Orestes,
orestespf escreveu:O DB está me matando, Vínicius! É post atrás de post, mas quem me mandou provocar a galera, né?
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Viu? Quem mandou?
Não tenho, Vinícius, o edital não se tornou "acessível", embora achasse que deveria ser público. Tive acesso a ele através de um amigo, já que tenho poucas informações sobre hélis. O Sniper me pediu uma vez, fiquei de passar pra ele, mas a coisa foi negada categoricamente. Então...
É uma pena.
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De qualquer forma, amigo, mesmo crendo no que você diz, pra manter nosso debate, a gente acaba ficando na mesma.
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Vai saber se, caso eu tivesse lido o edital, não poderia ter tido uma interpretação diferente?
Pois é... A idéia não é minha, é da FAB. rsrsrs O edital foi escrito pensando no Mi-35, sem tirar e nem por. Por isso coloquei aqui algumas perguntas. Na verdade não tenho respostas pra todas, uma delas é: por que a FAB fez um edital onde o Mi-35 se encaixa como uma luva?
Não sei. Como não li, não posso opinar sobre o edital. Me resta crer em você e continuar o debate dizendo que se tivesse lido, poderia interpretar de maneira diferente.
Já disse acima, é o Mi-35 mesmo, pelo menos ao se ler o edital qualquer um conclui isso. Percebe-se que este héli é diferente de tudo o que a FAB já teve e isso explicaria muitas das perguntas que fiz anteriormente. O problema ou dúvida é, por que a FAB preferiu este héli (para escrever o edital)? Suponha que o héli escolhido não seja o Mi-35, mas por que a FAB "pensou" nele para selecionar um héli deste tipo?
O A129 também é diferente de tudo que a FAB já teve.
Acho que ainda não fui claro... rsrsrs No fundo o que quero saber (e não tenho resposta ainda) é o motivo de se escolher um héli com o perfil da FAB. Qual tipo de missão ela espera? Ah! É mais ou menos isso que quero compreender.
Vivemos num país onde infelizmente é difícil podermos desenvolver meios que atendam nossas necessidades exclusivas, já observava o Gen Modesto (12ª BIL AMV), o qual tive a oportunidade de entrevistar. Caso raro é o A-29, por exemplo. Nos resta na maior parte das vezes escolher meios que melhor se enquadrem nas nossas necessidades. Talvez a missão que a FAB espera devesse ser cumprida por uma aeronave desenvolvida por nós especialmente para tal. Já que não dá, a FAB deverá escolher dentre as opções disponíveis no mercado. Sabe-se de antemão que há três missões básicas que a FAB deseja desempenhar com seus helicópteros de ataque: COIN, SEAD e C-SAR. Isso fica claro em uma publicação da própria FAB anos atrás (revista Spectrum, eu acho) e nas declarações de outras pessoas aqui e em outros lugares. Agora, se a FAB está pensando especificamente nesse ou naquele vetor e já faz um edital direcionado, não posso opinar.
Sim, concordo, mas quais as missões ela deseja se o edital foi "baseado" no perfil do Mi-35?
Não faço idéia, mesmo que assuma hipoteticamente que os helicóptero desejado seja o Mi-35. As missões básicas são COIN, SEAD e C-SAR. Se ela acha que o Mi-35 será mais adequado para que ela cumpra essa missão, tudo bem.
Não pode haver uma compra direta ainda. O que existia era a amarração da licitação, que melhorou muito ao passar para edital, flexibilizando a coisa. O problema é que se amarra o edital, quando só era licitação havia edital também (edital de licitação), porém você pedia algo de forma genérica e podia vencer qualquer coisa com baixos preços. Agora o simples edital pode ser "amarrado", mas direcionado ao que se deseja, mas só pelo fato de ser edital tem que haver espaços para outros interessados. A compra direta ainda não foi aprovado, mas é isso que o Jobim vem dizendo que precisa ser feito.
Como não pode? Para compra de equipamentos militares, quando declarada por questões de segurança nacional, a lei faculta isso. Ou não mais? Porque dos P-47, passando pelos Gloster Meteor, Mirage III e F-5E, não houve licitação. Também não me recordo de ter havido licitação para compra dos Super Puma, Sapão, Esquilo e Blackhawk. Posso estar enganado, mas não me recordo. Acredito que o fato de ser uma concorrência (nem concordo com o termo licitação para assuntos militares) ser nesses termos seja mais por opção do que por obrigação.
A concorrência em geral traz mais vantagens, pois um fabricante é obrigado a oferecer boas condições para não perder a encomenda. A única razão que vejo para a FAB manter essa concorrência, mesmo, segundo você, praticamente apontando para o Mi-35 no edital, é arrancar maiores vantagens dos russos. Nesse caso, embora possa ver como prática comum no mundo (exemplo Osório X Abrams na Arábia Saudita), me parece ser eticamente questionável.