Clermont escreveu:Partindo do pressuposto de que a arma é assim tão ruim, até quando os chefes do Exército esperam poder esconder isso do usuário final, o combatente comum, seja ele praça ou oficial subalterno? E da imprensa especializada, brasileira e estrangeira?
Mas isso não interessa a ninguém fora das Forças Armadas. Não temos mercado civil, nem de exportação. O que é que imprensa nacional ou estrangeira vai fazer?
Clermont escreveu:Você acredita mesmo que os chefes do Exército vão adotar uma arma tão deficiente como padrão?
É isso que o pessoal de RP da Imbel aqui não pode aceitar, e que tenta confundir com antibrasileirismo ou essas besteiras. A arma é ruim. Isso não significa que não possa melhorar. A pergunta é a que preço e em que prazo. Para qualquer meio entendedor, os próprios requisitos de fabricação são esdrúxulos, requerendo capacidades muito abaixo do aceito pelo mercado internacional, como durabilidade do cano e precisão.
Clermont escreveu:Confesso que tenho a mais extrema dificuldade de entender como funcionaria este suposto complô de acobertamento de uma eventual incompetência da IMBEL. Se isso fosse verdade, a mais alta-chefia do Exército se desmoralizaria, além de recuperação, aos olhos de sua tropa. Isso acabaria vazando para a grande imprensa o que seria um desprestígio total à instituição militar.
Não existe complô nenhum, estamos aqui discutindo uma arma, e suas qualidades e defeitos. Como eu disse antes, é uma arma que será adotada, não sei com que grau de qualidade e desenvolvimento, mas será adotada, isso é certo. O que discutimos aqui é sua qualidade. Ela pode melhorar? Sim. Mas essa conversa infantil, ufanista e para público leigo, de que a arma é excelente, igual às melhores do mundo... Dá licença, vai contar pra jornalista que não sabe nem diferenciar fuzil de pistola. Eu disse antes e reafirmo: os militares do EB são condicionados a acreditar que tudo que IMBEL fabrica é excelente. Acreditam que as pistolas são as melhores do mundo, os fuzis são os melhores do mundo, as facas são..... Mas lamento, não são. Eu queria que fossem, mas não são. Nossas fábricas de armas leves são amplamente privilegiadas pela reserva de mercado, se competissem abertamente com produtos estrangeiros, já estariam fechadas há muito.
Clermont escreveu:Eu, que sou civil, sou anônimo, e nunca cheguei perto de um fuzil militar (tá, sem contar alguma eventual entrada em algum quartel das Forças Armadas...) de tudo isso, acredito com toda sinceridade que a resposta está na "terceira alternativa" de Cabeça-de-Martelo. O fuzil nem deve ser igual ao HK-416 (ou SCAR), mas também não deve ser uma catástrofe igual ao L85/SA80 "bullpup" britânico. E, de qualquer modo, de um jeito ou de outro, os britânicos já travaram duas guerras e algumas escaramuças com o L85 e as últimas versões parecem muito eficientes.
O fuzil é resultado da decisão de fabricar uma arma nacional. É uma decisão estratégica do EB e ponto. Essa decisão possui os problemas do desenvolvimento de uma arma com orçamento limitado. Quem sabe, com os testes em andamento a arma seja aperfeiçoada? Quem sabe, com a fabricação em larga escala, o preço chegue perto das similares importadas. Tudo isso é torcida, minha e acredito que de todos, mas qual o problema de admitir que a arma é ruim? Somente alguém com interesse comercial ou institucional não será crítico com um produto. A IMBEL fabrica pistolas modelo 1911, fabrica um fuzil de precisão reaproveitando um ferrolho de um mauser com quase 100 anos, e agora desenvolve um fuzil com requisitos baixos e um preço acima de similares internacionais. Qual o problema em admitir isso?