Carlos Mathias escreveu:Acontece que um F-5M não chega nem aos pés de um M-2000-5. O A-1 então nem se fala. Gastar dinheiro e principalmente tempo nessas modernizações para no final termos aviões de capacidades duvidosas para um país que almeja a liderança regional é que não me parece correto.
O fatos atropelaram o planejamento estilo "barrigada", que no cenário atual e futuro não acomodam mais aviões risíveis. Isso se estamos falando de um país que tenciona ser líder regional e quiçá mundial.
Agora, se vamos manter o balacobaco, telecoteco, ziriguidum, ficamos com os Mitinga mesmo que tá bom. :?
Amigo Carlos,
Até concordo plenamente contigo, um M-2000 C5 com datalink compatível com os R-99 seria uma solução muito melhor que qualquer F-5 (quanto aos A-1 não sei não, são aviões com propósitos distintos e o M-2000 nunca foi imaginado como realmente multi-role). Só que é uma aeronave que está saindo de produção, só estariam disponíveis modelos usados e ele não incorpora sequer os conceitos de quarta-geração. Na minha opinião ele deveria ter sido escolhido dez anos atrás, mas comprá-lo agora (o que teria que incluir custos de modernização) e jogar fora aviões recém-modernizados seria um erro tentando consertar outro.
Acho que existem duas opções bem melhores para o Brasil neste momento:
- Rafale como opção Hi, e Gripen como opção Lo, ambos com aviônica israelense AEL e motores M-88 3 (com os Gripens e os motores construídos aqui sob licença).
- SU-30/35 com aviônica AEL como opção Hi, e um caça nacional novo projetado na Embraer com auxílio russo usando o motor AL-31 como opção Lo.
Não seria melhor que continuar para sempre usando aviões velhos como espinha dorsal da força?
Leandro G. Card