Marinha de Portugal
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Re: Marinha de Portugal
Militares lusos treinam combate ao terrorismo e à pirataria
Três dezenas de militares vão hoje ser lançados de pára-quedas ao largo da costa de Portugal e simular um resgate de reféns num país hostil, no âmbito de um exercício da Marinha Portuguesa.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Segundo o comandante naval Fernando Pereira da Fonseca, os militares das operações especiais do Exército e da Marinha serão recolhidos por uma corveta e introduzidos no submarino "Barracuda".
"Vão simular a entrada num país hostil a partir do mar", para resgatar reféns sequestrados por terroristas ou piratas e neutralizar qualquer ataque, explicou à Lusa o comandante.
A simulação realiza-se no âmbito do exercício Contex/Phibex, iniciado quarta-feira e que decorre até 05 de Junho, no mar e junto à costa portuguesa, desde Leiria até Sagres, no Algarve.
Participam no exercício 1.400 efectivos, 18 navios, incluindo um francês, e diversos meios aéreos.
O Contex/Phibex 09 insere-se no âmbito dos treinos operacionais que a Marinha Portuguesa realiza anualmente para qualificação e operação de meios navais e comando, explicou o comandante Pereira da Fonseca.
Integradas no exercício estão duas fragatas da Classe Vasco da Gama, uma das quais irá substituir a "Corte Real" da Marinha Portuguesa, que se encontra ao serviço da NATO ao largo da Somália em missão de protecção de navios contra ataques de piratas.
"A preparação de meios operacionais navais no combate a actos de pirataria é uma preocupação da Marinha", sublinhou o comandante Pereira da Fonseca.
"Os cenários são reproduzidos de acordo com as indicações transmitidas pela fragata Corte Real, na Somália", para testar acções que permitam proteger os navios e evitar que os piratas tomem as embarcações, explicou.
A força naval já cumpriu um "programa de exercícios específicos de preparação" em que os militares "treinaram situações de defesa aérea, salvamento submarino e protecção da força contra ataques terroristas", disse o oficial de Marinha.
Hoje de madrugada, o exercício envolveu a simulação de um acidente com o submarino português "Barracuda", que ficou imobilizado a 45 metros de profundidade.
Com o apoio de mergulhadores e de um navio à superfície, o submarino foi ligado com um "umbilical" para fornecer ar à tripulação, explicou o comandante Pereira da Fonseca.
Estas operações militares inserem-se na fase inicial do Contex/Phibex 09, sendo designadas por Treino de Proficiência de Combate e Treino de Integração de Força, sendo executadas em missões reais durante o trânsito para o teatro de operações, disse Fernando Pereira da Fonseca.
O exercício Contex/Phibex 9 conta com 1.400 militares apoiados por 12 navios de superfície e um submarino, incluindo uma embarcação francesa de apoio logístico para transporte, embarque e desembarque e suporte de vida em situações de catástrofe, além dos aviões da Força Aérea Portuguesa, acrescentou.
http://www.destak.pt/artigos.php?art=31045
Três dezenas de militares vão hoje ser lançados de pára-quedas ao largo da costa de Portugal e simular um resgate de reféns num país hostil, no âmbito de um exercício da Marinha Portuguesa.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Segundo o comandante naval Fernando Pereira da Fonseca, os militares das operações especiais do Exército e da Marinha serão recolhidos por uma corveta e introduzidos no submarino "Barracuda".
"Vão simular a entrada num país hostil a partir do mar", para resgatar reféns sequestrados por terroristas ou piratas e neutralizar qualquer ataque, explicou à Lusa o comandante.
A simulação realiza-se no âmbito do exercício Contex/Phibex, iniciado quarta-feira e que decorre até 05 de Junho, no mar e junto à costa portuguesa, desde Leiria até Sagres, no Algarve.
Participam no exercício 1.400 efectivos, 18 navios, incluindo um francês, e diversos meios aéreos.
O Contex/Phibex 09 insere-se no âmbito dos treinos operacionais que a Marinha Portuguesa realiza anualmente para qualificação e operação de meios navais e comando, explicou o comandante Pereira da Fonseca.
Integradas no exercício estão duas fragatas da Classe Vasco da Gama, uma das quais irá substituir a "Corte Real" da Marinha Portuguesa, que se encontra ao serviço da NATO ao largo da Somália em missão de protecção de navios contra ataques de piratas.
"A preparação de meios operacionais navais no combate a actos de pirataria é uma preocupação da Marinha", sublinhou o comandante Pereira da Fonseca.
"Os cenários são reproduzidos de acordo com as indicações transmitidas pela fragata Corte Real, na Somália", para testar acções que permitam proteger os navios e evitar que os piratas tomem as embarcações, explicou.
A força naval já cumpriu um "programa de exercícios específicos de preparação" em que os militares "treinaram situações de defesa aérea, salvamento submarino e protecção da força contra ataques terroristas", disse o oficial de Marinha.
Hoje de madrugada, o exercício envolveu a simulação de um acidente com o submarino português "Barracuda", que ficou imobilizado a 45 metros de profundidade.
Com o apoio de mergulhadores e de um navio à superfície, o submarino foi ligado com um "umbilical" para fornecer ar à tripulação, explicou o comandante Pereira da Fonseca.
Estas operações militares inserem-se na fase inicial do Contex/Phibex 09, sendo designadas por Treino de Proficiência de Combate e Treino de Integração de Força, sendo executadas em missões reais durante o trânsito para o teatro de operações, disse Fernando Pereira da Fonseca.
O exercício Contex/Phibex 9 conta com 1.400 militares apoiados por 12 navios de superfície e um submarino, incluindo uma embarcação francesa de apoio logístico para transporte, embarque e desembarque e suporte de vida em situações de catástrofe, além dos aviões da Força Aérea Portuguesa, acrescentou.
http://www.destak.pt/artigos.php?art=31045
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Re: Marinha de Portugal
Contex Phibex 2009
O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, embarcou, no dia 3 de Junho, na fragata Bartolomeu Dias, no contexto do exercício da Marinha Contex/Phibex 2009, que decorre ao largo da costa Portuguesa.
O Ministro da Defesa Nacional assistiu a manobras navais, que se realizaram no âmbito da preparação da Marinha a cenários de crise, contando com a participação de unidades navais , fuzileiros e mergulhadores da Marinha Portuguesa e um navio polivalente logístico da Marinha francesa. O Contex/Phibex 2009 destinou-se a testar as várias disciplinas da guerra naval, com destaque para a vigilância marítima, desembarque anfíbio, forças especiais e de operações integradas na luta global contra o terrorismo, num cenário criado para o efeito, tendo em conta o ambiente internacional.
O exercício militar decorre na costa Oeste e Sul de Portugal de 27 de Maio a 05 de Junho de 2009, sob o comando do Contra-almirante Pires da Cunha (Comandante da Flotilha e 2º Comandante Naval) e envolve cerca de 1400 militares, doze navios de superfície (Portugal e França), um submarino português e nove tipos diferentes de aeronaves da Força Aérea Portuguesa.
O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, embarcou, no dia 3 de Junho, na fragata Bartolomeu Dias, no contexto do exercício da Marinha Contex/Phibex 2009, que decorre ao largo da costa Portuguesa.
O Ministro da Defesa Nacional assistiu a manobras navais, que se realizaram no âmbito da preparação da Marinha a cenários de crise, contando com a participação de unidades navais , fuzileiros e mergulhadores da Marinha Portuguesa e um navio polivalente logístico da Marinha francesa. O Contex/Phibex 2009 destinou-se a testar as várias disciplinas da guerra naval, com destaque para a vigilância marítima, desembarque anfíbio, forças especiais e de operações integradas na luta global contra o terrorismo, num cenário criado para o efeito, tendo em conta o ambiente internacional.
O exercício militar decorre na costa Oeste e Sul de Portugal de 27 de Maio a 05 de Junho de 2009, sob o comando do Contra-almirante Pires da Cunha (Comandante da Flotilha e 2º Comandante Naval) e envolve cerca de 1400 militares, doze navios de superfície (Portugal e França), um submarino português e nove tipos diferentes de aeronaves da Força Aérea Portuguesa.
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Re: Marinha de Portugal
do LANCERO no FD
Lancero escreveu:
O navio reabastecedor alemão, "Berlin" numa delicada operação de reabastecimento da Fragata Corte- Real, que obriga a procedimentos de navegação de grande precisão, já que estão lado a lado, a cerca de 30 metros, dois navios gigantes, junto à costa da Somália, 14 de Junho de 2009. NATO/PCO/CARLOS DIAS/LUSA
A fragata Corte-Real faz auxilia 14 marinheiros indianos a bordo de uma ‘Dhow’ encontrados a deriva no Oceano Índico, junto à costa da Somália, depois de um ataque de piratas, 13 de Junho de 2009. JOÃO PEDRO FONSECA/LUSA
Triste sina ter nascido português
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Re: Marinha de Portugal
Parabéns a MP pelo trabalho realizado.
Mas isso tambem confirma a necessidade de navios de apoio logistico para a MP.
Mas isso tambem confirma a necessidade de navios de apoio logistico para a MP.
"I would rather have a German division in front of me than a French
one behind me."
General George S. Patton.
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Re: Marinha de Portugal
Talharim escreveu:
Melhor do que não ter mesmo, a MGP tem o Bérrio, um navio da classe Rover já com alguns anos, e similar ao Gastão Motta. Prevê-se a sua substituição para daqui a cerca de oito anos.Parabéns a MP pelo trabalho realizado.
Mas isso tambem confirma a necessidade de navios de apoio logistico para a MP.
cumprimentos.
Luis Filipe Silva
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Luis Filipe Silva
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Re: Marinha de Portugal
Portuguese frigate Corte-Real captured a ''Skiff'' at sea, at an undisclosed location in the ocean off Somalia, 22 June 2009.The Portuguese Frigate Corte-Real on 22 June 2009 stopped a pirate attack on a merchant ship, after responding to a request for relief by the vessel Maersk Phoenix, Singapore, which was about four miles from the Portuguese Frigate. CARLOS DIAS /CPO/NATO/LUSA
"Socialist governments traditionally do make a financial mess. They [socialists] always run out of other people's money. It's quite a characteristic of them."
Re: Marinha de Portugal
Um bom video.
http://www.videos.iol.pt/consola.php?pr ... &referer=1
http://www.videos.iol.pt/consola.php?pr ... &referer=1
É perante o obstáculo, que o homem se descobre.
- cabeça de martelo
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Re: Marinha de Portugal
A fragata "Corte-Real" impediu um ataque de piratas a um navio mercante, respondendo a um pedido de socorro do navio "Maersk Phoenix", de Singapura, que se encontrava a cerca de quatro milhas.
A fragata portuguesa recebeu o pedido de socorro às 9h15 (7h15 em Lisboa) e o comandante António Alexandre colocou toda a guarnição de alerta, motores e turbinas ao máximo (a 30 nós) e aproximou-se da skiff, que ainda tentou fugir.
Em minutos, o "NRP Corte-Real" aproximou-se da skiff,e perante a tentativa de fuga da pequena embarcação houve disparos, primeiro para o ar e depois para a proa. Após alguns minutos de tiro real, os piratas desistiram da fuga, desligando os motores e colocaram as mãos no ar. Uma equipa de fuzileiros, com um oficial de vistoria, num semi-rígido abordaram então o sfiff dos piratas somalis, que não ofereceram resistência. Da embarcação pirata foram retirados quatro armas kalachnikov Ak47, um lança-granadas RPG), três granadas e duas barras de explosivos, 26 recipientes com combustível. No interior da skiff estavam ainda duas grandes escadas em metal, com cerca de seis metros, prova das intenções daqueles homens em atacar um navio. A quando do pedido de ajuda do navio mercante "Maersk Phoenix" a "Corte-Real", estava a fazer escolta a um navio paquistanês, o "Bolan", dirigindo-se de imediato para o local de skiff já enquanto o navio de guerra turco "TCP Gaziantep " ficou a escoltar os dois navios, o que seria a vítima do ataque dos piratas, o "Maersk Phoenix", e o "Bolan".
A fragata portuguesa recebeu o pedido de socorro às 9h15 (7h15 em Lisboa) e o comandante António Alexandre colocou toda a guarnição de alerta, motores e turbinas ao máximo (a 30 nós) e aproximou-se da skiff, que ainda tentou fugir.
Em minutos, o "NRP Corte-Real" aproximou-se da skiff,e perante a tentativa de fuga da pequena embarcação houve disparos, primeiro para o ar e depois para a proa. Após alguns minutos de tiro real, os piratas desistiram da fuga, desligando os motores e colocaram as mãos no ar. Uma equipa de fuzileiros, com um oficial de vistoria, num semi-rígido abordaram então o sfiff dos piratas somalis, que não ofereceram resistência. Da embarcação pirata foram retirados quatro armas kalachnikov Ak47, um lança-granadas RPG), três granadas e duas barras de explosivos, 26 recipientes com combustível. No interior da skiff estavam ainda duas grandes escadas em metal, com cerca de seis metros, prova das intenções daqueles homens em atacar um navio. A quando do pedido de ajuda do navio mercante "Maersk Phoenix" a "Corte-Real", estava a fazer escolta a um navio paquistanês, o "Bolan", dirigindo-se de imediato para o local de skiff já enquanto o navio de guerra turco "TCP Gaziantep " ficou a escoltar os dois navios, o que seria a vítima do ataque dos piratas, o "Maersk Phoenix", e o "Bolan".
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Re: Marinha de Portugal
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Editado pela última vez por P44 em Qui Jul 02, 2009 10:26 am, em um total de 1 vez.
Triste sina ter nascido português
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Re: Marinha de Portugal
Ainda pegando no caso dos reabastecedores, julgo que o [img]Bérrio[/img]actualmente já só navega em exercícios militares e não tem tido uso em operações reais. Realmente da últma vez que me lembro de o ter visto numa operação de carácter militar real, foi em 1998 para apoiar a força naval na Guiné
Estou errado?
É que com esta minha ausência prolongada estou meio desactualizado das novidades.
_____________________________
Qunanto ao uso de fragatas no Índico para combater, negar o mar ou simples dissuasão, parece provar-se a tese de que mesmo perante certas ameaças assimétricas uma fragata é sempre mais adequada, por ser mais polivalente que um simples patrulha oceânico que para pouco serve, para além de andar a medir as malhas das redes de pesca, coisa que por mim, poderia ser entregue à GNR ou Polícia Marítima.
É que uma fragata pode fazer pouco ou muito, e um patrulha pode pouco e pronto.
Estou errado?
É que com esta minha ausência prolongada estou meio desactualizado das novidades.
_____________________________
Qunanto ao uso de fragatas no Índico para combater, negar o mar ou simples dissuasão, parece provar-se a tese de que mesmo perante certas ameaças assimétricas uma fragata é sempre mais adequada, por ser mais polivalente que um simples patrulha oceânico que para pouco serve, para além de andar a medir as malhas das redes de pesca, coisa que por mim, poderia ser entregue à GNR ou Polícia Marítima.
É que uma fragata pode fazer pouco ou muito, e um patrulha pode pouco e pronto.
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Re: Marinha de Portugal
Rui Elias escreveu:
Quanto ao Bérrio, durante a vida dele na nossa Armada só foi usado duas vezes em operações reais. A primeira foi o apoio ao bloqueio da Sérvia, e a segunda na Guiné.
Para quem usa muitas vezes o argumento da extensão da nossa ZEE, acho muito estranho que queira que seja a GNR com as suas lanchas fluviais e costeiras a fazer a fiscalização em alto mar. Cada coisa é desenhada para um fim, e os patrulhas são desenhados para patrulhar, e não para combater navios civis. Segundo o seu ponto de vista, as fragatas com uma guarniçaõ de cento e muitos homens é o meio indicado para as funções de um patrulha?
Olá Rui...Então o comboio descarrilou? Bem vindo.Ainda pegando no caso dos reabastecedores, julgo que o [img]Bérrio[/img]actualmente já só navega em exercícios militares e não tem tido uso em operações reais. Realmente da últma vez que me lembro de o ter visto numa operação de carácter militar real, foi em 1998 para apoiar a força naval na Guiné
Estou errado?
Quanto ao Bérrio, durante a vida dele na nossa Armada só foi usado duas vezes em operações reais. A primeira foi o apoio ao bloqueio da Sérvia, e a segunda na Guiné.
O uso de fragatas no Índico, baseia-se não no seu poder militar, mas no facto de terem velocidade e autonomia, e em algumas um helicóptero organico, muito util nessa missão.Qunanto ao uso de fragatas no Índico para combater, negar o mar ou simples dissuasão, parece provar-se a tese de que mesmo perante certas ameaças assimétricas uma fragata é sempre mais adequada, por ser mais polivalente que um simples patrulha oceânico que para pouco serve, para além de andar a medir as malhas das redes de pesca, coisa que por mim, poderia ser entregue à GNR ou Polícia Marítima.
Para quem usa muitas vezes o argumento da extensão da nossa ZEE, acho muito estranho que queira que seja a GNR com as suas lanchas fluviais e costeiras a fazer a fiscalização em alto mar. Cada coisa é desenhada para um fim, e os patrulhas são desenhados para patrulhar, e não para combater navios civis. Segundo o seu ponto de vista, as fragatas com uma guarniçaõ de cento e muitos homens é o meio indicado para as funções de um patrulha?
cumprimentos.
Luis Filipe Silva
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Re: Marinha de Portugal
Viva, Luís.
O comboio não descarrilou, mas foi sim resguardado na estação, e nem sei se um dia voltará a ser utilizado
Bom e regressando ao mares, o que eu acho é que uma fragata para patrulhar mares e costas, se o grau de ameaça existir e for real e premente, independentemente de se tratar de ameaças verdadeiramente assimétricas (porque se for das outras, é melhor a nossa Marinha meter a viola no saco), já serão sempre melhores que patrulhões oceânicos, que esses sim, poderiam ser afectados à Polícia Marítima, quer para operar aquela amostra de artilharia, para que estaria habilitada, quer para as funções que exercerá, já que não precisa de armas ou guarnições de alta qualificação ao nível de combate.
Isto será uma espécie de Guarda Costeira?
Não o sei, nem eu defendo tal criação, mas como a Policia Maritima também tem a tutela do Min. da Defesa, não me chocaria, assim tivessemos de facto já os NPO's e as LFC.
É assim com as missões SAR na costa, em que já existe partilha entre a FAP e os helis da Protecção Civil (os Kamov).
O comboio não descarrilou, mas foi sim resguardado na estação, e nem sei se um dia voltará a ser utilizado
Bom e regressando ao mares, o que eu acho é que uma fragata para patrulhar mares e costas, se o grau de ameaça existir e for real e premente, independentemente de se tratar de ameaças verdadeiramente assimétricas (porque se for das outras, é melhor a nossa Marinha meter a viola no saco), já serão sempre melhores que patrulhões oceânicos, que esses sim, poderiam ser afectados à Polícia Marítima, quer para operar aquela amostra de artilharia, para que estaria habilitada, quer para as funções que exercerá, já que não precisa de armas ou guarnições de alta qualificação ao nível de combate.
Isto será uma espécie de Guarda Costeira?
Não o sei, nem eu defendo tal criação, mas como a Policia Maritima também tem a tutela do Min. da Defesa, não me chocaria, assim tivessemos de facto já os NPO's e as LFC.
É assim com as missões SAR na costa, em que já existe partilha entre a FAP e os helis da Protecção Civil (os Kamov).
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Re: Marinha de Portugal
Rui,Rui Elias Maltez escreveu:Viva, Luís.
O comboio não descarrilou, mas foi sim resguardado na estação, e nem sei se um dia voltará a ser utilizado
Bom e regressando ao mares, o que eu acho é que uma fragata para patrulhar mares e costas, se o grau de ameaça existir e for real e premente, independentemente de se tratar de ameaças verdadeiramente assimétricas (porque se for das outras, é melhor a nossa Marinha meter a viola no saco), já serão sempre melhores que patrulhões oceânicos, que esses sim, poderiam ser afectados à Polícia Marítima, quer para operar aquela amostra de artilharia, para que estaria habilitada, quer para as funções que exercerá, já que não precisa de armas ou guarnições de alta qualificação ao nível de combate.
Isto será uma espécie de Guarda Costeira?
Não o sei, nem eu defendo tal criação, mas como a Policia Maritima também tem a tutela do Min. da Defesa, não me chocaria, assim tivessemos de facto já os NPO's e as LFC.
É assim com as missões SAR na costa, em que já existe partilha entre a FAP e os helis da Protecção Civil (os Kamov).
A Policia Maritima é um orgão da Marinha.
A nossa fiscalização nunca foi feita pelas Fragatas, mas pelos patrulhas e Corvetas, que nos ultimos 20 Anos não passam de NPO's com muita guarnição.
O que as corvetas têm melhor que os NPO em termos de armamento? 76 em vez de 40 ou 30, é significativo? queremos fazer bombardeio de costa? Sonares e torpedos? Será que vamos ser atacados por piratas em Submarinos?
A nossa Marinha tem de se adaptar ao cenário actual e prever cenários futuros. O cenário actual é o combate ao tráfico, pesca ilegal, pirataria, SAR e ter uma fragata em missão na OTAN, para os cenários futuros vieram as BD e os Sub's.
Ora o que é necessário para a fiscalização e SAR? Os NPO's, até podiam vir sem peça nenhuma, só com metrelhadoras pesadas que chegavam bem, as peças estão lá só para impor respeito a um comandante ou mestre mais arisco.
NPO's com misseis, peças de vante de 127mm, Morteiros e torpedos não servem para nós, servem para enterrar dinheiro, que é escasso na Armada. Ponha isso na cabeça homem, senão vou para o seu forum exigir que a CP compre locomotivas nucleares...
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"O que se percebe hoje é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento"
NJ