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A violência não tem ideologia. Não tem cor partidária. Ela atinge a todos -- principalmente os mais pobres. Ou o Brasil se mobiliza para dar um basta a esta matança, ou vamos continuar assistindo na mídia às manchetes vermelhas, com o sangue dos cidadãos brasileiros jorrando, fruto da marginalidade e da delinqüência urbana, suburbana e de todos os campos.

MURILO CAVALCANTI é coordenador do Movimento Brasil Sem Armas em Pernambuco.



Beltrame diz que SP 'esconde' seus crimes

Para secretário do Rio, números reais fariam as empresas fugirem

Marcelo Auler e Bruno Paes Manso



O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, colocou em dúvida ontem os dados criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). “No meu entendimento, São Paulo não divulga, não é transparente com seus dados criminais. Porque, se divulgasse, as empresas iam embora de lá como foram embora daqui”, disse Beltrame, durante um debate no 24.º Encontro Nacional de Procuradores da República, encerrado ontem na capital fluminense.

A polêmica aberta pelo secretário do Rio ocorreu enquanto ele respondia a críticas feitas durante o seminário pela socióloga Julita Lemgruber, ex-ouvidora de Polícia do Rio, que durante sua apresentação não poupou críticas à política de enfrentamento da Secretaria de Segurança. Julita também elogiou os resultados da polícia paulista.

No mesmo dia, em São Paulo, eram divulgados os dados do terceiro trimestre deste ano, que registram uma diminuição nos índices de homicídios dolosos pelo 25º trimestre consecutivo. Conforme os números, desde 1999, os homicídios caíram 63% no Estado e 72% na capital. Pela primeira vez desde que as estatísticas são feitas, São Paulo deve encerrar o ano com menos assassinatos do que o Rio, cerca de 5 mil, mesmo tendo o dobro da população.

A Secretaria de Segurança disse ontem que não iria responder às críticas de Beltrame. Mas o coordenador de Análise e Planejamento da SSP, Túlio Kahn, durante a apresentação dos números, já havia feito comparações entre as políticas de segurança nos dois Estados.

Kahn afirmou que o governo paulista não espera que a solução da criminalidade venha com uma “tropa de elite”, mas com uma polícia que se aproxime da população. “Apostamos no policiamento comunitário, que poderíamos chamar de tropa do povo”, afirmou.

Ele também lembrou que as políticas de policiamento ostensivo em comunidades com elevados níveis de violência - as Operações Saturação -, são feitas para cumprimento de mandados de prisão emitidos pela Justiça. “Não são invasões indiscriminadas. Fazemos prisões pontuais e evitamos mortes. Além disso, juntamente com o policiamento ostensivo, o governo de São Paulo passou a investir em políticas públicas para esses lugares, o que chamamos de Virada Social.”

Nos números divulgados ontem por São Paulo, além da queda de homicídios, a permanência dos casos de roubo em patamares elevados, na casa dos 55.493 no trimestre, 4,9% a mais do que o mesmo período do ano anterior, foi o dado que mais chamou a atenção. “Como os roubos atingem a classe média e continuam altos, a expressiva queda nos homicídios, localizados nos bairros mais pobres, ainda não aumentou a sensação de segurança.”

No Rio de Janeiro, Beltrame também analisou as diferenças entre a segurança nos dois Estados. A configuração geográfica seria uma delas. O segundo ponto citado foi o “descaso a que a segurança foi entregue, que permitiu que a estrutura criminosa se instalasse no seio da sociedade e não na periferia”. Ao comentar a terceira diferença, ele lembrou que, enquanto paulistas assistem a “uma luta entre polícia e bandido”, no Rio existem três facções criminosas, a polícia, e a “facção azul, que são as milícias que se instalaram na cidade”.

Beltrame afirmou que a solução para o Rio passa pela ocupação dos territórios hoje dominados pelo tráfico. “Precisamos recuperar isso, diminuir a gordura criminosa que ficou na cidade. Isso é traumático, complicado. O problema é muito mais complexo, muito mais demorado e muito mais sério do que ficarmos conversando fiado na televisão, para os holofotes. Temos de buscar as armas que estão com traficantes, a não ser que alguém os convença a entregá-las”, disse.




Avatar do usuário
Edu Lopes
Sênior
Sênior
Mensagens: 4549
Registrado em: Qui Abr 26, 2007 2:18 pm
Localização: Brasil / Rio de Janeiro / RJ

#893 Mensagem por Edu Lopes » Sáb Nov 03, 2007 10:39 am

Mais uma vitória dos defensores de bandidos.

Representante da ONU virá ao Rio analisar denúncias sobre excessos da polícia

RIO e GENEBRA - O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) para análises de casos de execuções sumárias, Philip Alston, virá ao Brasil para analisar denúncias de que a polícia não respeita os direitos humanos básicos. Entre outros lugares, ele vai visitar o Complexo do Alemão, onde deverá ouvir relatos sobre 19 mortes ocorridas durante operação da polícia do Rio, em 27 de junho. O observador da ONU chega à cidade no início da semana que vem, onde permanecerá até sábado, dia 10, quando está prevista a ida ao conjunto de favelas, em Ramos, na Zona Norte.

O relator da ONU vai analisar os rumos das investigações relacionadas às mortes no Complexo do Alemão e também na favela da Coréia, em Senador Camará, mês passado, onde 13 pessoas foram mortas, entre elas uma criança de 4 anos e um policial civil. Sobre esta operação, foram divulgadas pela TV imagens de policias atirando de helicóptero em suspostos traficantes em fuga.

Sobre a ação no Alemão, Alston chega à cidade em meio à polêmica relacionada a divergências entre os laudos de perícia da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), subordinada à Presidência da República, e do Instituto Médico-Legal, subordinado à Polícia Civil do Rio.

Com 15 páginas, o documento da SEDH, divulgado quinta-feira, aponta indícios de execução sumária e arbitrariamente (sem chance de defesa) na ação policial no Complexo do Alemão. Elaborado por três peritos contratados pelo Governo federal, o relatório ressalta as mortes de José da Silva Farias Júnior e Emerson Goulat. Ambos receberam o primeiro disparo no crânio: "Em ambos os casos, com o corpo em decúbito dorsal (deitados)" . As vítimas ainda foram atingidas por disparos no rosto e no tórax. O documento acrescenta que José e Emerson não tiveram possibilidade de defesa: "uma vez que o disparo letal foi dado de trás para a frente". Ou seja, os dois estavam de costas quando foram atingidos pelo primeiro disparo da polícia.

Uma das organizadoras da visita do representante da ONU, Sandra Carvalho, diretora-executiva da ONG Justiça Global, explica que a motivação da vinda de Philip Alston ao País são os documentos enviados por ONGs ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, relatando excessos praticados pela polícia no país. A situação no Rio, no entanto, é considerada mais grave.

Dados parciais do Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam que de janeiro a setembro, sete pessoas foram mortas a cada dois dias em supostos confrontos com a polícia. Além do Rio, Alston também visitará São Paulo, Pernambuco e Brasília. Segundo Sandra, o relatório elaborado pelo relator para execuções sumárias será divulgado no próximo ano.

Segundo as Nações Unidas, Alston se reunirá com "todos os atores da sociedade" no Brasil, incluindo as Forças Armadas, funcionários de prisões, representantes da Polícia Militar e da Polícia Civil. Alston visitará ainda o Supremo Tribunal Federal, governadores e membros do Congresso. O relator também estará com vítimas da violência no País.

O resultado da investigação será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU nos próximos meses. "Como resultado da visita, Alston vai relatar ao Conselho de Direitos Humanos sobre o cumprimento das obrigações do Brasil em termos de direitos humanos e fará recomendações com o objetivo de tornar as medidas de prevenção mais efetivas", afirmou um comunicado da ONU.

O subprocurador-geral de Justiça do estado, Leonardo Chaves, disse ontem que o Ministério Público estadual vai investigar as denúncias de execuções na operação policial do Alemão, feitas pelo governo federal. Chaves considerou as denúncias contundentes.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/11 ... 014905.asp




ImagemImagem
WalterGaudério
Sênior
Sênior
Mensagens: 13539
Registrado em: Sáb Jun 18, 2005 10:26 pm
Agradeceu: 56 vezes
Agradeceram: 201 vezes

#894 Mensagem por WalterGaudério » Sáb Nov 03, 2007 11:18 am

Vinicius Pimenta escreveu:E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R!

Vou chegar atrasado na aula só porque parei pra ler! Mas valeu a pena! Fantástico! Depois comento mais!

[009]


O cara é foda mesmo. Tem que fazer isso, encarar e chamar p' pau!. Eliminar o inimigo sem dar ouvidos a esse bando de ONGs que qdo não são coniventes, são comparsas.

Mas ele não deveria ter criticado SP.




Só há 2 tipos de navios: os submarinos e os alvos...

Armam-se homens com as melhores armas.
Armam-se Submarinos com os melhores homens.


Os sábios PENSAM
Os Inteligentes COPIAM
Os Idiotas PLANTAM e os
Os Imbecis FINANCIAM...
Avatar do usuário
Vinicius Pimenta
Site Admin
Site Admin
Mensagens: 12007
Registrado em: Seg Fev 17, 2003 12:10 am
Localização: Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Agradeceu: 65 vezes
Agradeceram: 131 vezes
Contato:

#895 Mensagem por Vinicius Pimenta » Sáb Nov 03, 2007 11:55 am

A notícia está fora de contexto. O cara estava num fórum e não se sabe que tipo de debate estava acontecendo. Muito menos qual o tom das críticas. Além do mais, não duvido do que ele falou. Aliás também não duvido que acontença o mesmo no Rio ou em qualquer outro estado.




Vinicius Pimenta

Você é responsável pelo ambiente e a qualidade do fórum que participa. Faça sua parte.
Avatar do usuário
PQD
Sênior
Sênior
Mensagens: 2342
Registrado em: Seg Mai 28, 2007 4:38 pm
Agradeceu: 2 vezes
Agradeceram: 6 vezes

#896 Mensagem por PQD » Seg Nov 05, 2007 10:04 am

PQD escreveu:
cicloneprojekt escreveu:
PQD escreveu:21 Out 07
O ESTADO DE SAO PAULO
A vida como ela é

Dora Kramer



O visitante desembarca hoje no Rio de Janeiro, pega um táxi no Aeroporto Antonio Carlos Jobim e, antes de chegar à Linha Vermelha em direção à zona sul, já recebe do motorista o panorama: "Aqui agora não tem mais mais, a polícia entra no morro e é na bala que conversa com o traficante".

O que será isso, um surto de beligerância à deriva, a reação de um espectador impactado com operações de invasão de morros com número elevado de mortes, a visão de um entusiasta da política de enfrentamento adotada pelo governo nas áreas de domínio do tráfico, ou a opinião de um residente que se sente de fato mais seguro na cidade?

Provavelmente de tudo um pouco. Na opinião do governador Sérgio Cabral Filho é, sobretudo, a tradução da absoluta exasperação das pessoas com a barbárie patrocinada pelo narcotráfico e do apoio da maioria ao uso da violência do Estado na defesa do estado da plenitude de direitos.

A Ordem dos Advogados protesta contra as "matanças", as ONGs vêem perigo nas ações de "extermínio", muitos especialistas criticam as operações, consideram-nas malfeitas, arriscadas para a população, os tradicionais "organizadores da paz" nas passeatas não gostam do que estão vendo, mas Cabral está convicto de que, ou é assim, ou o Rio pode dar adeus à esperança de ver restabelecida a ordem pública.

"Sem ela, não haverá qualidade de vida, crescimento econômico, organização urbana e o Estado será vencido nesse combate", diz, comparando a questão da segurança à estabilidade econômica e à responsabilidade fiscal.

"Esses preceitos sofreram resistência dos que se consideravam progressistas e hoje são valores incorporados pela sociedade, sem os quais o Brasil continuaria refém do atraso. São pressupostos desprovidos de ideologia, não são de direita nem se esquerda."

Sérgio Cabral sabe que se arrisca a ser apontado como conservador e truculento, mas se considera preparado para o embate entre os conceitos do enfrentamento direto e a ausência de uma política ativa que chama genericamente de "populismo" podendo assumir também a feição de "conivência" ou "leniência".

Recuar, já avisa que não vai. "Acordos e pactos nem pensar", embora não descarte a hipótese de haver reação violenta da criminalidade.

"É preciso enfrentar a vida como ela é. Para a maioria da população é duríssima."

Na opinião do governador, há um equívoco de origem na discussão sobre segurança pública.

"O processo de redemocratização criou no Brasil, e particularmente no Rio de Janeiro, uma falsa dicotomia entre a defesa da ordem pública e a defesa dos direitos humanos, como se não fossem, ambos, parte do mesmo processo civilizatório. A ditadura acabou desmoralizando a autoridade, que passou a ser sinônimo de truculência."

Para se enfrentar marginais, diz, "além das ações de inteligência e de ocupação do Estado nas áreas que se tornaram fortalezas do tráfico, é preciso o combate direto, pois são altamente armados e ainda manipulam as comunidades e a opinião pública".

Dá um exemplo: na operação na Favela da Coréia, a polícia apreendeu a contabilidade do tráfico e descobriu que as "tias", senhoras tidas como respeitáveis na comunidade, estavam na folha de pagamento dos traficantes para prestar serviços como dar depoimentos em delegacias atestando a condição de "trabalhadores" dos traficantes e denunciar à imprensa abuso nas ações policiais.

"Isso mostra o grau de contaminação e domínio do tráfico" que, acrescenta, atinge o contingente policial. "O combate direto com o bandido é a preliminar, mas trabalhamos também com o expurgo dos corruptos, com ações de intolerância a quaisquer infrações da cidade: transporte ilegal, prostituição, invasões de sem-teto, tudo."

Sem ajuda federal, entretanto, Cabral não acredita que dê conta. Insistirá na colaboração do Exército e já nesta quarta-feira vai aproveitar um encontro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para retomar o assunto.



Pesquisa

Logo após a invasão do Complexo do Alemão, em julho, quando morreram 19 pessoas, segundo a polícia, todos bandidos (há controvérsia), o Palácio Guanabara encomendou pesquisa e obteve o seguinte resultado: 83% foram a favor e 11% contra a operação.

Destes, 87% disseram-se favoráveis à extensão das ações a outras favelas, 73% consideraram as invasões eficazes; 56% apoiariam e 37% não concordariam se a polícia agisse perto de suas casas e pondo em risco a segurança de suas famílias; 62% acham necessários os confrontos mesmo ao custo da morte de inocentes (34% não apóiam, nesta hipótese) e 60% não acham que bandidos "executados sem julgamento" seja um atentado aos direitos humanos, embora 34% considerem sim uma agressão injustificada.

O intuito foi medir o grau de saturação dos habitantes dos bolsões controlados pelo narcotráfico e, pelos números, constata-se o óbvio: há um clamor por direito à vida e à liberdade.


Essa parte sublinhada não guarda muita novidade, sempre foi assim.


Esse lance das F.Armardas no rio, será que terei que mudar o titulo do tópico de OPERAÇÃO POLICIAL NO RIO para OPERACAO MILITAR NO RIO? :roll:
"


Por mais verba, Defesa quer tropas na segurança pública

Jobim defende mudança de lei para "antecipar os meios para atender às necessidades"

Projeto de alteração da lei integra o Plano Nacional de Defesa Nacional; Exército se diz pronto para atuar, mas precisa do suporte legal

RAPHAEL GOMIDE

DA SUCURSAL DO RIO



Mudar a lei e permitir o emprego das Forças Armadas na segurança pública, proposta lançada pelo Ministério da Defesa, é uma maneira de alavancar mais recursos para o orçamento das Forças, admite o ministro Nelson Jobim.

A pasta pediu um estudo sobre a alteração do "estatuto jurídico" da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ampliando as possibilidades legais de as forças militares serem usadas em crises de segurança nos Estados. Jobim admitiu à Folha que a mudança da lei permitirá aumento dos recursos para a Defesa. "Sim, sim, evidente que sim. Seria necessário ter o aparelhamento ajustado [às novas necessidades]", justificou.

É uma nova oportunidade de as Forças Armadas conseguirem recursos após perderem para a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança) o comando da segurança do Pan do Rio.

O projeto de mudança da lei integra o Plano Nacional de Defesa Nacional, presidido por Jobim e coordenado pelo ministro Mangabeira Unger, a ser concluído em setembro de 2008. Nas palavras de Jobim, o objetivo da mudança é abrir a discussão sobre o assunto e "antecipar os meios para atender às necessidades"; ou seja, poder usar as Forças Armadas quando necessário, sem nova discussão jurídica a cada vez.

"Já começamos a examinar os estatutos de tropas internacionais e alterações eventuais nos estatutos locais. O certo é que, para o emprego mais efetivo das Forças Armadas nesse tipo de atividade, precisamos mudar o estatuto legal das Forças. Não é questão de ser favorável ou contra: depende da necessidade -é a necessidade que determina. Não tenho antecipação de necessidade, preciso antecipar os meios para atender às necessidades."

De acordo com a Lei Complementar 117/2004, que hoje regula o "preparo e o emprego das Forças Armadas" em atribuições subsidiárias, elas só podem ser usadas quando o chefe do Executivo federal ou estadual reconhecer os instrumentos de polícia "esgotados", "indisponíveis, inexistentes ou insuficientes ao desempenho regular de sua missão constitucional". A intervenção deve ser "episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado", para "assegurar o resultado das operações na garantia da lei e da ordem". As Forças Armadas assumem o controle operacional dos órgãos de segurança pública.

Os militares hoje vêem com cautela situações do gênero porque alegam não contar com garantias legais para a tropa -como poder de polícia-, o que poderia expor soldados a eventuais processos judiciais. A alteração daria essa garantia.

A posição do Exército é que a Força está preparada para atuar, mas precisa do suporte legal, não só do componente político. Na prática, a mudança seria argumento para o aumento dos recursos para a pasta, em um tema sensível junto à sociedade, segurança.

A possibilidade de mais recursos agrada às Forças. Dois integrantes do Alto Comando do Exército ouvidos pela Folha, porém, dizem que o órgão tem de ser ouvido, e as ações teriam de continuar a ser exceção. Jobim disse que discutirá o tema com o comandante do Exército, general Enzo Peri.

Os militares dizem que cumprem qualquer missão, mas precisam de meios -equipamentos novos e armamentos não-letais e treinamento, segundo um integrante do Alto Comando do Exército.

Um oficial operacional da Força ouvido pela Folha estimou que a preparação específica para esse tipo de missão exige de três a quatro meses -tempo semelhante ao dos contingentes enviados ao Haiti, onde o Brasil participa desde 2004 de missão de paz.

Jobim assumiu com o ministério em crise, durante o caos aéreo, e conseguiu aumentar para R$ 6 bilhões a previsão de gastos no Orçamento para as três Forças -embora por enquanto apenas no papel.

O secretário nacional de Segurança Pública, Antonio Carlos Biscaia, não quis falar sobre o assunto. "Desconheço isso.




WalterGaudério
Sênior
Sênior
Mensagens: 13539
Registrado em: Sáb Jun 18, 2005 10:26 pm
Agradeceu: 56 vezes
Agradeceram: 201 vezes

#897 Mensagem por WalterGaudério » Seg Nov 05, 2007 5:53 pm

Que chantagem mais FDP!




Só há 2 tipos de navios: os submarinos e os alvos...

Armam-se homens com as melhores armas.
Armam-se Submarinos com os melhores homens.


Os sábios PENSAM
Os Inteligentes COPIAM
Os Idiotas PLANTAM e os
Os Imbecis FINANCIAM...
Avatar do usuário
xupacabr@
Avançado
Avançado
Mensagens: 602
Registrado em: Sex Mai 05, 2006 6:19 pm
Localização: Rio de Janeiro
Contato:

#898 Mensagem por xupacabr@ » Seg Nov 05, 2007 11:52 pm

há há há...

colocam um macaco como ministro dá nisso...

Ele não entendem que essas puliça, são todas FORÇAS AUXILIARES

e que as FFAA são as forças principais...


Eles querem colocar a força principal como recurso das auxiliares, a gosto de governadores...




Conheça os livros que muitos não querem que você leia:
http://www.livrariabrasil.net
Avatar do usuário
Moccelin
Sênior
Sênior
Mensagens: 4848
Registrado em: Qua Abr 11, 2007 11:53 am
Localização: Três Corações - MG
Agradeceram: 2 vezes

#899 Mensagem por Moccelin » Ter Nov 06, 2007 2:22 am

xupacabr@ escreveu:há há há...

colocam um macaco como ministro dá nisso...

Ele não entendem que essas puliça, são todas FORÇAS AUXILIARES

e que as FFAA são as forças principais...


Eles querem colocar a força principal como recurso das auxiliares, a gosto de governadores...


Se for feito assim VAI DAR MERDA (como diria o Cap Nascimento). Não daria certo uma nova legislação que colocasse o controle das FFAA 'nas mãos' das vontades de governadores...

Não gosto da idéia do EB trabalhando na segurança pública de forma alguma por N motivos, porém se isso tiver que ser feito que seja por meio do Governo Federal E com o controle das operações do Exército nas mãos de oficiais DO Exército...
Tipo, a região em torno de Brasília está uma bagunça. O Governador de Goiás faz um pedido formal para a União, e se for uma coisa lógica é enviada uma tropa do EB, treinada para esse fim, sob controle DO EB... Colocar forças nacionais nas mãos de Coronéis PMs e Governadores seria, no mínimo, ridículo.




The cake is a lie...
Avatar do usuário
xupacabr@
Avançado
Avançado
Mensagens: 602
Registrado em: Sex Mai 05, 2006 6:19 pm
Localização: Rio de Janeiro
Contato:

#900 Mensagem por xupacabr@ » Qua Nov 07, 2007 12:19 am

vilmarmoccelin escreveu:
xupacabr@ escreveu:há há há...

colocam um macaco como ministro dá nisso...

Ele não entendem que essas puliça, são todas FORÇAS AUXILIARES

e que as FFAA são as forças principais...


Eles querem colocar a força principal como recurso das auxiliares, a gosto de governadores...


Se for feito assim VAI DAR MERDA (como diria o Cap Nascimento). Não daria certo uma nova legislação que colocasse o controle das FFAA 'nas mãos' das vontades de governadores...

Não gosto da idéia do EB trabalhando na segurança pública de forma alguma por N motivos, porém se isso tiver que ser feito que seja por meio do Governo Federal E com o controle das operações do Exército nas mãos de oficiais DO Exército...
Tipo, a região em torno de Brasília está uma bagunça. O Governador de Goiás faz um pedido formal para a União, e se for uma coisa lógica é enviada uma tropa do EB, treinada para esse fim, sob controle DO EB... Colocar forças nacionais nas mãos de Coronéis PMs e Governadores seria, no mínimo, ridículo.


Eles tentaram aqui no rio




Conheça os livros que muitos não querem que você leia:
http://www.livrariabrasil.net
Responder