JAS-39 Gripen

Assuntos em discussão: Força Aérea Brasileira, forças aéreas estrangeiras e aviação militar.

Moderadores: Glauber Prestes, Conselho de Moderação

Mensagem
Autor
Avatar do usuário
Sintra
Sênior
Sênior
Mensagens: 3902
Registrado em: Sex Jun 02, 2006 3:20 pm
Localização: Emirado de Al-Guheirão que fica no Califado de AL-Sintra

Re: JAS-39 Gripen

#8821 Mensagem por Sintra » Qui Jan 07, 2010 3:17 pm

P44 escreveu:estive a ler agora acerca do "circo" que foi a escolha do JSF pela Noruega em detrimento do NG, e realmente os tipos da SAAB são cá uns ciganos em matéria de parlápiê e técnicas de vendas... :P

>>> http://www.defencetalk.com/forums/air-f ... n-ng-9171/

Foi um circo sim, mas não foram os Suecos os que mentiram... A forma como o Ministério da Defesa Norueguês adulterou os nºs apresentados pela SAAB foi uma vergonha. Ao mesmo tempo a LM apresentou nºs completamente irrealistas para os quais não estava e continua a não estar preparada para assinar um contrato com a Noruega com os valores que prometeu...




Budweiser 'beer' is like making love in a canoe - 'F***** close to water'...
Avatar do usuário
soultrain
Sênior
Sênior
Mensagens: 12154
Registrado em: Dom Jun 19, 2005 7:39 pm
Localização: Almada- Portugal

Re: JAS-39 Gripen

#8822 Mensagem por soultrain » Qui Jan 07, 2010 3:19 pm

Concordo, dos dois lados houve muita "godwill"





"O que se percebe hoje é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento" :!:


NJ
Avatar do usuário
Penguin
Sênior
Sênior
Mensagens: 18983
Registrado em: Seg Mai 19, 2003 10:07 pm
Agradeceu: 5 vezes
Agradeceram: 374 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8823 Mensagem por Penguin » Qui Jan 07, 2010 3:27 pm

AlbertoRJ escreveu:A Salex assinou um MoU com a ATMO e a Thales com a ATECH, que é a dona da ATMOS.
Além disso a Thales controla a Omnisys, que é a empresa nacional com a maior experiência em radares.

[]'s
Todos assinaram MoU com a Atech!

ToT de radar do consorcio Rafale International é com a uma empresa pertecente ao Grupo Thales, a Onminisys.
A Selex-Galileo fez acordo de ToT com uma empresa nacional,a Atmos, controlada pela Atech.


Por sinal...

----------------------------------------------



Valor 05 Novembro 2009


FAB enviou pedido de informações para várias empresas
que atuam no setor aeroespacial

Virgínia Silveira, para o Valor,
de São José dos Campos

A gerência do programa F-X2, de renovação dos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), solicitou às empresas do setor aeroespacial uma nova avaliação das últimas propostas, que foram encaminhadas pelas três fabricantes que disputam o contrato estimado entre US$ 4 e 7 US$ bilhões - Boeing, Dassault e Gripen. Segundo informações de duas empresas consultadas pela FAB, foi feito um pedido adicional de esclarecimento sobre a expectativa de geração de emprego nas empresas do setor com os possíveis programas de transferência de tecnologia do F-X2.

O pedido, de acordo com especialistas que acompanham o processo de compra dos caças, foi enviado para a Embraer, Aeroeletrônica, Mectron, Atech, Friuli, Winnstal, Akaer, Imbra Aerospace, Focal, Graúna, entre outras. As últimas respostas foram encaminhadas à FAB na quarta-feira da semana passada. A Aeronáutica está finalizando o relatório técnico de avaliação das três concorrentes e a previsão é que ainda este mês o documento seja encaminhado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

A reportagem solicitou ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informações sobre o novo pedido de esclarecimento encaminhado pela FAB às empresas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Ao contrário do programa de aquisição dos helicópteros franceses, em que a FAB optou por reforçar as contrapartidas industriais, com maior envolvimento das empresas brasileiras na produção de peças e na prestação de serviços, o programa dos caças tem como foco estratégico a capacitação tecnológica da indústria nacional para a construção futura de um caça supersônico. Entre as empresas que atuam mais na área de desenvolvimento de engenharia a preferência se dá pelo sueco Gripen, pela proposta de desenvolvimento conjunto da aeronave.

"A proposta da Saab é a que melhor atende aos interesses da indústria do setor, porque prevê um trabalho conjunto de desenvolvimento do avião. Num prazo de 10 a 15 anos teremos competência de fazer um caça supersônico com engenharia brasileira", comenta o diretor presidente da Imbra Aerospace, Jairo Cândido. O executivo, que também é diretor do Departamento de Defesa da Fiesp, coordenou as rodadas de negociação das três concorrentes do F-X2. Segundo ele, a maior parte das 150 empresas que participaram desses encontros também revelaram uma preferência pela oferta sueca, no que diz respeito a transferência de tecnologia.

"Este é o sentimento da indústria e o governo brasileiro também tem dito que não compra mais produtos de prateleira na área de defesa". A opinião do empresário também é compartilhada pelo diretor do Ciesp de São José dos Campos, Almir Fernandes. Segundo ele, pelo menos 30 das cerca de 50 empresas da cadeia Aeronáutica brasileira acreditam que a Saab oferece melhores oportunidades de participação dessas empresas no desenvolvimento de tecnologias estratégicas, desde a fase de projeto até o nível de produção.

Lideradas pela Akaer, as empresas Friuli, Winnstal, Minoica e Friuli já estão trabalhando no desenvolvimento do novo caça sueco Gripen NG, projeto que foi ofertado pela fabricante Saab ao programa F-X2. A T1, holding que reúne as cinco empresas brasileiras, será a responsável pelo projeto e produção da fuselagem central, fuselagem traseira e asas do Gripen NG.

"Fabricar peças não agrega nenhum valor. O que nós queremos é dominar a tecnologia de desenvolvimento dos caças para, em poucos anos, sermos exportadores desse tipo de aeronave e de tecnologias que consolidarão a expansão da nossa indústria Aeronáutica, hoje bastante dependente de apenas um fornecedor, que é a Embraer", ressalta o diretor executivo da Akaer, César Augusto da Silva.

No fim de outubro, o vice-presidente da Embraer para o Mercado de Defesa, Orlando José Ferreira Neto, declarou ao Valor que, do ponto de vista de transferência de tecnologia, a "oferta da empresa sueca Saab é a que vai assegurar ao Brasil o conhecimento e a agregação de tecnologia dentro da premissa ´on the job doing´, ou seja, aprender fazendo".

Segundo o executivo, o Gripen é o único que oferece oportunidade para o Brasil começar o desenvolvimento de um caça do zero. "Não estamos interessados em fabricar peças. Buscamos o domínio de conhecimento que ainda não temos e que nos será útil no desenvolvimento de futuras aeronaves." A capacitação da indústria nacional, segundo Ferreira Neto, é primordial para garantir a autonomia do país no futuro para fazer modificações nos aviões que a FAB vai adquirir e para construir um novo caça.

O presidente da Atech, uma das empresas do setor de defesa, consideradas estratégicas pelo governo brasileiro, Tarcísio Takashi Muta, disse que, a exemplo do que aconteceu com o sistema de tráfego aéreo no país, a escolha dos novos caças deve priorizar o aspecto de domínio dos sistemas da aeronave para sermos capazes de fazer as modificações que a FAB julgar necessárias. A Atech participou do processo de absorção de tecnologia de controle de tráfego aéreo, o que permitiu que o Brasil atingisse autonomia no gerenciamento do seu espaço aéreo




Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo.
Carlo M. Cipolla
Avatar do usuário
Dieneces
Sênior
Sênior
Mensagens: 6524
Registrado em: Seg Abr 09, 2007 1:50 pm
Localização: São Gabriel , RS
Agradeceu: 9 vezes
Agradeceram: 10 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8824 Mensagem por Dieneces » Qui Jan 07, 2010 4:05 pm

Bourne escreveu:
soultrain escreveu:Vai em roxo tá? Para não ferir a sua susceptibilidade :mrgreen:

A Atech é um integrador, ou seja software, alguém me corrija se eu estiver enganado. Além disso tem como clientes a Galileu e a EADS...

A ATMOS do grupo, faz o mesmo mas para radares meteriológicos, mas até agora só fez UM.

Então qual a vantagem para estas de um fabricante de Antenas AESA? Do back end do radar, até percebia, agora da Antena que é puro Hardware, para empresas de software????


Já agora investigue de onde veio o CTA e o ITA.

[[]]'s
PÔ!!!! Tu queres que a empresas chegue arrasando. Tem que começar de algum lugar. Para expandir as atividades vai servir.
A empresa que originou a Aeroeletrônica fabricava inicialmente bancos (assentos) para aviões .




Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
Avatar do usuário
Dieneces
Sênior
Sênior
Mensagens: 6524
Registrado em: Seg Abr 09, 2007 1:50 pm
Localização: São Gabriel , RS
Agradeceu: 9 vezes
Agradeceram: 10 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8825 Mensagem por Dieneces » Qui Jan 07, 2010 4:09 pm

Santiago escreveu:
AlbertoRJ escreveu:A Salex assinou um MoU com a ATMO e a Thales com a ATECH, que é a dona da ATMOS.
Além disso a Thales controla a Omnisys, que é a empresa nacional com a maior experiência em radares.

[]'s
Todos assinaram MoU com a Atech!

ToT de radar do consorcio Rafale International é com a uma empresa pertecente ao Grupo Thales, a Onminisys.
A Selex-Galileo fez acordo de ToT com uma empresa nacional,a Atmos, controlada pela Atech.


Por sinal...

----------------------------------------------



Valor 05 Novembro 2009


FAB enviou pedido de informações para várias empresas
que atuam no setor aeroespacial

Virgínia Silveira, para o Valor,
de São José dos Campos

A gerência do programa F-X2, de renovação dos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), solicitou às empresas do setor aeroespacial uma nova avaliação das últimas propostas, que foram encaminhadas pelas três fabricantes que disputam o contrato estimado entre US$ 4 e 7 US$ bilhões - Boeing, Dassault e Gripen. Segundo informações de duas empresas consultadas pela FAB, foi feito um pedido adicional de esclarecimento sobre a expectativa de geração de emprego nas empresas do setor com os possíveis programas de transferência de tecnologia do F-X2.

O pedido, de acordo com especialistas que acompanham o processo de compra dos caças, foi enviado para a Embraer, Aeroeletrônica, Mectron, Atech, Friuli, Winnstal, Akaer, Imbra Aerospace, Focal, Graúna, entre outras. As últimas respostas foram encaminhadas à FAB na quarta-feira da semana passada. A Aeronáutica está finalizando o relatório técnico de avaliação das três concorrentes e a previsão é que ainda este mês o documento seja encaminhado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

A reportagem solicitou ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informações sobre o novo pedido de esclarecimento encaminhado pela FAB às empresas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Ao contrário do programa de aquisição dos helicópteros franceses, em que a FAB optou por reforçar as contrapartidas industriais, com maior envolvimento das empresas brasileiras na produção de peças e na prestação de serviços, o programa dos caças tem como foco estratégico a capacitação tecnológica da indústria nacional para a construção futura de um caça supersônico. Entre as empresas que atuam mais na área de desenvolvimento de engenharia a preferência se dá pelo sueco Gripen, pela proposta de desenvolvimento conjunto da aeronave.

"A proposta da Saab é a que melhor atende aos interesses da indústria do setor, porque prevê um trabalho conjunto de desenvolvimento do avião. Num prazo de 10 a 15 anos teremos competência de fazer um caça supersônico com engenharia brasileira", comenta o diretor presidente da Imbra Aerospace, Jairo Cândido. O executivo, que também é diretor do Departamento de Defesa da Fiesp, coordenou as rodadas de negociação das três concorrentes do F-X2. Segundo ele, a maior parte das 150 empresas que participaram desses encontros também revelaram uma preferência pela oferta sueca, no que diz respeito a transferência de tecnologia.

"Este é o sentimento da indústria e o governo brasileiro também tem dito que não compra mais produtos de prateleira na área de defesa". A opinião do empresário também é compartilhada pelo diretor do Ciesp de São José dos Campos, Almir Fernandes. Segundo ele, pelo menos 30 das cerca de 50 empresas da cadeia Aeronáutica brasileira acreditam que a Saab oferece melhores oportunidades de participação dessas empresas no desenvolvimento de tecnologias estratégicas, desde a fase de projeto até o nível de produção.

Lideradas pela Akaer, as empresas Friuli, Winnstal, Minoica e Friuli já estão trabalhando no desenvolvimento do novo caça sueco Gripen NG, projeto que foi ofertado pela fabricante Saab ao programa F-X2. A T1, holding que reúne as cinco empresas brasileiras, será a responsável pelo projeto e produção da fuselagem central, fuselagem traseira e asas do Gripen NG.

"Fabricar peças não agrega nenhum valor. O que nós queremos é dominar a tecnologia de desenvolvimento dos caças para, em poucos anos, sermos exportadores desse tipo de aeronave e de tecnologias que consolidarão a expansão da nossa indústria Aeronáutica, hoje bastante dependente de apenas um fornecedor, que é a Embraer", ressalta o diretor executivo da Akaer, César Augusto da Silva.

No fim de outubro, o vice-presidente da Embraer para o Mercado de Defesa, Orlando José Ferreira Neto, declarou ao Valor que, do ponto de vista de transferência de tecnologia, a "oferta da empresa sueca Saab é a que vai assegurar ao Brasil o conhecimento e a agregação de tecnologia dentro da premissa ´on the job doing´, ou seja, aprender fazendo".

Segundo o executivo, o Gripen é o único que oferece oportunidade para o Brasil começar o desenvolvimento de um caça do zero. "Não estamos interessados em fabricar peças. Buscamos o domínio de conhecimento que ainda não temos e que nos será útil no desenvolvimento de futuras aeronaves." A capacitação da indústria nacional, segundo Ferreira Neto, é primordial para garantir a autonomia do país no futuro para fazer modificações nos aviões que a FAB vai adquirir e para construir um novo caça.

O presidente da Atech, uma das empresas do setor de defesa, consideradas estratégicas pelo governo brasileiro, Tarcísio Takashi Muta, disse que, a exemplo do que aconteceu com o sistema de tráfego aéreo no país, a escolha dos novos caças deve priorizar o aspecto de domínio dos sistemas da aeronave para sermos capazes de fazer as modificações que a FAB julgar necessárias. A Atech participou do processo de absorção de tecnologia de controle de tráfego aéreo, o que permitiu que o Brasil atingisse autonomia no gerenciamento do seu espaço aéreo
Consta no relatório que vazou o interesse maior da indústria brasileira pelo Gripen. Apesar da política de sufocar opiniões lançada pelo governo .




Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
AlbertoRJ
Sênior
Sênior
Mensagens: 7163
Registrado em: Sex Out 07, 2005 8:20 pm
Localização: Rio de Janeiro - RJ

Re: JAS-39 Gripen

#8826 Mensagem por AlbertoRJ » Qui Jan 07, 2010 4:11 pm

Santiago escreveu:
AlbertoRJ escreveu:A Salex assinou um MoU com a ATMO e a Thales com a ATECH, que é a dona da ATMOS.
Além disso a Thales controla a Omnisys, que é a empresa nacional com a maior experiência em radares.

[]'s
Todos assinaram MoU com a Atech!

ToT de radar do consorcio Rafale International é com a uma empresa pertecente ao Grupo Thales, a Onminisys.
A Selex-Galileo fez acordo de ToT com uma empresa nacional,a Atmos, controlada pela Atech.


Por sinal...

----------------------------------------------



Valor 05 Novembro 2009


FAB enviou pedido de informações para várias empresas
que atuam no setor aeroespacial

Virgínia Silveira, para o Valor,
de São José dos Campos

A gerência do programa F-X2, de renovação dos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), solicitou às empresas do setor aeroespacial uma nova avaliação das últimas propostas, que foram encaminhadas pelas três fabricantes que disputam o contrato estimado entre US$ 4 e 7 US$ bilhões - Boeing, Dassault e Gripen. Segundo informações de duas empresas consultadas pela FAB, foi feito um pedido adicional de esclarecimento sobre a expectativa de geração de emprego nas empresas do setor com os possíveis programas de transferência de tecnologia do F-X2.

O pedido, de acordo com especialistas que acompanham o processo de compra dos caças, foi enviado para a Embraer, Aeroeletrônica, Mectron, Atech, Friuli, Winnstal, Akaer, Imbra Aerospace, Focal, Graúna, entre outras. As últimas respostas foram encaminhadas à FAB na quarta-feira da semana passada. A Aeronáutica está finalizando o relatório técnico de avaliação das três concorrentes e a previsão é que ainda este mês o documento seja encaminhado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.

A reportagem solicitou ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informações sobre o novo pedido de esclarecimento encaminhado pela FAB às empresas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Ao contrário do programa de aquisição dos helicópteros franceses, em que a FAB optou por reforçar as contrapartidas industriais, com maior envolvimento das empresas brasileiras na produção de peças e na prestação de serviços, o programa dos caças tem como foco estratégico a capacitação tecnológica da indústria nacional para a construção futura de um caça supersônico. Entre as empresas que atuam mais na área de desenvolvimento de engenharia a preferência se dá pelo sueco Gripen, pela proposta de desenvolvimento conjunto da aeronave.

"A proposta da Saab é a que melhor atende aos interesses da indústria do setor, porque prevê um trabalho conjunto de desenvolvimento do avião. Num prazo de 10 a 15 anos teremos competência de fazer um caça supersônico com engenharia brasileira", comenta o diretor presidente da Imbra Aerospace, Jairo Cândido. O executivo, que também é diretor do Departamento de Defesa da Fiesp, coordenou as rodadas de negociação das três concorrentes do F-X2. Segundo ele, a maior parte das 150 empresas que participaram desses encontros também revelaram uma preferência pela oferta sueca, no que diz respeito a transferência de tecnologia.

"Este é o sentimento da indústria e o governo brasileiro também tem dito que não compra mais produtos de prateleira na área de defesa". A opinião do empresário também é compartilhada pelo diretor do Ciesp de São José dos Campos, Almir Fernandes. Segundo ele, pelo menos 30 das cerca de 50 empresas da cadeia Aeronáutica brasileira acreditam que a Saab oferece melhores oportunidades de participação dessas empresas no desenvolvimento de tecnologias estratégicas, desde a fase de projeto até o nível de produção.

Lideradas pela Akaer, as empresas Friuli, Winnstal, Minoica e Friuli já estão trabalhando no desenvolvimento do novo caça sueco Gripen NG, projeto que foi ofertado pela fabricante Saab ao programa F-X2. A T1, holding que reúne as cinco empresas brasileiras, será a responsável pelo projeto e produção da fuselagem central, fuselagem traseira e asas do Gripen NG.

"Fabricar peças não agrega nenhum valor. O que nós queremos é dominar a tecnologia de desenvolvimento dos caças para, em poucos anos, sermos exportadores desse tipo de aeronave e de tecnologias que consolidarão a expansão da nossa indústria Aeronáutica, hoje bastante dependente de apenas um fornecedor, que é a Embraer", ressalta o diretor executivo da Akaer, César Augusto da Silva.

No fim de outubro, o vice-presidente da Embraer para o Mercado de Defesa, Orlando José Ferreira Neto, declarou ao Valor que, do ponto de vista de transferência de tecnologia, a "oferta da empresa sueca Saab é a que vai assegurar ao Brasil o conhecimento e a agregação de tecnologia dentro da premissa ´on the job doing´, ou seja, aprender fazendo".

Segundo o executivo, o Gripen é o único que oferece oportunidade para o Brasil começar o desenvolvimento de um caça do zero. "Não estamos interessados em fabricar peças. Buscamos o domínio de conhecimento que ainda não temos e que nos será útil no desenvolvimento de futuras aeronaves." A capacitação da indústria nacional, segundo Ferreira Neto, é primordial para garantir a autonomia do país no futuro para fazer modificações nos aviões que a FAB vai adquirir e para construir um novo caça.

O presidente da Atech, uma das empresas do setor de defesa, consideradas estratégicas pelo governo brasileiro, Tarcísio Takashi Muta, disse que, a exemplo do que aconteceu com o sistema de tráfego aéreo no país, a escolha dos novos caças deve priorizar o aspecto de domínio dos sistemas da aeronave para sermos capazes de fazer as modificações que a FAB julgar necessárias. A Atech participou do processo de absorção de tecnologia de controle de tráfego aéreo, o que permitiu que o Brasil atingisse autonomia no gerenciamento do seu espaço aéreo
O Hardware do radar da ATMOS é da Omnisys. A empresa foi criada pela ATECH e Omnisys
para comercializar esse radar. A ATECH é uma empresa de software.

[]'s




Alberto -
AlbertoRJ
Sênior
Sênior
Mensagens: 7163
Registrado em: Sex Out 07, 2005 8:20 pm
Localização: Rio de Janeiro - RJ

Re: JAS-39 Gripen

#8827 Mensagem por AlbertoRJ » Qui Jan 07, 2010 4:12 pm

Dieneces escreveu:
Bourne escreveu: PÔ!!!! Tu queres que a empresas chegue arrasando. Tem que começar de algum lugar. Para expandir as atividades vai servir.
A empresa que originou a Aeroeletrônica fabricava inicialmente bancos (assentos) para aviões .
Dieneces, acho que você está confundindo com a Aeromot.

[]'s




Alberto -
Avatar do usuário
Dieneces
Sênior
Sênior
Mensagens: 6524
Registrado em: Seg Abr 09, 2007 1:50 pm
Localização: São Gabriel , RS
Agradeceu: 9 vezes
Agradeceram: 10 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8828 Mensagem por Dieneces » Qui Jan 07, 2010 5:03 pm

E a Aeroeletrônica nasceu de onde , amigo Alberto ? :wink:




Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
AlbertoRJ
Sênior
Sênior
Mensagens: 7163
Registrado em: Sex Out 07, 2005 8:20 pm
Localização: Rio de Janeiro - RJ

Re: JAS-39 Gripen

#8829 Mensagem por AlbertoRJ » Qui Jan 07, 2010 5:08 pm

Dieneces escreveu:E a Aeroeletrônica nasceu de onde , amigo Alberto ? :wink:
É verdade.
Foi fundada pela Aeromot.

[]'s




Alberto -
Avatar do usuário
Túlio
Site Admin
Site Admin
Mensagens: 62670
Registrado em: Sáb Jul 02, 2005 9:23 pm
Localização: Tramandaí, RS, Brasil
Agradeceu: 6704 vezes
Agradeceram: 7015 vezes
Contato:

Re: JAS-39 Gripen

#8830 Mensagem por Túlio » Qui Jan 07, 2010 9:21 pm

Meu Deus, até NISSO esse programa está parecendo o AMX, POWS!!! :shock: :shock: :shock: :shock:

Contes a outra metade da história, Dieneces: a Aeromot criou a Aeroeletrônica para fazer aviônicos na onda do AMX, exatamente como essa ATMOS construtora de UM ÚNICO radar meteorológico (exatamente a mesma tecnologia de um AESA de última geração... :roll: ).

Bueno, como sou um dos poucos defensores do AMX aqui, talvez eu acabe até gostando desse tale de paper-fighter, pois os paralelos são impressionantes...

E SE for verdade que o relatório da FAB é favorável a ele vai ser mais tri ainda, no AMX Italiano eles berram até hoje que lhes foi empurrado goela abaixo um produto que não queriam, dessa vez vão ter que ficar bem quietinhos e até botar o Talha véio de Relações Públicas, expressamente autorizado a dizer e escrever o que bem entender - não vou perder UM SÓ pronunciamente dele, juro! - pois credibilidade vai pro buraco de vez... 8-]




“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”

P. Sullivan (Margin Call, 2011)
Avatar do usuário
Bourne
Sênior
Sênior
Mensagens: 21086
Registrado em: Dom Nov 04, 2007 11:23 pm
Localização: Campina Grande do Sul
Agradeceu: 3 vezes
Agradeceram: 21 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8831 Mensagem por Bourne » Qui Jan 07, 2010 9:35 pm

Santiago escreveu:
AlbertoRJ escreveu:A Salex assinou um MoU com a ATMO e a Thales com a ATECH, que é a dona da ATMOS.
Além disso a Thales controla a Omnisys, que é a empresa nacional com a maior experiência em radares.

[]'s
Todos assinaram MoU com a Atech!

ToT de radar do consorcio Rafale International é com a uma empresa pertecente ao Grupo Thales, a Onminisys.
A Selex-Galileo fez acordo de ToT com uma empresa nacional,a Atmos, controlada pela Atech.


Por sinal...

----------------------------------------------
Se a Onminissys é controlada pela Thales a empresa não é nacional. Goste ou não virou uma subsidiária da Thales e não faz sentido ter ToT para ela mesma, ainda querer que o país pague por isso como sendo ToT. Os ToT ocorre entre empresas ou instituições (centros de pesquisa, por exemplo) que não tem ligação entre si, que podem estar em diferentes países. Assim, quando se fala em ToT, pressupõe empresas ou instituições diferentes, uma que está vendendo possivelmente tecnologia madura em fase de obsolecencia, e, outra, comprando na medida que não tem acesso a tecnologia por outros meios e serve como base para desenvolvimentos futuros.




Editado pela última vez por Bourne em Qui Jan 07, 2010 9:47 pm, em um total de 3 vezes.
Avatar do usuário
Bourne
Sênior
Sênior
Mensagens: 21086
Registrado em: Dom Nov 04, 2007 11:23 pm
Localização: Campina Grande do Sul
Agradeceu: 3 vezes
Agradeceram: 21 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8832 Mensagem por Bourne » Qui Jan 07, 2010 9:38 pm

Túlio escreveu:Meu Deus, até NISSO esse programa está parecendo o AMX, POWS!!! :shock: :shock: :shock: :shock:

Contes a outra metade da história, Dieneces: a Aeromot criou a Aeroeletrônica para fazer aviônicos na onda do AMX, exatamente como essa ATMOS construtora de UM ÚNICO radar meteorológico (exatamente a mesma tecnologia de um AESA de última geração... :roll: ).

Bueno, como sou um dos poucos defensores do AMX aqui, talvez eu acabe até gostando desse tale de paper-fighter, pois os paralelos são impressionantes...

E SE for verdade que o relatório da FAB é favorável a ele vai ser mais tri ainda, no AMX Italiano eles berram até hoje que lhes foi empurrado goela abaixo um produto que não queriam, dessa vez vão ter que ficar bem quietinhos e até botar o Talha véio de Relações Públicas, expressamente autorizado a dizer e escrever o que bem entender - não vou perder UM SÓ pronunciamente dele, juro! - pois credibilidade vai pro buraco de vez... 8-]
Tanto que dá até medo. Especialmente por poder ser uma avião que nasce com um conceito defasado, mas se for baratinho serve de complemento para algo maior no futuro.




Avatar do usuário
Carlos Lima
Sênior
Sênior
Mensagens: 18932
Registrado em: Qui Mai 12, 2005 6:58 am
Agradeceu: 1275 vezes
Agradeceram: 631 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8833 Mensagem por Carlos Lima » Qui Jan 07, 2010 9:40 pm

Bourne escreveu:
Túlio escreveu:Meu Deus, até NISSO esse programa está parecendo o AMX, POWS!!! :shock: :shock: :shock: :shock:

Contes a outra metade da história, Dieneces: a Aeromot criou a Aeroeletrônica para fazer aviônicos na onda do AMX, exatamente como essa ATMOS construtora de UM ÚNICO radar meteorológico (exatamente a mesma tecnologia de um AESA de última geração... :roll: ).

Bueno, como sou um dos poucos defensores do AMX aqui, talvez eu acabe até gostando desse tale de paper-fighter, pois os paralelos são impressionantes...

E SE for verdade que o relatório da FAB é favorável a ele vai ser mais tri ainda, no AMX Italiano eles berram até hoje que lhes foi empurrado goela abaixo um produto que não queriam, dessa vez vão ter que ficar bem quietinhos e até botar o Talha véio de Relações Públicas, expressamente autorizado a dizer e escrever o que bem entender - não vou perder UM SÓ pronunciamente dele, juro! - pois credibilidade vai pro buraco de vez... 8-]
Tanto que dá até medo. Especialmente por poder ser uma avião que nasce com um conceito defasado, mas se for baratinho serve de complemento para algo maior no futuro.
x3 e 'e esse o problema... "O aviao de "HOJE"... depois de amanha!"

[]s
CB_Lima




CB_Lima = Carlos Lima :)
Avatar do usuário
Penguin
Sênior
Sênior
Mensagens: 18983
Registrado em: Seg Mai 19, 2003 10:07 pm
Agradeceu: 5 vezes
Agradeceram: 374 vezes

Re: JAS-39 Gripen

#8834 Mensagem por Penguin » Sáb Jan 16, 2010 9:39 am

Muito interessante texto de Bill Sweetman, que saiu na revista Dti de dezembro/2009 (coluna The Net, página 43):
Aborda em que direção vai as tecnologias na arena ar-ar.


Double Vision
http://www.zinio.com/reader.jsp?issue=416108193


Será que a FAB não está atenta ao que acontece na fronteira do desenvolvimento tecnológico em certas áreas e que pode estar a seu alcance?




Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo.
Carlo M. Cipolla
Avatar do usuário
gaitero
Sênior
Sênior
Mensagens: 4237
Registrado em: Sáb Out 25, 2008 7:54 pm

Re: JAS-39 Gripen

#8835 Mensagem por gaitero » Sáb Jan 16, 2010 12:36 pm

Sintra escreveu:
P44 escreveu:estive a ler agora acerca do "circo" que foi a escolha do JSF pela Noruega em detrimento do NG, e realmente os tipos da SAAB são cá uns ciganos em matéria de parlápiê e técnicas de vendas... :P

>>> http://www.defencetalk.com/forums/air-f ... n-ng-9171/

Foi um circo sim, mas não foram os Suecos os que mentiram... A forma como o Ministério da Defesa Norueguês adulterou os nºs apresentados pela SAAB foi uma vergonha. Ao mesmo tempo a LM apresentou nºs completamente irrealistas para os quais não estava e continua a não estar preparada para assinar um contrato com a Noruega com os valores que prometeu...
Não foi nesse que o F-35 foi oferecido por 50 milhões de dólares??




Aonde estão as Ogivas Nucleares do Brasil???
Responder