MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4636 Mensagem por Boss » Qua Set 03, 2014 11:12 am

Mantega ajudando a Marina. :twisted:

Mantega afirma que plano de Marina pode 'reduzir atividade econômica'
LAÍS ALEGRETTI - AGÊNCIA ESTADO
02 Setembro 2014 | 13h 05
Em entrevista na porta do Ministério, ministro da Fazenda disse que reduzir papel de bancos públicos significa menos financiamento e juros mais altos

(...)

http://economia.estadao.com.br/noticias ... ca,1553615




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4637 Mensagem por Bourne » Qua Set 03, 2014 11:24 am

Mantega sendo Mantega. :mrgreen:

O Ministro da Fazenda não está em campanha, precisa ficar afastado e o mais distante possível de criticas aos adversários para evitar instabilidade. Ao mesmo tempo evitar alimentar temores, pressões inflacionárias, queda no investimento, ascensão da especulação e redução do consumo. Tudo em macroeconomia depende da expectativa. Não existe uma relação matemática.

Não tem nada a ver com bancos e financiamento público que são um componente da estrutura de financiamento do consumo e investimento. Se fossem a única variável, as injeções de recursos e programas para estimulo do consumo teriam funcionado e, o BNDES, teria feito os investimento crescerem. Não é o que ocorre.

Assim, tudo depende do ambiente, se cria instabilidade como Mantega faz, não há milagre que mude a situação. No momento, a única opção seria pedir demissão junto com equipe ou sair de fininho em um eventual segundo mandato da Dona Dilma, dando lugar para novos nomes com um discurso mais sólido. Fará isso? Óbvio que não. O ego e a teimosia não permitem. O pior é que começa achar que a Dilma é parte deles.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4638 Mensagem por Boss » Qua Set 03, 2014 4:05 pm

Dilma diz que fará mudanças de equipe em um eventual segundo mandato
RAFAEL MORAES MOURA - O ESTADO DE S. PAULO
03 Setembro 2014 | 13h 26

Pela primeira vez durante a campanha eleitoral, presidente sinaliza intenção de alterar quadros e políticas se for reeleita
Brasília - Em um esforço para neutralizar o discurso de mudança ventilado pelos seus principais adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse nesta quarta-feira, 3, em Belo Horizonte, que fará "atualização das políticas" e das "equipes" em um eventual segundo mandato.

Esta é a primeira vez que a petista promete mudanças de equipe, caso seja reeleita. Durante a campanha eleitoral, Dilma tem evitado se pronunciar sobre o assunto, deixando de responder a perguntas sobre possíveis equívocos de gestão no primeiro mandato e sobre a permanência de ministros nos seus atuais cargos.

"Eu estive na CNI (Confederação Nacional da Indústria) há um tempo atrás e naquela circunstância eu declarei que eu considerava tão importante a política industrial e a política de desenvolvimento em geral que eu faria um Conselho de Desenvolvimento ligado diretamente à Presidência da República, e eu reitero hoje, novamente aqui, esse meu compromisso", afirmou Dilma, que cumpre agenda nesta quarta-feira em Belo Horizonte.

"Obviamente, novo governo, novas e, necessariamente, atualização das políticas e das equipes."

http://politica.estadao.com.br/noticias ... to,1554195




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4639 Mensagem por LeandroGCard » Qua Set 03, 2014 5:12 pm

Boss escreveu:"Eu estive na CNI (Confederação Nacional da Indústria) há um tempo atrás e naquela circunstância eu declarei que eu considerava tão importante a política industrial e a política de desenvolvimento em geral que eu faria um Conselho de Desenvolvimento ligado diretamente à Presidência da República, e eu reitero hoje, novamente aqui, esse meu compromisso", afirmou Dilma, que cumpre agenda nesta quarta-feira em Belo Horizonte.
Este é o problema dos nossos governos em geral, não só a Dilma. Ela esteve na CNI "algum tempo atrás" (quanto tempo?), assumiu um compromisso, e o que aconteceu até agora? Nada. Ainda é promessa para um eventual próximo mandato.

O que eles tem de tão importante assim para fazer que empurram com a barriga até mesmo o que declaram ser importante e prioritário?!?!? :roll: :?


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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4640 Mensagem por Bourne » Qua Set 03, 2014 7:10 pm

Boatos de mudanças existem há tempo...

Porém, nem em tempos de uma eleição apertada, o Mantega fica quieto ou para de brigar com todo mundo. Ninguém deu soco na mesa e nem dará. Sem isso, o ego infla e a teimosia domina. Creio ser bem provável continuar na mesma toada até 2018.

Um sinal de mudança real é o discurso da Dona Dilma ter se alterado e admitir que existem problemas na equipe e necessita de ajustes. É claro que pode ser um mero conselho do marqueteiro.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4641 Mensagem por akivrx78 » Qui Set 04, 2014 11:24 am

03/09/2014 - 10:46

Imagem
Relatório Global de Competitividade 2014-2015 (Imagem: Reprodução/Edição MN)

Já a competitividade da economia do Brasil continua declinando, afetada por persistentes problemas de infraestrutura, preocupações com a eficiência do governo e com a corrupção.

O índice deste ano coloca o Brasil, sétima maior economia do mundo, em 57º lugar entre 144 nações, perdendo uma posição em relação ao ano passado. Há três anos, o país ocupava o 48º lugar.


Veja a seguir quais são os 20 países mais competitivos do mundo, destacando o PIB per capita e a principal dificuldade para os negócios de cada país:

1. Suíça
Nota: 5,70
Em relação a 2013: igual
PIB per capita (US$): 81.324
Pior fator para os negócios: Formação inadequada da força de trabalho

2. Singapura
Nota: 5,65
Em relação a 2013 igual
PIB per capita (US$) 54.776
Pior fator para os negócios Regulação do mercado de trabalho

3. Estados Unidos
Nota: 5,54
Em relação a 2013: Subiu 2 posições
PIB per capita (US$): 53.101
Pior fator para os negócios: Taxas de impostos

4. Finlândia
Nota: 5,50
Em relação a 2013: Caiu 1 posição
PIB per capita (US$): 47.129
Pior fator para os negócios: Taxas de impostos

5. Alemanha
Nota: 5,49
Em relação a 2013: Caiu 1 posição
PIB per capita (US$): 44.999
Pior fator para os negócios: Regulação do mercado de trabalho

6. Japão
Nota: 5,47
Em relação a 2013: Subiu 3 posições
PIB per capita (US$): 38.491
Pior fator para os negócios: Taxas de impostos

7. Hong Kong
Nota: 5,46
Em relação a 2013: igual
PIB per capita (US$): 37.777
Pior fator para os negócios: Capacidade insuficiente de inovar

8. Holanda
Nota: 5,45
Em relação a 2013: igual
PIB per capita (US$): 47.634
Pior fator para os negócios: Regulação do mercado de trabalho

9. Reino Unido
Nota: 5,41
Em relação a 2013: Subiu 1 posição
PIB per capita (US$): 39.567
Pior fator para os negócios: Acesso a financiamento

10. Suécia
Nota: 5,41
Em relação a 2013: Caiu 4 posições
PIB per capita (US$): 57.909
Pior fator para os negócios: Taxa de impostos

11. Noruega
Nota: 5,35
Em relação a 2013: igual
PIB per capita (US$): 100.318
Pior fator para os negócios: Regulação do mercado de trabalho

12. Emirados Árabes Unidos
Nota: 5,33
Em relação a 2013: Subiu 7 posições
PIB per capita (US$): 43.876
Pior fator para os negócios: Regulação do mercado de trabalho

13. Dinamarca
Nota; 5,29
Em relação a 2013: Subiu 2 posições
PIB per capita (US$): 59.191
Pior fator para os negócios: Taxas de impostos

14. Taiwan
Nota: 5,25
Em relação a 2013: Subiu 2 posições
PIB per capita (US$): 20.930
Pior fator para os negócios: Instabilidade de políticas

15. Canadá
Nota: 5,24
Em relação a 2013: Caiu 1 posição
PIB per capita (US$): 51.990
Pior fator para os negócios: Acesso a financiamento

16. Catar
Nota: 5,24
Em relação a 2013: Caiu 3 posições
PIB per capita (US$): 100.260
Pior fator para os negócios: Formação inadequada da força de trabalho

17. Nova Zelândia
Nota: 5,20
Em relação a 2013: Subiu 1 posição
PIB per capita (US$): 40.481
Pior fator para os negócios: Infraestrutura inadequada

18. Bélgica
Nota: 5,18
Em relação a 2013: Caiu 1 posição
PIB per capita (US$): 45.384
Pior fator para os negócios: Regulação do mercado de trabalho

19. Luxemburgo
Nota: 5,17
Em relação a 2013: Subiu 3 posições
PIB per capita (US$): 110.424
Pior fator para os negócios: Regulação do mercado de trabalho

20. Malásia
Nota: 5,16
Em relação a 2013: Subiu 4 posições
PIB per capita (US$): 10.548
Pior fator para os negócios: Corrupção





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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4642 Mensagem por Boss » Qui Set 04, 2014 11:11 pm

Ish, Mantega já teve a bunda chutada. :twisted:

'Governo novo, equipe nova', diz Dilma sobre o futuro do ministro Mantega
'Eu não fui eleita. Como é que eu saio por aí nomeando ministro? ', respondeu Dilma em Fortaleza sobre troca de equipe

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014 ... tega.shtml




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4643 Mensagem por Bourne » Sex Set 05, 2014 4:43 pm

Interessante é que foi o IPEA, por influencia política e propagandística do Marcio Pochmann, que começou a chamar todo mundo de classe média. Hoje só não é classe média quem é miserável.

Os caras são muito malucos. As estórias de inimizades e atritos com muitos ex-membros do governo me parecem cada vez mais compreensível.
A nova classe média existe?
A controvérsia sobre a camada social que melhorou de vida está presente até no debate eleitoral. Classe C é classe média?
por André Barrocal — publicado 05/09/2014 12:55

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica ... -7142.html
A redução da pobreza brasileira neste século fez da classe C a maior do País. Com base em critérios de renda, o grupo engloba atualmente algo como 110 milhões de pessoas, de uma população total estimada há pouco pelo IBGE em 202 milhões de habitantes. Esta numerosa classe costuma ser chamada por autoridades e analistas como “nova classe média”. Não existe, porém, consenso em torno da catalogação. É uma controvérsia inclusive com impacto na eleição presidencial.

Ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o economista Marcio Pochmann é um dos questionadores do rótulo. Ele é autor de um livro lançado recentemente cujo título é explícito na contestação, O Mito da Grande Classe Média.

A tese da obra é simples. “Classe média” é uma expressão historicamente utilizada para definir a estrutura produtiva de uma sociedade. Abrange profissionais liberais, empreendedores, executivos de escalão intermediária das empresas. Deste ponto de vista, não houve mudança significativa no País na última década. Os 40 milhões que saíram a pobreza rumo à classe C são de outra natureza. Beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores: de fábricas, lojas, obras de construção civil. De 2003 para cá, foram abertas 20 milhões de vagas com carteira assinada, segundo dados oficiais.

A categorização dos brasileiros por nível de renda ajuda a afastar a hipótese de o País contar com uma “nova classe média” - ao menos, daquela noção comum sobre o que é ser “classe média”. Das pessoas com 15 anos ou mais e que têm rendimento, 68% vivem com até dois salários mínimos mensais. Algo em torno de 1,5 mil reais. Não é uma renda a ser associada a usos e costumes da classe média típica, como jantar fora, trocar de carro com frequência ou passar as férias no exterior.

A discussão sobre a natureza da classe C ampliada não é um capricho acadêmico. Tem repercussão nos rumos do País, como se observa na campanha presidencial. Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) possuem programas liberais, a defender a menor participação do governo na economia. “Se o que há é uma nova classe média, o papel do Estado perde importância, pois a classe média tradicional não precisa do Estado”, diz Pochmann. “Mas se o que existe são mais trabalhadores, o Estado ganha importância, porque trabalhador precisa de serviços públicos.”

A autoimagem feita pelos novos integrantes da classe C também parece afastá-los da noção comum de “classe média”. É uma das constatações de outro livro lançado há pouco, Um País Chamado Favela, resultado de um mapeamento com dois mil moradores de 63 comunidades. Um dos autores é Renato Meirelles, diretor do Datapopular, instituto de pesquisas especializado nos brasileiros emergentes.

Os recém-chegados à classe C demonstram ter valores distintos dos professados pelas pessoas já nascidas na classe média. A identidade do grupo está ligada a certos bens materiais (roupas, bolsas, celulares) e comportamentos (gosto pelo funk ostentação), e não à partilha de uma mesma visão de mundo. E acreditam que têm e tiveram de “ralar” para subir na vida, ao contrário da classe média tradicional. “Eles valorizam a própria história, tem orgulho da origem. Querem ser ricos, mas não querem ser como os ricos”,




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4644 Mensagem por Bourne » Sex Set 05, 2014 10:52 pm

O Brasil não é a Venezuela
05/09/2014 02h00

Existe hoje um clima de quase pânico em parte da elite brasileira. Sou testemunha deste fato, pois, por dever profissional, tenho contato com um grande número desses desesperados. A leitura deste pessoal é a de que estamos caminhando celeremente para o mesmo caminho trilhado pela Argentina e pela Venezuela.

O leitor sabe que não concordo com essa leitura catastrofista por várias razões. Uma delas é que a recessão que vivemos hoje nada mais representa do que o caminho natural de toda a economia de mercado depois de um período de boom econômico, como o que vivemos entre 2004 e 2011. Esse ajuste foi evitado no início do mandato da presidenta Dilma pela aplicação de doses maciças de anabolizantes com alto conteúdo de expansão do crédito dos bancos públicos e aumento dos gastos do governo.

Entre 2004 e 2007 o crédito cresceu a uma taxa de 25% ao ano nos bancos privados e de 20% no caso dos bancos públicos. Entre 2007 e 2008, esta taxa acelerou-se para mais de 35% ao ano no segmento privado, com os bancos oficiais ficando para trás, crescendo apenas 20% ao ano.

Mas, a partir do agravamento da crise americana, no segundo semestre de 2008, essas posições se inverteram, com os bancos privados pisando no freio e trazendo a taxa de expansão de seus empréstimos para menos de 10% ao ano e os bancos oficiais expandindo suas operações a uma taxa que chegou a 40% nas vésperas das eleições de 2010.

Era o governo reagindo à crise externa e defendendo a eleição de sua candidata a presidente da República. Passadas as eleições, a política econômica do governo voltou à normalidade, com os bancos públicos reduzindo a taxa de expansão de suas operações para algo próximo a 20% ao ano, a mesma verificada então nos bancos privados.

Pois foi nesse momento que a queda da atividade passou a tomar conta da economia brasileira dentro de um processo natural de ajustes, como escrevi acima. O governo, em vez de aceitá-lo -e administrar esse ajuste-, decidiu aumentar suas apostas no crescimento do consumo e, mais uma vez, os bancos públicos foram chamados a agir.

As taxas anuais de crescimento de suas operações voltaram a crescer, chegando a 30% ao ano em 2013. Neste cenário, as vendas ao consumo aumentaram, dando a impressão de que a economia -como no passado- voltaria a responder positivamente aos mesmos anabolizantes.

Ledo engano, pois as condições eram outras e a inflação apareceu com força, obrigando o Banco Central a mudar o sinal de sua política monetária. Pressionado pelos efeitos de uma inflação que, mesmo com juros mais altos, ameaçava sair do controle, o governo jogou a toalha e, nos últimos meses, ordenou que os bancos públicos normalizassem suas operações.

Hoje a taxa de expansão caiu para 18% ao ano e deve continuar a desacelerar, seguindo a direção dos bancos privados, que vem expandindo suas operações a uma taxa modestíssima para nossos padrões, de 8% ao ano.

Volto agora ao início de minha coluna e reafirmo minha posição de que esta recessão que estamos vivendo é "ainda" fruto de um ajuste natural e benéfico de nossa economia. Com uma política econômica adequada, será questão de pouco tempo voltarmos ao leito natural de crescimento, que deve ser hoje da ordem de 3% ao ano. O que nos afasta de forma clara do mesmo caminho trilhado pela Venezuela e Argentina.

E parece que essa é também a leitura do mercado internacional de capitais, pois o Brasil teve uma demanda de US$ 4,8 bilhões para a emissão de US$ 500 milhões de títulos de dez anos de prazo anunciada há poucos dias. Aproveitando-se da situação em que as ofertas de compra representaram mais de nove vezes o valor da emissão, o Tesouro vendeu um total de US$ 1 bilhão, pagando juros anuais de 3,88%, ou seja, 1,4 ponto percentual mais do que o título equivalente do Tesouro americano.

Como eu, todos os compradores destes papéis -e de outros emitidos pelo governo brasileiro no exterior e aqui no país- estão longe da histeria dos brasileiros preocupados com nosso futuro de Venezuela.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/lu ... uela.shtml




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4645 Mensagem por Bourne » Sáb Set 06, 2014 12:47 pm

Oreiro, sentando o cacete no mantega e agregados.


http://globosatplay.globo.com/globonews/v/3609418/




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4646 Mensagem por prp » Sáb Set 06, 2014 1:33 pm

Só para assinantes.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4647 Mensagem por Bourne » Sáb Set 06, 2014 6:16 pm

:oops:

Devem liberar para todos daqui um tempo.

------

Enquanto isso, a entrevista do seu samuel guimarães que esclarece por será que a negociação mercosul e UE não avança na velocidade desejada. Ou por que ignora os "traidores" vizinhos latino-americanos e aliança do pacifico.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditor ... F4%2F31754

A ideia dele é fechar o país em relação à qualquer acordo comercial com países desenvolvidos. A justificativa que é ruim em si mesmo. A estratégia amalucada que vai contra o que todos os emergentes fazem, sobretudo, os grandes como China e India que negociam com todo mundo. A própria estratégia de inserção produtiva e econômica é segregada dos interesses estratégicos. A China não é mais boazinha que os europeus ou norte-americana e podem destruir ramos inteiros da industria nacional muito fácil do que parece.

O mais assustador que é vive em um mundo que o Brasil é devedor internacional e está vulnerável. Não vou falar que está gaga por que sempre foi aloprado. Não credor que possui poucas ligações com o exterior.

Me recuso a acreditar que é isso que o governo pensa. Se for, mata qualquer política industrial e esforços de abrir mercados. Isso que garante a estabilizabilidade e solidez de longo prazo. O que todos emergentes descobriram de forma melhor (sudeste asiático que internalizou as vantagens e construiu uma estratégia firma de inserção)ou pior (México com segregação econômica e social entre setor relacionado à exportação e interno) .

Socorro!!! Cadê a equipe do Lula? :cry:




Editado pela última vez por Bourne em Sáb Set 06, 2014 6:25 pm, em um total de 1 vez.
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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4648 Mensagem por suntsé » Sáb Set 06, 2014 6:20 pm

prp escreveu:Só para assinantes.

Eu sou cliente do Vivo Speedy, eu fiz login com o meu cadastro do portal da vivo e consegui assistir.

Eu acho que isto é possível mesmo para tem é cliente da NET, lá existe a opção de você fazer da NET Virtua para fazer login.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4649 Mensagem por irlan » Sáb Set 06, 2014 6:44 pm

Resumindo isso tudo aí acima o Brasil ta no atoleiro e não vai sair nunca...




Na União Soviética, o político é roubado por VOCÊ!!
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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#4650 Mensagem por LeandroGCard » Sáb Set 06, 2014 8:10 pm

Série de artigos interessantes, mostrando nossos problemas:
Custos altos e câmbio ameaçam a empresa nacional

Para empresário, cenário atual facilita a invasão de produtos chineses e mina a competitividade nacional no mercado externo

Renée Pereira e Luiz Guilherme Gerbelli - O Estado de S. Paulo, 06 Setembro 2014

Criada em 1950, a fabricante de armação de óculos Metalzilo foi capaz de superar a estagnação da economia, os mirabolantes planos econômicos do Brasil adotados por várias décadas antes da chegada do Plano Real, em 1994, e duas sucessões familiares. Mas nada tem sido tão devastador como a difícil combinação atual: custos altos e câmbio valorizado. Por um lado, criou-se um ambiente perfeito para a invasão de produtos importados chineses, por outro, minou-se a competitividade nacional no mercado externo, resume o empresário Rinaldo Dini, dono da Metalzilo.

A empresa, que já chegou a exportar 20% da produção para a Europa, Emirados Árabes, África e América Latina, há três anos não faz nenhuma venda para o mercado internacional. “Para exportar, temos de ter preço. Mas, com o câmbio e o alto custo interno que temos no Brasil, fica difícil”, afirma o empresário.

Para piorar esse cenário já preocupante, a fábrica, fundada pelo pai Victório Reinaldo Dini e um amigo italiano, sofre uma concorrência predatória, com o aumento da informalidade e o descaminho no mercado interno. “Em cada esquina tem alguém vendendo óculos de sol importado de forma ilegal. Como fica a indústria nacional?”, questiona Dini. “Nesse ritmo, a indústria óptica brasileira está condenada a desaparecer”, afirma o empresário.

Dini começou a trabalhar na fábrica do pai quando tinha apenas 17 anos. Naquela época, lembra o empresário, o negócio era algo que valia a pena. Os custos eram mais baixos e não tinha essa concorrência desleal que existe hoje. Há 12 anos, o filho de Dini assumiu o comando da empresa e a árdua missão de superar a crise atual da indústria brasileira. A fábrica atua no mercado ao lado de grifes famosas como Swissline, Topstar, Oz e Zen.

Preocupação extra. Na indústria de compressores Bitzer, a preocupação é maior. O problema de falta de competitividade extrapola os muros da fábrica. O cliente da empresa também precisa estar bem para não dar espaço ao produto importado. “Se uma máquina de sorvete é comprada no exterior, o compressor também será, pois vem junto com o produto pronto”, diz o presidente da empresa Fernando Bueno. Isso significa que seu cliente deixou de vender e ele também.

A Bitzer existe desde 1930 na Alemanha e chegou ao Brasil em 1950. “A empresa daqui chegou a ser maior que a da Alemanha, exportava para o mundo todo e participava do milagre (econômico) brasileiro.” Entre as décadas de 80 e 90, começou um processo de esvaziamento da indústria nacional. Mas no início dos anos 2000, com o real desvalorizado, o cenário foi revertido. “Nessa época, chegamos a exportar 35% da produção. Só não vendemos mais porque não tínhamos capacidade produtiva”, diz Bueno.

Com a forte demanda, a empresa investiu no aumento da produção e, em seguida, foi surpreendida pela valorização do real. Entre 2009 e 2010, a participação das exportações foi reduzida a 6%. “Só não foi a zero porque temos filial lá fora que é obrigada a comprar da gente. Hoje, o volume vendido para o exterior aumentou um pouco, para 13%”, afirma Bueno. “Com os investimentos feitos, ganhamos produtividade, mas o câmbio fora do lugar come boa parte da nossa competitividade”, reclama Bueno.
Infraestrutura do Brasil é inferior à média mundial

Estoque de investimentos em infraestrutura é da ordem de 50% do PIB, enquanto a média das principais economias é de 70%

Renée Pereira e Luiz Guilherme Gerbelli - O Estado de S. Paulo, 06 Setembro 2014

O Brasil virou um ponto fora da curva quando o assunto é investimento em infraestrutura. Apesar das promessas e iniciativas para fazer do setor um motor de crescimento do País, os resultados ainda estão aquém das necessidades.

Segundo o professor de política econômica internacional Carlos Braga, do International Institute for Management Development (IMD), o estoque de investimentos em infraestrutura (tudo que foi construído nos últimos anos) no Brasil é da ordem de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) enquanto a média das principais economias do mundo é de 70%. Na China, esse indicador é de 76% e no Japão, de 179%.

Braga afirma que a falta de investimento virou uma questão estrutural no Brasil. Desde a década de 80, investe-se menos do que o ideal. Nos últimos 12 anos, diz ele, com a melhora do consumo doméstico e o avanço na distribuição de renda, a falta de investimentos em infraestrutura ficou mais evidente e criou uma série de gargalos para o setor privado.

Nos últimos anos, o volume de dinheiro injetado no setor foi, em média, de 2% do PIB sendo que as estimativas sugerem o dobro desse montante. “Em nenhum lugar do mundo o setor público resolve os problemas de infraestrutura sozinho. Tem de ter parcerias e regulação para atrair investidores.”

No ranking de competitividade que o IMD calcula, com 60 países, a infraestrutura brasileira perdeu duas posições neste ano em relação a 2013, caiu do 50.º lugar foi para 52.º. “Enquanto o Brasil põe ênfase no consumo, a China aumenta o investimento em infraestrutura. O modelo que temos hoje é baseado no consumo com crédito fácil”, diz Braga. “Por isso há uma sensação de desespero. A sociedade está sentindo na pele que o modelo chegou ao fim.”

Na avaliação de especialistas, a expansão da infraestrutura significaria alguns pontos a mais no PIB e na competitividade das empresas. Na composição do custo Brasil, os custos de energia e infraestrutura logística representam 4,5 pontos porcentuais dos 23,4 pontos calculados pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Nos últimos anos, a questão energética tem sido motivo de fechamento de fábricas e redução da produção em alguns setores. A multinacional Alcoa anunciou em março cortes em linhas de produção das unidades de São Luiz (MA) e Poços de Caldas (MG). A justificativa da empresa foi o enorme excedente de alumínio no mercado mundial por causa da crise de 2008. Mas, para especialistas, o alto custo da energia elétrica influenciou a decisão.

Antes da Alcoa, Valesul (RJ) e Novelis (BA) já haviam fechado linhas de produção, em 2009 e 2010, respectivamente. Há algum tempo o setor vem demonstrando falta de fôlego para competir. As exportações caíram e a produção nacional foi destinada ao mercado interno, que agora também começa arrefecer. Neste ano, até julho, a produção de alumínio primário havia despencado 36%.
A indústria e os desafios da competitividade

Custos de produção deixam produto brasileiro 33,7% mais caro

Renée Pereira e Luiz Guilherme Gerbelli - O Estado de S. Paulo - 06 Setembro 2014


A via-crúcis da indústria, o Brasil já perde na largada. Ainda na fase da construção, o investidor que decide levantar uma fábrica em território nacional gasta até 8,75% mais comparado a outra nação. Quando chega a hora de produzir, os problemas se avolumam, a burocracia aumenta e os custos na operação se multiplicam. Se quiser exportar, terá de superar até 17 processos alfandegários diferentes e uma infraestrutura precária para conseguir inserir o produto no mercado internacional. No final, o resultado dessa equação perversa é um produto 33,7% mais caro do que o fabricado pelos principais parceiros do País.

Nesse ritmo, a indústria nacional vai ficando para trás. Na semana passada, um novo indício de que algo está errado no Brasil. O País perdeu mais uma posição no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial. Em 2012, o País ocupava o 48.º lugar; caiu para 56.º em 2013; e agora está no 57.º. O resultado deixou a economia brasileira atrás de nações como Chile, Panamá, Costa Rica e Barbados.

A lista de problemas que atrapalham a competitividade nacional é extensa. Inclui a carência da infraestrutura, falta de produtividade, elevada carga de impostos, mão de obra deficiente e uma base tecnológica defasada. Junta-se aí a alta taxa de juros e a moeda valorizada. Está formado o chamado custo Brasil, que sufoca as empresas.

O reflexo desses obstáculos fica evidente na escalada do déficit comercial da indústria de transformação, que fechou o ano passado em US$ 59,7 bilhões. Até 2007, o saldo estava positivo em US$ 18,7 bilhões. “Nos últimos 25 anos, o Brasil foi perdendo intensidade na sua indústria, foi se voltando cada vez mais para dentro, para o seu mercado interno, sem aquela oxigenação que uma projeção externa é capaz de dar”, afirma o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Julio Sérgio Gomes de Almeida.

A balança comercial da indústria piorou sobretudo depois da crise internacional de 2008. Com a economia mundial em recessão e pouco disposta a consumir, houve um excedente de produtos no mercado. Economias emergentes em expansão, como a brasileira, se tornaram, então, alvo de uma enxurrada de produtos importados. “A indústria é o elo mais exposto às assimetrias entre o mercado nacional e os concorrentes. Disputamos aqui e lá fora”, afirma o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.

A situação se agravou porque o real também se valorizou em relação a moedas dos principais parceiros comerciais. Com produtos mais caros, a indústria brasileira perdeu espaço no exterior e também no mercado interno. “Não é função da taxa de câmbio compensar a defasagem de custos em outros segmentos. Mas, cada vez que o real se valorizava, o preço de exportação se tornava mais elevado e o de importação mais barato”, afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Um exemplo clássico de como o País ficou caro é o aumento das viagens dos brasileiros para fazer compras no exterior. O destino preferido tem sido os outlets dos Estados Unidos. Por ano, os turistas trazem do exterior mais de 50 mil toneladas de roupas nas malas. Hoje, diz Pimentel, uma mesma peça no Brasil custa 30% mais que no exterior. A valorização da moeda brasileira também criou um descompasso entre o preço do produto brasileiro e o importado no setor de calçados.

“A grande maioria dos insumos é nacional e foi pago com moeda forte. Tudo isso causou uma dificuldade de formar preços competitivos para concorrer no mercado internacional com outros países produtores, notadamente os asiáticos”, afirma Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados. A dificuldade de competir fica evidente sobretudo com o produto chinês. Em julho deste ano, o preço médio do calçado brasileiro estava em US$ 8,47, enquanto o calçado chinês variava de US$ 5 a US$ 6.

Essa grande diferença fez com que o Brasil perdesse espaço nos Estados Unidos, a maior economia do mundo. Em 1993, no melhor ano nas exportações para os americanos, a fatia da importação dos produtos brasileiros respondia por 13%, e a China tinha 7%. Hoje, os asiáticos respondem por 80% das compras dos EUA.

Entre os produtores de máquinas e equipamentos, o custo adicional para fabricar no Brasil é ainda mais devastador. Hoje, onera em 37% a produção nacional comparada com a fabricação na Alemanha e nos Estados Unidos. Além do custo do insumo, os três principais vilões são a elevada taxa de juros, os impostos não recuperáveis e a logística.

Com essa diferença nos preços, não só os empresários do setor de bens de capital têm sido atingidos pelas importações como também os produtores de matéria-prima. No setor de aço, as importações indiretas (aço embutido na compra de bens) aumentaram 73,6% entre 2008 e 2013. No ano passado, a produção do setor caiu 1% e manteve o mesmo ritmo até julho. “Não se pode ter uma economia forte com uma indústria fraca. É preciso haver uma correção das assimetrias de custos em relação aos concorrentes”, afirma o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello Lopes.

Na avaliação de Carlos Braga, professor de política econômica internacional do International Institute for Management Development (IMD), a indústria tem razão de reclamar. Além do custo Brasil, a taxa de câmbio ainda teria de se depreciar entre 10% e 15% para dar mais fôlego para as empresas. Por outro lado, o professor afirma que a baixa competitividade da indústria também é reflexo do elevado grau de protecionismo da economia brasileira. Mas ele alerta: promover a abertura econômica requer redução dos custos internos e uma série de ajustes.
Leandro G. Card




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