NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Moderadores: J.Ricardo, Conselho de Moderação
- irlan
- Sênior
- Mensagens: 2757
- Registrado em: Qua Out 08, 2008 8:26 pm
- Agradeceu: 4 vezes
- Agradeceram: 40 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Qual Fuzil vocês pretendem adotar ai para substituir o Galil eo G3?,aqui no Brasil o IA2 esta começando a ser fabricado agora....
Na União Soviética, o político é roubado por VOCÊ!!
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Na teoria quando fizerem um novo concurso, esse dito concurso estará aberto a qualquer concorrente, na prática será a G-36. Já há várias unidades a usarem essa espingarda-automática em Portugal:
UPF (FAP);
DAE (Armada);
FOE (Exército);
GOE (Policia)
GIOE (GNR).
Os Comandos também têm mas em pequenas quantidades e preferem manter as G-3.
Já agora é a Galil e a G-3, as espingardas-automáticas são mulheres (namoradas).
UPF (FAP);
DAE (Armada);
FOE (Exército);
GOE (Policia)
GIOE (GNR).
Os Comandos também têm mas em pequenas quantidades e preferem manter as G-3.
Já agora é a Galil e a G-3, as espingardas-automáticas são mulheres (namoradas).
- pt
- Sênior
- Mensagens: 3131
- Registrado em: Qua Out 01, 2003 6:42 pm
- Localização: Setubal - Portugal
- Agradeceu: 1 vez
- Agradeceram: 161 vezes
- Contato:
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
No Brasil não se diz espingarda, mas sim fuzil, logo no Brasil é ele 

- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
- hotm
- Avançado
- Mensagens: 441
- Registrado em: Qui Fev 22, 2007 2:56 pm
- Agradeceu: 23 vezes
- Agradeceram: 21 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Como Portugal é um pais pequeno em vez de 3 Ramos das Forças Armadas, porque não se faz um comando unificado
que junte os Ramos. Com uma unica cadeia de Comando?
Com unidades especializadas.
que junte os Ramos. Com uma unica cadeia de Comando?
Com unidades especializadas.
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Há muita forma de se fazer isso, no Canadá experimentou-se e voltou-se um pouco para trás dado os resultados desastrosos. Tudo depende de como se faz isso.hotm escreveu:Como Portugal é um pais pequeno em vez de 3 Ramos das Forças Armadas, porque não se faz um comando unificado
que junte os Ramos. Com uma unica cadeia de Comando?
Com unidades especializadas.
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Uma das actividades que o Exército levou a cabo por ocasião das comemorações do seu dia festivo este ano, foi a exposição que tivemos oportunidade visitar no sábado dia 27 de Outubro de 2012, no parque D. Carlos I, na cidade das Caldas da Rainha.
http://www.operacional.pt/dia-do-exerci ... da-rainha/
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
EXERCICIO LONG PRECISION 2012
Decorreu no período de 15 a 26 de outubro, em Espanha, o exercício Long Precision 2012, que contou com a participação de militares do CTOE.
Este exercício teve por finalidade treinar as equipas Sniper de Portugal, Espanha e França, equipadas com espingardas de precisão de calibre 12,7 mm.
O exercício realizou-se, numa primeira fase, na região de Madrid, onde se estudou o efeito dos projéteis nos diferentes tipos de alvos.
Na segunda fase, que foi realizada na região de Saragoça, realizou-se tiro a longas distâncias, até aos 2000 metros. Esta fase culminou com um exercício que tinha como objetivo a inativação de um míssil terra-ar.
Na avaliação do exercício foi reconhecida a qualidade dos elementos Sniper portugueses que participaram no Long Precision 2012.

Decorreu no período de 15 a 26 de outubro, em Espanha, o exercício Long Precision 2012, que contou com a participação de militares do CTOE.
Este exercício teve por finalidade treinar as equipas Sniper de Portugal, Espanha e França, equipadas com espingardas de precisão de calibre 12,7 mm.
O exercício realizou-se, numa primeira fase, na região de Madrid, onde se estudou o efeito dos projéteis nos diferentes tipos de alvos.
Na segunda fase, que foi realizada na região de Saragoça, realizou-se tiro a longas distâncias, até aos 2000 metros. Esta fase culminou com um exercício que tinha como objetivo a inativação de um míssil terra-ar.
Na avaliação do exercício foi reconhecida a qualidade dos elementos Sniper portugueses que participaram no Long Precision 2012.

- marcelo l.
- Sênior
- Mensagens: 6097
- Registrado em: Qui Out 15, 2009 12:22 am
- Agradeceu: 138 vezes
- Agradeceram: 66 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Eu tenho a opinião que em Portugal* seria um desastre, é um país de muita história. Normalmente em qualquer lugar juntar instituições com longa vida é meio caminho andado para o caos. A resistência é natural. E nem sempre esse corte vai trazer qualquer economia.cabeça de martelo escreveu:Há muita forma de se fazer isso, no Canadá experimentou-se e voltou-se um pouco para trás dado os resultados desastrosos. Tudo depende de como se faz isso.hotm escreveu:Como Portugal é um pais pequeno em vez de 3 Ramos das Forças Armadas, porque não se faz um comando unificado
que junte os Ramos. Com uma unica cadeia de Comando?
Com unidades especializadas.
* Tentativa de unificar só daria certo em um país relativamente novo como o Timor...
"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
Reportagem de Joana Latino sobre os Comandos e os seus 50 anos, exibida no Jornal da Noite da SIC em 13 de Dezembro de 2012.
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
MAFRA: COMBATE EM ÁREAS EDIFICADAS NO CAMINHO DA EXCELÊNCIA
MAFRA: COMBATE EM ÁREAS EDIFICADAS NO CAMINHO DA EXCELÊNCIA
Por Miguel Machado • 2 Dez , 2012 • Categoria: 03. REPORTAGEM, EM DESTAQUE Print
O combate em áreas edificadas tem particularidades que exigem o uso de tácticas, técnicas e procedimentos adaptados a este meio, e no qual é muito aconselhável o uso de alguns equipamentos específicos para potenciar a acção do combatente, do soldado que enfrenta este ambiente. Em Mafra, na Escola Prática de Infantaria, fomos ver o caminho que ano após ano vem sendo trilhado no sentido de levar a bom porto o Centro de Excelência de Combate em Áreas Edificadas.

Na EPI anos de trabalho na instrução e treino no "combate em áreas edificadas" permitem pensar que é possível levar o bom termo o projecto do Centro de Excelência acreditado pela NATO, para o qual se caminha com consistência, dedicação e mesmo entusiasmo.
Centro de Excelência de Combate em Áreas Edificadas
Mais do que um conjunto de edifícios que permitam o treino de uma grande variedade de acções de combate em ambiente urbano, o que a Escola Prática de Infantaria tem vindo a construir é um sistema em que várias componentes - doutrinária, humana, tecnológica, infraestruturas - se conjugam para aperfeiçoar este treino no Exército, mas também nos outros ramos das Forças Armadas que o desejem, bem assim como nas forças de segurança. “O Centro é um desejo porque ainda estamos na fase inicial do seu levantamento nos termos da directiva do Chefe do Estado-Maior do Exército de 2010 (*), mas também é uma realidade utilizada em permanência por várias unidades e não apenas a EPI, o que decorre de toda uma capacidade que foi sendo aqui construída ao longo dos anos e que agora está a ser desenvolvida nos termos de um plano director, com objectivos traçados, e que a Escola vai cumprir desejavelmente até 2024. Acredito que estamos a trabalhar no sentido certo e com consistência“, diz-nos o coronel Oliveira Ribeiro, comandante da EPI, por inerência gestor deste programa em curso.

Foi e Mafra, "casa-mãe" da Infantaria, que no Exército se ministrou em 1996 o 1.º Curso de Combate em Áreas Edificadas, e onde se fundou em 1998 o Centro de Formação e Treino de Combate em Áreas Edificadas.
O início da instrução específica para esta actividade de combate em áreas edificadas, em Mafra, teve início em Junho de 1996, com o 1.º Curso de Combate em Áreas edificadas, como recorda o tenente-coronel Gomes, Director de Formação da EPI. Aproveitando-se então as instalações abandonadas de um antigo canil, na “Tapada Militar” a pouco mais de um quilómetro da Escola, foram feitas adaptações e, ano após ano, a chamada “Aldeia de Camões” foi crescendo, como parte mais visível, em 1998, do Centro de Formação e Treino de Combate em Áreas Edificadas, a tal “capacidade instalada” que a directiva do Chefe de Estado-Maior do Exército refere como justificação para a escolha da EPI para “casa” deste Centro de Excelência. Esta foi realmente uma área de actividade a que a EPI e os seus militares se dedicaram ao longo de mais de uma década, em que acumularam conhecimento, e que agora com mais condições, nomeadamente as decorrentes da canalização de recursos da Lei de Programação Militar, podem e estão a desenvolver a um grau que permite a ambição de ali manter um Centro de Excelência NATO.
O major Luís Bernardino, comandante do Batalhão de Formação da EPI, mostra-nos a utilização do Centro - 3 estruturas físicas: “Aldeia de Camões”; “Carreira de Tiro Virtual”; “Sala de Planeamento”, já ligadas entre si por uma rede autónoma de comunicações com voz e imagem - cerca de 8.000 militares dos três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança, desde a sua criação, 900 dos quais este ano, e explica em detalhe os objectivos: “Desenvolver doutrina no âmbito do Combate em Áreas Edificadas (CAE); Desenvolver e validar Técnicas/Tácticas e Procedimentos (TTP) para forças de infantaria e armas combinadas em CAE; Desenvolver sistemas e armas e equipamentos a aplicar em CAE; Desenvolver e validar todo o tipo de treino de cariz individual e colectivo (unidades constituídas até escalão companhia) para CAE e manter um processo de lições aprendidas como parte do desenvolvimento das TTP.” E continua, “o nosso «publico alvo» são os militares dos três ramos das forças armadas que tenham necessidade de formação nesta área, as forças de segurança, as unidades que são enviadas para o estrangeiro, nomeadamente as que têm ido para o Kosovo e agora também Afeganistão - recentemente estiveram em Mafra a companhia do 2.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista que vai para o Kosovo em breve; antes os militares do Regimento de Lanceiros 2 que já partiram para o Afeganistão onde compõem a «Force Protection» do Aeroporto de Cabul - mas também forças militares de países amigos, sejam eles na NATO, União Europeia e Países de Língua Oficial Portuguesa“.

Na sala de planeamento, na EPI, não só se tem ligação directa com a "Aldeia" (imagem e voz, em tempo real e gravação), como também há um espaço para aulas/reuniões e uma "maqueta" que apoia o planeamento.

Carreira de tiro virtual para pistola. Simples e eficaz, acabou de ser instalada em Mafra.

Antes do tiro real, o tiro virtual como modo de reduzir custos e aumentar a proficiência dos atiradores

A "Aldeia de Camões" é uma infraestrutura em desenvolvimento. Assinaladas as suas construções mais complexas que já permitem uma grande gama de actividades de formação.

O Centro tem actualmente capacidade para o treino de 1 pelotão. Regra geral, recebe-se na EPI uma companhia vinda de fora, e os seus pelotões rodam pelas outras infraestruturas de apoio à instrução, rentabilizando assim o tempo de permanência em Mafra.

Das muitas características que tem este tipo de combate, duas são a rapidez da execução de pequenos deslocamentos...

...e o apoio mútuo esperando-se que todos os ângulos estejam sempre cobertos pela secção...

...uma vez que alguns elementos têm que actuar sem possibilidade de auto-defesa.
De Mafra para o Uganda
O conhecimento aqui desenvolvido já foi “exportado” pela mão dos militares portugueses que têm servido no Uganda, na missão da União Europeia. Na realidade foram militares da Escola Prática de Infantaria e do Centro de Tropas de Operações Especiais, todos aqui formados, que no Uganda treinaram entre Março de 2010 e Dezembro de 2012 - mês em que este vector da missão vai terminar - mais de 3.000 elementos das forças de segurança da Somália. Portugal foi mesmo o país responsável pela formação dos somalis em “combate em áreas edificadas”. Ou seja, todos os militares formados pela “EUTM Somália” (**), recebiam instrução em várias áreas do conhecimento, sendo o Combate em Áreas Edificadas uma responsabilidade das Forças Armadas Portuguesas e da EPI em particular.
Além do contributo directo como agente da nossa política externa e parceiro da comunidade internacional para a normalização da segurança naquela martirizada região de África, com reflexos importantes no Índico como se sabe - terrorismo/pirataria - o Exército Português viu assim reconhecido no seio da “vertente militar” da União Europeia, o combate em áreas edificadas como uma efectiva capacidade nacional. Não foi coisa pouca, conseguida com um efectivo reduzido, mesmo que por cá pouco disto tenha transparecido publicamente. Estando neste momento a reavaliar-se a nível da União Europeia esta missão, ainda é uma incógnita se Portugal vai ou não continuar e com que capacidades.

As técnicas que aqui se treinam tem origens várias, sejam elas as experiências próprias...

...sejam importadas de outros países ou organizações que se dedicam a esta temática.

A "velha" fateixa medieval continua a ser usada nos dias de hoje com sucesso...

...mesmo que na prática o seu uso seja bem mais duro do que possa parecer. O oficio de militar exige muito boa condição física.

Neste caso, o homem da fateixa depois de subir lançou uma escada flexível e os restantes militares foram subindo e montando a segurança. O armamento em uso, o regulamentar no Exército, como é sabido carece de substituição, processo que se arrasta sem solução à vista. Os óculos que os militares usam destinam-se a conferir alguma protecção balística (assim se evitam baixas em combate devido a estilhaços e detritos vários, muito usuais em áreas edificadas).

Outra técnica para ultrapassar obstáculos de modo rápido. Também aqui o primeiro militar lançará uma escada para os restantes subirem.
Os três vértices
Em termos nacionais o sistema já montado e a funcionar na sala de planeamento e “Aldeia de Camões” para apoiar a instrução é inovador e garante uma enorme capacidade de intervenção, primeiro de quem dirige e avalia o treino e depois dos próprios executantes. Em linhas gerais diremos que as acções executadas nos edifícios (para já não em todos) são filmadas e acompanhadas em tempo real pelos formadores no terreno e na sala de planeamento, possibilitando intervenções atempadas sobre o treino. Este não só é assim visualizado (através de câmaras fixas e móveis) como gravado, imagens que servem para o Centro intervir/avaliar o que foi feito mas também para serem fornecidas à unidade que cumpriu o programa de treino e ela própria tirar as suas ilações do desempenho de cada um e do conjunto, como nos diz o capitão Jorge Magalhães, comandante da Companhia de Apoio à Formação e um dos entusiastas deste projecto, “…permite-se assim o «after action review» e validar o treino de cariz individual e colectivo e manter um processo de lições aprendidas, como parte do desenvolvimento das tácticas, técnicas, e procedimentos…” e continua, “A última unidade que esteve no Centro, ainda este Novembro, não só já visionou depois das acções o seu próprio treino na sala de planeamento como já levou os DVD’s consigo, permitindo uma análise mais detalhada da sua passagem por Mafra.” Esta tecnologia que está a funcionar mas em desenvolvimento tem ainda a vantagem de permitir o funcionamento do Centro com um número muito reduzido de instrutores.
O Sistema de Tiro Virtual, recentíssimo, chegou na semana anterior à nossa visita, foi fornecido por uma firma americana, é de uma grande simplicidade e, até ver, está com grande aceitação na execução de tiro de pistola simulado com “laser”. Como nos diz o capitão Camilo no intervalo da sessão de tiro virtual que coordenava com um normal computador portátil e um projector (claro que «a ciência» está nos programas e num pequeno dispositivo acoplado ao projector que “lê” tudo o que acontece nos alvos), “estes militares terminam esta sessão virtual e seguem para a carreira de tiro onde vão fazer exactamente o mesmo tipo de tiro que aqui viu. Com esta passagem reduzem-se muito os custos em munições, poupa-se tempo e melhoram-se as capacidades individuais. Mas, atenção, isto não se destina a substituir por completo o tiro real, esse mantém-se, mas conseguimos assim reduzir a despesa e aumentar a proficiência dos atiradores“. Este sistema virtual tem a capacidade de projectar os cenários que se desejem (dos alvos convencionais a fotografias de vários ambientes, a filmes com situações reais), nomeadamente os da “Aldeia de Camões”, um dos passos seguintes no seu desenvolvimento. Pode-se ainda, pela sua simplicidade como já referimos, pegar nele e transportá-lo para qualquer local onde seja necessário.
...continuação em:
http://www.operacional.pt/mafra-combate ... xcelencia/
MAFRA: COMBATE EM ÁREAS EDIFICADAS NO CAMINHO DA EXCELÊNCIA
Por Miguel Machado • 2 Dez , 2012 • Categoria: 03. REPORTAGEM, EM DESTAQUE Print
O combate em áreas edificadas tem particularidades que exigem o uso de tácticas, técnicas e procedimentos adaptados a este meio, e no qual é muito aconselhável o uso de alguns equipamentos específicos para potenciar a acção do combatente, do soldado que enfrenta este ambiente. Em Mafra, na Escola Prática de Infantaria, fomos ver o caminho que ano após ano vem sendo trilhado no sentido de levar a bom porto o Centro de Excelência de Combate em Áreas Edificadas.

Na EPI anos de trabalho na instrução e treino no "combate em áreas edificadas" permitem pensar que é possível levar o bom termo o projecto do Centro de Excelência acreditado pela NATO, para o qual se caminha com consistência, dedicação e mesmo entusiasmo.
Centro de Excelência de Combate em Áreas Edificadas
Mais do que um conjunto de edifícios que permitam o treino de uma grande variedade de acções de combate em ambiente urbano, o que a Escola Prática de Infantaria tem vindo a construir é um sistema em que várias componentes - doutrinária, humana, tecnológica, infraestruturas - se conjugam para aperfeiçoar este treino no Exército, mas também nos outros ramos das Forças Armadas que o desejem, bem assim como nas forças de segurança. “O Centro é um desejo porque ainda estamos na fase inicial do seu levantamento nos termos da directiva do Chefe do Estado-Maior do Exército de 2010 (*), mas também é uma realidade utilizada em permanência por várias unidades e não apenas a EPI, o que decorre de toda uma capacidade que foi sendo aqui construída ao longo dos anos e que agora está a ser desenvolvida nos termos de um plano director, com objectivos traçados, e que a Escola vai cumprir desejavelmente até 2024. Acredito que estamos a trabalhar no sentido certo e com consistência“, diz-nos o coronel Oliveira Ribeiro, comandante da EPI, por inerência gestor deste programa em curso.

Foi e Mafra, "casa-mãe" da Infantaria, que no Exército se ministrou em 1996 o 1.º Curso de Combate em Áreas Edificadas, e onde se fundou em 1998 o Centro de Formação e Treino de Combate em Áreas Edificadas.
O início da instrução específica para esta actividade de combate em áreas edificadas, em Mafra, teve início em Junho de 1996, com o 1.º Curso de Combate em Áreas edificadas, como recorda o tenente-coronel Gomes, Director de Formação da EPI. Aproveitando-se então as instalações abandonadas de um antigo canil, na “Tapada Militar” a pouco mais de um quilómetro da Escola, foram feitas adaptações e, ano após ano, a chamada “Aldeia de Camões” foi crescendo, como parte mais visível, em 1998, do Centro de Formação e Treino de Combate em Áreas Edificadas, a tal “capacidade instalada” que a directiva do Chefe de Estado-Maior do Exército refere como justificação para a escolha da EPI para “casa” deste Centro de Excelência. Esta foi realmente uma área de actividade a que a EPI e os seus militares se dedicaram ao longo de mais de uma década, em que acumularam conhecimento, e que agora com mais condições, nomeadamente as decorrentes da canalização de recursos da Lei de Programação Militar, podem e estão a desenvolver a um grau que permite a ambição de ali manter um Centro de Excelência NATO.
O major Luís Bernardino, comandante do Batalhão de Formação da EPI, mostra-nos a utilização do Centro - 3 estruturas físicas: “Aldeia de Camões”; “Carreira de Tiro Virtual”; “Sala de Planeamento”, já ligadas entre si por uma rede autónoma de comunicações com voz e imagem - cerca de 8.000 militares dos três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança, desde a sua criação, 900 dos quais este ano, e explica em detalhe os objectivos: “Desenvolver doutrina no âmbito do Combate em Áreas Edificadas (CAE); Desenvolver e validar Técnicas/Tácticas e Procedimentos (TTP) para forças de infantaria e armas combinadas em CAE; Desenvolver sistemas e armas e equipamentos a aplicar em CAE; Desenvolver e validar todo o tipo de treino de cariz individual e colectivo (unidades constituídas até escalão companhia) para CAE e manter um processo de lições aprendidas como parte do desenvolvimento das TTP.” E continua, “o nosso «publico alvo» são os militares dos três ramos das forças armadas que tenham necessidade de formação nesta área, as forças de segurança, as unidades que são enviadas para o estrangeiro, nomeadamente as que têm ido para o Kosovo e agora também Afeganistão - recentemente estiveram em Mafra a companhia do 2.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista que vai para o Kosovo em breve; antes os militares do Regimento de Lanceiros 2 que já partiram para o Afeganistão onde compõem a «Force Protection» do Aeroporto de Cabul - mas também forças militares de países amigos, sejam eles na NATO, União Europeia e Países de Língua Oficial Portuguesa“.

Na sala de planeamento, na EPI, não só se tem ligação directa com a "Aldeia" (imagem e voz, em tempo real e gravação), como também há um espaço para aulas/reuniões e uma "maqueta" que apoia o planeamento.

Carreira de tiro virtual para pistola. Simples e eficaz, acabou de ser instalada em Mafra.

Antes do tiro real, o tiro virtual como modo de reduzir custos e aumentar a proficiência dos atiradores

A "Aldeia de Camões" é uma infraestrutura em desenvolvimento. Assinaladas as suas construções mais complexas que já permitem uma grande gama de actividades de formação.

O Centro tem actualmente capacidade para o treino de 1 pelotão. Regra geral, recebe-se na EPI uma companhia vinda de fora, e os seus pelotões rodam pelas outras infraestruturas de apoio à instrução, rentabilizando assim o tempo de permanência em Mafra.

Das muitas características que tem este tipo de combate, duas são a rapidez da execução de pequenos deslocamentos...

...e o apoio mútuo esperando-se que todos os ângulos estejam sempre cobertos pela secção...

...uma vez que alguns elementos têm que actuar sem possibilidade de auto-defesa.
De Mafra para o Uganda
O conhecimento aqui desenvolvido já foi “exportado” pela mão dos militares portugueses que têm servido no Uganda, na missão da União Europeia. Na realidade foram militares da Escola Prática de Infantaria e do Centro de Tropas de Operações Especiais, todos aqui formados, que no Uganda treinaram entre Março de 2010 e Dezembro de 2012 - mês em que este vector da missão vai terminar - mais de 3.000 elementos das forças de segurança da Somália. Portugal foi mesmo o país responsável pela formação dos somalis em “combate em áreas edificadas”. Ou seja, todos os militares formados pela “EUTM Somália” (**), recebiam instrução em várias áreas do conhecimento, sendo o Combate em Áreas Edificadas uma responsabilidade das Forças Armadas Portuguesas e da EPI em particular.
Além do contributo directo como agente da nossa política externa e parceiro da comunidade internacional para a normalização da segurança naquela martirizada região de África, com reflexos importantes no Índico como se sabe - terrorismo/pirataria - o Exército Português viu assim reconhecido no seio da “vertente militar” da União Europeia, o combate em áreas edificadas como uma efectiva capacidade nacional. Não foi coisa pouca, conseguida com um efectivo reduzido, mesmo que por cá pouco disto tenha transparecido publicamente. Estando neste momento a reavaliar-se a nível da União Europeia esta missão, ainda é uma incógnita se Portugal vai ou não continuar e com que capacidades.

As técnicas que aqui se treinam tem origens várias, sejam elas as experiências próprias...

...sejam importadas de outros países ou organizações que se dedicam a esta temática.

A "velha" fateixa medieval continua a ser usada nos dias de hoje com sucesso...

...mesmo que na prática o seu uso seja bem mais duro do que possa parecer. O oficio de militar exige muito boa condição física.

Neste caso, o homem da fateixa depois de subir lançou uma escada flexível e os restantes militares foram subindo e montando a segurança. O armamento em uso, o regulamentar no Exército, como é sabido carece de substituição, processo que se arrasta sem solução à vista. Os óculos que os militares usam destinam-se a conferir alguma protecção balística (assim se evitam baixas em combate devido a estilhaços e detritos vários, muito usuais em áreas edificadas).

Outra técnica para ultrapassar obstáculos de modo rápido. Também aqui o primeiro militar lançará uma escada para os restantes subirem.
Os três vértices
Em termos nacionais o sistema já montado e a funcionar na sala de planeamento e “Aldeia de Camões” para apoiar a instrução é inovador e garante uma enorme capacidade de intervenção, primeiro de quem dirige e avalia o treino e depois dos próprios executantes. Em linhas gerais diremos que as acções executadas nos edifícios (para já não em todos) são filmadas e acompanhadas em tempo real pelos formadores no terreno e na sala de planeamento, possibilitando intervenções atempadas sobre o treino. Este não só é assim visualizado (através de câmaras fixas e móveis) como gravado, imagens que servem para o Centro intervir/avaliar o que foi feito mas também para serem fornecidas à unidade que cumpriu o programa de treino e ela própria tirar as suas ilações do desempenho de cada um e do conjunto, como nos diz o capitão Jorge Magalhães, comandante da Companhia de Apoio à Formação e um dos entusiastas deste projecto, “…permite-se assim o «after action review» e validar o treino de cariz individual e colectivo e manter um processo de lições aprendidas, como parte do desenvolvimento das tácticas, técnicas, e procedimentos…” e continua, “A última unidade que esteve no Centro, ainda este Novembro, não só já visionou depois das acções o seu próprio treino na sala de planeamento como já levou os DVD’s consigo, permitindo uma análise mais detalhada da sua passagem por Mafra.” Esta tecnologia que está a funcionar mas em desenvolvimento tem ainda a vantagem de permitir o funcionamento do Centro com um número muito reduzido de instrutores.
O Sistema de Tiro Virtual, recentíssimo, chegou na semana anterior à nossa visita, foi fornecido por uma firma americana, é de uma grande simplicidade e, até ver, está com grande aceitação na execução de tiro de pistola simulado com “laser”. Como nos diz o capitão Camilo no intervalo da sessão de tiro virtual que coordenava com um normal computador portátil e um projector (claro que «a ciência» está nos programas e num pequeno dispositivo acoplado ao projector que “lê” tudo o que acontece nos alvos), “estes militares terminam esta sessão virtual e seguem para a carreira de tiro onde vão fazer exactamente o mesmo tipo de tiro que aqui viu. Com esta passagem reduzem-se muito os custos em munições, poupa-se tempo e melhoram-se as capacidades individuais. Mas, atenção, isto não se destina a substituir por completo o tiro real, esse mantém-se, mas conseguimos assim reduzir a despesa e aumentar a proficiência dos atiradores“. Este sistema virtual tem a capacidade de projectar os cenários que se desejem (dos alvos convencionais a fotografias de vários ambientes, a filmes com situações reais), nomeadamente os da “Aldeia de Camões”, um dos passos seguintes no seu desenvolvimento. Pode-se ainda, pela sua simplicidade como já referimos, pegar nele e transportá-lo para qualquer local onde seja necessário.
...continuação em:

- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
- cabeça de martelo
- Sênior
- Mensagens: 40663
- Registrado em: Sex Out 21, 2005 10:45 am
- Localização: Portugal
- Agradeceu: 1209 vezes
- Agradeceram: 3044 vezes
Re: NOTÍCIAS do EXÉRCITO PORTUGUÊS
No dito artigo diz que uma das brigadas vai à vida. Sabendo que actualmente só há 3 brigadas no Exército Português, imaginem o que isso significa.Governo projeta criar reserva com 5.000 militares a ganhar o salário mínimo
A ideia visa criar um corpo a partir de atuais militares que, no final dos seus contratos, aceitem ficar até aos 35 anos numa situação de reserva operacional. A troco de uma remuneração mensal equivalente ao salário mínimo nacional, os jovens terão de cumprir algumas semanas de treino por ano. Este é um dos assuntos em destaque na edição de hoje do DN.
