Mas por que remover o radar italiano para por um Israelense ?Paisano escreveu:Bom, podemos fazer um exercício de comparação entre um NG com configuração original e um NG com uma possível (fictícia) configuração alternativa (Gripen LIVRE) para a FAB:Luís Henrique escreveu:E se os suecos nos oferecessem um Gripen LIVRE de equipamentos americanos.
Se substituíssem o motor por uma evolução do EJ200?????
Configuração Original:
Radar(AESA): ES 05 Raven - Selex-Galile
Motor: General Electric F414G
Aviônicos: AEL Sistemas S/A
Configuração Alternativa:
Radar(AESA): EL/M-2052 - Israel Aerospace Industries
Motor: Eurojet EJ200
Aviônicos: AEL Sistemas S/A
Alternativas para fim do FX2
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Re: Alternativas para fim do FX2
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Re: Alternativas para fim do FX2
Quebrando a promessa de não escrever mais sobre o FX.
Tem três grupos no Brasil, uma turma do Rafale, outra do F 18 e uma do Gripen. Na composição destes grupos tem empresários, políticos, militares, etc. Quem ganhar leva o contrato de muito $$$$$$$$$. Quem perder perde tudo o que já gastou nestes TREZE anos.
Se você fosse presidente o que faria?
Eu encerraria de vez esta palhaçada e mandaria a FAB procurar uma alternativa de baixo custo. Por que:
Primeiramente, o motivo principal para eu cancelar este projeto, simplesmente é que não iria passar o desgaste político de desagradar dois grupos juntos, para agradar um só. Político é político e não escolhe super trunfo e nem voa avião. Nunca ouvi falar de uma disputa tripla entre duas aeronaves, isto complica tudo. Deveria haver um short list com somente duas opções, com três é piada. Não da para decidir, vejam os Suecos tem todo um lobby, afinal já estão aqui no Brasil com a Ericsson, Volvo, Scania etc. Os norte americanos nem se fala. E os franceses, fechamos um programa estratégico e bilionário, além de vital do sub nuclear com eles> Não podem ser desapontados.
Segundo motivo, o programa já esta superado tecnologicamente, porque atrasou demais: Vejamos com a demora absurda deste programa, quando o esquadrão estiver operacional, aeronave escolhida já estaria tecnologicamente superada. Vejam pelo que falaram, se a decisão fosse hoje, demoraria mais um ano para assinar o contrato. (Não faço a menor ideia porque esse tempo todo), depois mais quatro anos para chegar o primeiro avião. Bem em 2018 o primeiro F 18 chega ao Brasil, até todos os caças serem entregues, sei-lá uns cinco anos, por exemplo significa que lá por 2023 a FAB ainda vai esta recebendo caças como o F 18. Aeronaves projetadas no século anterior.
Terceiro, o programa todo tem uma cobertura enorme da mídia como justificar o gasto de bilhões de dólares em caças para o povo. Muito prejuízo político em um ano as vésperas da eleição.
Em resumo este programa se transformou em uma equação política sem solução, na minha modesta opinião a Sra. Presidenta não vai fazer nada, vai deixar a batata para o sucessor em 2015, pois também não vai querer arcar com o desgaste de cancelar tudo. Um tampão seria uma solução de custos políticos menor, mas ainda haveriam críticas dos que perderão com o cancelamento do projeto, que vão dizer horrores da decisão, do dinheiro mal gasto. etc. Não fazer nada é politicamente a melhor opção.
De quem é a culpa, para mim TOTALMENTE DA FAB.
No FX-1 deixou que a concorrência tomar um rumo político, depois por ter aceitado o Mirage 2000-5 que era a vontade do governo Fernando Henrique e da Embraer na época, como lembro do apelido Sucatão, aqui no Fórum e o pessoal suspirando mas bem que podia ser o Rafale.
No FX 2 por ter divulgado este short list absurdo, dois caças birreatores junto com um caça monoreator e por fim por não ter ficado com o Rafale, quando o próprio presidente LULA anunciou em público que ele era o vencedor.
Político, pensa politicamente. Esqueceram da luta que tiveram quando voavam os P 40 e P 47, enquanto todos os nossos vizinhos tinham jatos e da dureza que foi conseguir os obsoletos Gloster Meteor. Esqueceram o que aconteceu quando as asas dos Meteor racharam. Esqueceram quando queriam comprar os bombardeiros Canberra. A FAB devia ter aprendido.
Agora chora e procura um tampão, que eu não acredito que o governo atual escolha e feche qualquer FX, nesta altura do campeonato já era. E ponto final.
Tem três grupos no Brasil, uma turma do Rafale, outra do F 18 e uma do Gripen. Na composição destes grupos tem empresários, políticos, militares, etc. Quem ganhar leva o contrato de muito $$$$$$$$$. Quem perder perde tudo o que já gastou nestes TREZE anos.
Se você fosse presidente o que faria?
Eu encerraria de vez esta palhaçada e mandaria a FAB procurar uma alternativa de baixo custo. Por que:
Primeiramente, o motivo principal para eu cancelar este projeto, simplesmente é que não iria passar o desgaste político de desagradar dois grupos juntos, para agradar um só. Político é político e não escolhe super trunfo e nem voa avião. Nunca ouvi falar de uma disputa tripla entre duas aeronaves, isto complica tudo. Deveria haver um short list com somente duas opções, com três é piada. Não da para decidir, vejam os Suecos tem todo um lobby, afinal já estão aqui no Brasil com a Ericsson, Volvo, Scania etc. Os norte americanos nem se fala. E os franceses, fechamos um programa estratégico e bilionário, além de vital do sub nuclear com eles> Não podem ser desapontados.
Segundo motivo, o programa já esta superado tecnologicamente, porque atrasou demais: Vejamos com a demora absurda deste programa, quando o esquadrão estiver operacional, aeronave escolhida já estaria tecnologicamente superada. Vejam pelo que falaram, se a decisão fosse hoje, demoraria mais um ano para assinar o contrato. (Não faço a menor ideia porque esse tempo todo), depois mais quatro anos para chegar o primeiro avião. Bem em 2018 o primeiro F 18 chega ao Brasil, até todos os caças serem entregues, sei-lá uns cinco anos, por exemplo significa que lá por 2023 a FAB ainda vai esta recebendo caças como o F 18. Aeronaves projetadas no século anterior.
Terceiro, o programa todo tem uma cobertura enorme da mídia como justificar o gasto de bilhões de dólares em caças para o povo. Muito prejuízo político em um ano as vésperas da eleição.
Em resumo este programa se transformou em uma equação política sem solução, na minha modesta opinião a Sra. Presidenta não vai fazer nada, vai deixar a batata para o sucessor em 2015, pois também não vai querer arcar com o desgaste de cancelar tudo. Um tampão seria uma solução de custos políticos menor, mas ainda haveriam críticas dos que perderão com o cancelamento do projeto, que vão dizer horrores da decisão, do dinheiro mal gasto. etc. Não fazer nada é politicamente a melhor opção.
De quem é a culpa, para mim TOTALMENTE DA FAB.
No FX-1 deixou que a concorrência tomar um rumo político, depois por ter aceitado o Mirage 2000-5 que era a vontade do governo Fernando Henrique e da Embraer na época, como lembro do apelido Sucatão, aqui no Fórum e o pessoal suspirando mas bem que podia ser o Rafale.
No FX 2 por ter divulgado este short list absurdo, dois caças birreatores junto com um caça monoreator e por fim por não ter ficado com o Rafale, quando o próprio presidente LULA anunciou em público que ele era o vencedor.
Político, pensa politicamente. Esqueceram da luta que tiveram quando voavam os P 40 e P 47, enquanto todos os nossos vizinhos tinham jatos e da dureza que foi conseguir os obsoletos Gloster Meteor. Esqueceram o que aconteceu quando as asas dos Meteor racharam. Esqueceram quando queriam comprar os bombardeiros Canberra. A FAB devia ter aprendido.
Agora chora e procura um tampão, que eu não acredito que o governo atual escolha e feche qualquer FX, nesta altura do campeonato já era. E ponto final.
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Re: Alternativas para fim do FX2
Depois de procurar um pouco acho que posso incluir essa como uma desvantagem do Gripen ser mono-motor, há uma escassez de motores dessa potência e tamanho que não sejam americanos ou russos, para falar a verdade, não achei nenhum.Luís Henrique escreveu:E se os suecos nos oferecessem um Gripen LIVRE de equipamentos americanos.
Se substituíssem o motor por uma evolução do EJ200?????
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Re: Alternativas para fim do FX2
Na nossa situação, se não for Chinês ou Russo, é terminantemente impossível se adquirir um caça que esteja imune à interferência americana.
Se o caça for francês, está sim na 'coleira'. Para isso existe a OTAN. Viram o que aconteceu com o avião do Evo, que foi proibido de voar por países que, pelo menos a princípio, nem tinham a ver com a história? O mesmo vale para um caça sueco, 'euro', etc.
Quando o Tio San encasquetar com o Brasil, esquece. EUA, Suécia, França, Inglaterra, Israel, Alemanha, Japão, Coréia são uma coisa só. Rússia e China não, talvez a Índia em algum momento, mas mesmo ela se rende a equipamentos 'by OTAN' nos seus projetos de caças.
Dessa forma, eu defenderia a compra do Gripen. Mas não porque ele está "livre da coleira americana", porque isso nenhum dos três é. Os americanos sabem que o motor do Gripen é americano, que várias coisas do Rafale, são de origem americana. Só que, mesmo assim, tirar da mão deles um contrato de alguns bilhões de dólares é também uma forma de se deixar claro um recado.
De que adianta ficarmos presos a esta paranóia de "coleira americana" especificamente no caso do F-X2, se puxar um pouquinho só essa tal coleira, nem o KC-390, nem P-3, nem Bandeirante, nem Bandeirulha, nem Super Tucano irão conseguir se manter voando? Ou então teremos que recomeçar a FAB comprando apenas treinadores, abastecedores, patrulhas, helicópteros, tudo da China e Rússia, ou melhor, made in Brazil. Mas, sinceramente, não acho que seja possível.
abraços]
Se o caça for francês, está sim na 'coleira'. Para isso existe a OTAN. Viram o que aconteceu com o avião do Evo, que foi proibido de voar por países que, pelo menos a princípio, nem tinham a ver com a história? O mesmo vale para um caça sueco, 'euro', etc.
Quando o Tio San encasquetar com o Brasil, esquece. EUA, Suécia, França, Inglaterra, Israel, Alemanha, Japão, Coréia são uma coisa só. Rússia e China não, talvez a Índia em algum momento, mas mesmo ela se rende a equipamentos 'by OTAN' nos seus projetos de caças.
Dessa forma, eu defenderia a compra do Gripen. Mas não porque ele está "livre da coleira americana", porque isso nenhum dos três é. Os americanos sabem que o motor do Gripen é americano, que várias coisas do Rafale, são de origem americana. Só que, mesmo assim, tirar da mão deles um contrato de alguns bilhões de dólares é também uma forma de se deixar claro um recado.
De que adianta ficarmos presos a esta paranóia de "coleira americana" especificamente no caso do F-X2, se puxar um pouquinho só essa tal coleira, nem o KC-390, nem P-3, nem Bandeirante, nem Bandeirulha, nem Super Tucano irão conseguir se manter voando? Ou então teremos que recomeçar a FAB comprando apenas treinadores, abastecedores, patrulhas, helicópteros, tudo da China e Rússia, ou melhor, made in Brazil. Mas, sinceramente, não acho que seja possível.
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Re: Alternativas para fim do FX2
Um dos finalistas na concorrência para aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi a Space Systems / Loral, dos EUA (vencida pela franco-italiana Thales Alenia Space).Brasileiro escreveu:Na nossa situação, se não for Chinês ou Russo, é terminantemente impossível se adquirir um caça que esteja imune à interferência americana.
Se o caça for francês, está sim na 'coleira'. Para isso existe a OTAN. Viram o que aconteceu com o avião do Evo, que foi proibido de voar por países que, pelo menos a princípio, nem tinham a ver com a história? O mesmo vale para um caça sueco, 'euro', etc.
Quando o Tio San encasquetar com o Brasil, esquece. EUA, Suécia, França, Inglaterra, Israel, Alemanha, Japão, Coréia são uma coisa só. Rússia e China não, talvez a Índia em algum momento, mas mesmo ela se rende a equipamentos 'by OTAN' nos seus projetos de caças.
Dessa forma, eu defenderia a compra do Gripen. Mas não porque ele está "livre da coleira americana", porque isso nenhum dos três é. Os americanos sabem que o motor do Gripen é americano, que várias coisas do Rafale, são de origem americana. Só que, mesmo assim, tirar da mão deles um contrato de alguns bilhões de dólares é também uma forma de se deixar claro um recado.
De que adianta ficarmos presos a esta paranóia de "coleira americana" especificamente no caso do F-X2, se puxar um pouquinho só essa tal coleira, nem o KC-390, nem P-3, nem Bandeirante, nem Bandeirulha, nem Super Tucano irão conseguir se manter voando? Ou então teremos que recomeçar a FAB comprando apenas treinadores, abastecedores, patrulhas, helicópteros, tudo da China e Rússia, ou melhor, made in Brazil. Mas, sinceramente, não acho que seja possível.
abraços]
Há N equipamentos e serviços industriais fornecidos por empresas norte-americanas, nas mais diversas areas, inclusive o pré-sal. Esse tem sido, junto com o PAC, um grande mercado para a GE. Lembram da Halliburton?
Quase 100% dos membros do Governo Federal usam telefones com sistemas operacionais norte-americanos (ou canadense da Blackberry). Para não mencionar sistemas operacionais e serviços de TI/Internet de empresas dos EUA (Windows, Apple OS, Google, Facebook, Yahoo, Facebook, Twitter etc, etc).A multinacional americana mantém um contrato com a Petrobras no qual é responsável pelos computadores que contêm informações cruciais para o desenvolvimento de plataformas. Isso decorre do fato de a Halliburton ser fornecedora de serviços de teste de exploração e desenvolvimento em ambiente de alta pressão, alta temperatura e águas profundas nas bacias brasileiras operadas pela Petrobras. O contrato tem validade de quatro anos e valor de US$ 270 milhões. Por ele, a empresa tem acesso ao material confidencial da Petrobras, justamente para poder operar o maquinário que a estatal necessita para realizar suas prospecções.
http://www.istoedinheiro.com.br/noticia ... +PETROBRAS
Os EUA são o principal destino dos investimento externos de empresas brasileiras.
Somado ao citado por Brasileiro, francamente, a GE F414 é o menor dos problemas.
Editado pela última vez por Penguin em Qui Ago 15, 2013 8:55 pm, em um total de 5 vezes.
Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que circulam pelo mundo.
Carlo M. Cipolla
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Re: Alternativas para fim do FX2
Trecho da Reunião: CRE - 32ª reunião, extraordinária (1ª parte - audiência pública; 2ª parte - deliberativa)Carlos Lima escreveu:Pois é,
E é por isso que eu acho que durante a sua apresentação o Saito não deu nenhuma indicação de "preferências" porque isso iria depor contra a neutralidade da FAB nesse processo e pegaria muito mal.
Na minha interpretação do que ele falou ontém, ele defendeu que acredita no Governo, defendeu que a FAB precisa de caças para ontém, e deixou claro que está fazendo o possível e impossível para não deixar a Defesa Aérea Brasileira deixar de existir, mas a coisa está complicando cada vez mais.
Além disso ele deixou claro que o parecer técnico está pronto... agora cabe a Presidenta decidir.
Se ele deixou recados extras... aí nós temos um problema na minha opinião.
[]s
CB_Lima
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Horário de Início: 14:30
""Então, do ponto de vista estratégico, dos projetos, se todos eles estão dispostos a abrir a caixa preta tecnológica para os projetos brasileiros na indústria aeronáutica?
O SR. COMANDANTE SAITO – Nós temos ofertante que diz que vai abrir toda a caixa preta. Temos ofertante que diz que vamos abrir parcialmente e o que eu posso dizer, Senadora Ana Amélia, muito obrigado pela pergunta, é que a senhora tem toda a razão. O foco principal desse projeto não é só comprar um avião de prateleira e sim desenvolver, junto com parceiro escolhido, uma tecnologia avançada.
Então a tecnologia avançada a gente consegue fazendo junto, isto é, muita gente diz: Olha eu vou transferir tecnologia! Mas chegar e dizer: Olha, a tecnologia é esta aqui? A gente não vai aprender. É fazendo junto que a gente aprende, como fez a Embraer, no Projeto AMX. No Projeto AMX a Embraer ficou apenas com 28% de todo o sistema do avião e, ao longo dos anos, conseguiu assimilar toda a tecnologia de construção de uma aeronave daquele porte e desenvolver a aeronave a jato para uso comercial.
Então a senhora tem toda a razão. Isso é muito discutível. Transferência de tecnologia, não basta dizer que eu quero. Mas eu preciso também ter um parque industrial capacitado para receber essa transferência de tecnologia e também é fazendo junto que a gente consegue aprender toda a tecnologia.
O SR PRESIDENTE (Ricardo Ferraço. Bloco Maioria/PMDB - ES) - Deputado Zarattini, V. Exª pediu a palavra.
O SR. CARLOS ZARATTINI (PT – SP) – Bom, Sr. Presidente, queria cumprimentá-lo, cumprimentar todos os membros aqui desta audiência, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, Comandante, cumprimentá-lo também, cumprimentar o Brigadeiro Crepaldi, que nos atendeu lá numa recente delegação de Deputados em São José dos Campos e nos fez uma exposição bastante detalhada também de todos os projetos da Força Aérea Brasileira.
A Senadora Ana Amélia, boa parte da minha pergunta ela já fez, não é? Porque o essencial de fato nesse projeto é a questão da transferência de tecnologia e ...
A SRA. ANA AMÉLIA (Bloco Maioria/PP - RS) – Peças também.
O SR. CARLOS ZARATTINI (PT – SP) – Exato. E a possibilidade de nós termos autonomia do desenvolvimento, da manutenção e do desenvolvimento de novas tecnologias, a partir dos conhecimentos que o Brasil vier a ter com esse projeto. Então esse assunto me parece assim que é uma pedra de toque, não é? Então, se o senhor pudesse avançar um pouco mais nas comparações entre essas discussões, porque sempre a informação que nós temos, como o senhor falou, a Suécia e o Gripin é um projeto onde se propõe desenvolver mais conjuntamente. Os Franceses através da Dessault tem uma proposta de transferência de toda a tecnologia e os americanos ainda têm restrições, ao que nos consta, sobre autorizações do Congresso Americano para que essa transferência ocorra.""
http://www.senado.gov.br/atividade/comi ... =000564/13
[] kirk
Os Estados não se defendem exigindo explicações, pedidos de desculpas ou com discursos na ONU.
“Quando encontrar um espadachim, saque da espada: não recite poemas para quem não é poeta”
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Re: Alternativas para fim do FX2
Provavelmente o ES 05 Raven tem menos componentes americanos que o EL/M-2052bcorreia escreveu:Mas por que remover o radar italiano para por um Israelense ?Paisano escreveu: Bom, podemos fazer um exercício de comparação entre um NG com configuração original e um NG com uma possível (fictícia) configuração alternativa (Gripen LIVRE) para a FAB:

[]'s
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Re: Alternativas para fim do FX2
O motivo é pelo fato do Radar EL/M-2052, assim como os aviônicos sugeridos, serem oriundos do "Povo do Deserto", o que teoricamente facilitaria a integração e a manutenção.NovaTO escreveu:Provavelmente o ES 05 Raven tem menos componentes americanos que o EL/M-2052bcorreia escreveu: Mas por que remover o radar italiano para por um Israelense ?
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Re: Alternativas para fim do FX2
O ES05 já está integrado.
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Re: Alternativas para fim do FX2
Penguin escreveu:Um dos finalistas na concorrência para aquisição do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi a Space Systems / Loral, dos EUA (vencida pela belga Thales Alenia Space).Brasileiro escreveu:Na nossa situação, se não for Chinês ou Russo, é terminantemente impossível se adquirir um caça que esteja imune à interferência americana.
Se o caça for francês, está sim na 'coleira'. Para isso existe a OTAN. Viram o que aconteceu com o avião do Evo, que foi proibido de voar por países que, pelo menos a princípio, nem tinham a ver com a história? O mesmo vale para um caça sueco, 'euro', etc.
Quando o Tio San encasquetar com o Brasil, esquece. EUA, Suécia, França, Inglaterra, Israel, Alemanha, Japão, Coréia são uma coisa só. Rússia e China não, talvez a Índia em algum momento, mas mesmo ela se rende a equipamentos 'by OTAN' nos seus projetos de caças.
Dessa forma, eu defenderia a compra do Gripen. Mas não porque ele está "livre da coleira americana", porque isso nenhum dos três é. Os americanos sabem que o motor do Gripen é americano, que várias coisas do Rafale, são de origem americana. Só que, mesmo assim, tirar da mão deles um contrato de alguns bilhões de dólares é também uma forma de se deixar claro um recado.
De que adianta ficarmos presos a esta paranóia de "coleira americana" especificamente no caso do F-X2, se puxar um pouquinho só essa tal coleira, nem o KC-390, nem P-3, nem Bandeirante, nem Bandeirulha, nem Super Tucano irão conseguir se manter voando? Ou então teremos que recomeçar a FAB comprando apenas treinadores, abastecedores, patrulhas, helicópteros, tudo da China e Rússia, ou melhor, made in Brazil. Mas, sinceramente, não acho que seja possível.
abraços]
Há N equipamentos e serviços industriais fornecidos por empresas norte-americanas, nas mais diversas areas, inclusive o pré-sal. Esse tem sido, junto com o PAC, um grande mercado para a GE. Lembram da Halliburton?
Quase 100% dos membros do Governo Federal usam telefones com sistemas operacionais norte-americanos (ou canadense da Blackberry). Para não mencionar sistemas operacionais e serviços de TI/Internet de empresas dos EUA (Windows, Apple OS, Google, Facebook, Yahoo, Facebook, Twitter etc, etc).A multinacional americana mantém um contrato com a Petrobras no qual é responsável pelos computadores que contêm informações cruciais para o desenvolvimento de plataformas. Isso decorre do fato de a Halliburton ser fornecedora de serviços de teste de exploração e desenvolvimento em ambiente de alta pressão, alta temperatura e águas profundas nas bacias brasileiras operadas pela Petrobras. O contrato tem validade de quatro anos e valor de US$ 270 milhões. Por ele, a empresa tem acesso ao material confidencial da Petrobras, justamente para poder operar o maquinário que a estatal necessita para realizar suas prospecções.
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Os EUA são o principal destino dos investimento externos de empresas brasileiras.
Somado ao citado por Brasileiro, francamente, a GE F414 é o menor dos problemas.
Por sermos um grande cliente dos EUA que, ao adquirir caças de outra procedência, podemos/devemos passar um recado, se não tratar o Brasil melhor vamos procurar produtos de outros fornecedores.
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Re: Alternativas para fim do FX2
Penguin, boa tarde.Penguin escreveu:O ES05 já está integrado.
Como já está integrado, se o avião ainda não existe (não há sequer um protótipo voando), se o restante da aviônica não está integrado...
A situação é muito mais complexa. Por exemplo, o radar AESA para o Typhoon só deve estar operacional em 2020, segundo informações recentes.
Na minha opinião, o fato de ter "voado" no DEMO não permite dizer que "está integrado". É comum que um radar só esteja plenamente integrado e testado, com todos os seus modos de operação, em torno de sete anos após esse primeiro evento. Para estar "operacional", ainda precisa estar instalado nos aviões disponíveis para o uso, com os pilotos treinados.
Abraço,
Justin
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Re: Alternativas para fim do FX2
Troca logo o nome pra TAB, vende os caças pros museus e compra mais Cargo e Caravan e heli pra transportar índio & demais missões eleitoreiras...errr...humanitárias. Ao menos seria mais coerente... ![Cool 8-]](./images/smilies/icon_cool.gif)
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Re: Alternativas para fim do FX2
Eu tenho raiva destes dirigentes de órgãos nomeados politicamente...não tem bolas suficientes para dizer que isso ou aquilo não presta, que falta isso ou aquilo, etc. Parece o órgão em que trabalho.
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Re: Alternativas para fim do FX2
Ainda bem que me reformei, cupincha, o meu era (É!) igualzinho...





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Re: Alternativas para fim do FX2
O cara tinha que dizer que os F5 não servem, estamos em inferioridade em relação aos nossos vizinhos, que não podemos correr este risco já que a implantação integral de um caça demora quase uma década e que este avião de 50 anos não é usado na primeira linha de nenhum país que leve a sério a Defesa Nacional, ainda mais sendo a sexta economia do mundo. O japa já tá quase no caixão, perdeu de falar a verdade e fazer algo de bom por seu país.
E eu ainda perdendo tempo com estes assuntos....
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