Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Enviado: Ter Set 08, 2009 6:59 am
por Francoorp
Concordo com Jobim 2010!!
Mas todos nòs patriotas temos um problema maior agora: tentar evitar que o nosso fisico nuclear preferido, e a essa altura um novo Heròi nacional, Dalton Barroso deixe o paìs para trabalhar no exterior, ganhando Dòlar ou Euros.
Mesmo que nenhum de nòs, leigos em tecnicas assim profundas da fisica nuclear, entenderìamos patavinas do que tem no livro do Dalton, poderiamos dar uma mao... comprando o livro.veja anteprimado google:
http://books.google.com.br/books?id=6bE ... q=&f=false
Vejam as paginas com calculos matématicos nas pgs: 33, 35, 38, 39, 73, 74, 75, 79, 80, 88, 93, 94, 95, 97, etc... eu nao entendi nada. Outros sim, alguns de nòs talvez!!
Mesmo assim acho que deverìamos comprar este livro mesmo que nao entenderiamos nada do que tem escrito, mas para reconheçer o trabalho do Dalton Barroso, e para que ele receba tantos direitos de autor, ficando rico e recusando proposta de trabalho no exterior(U.S.A).Decidindo ficar aqui, conosco!!
Façamos a nossa parte! o resto vai além de nossos desejos mais profundos.
Desculpem todas estas mensagens, mas travou o meu PC, e nao sabia se tinham sido enviadas as mesmas
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, Desculpem a nossa falha!!!
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Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Enviado: Ter Set 08, 2009 11:16 am
por Marino
Ex-ministro militar confirma que Brasil sabe fazer a bomba
Ex-chefe da Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional no governo Fernando
Henrique Cardoso e especialista em estratégia militar, o general Alberto Mendes Cardoso confirma: o
país já domina o conhecimento e, se quiser, pode dirigir a tecnologia à construção da bomba atômica.
Uma das maiores autoridades em energia nuclear, Rex Nazaré Alves, professor do Instituto Militar de
Engenharia, diz que o país só não fabrica o artefato porque não quer, conforme revelou reportagem do
Jornal do Brasil, publicada no domingo, sobre a pesquisa do físico Dalton Girão Barroso. Em sua tese de
doutorado, Barroso desvendou o funcionamento de uma ogiva nuclear dos EUA e despertou reação da
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
PROGRAMA NUCLEAR
Conhecimento que impõe respeito
Vasconcelo Quadros e Leandro Mazzini, Jornal do Brasil
Brasília - Especialista em estratégia militar e ex-ministro Alberto Mendes Cardoso, ex-chefe da
Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Fernando Henrique Cardoso,
confirmou ontem que o Brasil já domina o conhecimento e, se quisesse, poderia dirigir a tecnologia à
construção da bomba nuclear.
– O país sabe como fazer, mas há fatores que impedem – admitiu o militar, que lembrou o fato de
que o Brasil, além de processar urânio apenas para fins pacíficos, tem compromisso expresso na
Constituição para não desenvolver armas atômicas e está submetido aos tratados internacionais de não
proliferação de armas nucleares.
Uma das maiores autoridades do país em energia nuclear, com 35 anos de atividade no setor, o
professor do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército, Rex Nazaré Alves, também confirma,
conforme noticiou o Jornal do Brasil no domingo, que o país já domina o conhecimento e a tecnologia
necessária para a fabricação da bomba. Ele diz que se o país tivesse interesse, desenvolveria a bomba
atômica porque já atingiu um padrão de conhecimento.
– O Brasil cumpre seus compromissos internacionais – ressaltou Alves, que foi assessor especial
do Ministério da Ciência e Tecnologia, do GSI e atualmente dirige o departamento de Tecnologia da
Fundação ao Amparo à Pesquisa do Estado do Rio. Alves não é favorável à bomba, mas diz que o Brasil
deve desenvolver e dominar toda a cadeia do conhecimento. – O respeito surge quando a outra parte se
faz respeitar. Um dos princípios é o desenvolvimento. Tem que dominar a tecnologia nuclear e todas as
outras, senão não é desenvolvimento. Desse ponto de vista temos todo o conhecimento.
Alves também lembra que o Brasil é fiel à Constituição e aos tratados e que se optasse por
construir a bomba, acabaria com a paz no continente Sul Americano.
– Não é necessário ter a bomba. O importante é ter as condições para fabricar – completa o
general Cardoso. A posição do ex-ministro de FHC e de Alves coincidem com as descobertas do físico
Dalton Girão Ellery Barroso, do IME, sobre o avanço da pesquisa brasileira para o domínio do
conhecimento sobre a bomba atômica.
No livro A Física dos Explosivos Nucleares, onde publica a maior parte de sua tese de doutorado
no IME, Barroso mostra cálculos e equações em que desvendou a figura de uma ogiva nuclear
americana, a W-87, cujo modelo original era mantido em segredo. O que se sabia, até então, eram as
dimensões externas da ogiva. Barroso foi ao interior da figura. Chegou a resultados aceitáveis pela
comunidade científica usando um sistema de cálculos computacionais que ele mesmo criou para fazer o
cruzamento de modelos físicos e matemáticos conhecidos. No final, acertou até a potência do artefato,
que tem 300 quilotons.
As conclusões provocaram uma reação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA),
entidade que fiscaliza os programas nucleares no mundo, que tentou retirar de circulação o livro com a
tese Simulação Numérica de Detonações termonucleares em Meios Híbridos de Fissão-Fusão
Implodidos pela Radiação. O caso provocou um conflito de posições entre os ministros da Defesa,
Nelson Jobim, e das Relações Exteriores, Celso Amorim. Jobim refutou as suspeitas de que o Brasil
pudesse estar fazendo experimentos nucleares e garantiu o trabalho do físico brasileiro. Senadores da
Comissão de Relações Exteriores e Defesa pretendem convocar Jobim, Amorim e outras autoridades
militares para explicar o caso no Congresso.
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Enviado: Ter Set 08, 2009 1:19 pm
por joao fernando
Nesse caso, o conhecimento não pode ser nosso, e ponto final. Apenas devemos ser exportadores de coisas basicas, e impotadores de carros e perfumes.
Só isso.
Agoera, a afrimação de que podemos juntar as partes da bomba, me indica que temos tais partes, e em pouco tempo, a teremos.
To certo ou é mais um recuerdo do Rafale na FAB?
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Enviado: Ter Set 08, 2009 7:53 pm
por DELTA22
Essa notícia tem duas vertentes, uma que se pode chamar de "boa" e outra de "ruim".
A "boa" é mostrar a capacidade da ciência nacional, coisa positiva, sem dúvida. Mostrar que temos a capacidade, talvez seja mais importante do que a ter (a capacidade) "materializada".
Já a outra, "ruim", é a pressão que possivelmente sofreremos dos agentes "externos e internos". Exemplos nem são necessários! Com relação aos "agentes externos", meu temor não é a AIEA, mas o precedente que se abre com essa noticia, ou seja, pode ser que a partir de agora, tudo que formos comprar no exterior seja embargada por desculpa de que estamos construindo "a bomba". Um "parafuso especial" para um determinado emprego (mesmo longe da energia nuclear) pode ser proibido de nos ser vendido com o "temor" de que vamos colocá-lo numa nuke. Paro aqui, citar outros fatores agora seria mais do mesmo. Estamos escaldados de saber.
Agora, dizendo sobre o papel ridículo (mais uma vez, só como registro...) que o Itamaraty fez, justifica a reação do MD. Como pode o Itamaraty permitir que este assunto ganhasse proporções, sabendo que estamos longe de querer construir estes artefatos? Conhecedor das "tecnicas" da AIEA quando o assunto é esse, a chancelaria deveria ter reagido até com certa rispidez, não deixando margem para especulações. Reação dúbia neste caso só piora a situação.
Ao especialista (físico) deixo aqui meus sinceros parabéns. É admirável o trabalho e merece reconhecimento. Este cérebro pródigo deveria ser valorizado ao máximo em nosso país para que o mesmo não seja "aliciado" pelo "exterior" e deixe o nosso país. Infelizmente, esse é só uma ilusão de minha parte, sei que tudo o que desejo acontecerá ao contrário. Mas mesmo assim, tenho orgulho de dizer que este "cara" fod@ (no melhor sentido da palavra!) é brasileiro. O que ele fez merece medalha do país por bons serviços prestados à nação. Esse merece!!!
Deixo claro: HOJE, já que "amanhã" é outro dia, sou contra as armas nucleares no Brasil e no mundo.
Por favor, nada de fitinha branca na lapela, não sou pacifista xiita!!!
[]'s a todos.
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Enviado: Qua Set 09, 2009 10:45 am
por Marino
O JB não larga o osso:
Câmara quer esclarecer posição sobre bomba nuclear
Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil
BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Severiano Alves (PDT-BA), pretende envolver os deputados na discussão do programa nuclear brasileiro e analisar a pesquisa do físico Dalton Girão Ellery Barroso que comprovou que o Brasil já detém o domínio sobre o conhecimento e a tecnologia necessários para a construção da bomba atômica, como revelou o Jornal do Brasil.
– É preciso ver se há coisas que não sabemos sobre esse tema – disse o deputado, que promete colocar o assunto na pauta quarta-feira, na reunião da comissão. Segundo ele, os deputados vão decidir se convidam ou convocam o físico e os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores.
No Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), também avalia que Barroso deve ser convidado a prestar depoimento para explicar as conclusões da tese em que, entre outras descobertas, revela cálculos e equações do modelo original de uma ogiva nuclear americana, a W-87. As informações parciais sobre a parte externa do artefato havia vazado de um relatório do Congresso dos Estados Unidos. O físico brasileiro usou um programa de computador para aprofundar os cálculos e desvendou o interior da figura.
Hipocrisia
– O Congresso deve conhecer os avanços sobre conhecimento e tecnologia nuclear – disse o senador Flávio Torres (PDT-CE), que é físico por formação. Ele disse que a interferência da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no assunto é hipocrisia e reflete a “pressão em cima dos países que não têm a bomba pelas potências que já detém arsenais nucleares”. Contrário à bomba, Torres acha que o país já sabe como fazer os artefatos, mas defende o desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia como arma de dissusão para obrigar as potências a eliminarem os arsenais.
– O Brasil tem a cabeça no lugar, mas já desenvolveu conhecimento e tecnologia necessários para fazer a bomba, se quisesse – disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O senador considera como correto que a comissão ouça o físico, os ministros e representantes da AIEA para esclarecer o motivo das divergências sobre o programa nuclear brasileira.
– O Congresso tem que se meter nesse assunto e ver o que há de novo. Não pode é ficar alheio. O Brasil deve desenvolver o conhecimento e a tecnologia nuclear e nós como utilizar – completou o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), vice-presidente da comissão.
– Sou contra o país fazer experimentos. Não há segredos hoje sobre as pesquisas e a tecnologia desenvolvidos. Acho que o Brasil deve mostrar que sabe, mas não quer fazer a bomba atômica – diz Flávio Torres. O senador cearense considera ridículo o questionamento feito pela AIEA sobre a pesquisa de Barroso. – O Brasil não pode se intimidar diante desse tipo de pressão.
Cláusula pétrea da Constituição proíbe arma
Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Mesmo que o governo brasileiro pretendesse usar a tecnologia desenvolvida na fábrica de enriquecimento de urânio das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), situada em Resende (RJ), para a produção de armas nucleares, como ogivas, haveria vedação constitucional, em face do parágrafo 2º do artigo 5º (cláusula pétrea), segundo o qual “os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”. O Brasil é signatário do Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), e submetido ao controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto ao enunciado do dispositivo constitucional é pacífica, embora, até agora, nunca tenha sido provocado sobre os limites das inspeções da AIEA – questão que gerou polêmica, em 2004, quando do início das atividades da fábrica de enriquecimento de urânio de Resende. O governo brasileiro negava-se a permitir a “inspeção visual” das centrifugas da unidade da INB, sob a alegação de que era necessária a proteção da tecnologia nacional. Na época, a revista Science publicou um artigo sobre o programa nuclear do Brasil, no qual se afirmava que a fábrica de Resende era capaz de produzir, no futuro, combustível para até seis ogivas por ano.
No Supremo
O único julgamento realizado no plenário do STF sobre assunto nuclear foi uma ação de inconstitucionalidade (Adin 329) ajuizada pelo Ministério Público Federal, ainda na década de 90, contra dispositivo da Constituição estadual de Santa Catarina que previa a possibilidade de instalação de usinas para a produção de energia nuclear naquele estado, na dependência do atendimento às condições ambientais e urbanísticas exigidas em lei e de autorização prévia da Assembléia Legislativa ratificada por plebiscito.
Por unanimidade, em abril de 2004, na linha do voto da ministra Ellen Gracie (relatora), o Supremo derrubou a lei estadual, com base, principalmente, no artigo 21 da Constituição, que dá à União competência para “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer o monopólio estatal sobre a pesquisa, lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: toda atividade nuclear em território nacional será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional; é autorizada a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos medicinais, agrícolas, industriais e atividades análogas; a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa”.
O dilema da bomba atômica
Editorial, Jornal do Brasil
RIO - A revelação, feita pelo Jornal do Brasil, de que o país já domina a tecnologia da bomba atômica põe a nação diante de um dilema. O que fazer com este conhecimento? Guardá-lo por tempo indefinido e manter a tradição de um Brasil pacifista, ou desenvolvê-lo e alçar o país ao seleto grupo de potências nucleares?
A confirmação de que o Brasil já tem a tecnologia para construir a bomba atômica, publicada domingo em reportagem de Vasconcelo Quadros, é fruto de uma pesquisa do físico Dalton Girão Barroso, no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército. Em sua tese de doutorado, Barroso elaborou cálculos e equações que lhe permitiram interpretar os modelos físicos e matemáticos de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujas informações eram sigilosas, mas vazaram acidentalmente. Sua tese, atualmente, está mantida em sigilo no IME. Mas a maior parte das descobertas foi publicada em livro, provocando nos bastidores um choque entre a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o governo brasileiro.
Responsável por fiscalizar instalações nucleares no mundo inteiro, a AIEA, alegando que os dados revelados eram secretos, exigiu que o livro fosse recolhido e pediu explicações sobre os métodos de pesquisa de Barroso. A solicitação abriu uma crise entre os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, que pretendia atendê-la em parte, e da Defesa, Nelson Jobim, que a negou, argumentando que seria censura a uma obra acadêmica.
Longe de representar uma ameaça à segurança internacional, a façanha do físico brasileiro foi obtida legitimamente, com seu esforço intelectual. Dalton criou um programa de computador que decifrou informações sobre a ogiva W-37, vazadas em 1999 por uma reportagem da revista americana Insight Magazine.
É natural a preocupação da AIEA em evitar que terroristas internacionais tenham acesso à tecnologia nuclear. Mas o achado brasileiro foi obtido dentro de um dos institutos de pesquisa mais respeitados do país, subordinado ao Exército.
Ainda que pesem restrições, previstas na Constituição, à construção de arsenal nuclear, o domínio da tecnologia deve ser considerado uma conquista importante. A geopolítica mundial tem se alterado. Não à toa, o governo acaba de fechar com a França um megaacordo militar para reequipar as Forças Armadas.
Nesse contexto, dominar a tecnologia da bomba atômica, como forma de dissuasão a ameaças externas, é uma opção válida e que não vai contra necessariamente ao espírito pacifista do brasileiro. Em enquete realizada pelo JB Online, 81,25% dos leitores consideraram importante o Brasil saber fazer a bomba atômica.
Agora, está adiante a decisão de se criar ou não um programa nuclear brasileiro para fins não pacifistas. Cabe ao país responder à indagação se o programa deve ser encarado, sem receios de se enfrentar o monopólio das grandes nações, consagrado no Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Nesse sentido, é bem-vinda a convocação do pesquisador e dos ministros Nelson Jobim e Celso Amorim, feita acertadamente pelo senador Eduardo Azeredo. Eles ajudarão a explicar, no Congresso, como o Brasil chegou e o que fazer com esse conhecimento. Esse deve ser o ponto de partida para uma ampla e aprofundada discussão que envolva toda a sociedade.
Coisas da Política
Mauro Santayana
A tese de Girão e o nosso direito
É estranho que o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo, e os que o apoiam nessa iniciativa, queiram interpelar o governo sobre a tese acadêmica do físico Dalton Girão Barroso, relativa à construção de artefato atômico. Trata-se de assunto restrito à escolha de um estudioso, à sua inteligência e liberdade. Qualquer um de nós, dispondo dos exigidos instrumentos intelectuais, pode desenvolver tese sobre qualquer tema, seja ele a física atômica ou o comportamento taciturno de alguns escorpiões, como fez o entomologista Jean Henri Fabre. Todos – os indivíduos e as nações – têm direito a todo conhecimento. O homem foi desvendando os mecanismos naturais da machina mundi muito antes que Demócrito e outros se aventurassem a pensar na arquitetura da natureza; antes que Epicuro redigisse o seu tratado Peri Physeos. Quando Demócrito imaginou o menor dos componentes do universo – e ele só podia ter imaginado o grão de matéria impossível de ser partido, daí chamá-lo átomo – lançou o desafio à mente humana de devassá-lo, de quebrá-lo, saber de que era feito. O homem levou 23 séculos para chegar àquela assustadora madrugada de 16 de julho de 1945, em Alamogordo, quando explodiu a primeira bomba. De quem deveria ser o monopólio sobre esse conhecimento? Dos físicos de várias nacionalidades, reunidos pelo governo norte-americano, a conselho de Einstein, para a execução do Projeto Manhattan? Dos Estados Unidos que financiaram – em seu esforço de guerra – a construção da bomba-A? Dos gregos, que, com sua especulação teórica e sua geometria, abriram o caminho para a ciência moderna? O direito ao conhecimento é universal, porque o conhecimento adquirido é da Humanidade, embora procurem impedir que a maioria dos povos a ele tenham acesso.
Não é a tese do físico Dalton Girão Barroso que nos permite fazer a bomba. Ele apenas demonstrou a engenharia de uma ogiva atômica em particular. Não foi necessário que tivesse, em mãos, o desenho do artefato. Tal como Einstein elaborara a sua teoria da relatividade, o físico fez apenas cálculos, a partir da cápsula da ogiva para chegar ao conteúdo e ao mecanismo da detonação. É impossível impedir a quem quer que seja de pensar, de usar de sua preparação intelectual, a fim de investigar qualquer fenômeno, seja ele físico, ou não. Dalton realizou uma tese acadêmica e a divulgou, como qualquer estudioso faz.
Ao Brasil não interessa, no momento, produzir a bomba, mesmo porque se trata mais de uma arma de ataque do que de defesa. Como bem lembrou Stalin, não é a destruição de um país que assegura a vitória política sobre seu povo. O que decide uma guerra é a ocupação, o pé do soldado sobre o território pretendido. E, conforme Mao, a conquista de sua mente. A grande arma de defesa do Brasil é o seu território. Mas, se não interessa produzir a bomba, saber como construí-la rapidamente, para o caso de necessidade extrema, é nosso dever. A posse da arma mais poderosa sempre foi instrumento de dissuasão. O Brasil não se comprometeu, nos foros internacionais, a selar a inteligência de seus pesquisadores, a renunciar ao conhecimento. O Brasil – e contra a opinião de muitos patriotas, que não queriam isso – comprometeu-se apenas em não desenvolver armas nucleares. Todos nós somos impedidos, pela consciência, pelos mandamentos religiosos e pelo Código Penal, de matar, mas ninguém nos pode proibir de saber como manejar o revólver em caso de legítima defesa.
A quebra do segredo atômico, primeiro pelos soviéticos e, mais tarde, pela China, impediu que uma terceira bomba – além das detonadas sobre Hiroshima e Nagasáki – viesse a assassinar inocentes em massa nos países “inimigos”. Pensando dessa forma, fora legítima a decisão norte-americana de desenvolver a arma, a partir da informação de que os alemães estavam a ponto de construí-la. Mas não foi legítima a decisão de testá-la sobre seres humanos inermes em duas cidades abertas de um país militarmente derrotado.
Temos, sim, que aprofundar as nossas pesquisas sobre todos os campos do conhecimento, entre eles o da física atômica. Entende-se que alguns senadores estejam querendo discutir tudo – até mesmo as atas do Concílio de Bizâncio, sobre a anatomia genital dos anjos – porque lhes interessa desviar a atenção da opinião pública de seus atos, dentro e fora da Câmara Alta.
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Enviado: Qui Set 10, 2009 11:51 am
por Francoorp
Sou a favor nao somente da bombinha-H, mais também que ela venha montada em um VLS de tipo militar, e ainda colocada em um sub- scorpene modificado para lançar,,,
Dissuasao + poltrona no conselho de segurança da ONU!!!!!!