FCarvalho escreveu:Carlos Lima escreveu:
Com o F-35 na área, seus custos diminuindo, ele começando a entrar em serviço não só nos EUA, e os prováveis clientes listados no seu post com uma visão de Defesa diferente da nossa e $$$ para isso, eu tenho dúvidas com relação a sua análise de Mercado.
Eu não acho que as coisas são simples assim, mas tudo bem... não tenho problema se eu estiver errado
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[]s
CB_Lima
As coisas nesse mercado nunca são fáceis Lima. Assim como o F-35 não irá atuar sozinho em nenhuma licitação de que participar. Claro, é um produto americano, de 5a G, com tudo de bom e do melhor, pode ser customizado de acordo com o cliente, e a $$ envolvida, enfim...
Considero que as chances do Gripen E/F no mercado internacional são tão boas quanto, ou quiçá as mesmas, do F-35, observadas as devidas proporções/condições. Nem todo mundo, na verdade a maioria, dos países não pode/poderá arcar com as implicações de comprar e manter este caça.
Vamos ver quem sai ganhando. A Europa é um bom filão, e os suecos, e a Embraer, tem lá as suas cartas na manga. Não são definitivamente uma dupla incomum ou insuspeita. É um time de peso.
Vamos torcer para que as coisas andem. Mesmo assim, espero que alguém tenha a brilhante idéia, não porque seja minha, de aproveitar a necessidade de um novo caça naval para a MB, e fazer deste projeto o nosso ponta-pé inicial para o lançamento do afamado caça de 5a G tupiniquim. Acho que seria o melhor caminho. Depois de 2030 é o que mais se vai ver por aí.
abs
Carvalho, é óbvio que as coisas não são fáceis, né?
Em todo o caso não vamos embolar o que eu disse no meu post com países que não tem $$ e Defesa não é exatamente prioridade.
Fui bem específico com relação aos países que você citou no seu post (Finlândia / Europa Ocidental).
Nesse "nicho" eu vejo as chances do F-35 bem maiores do que qualquer outro concorrente Ocidental (Gripen/Typhoon/Rafale/SHornet), e é essa a minha opinião
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.
A Embraer é uma empresa respeitada na área comercial, e a SAAB é respeitada com relação a diversos sistemas de Defesa além do próprio Gripen que é um bom projeto sem dúvida... mas a concorrência é de um peso (geo)político/industrial/economico/ que de modo algum pode ignorada e na hora do pega para capar a coisa não vai ser definida na base do PowerPoint e sim em termos de maturidade do projeto, a possibilidades de expansão futuras e ao teto da geração a que pertence (considerando a vida útil dessas aeronaves serem de 30/40 anos).
Sob esse ponto de vista o Gripen está chegando próximo ao seu limite, pois o projeto está partindo para o mundo da Franksteinização, pois está engordando para caber mais soluções tecnológicas, aumentar o seu alcance e melhorar a sua motorização e esse é um sinal da idade do projeto (eu sei, eu sei... a aeronave resultante pode ser bem legal, o marketing sem dúvida vai dizer isso, bla bla bla, etc etc etc, mas a realidade é que esse estica e puxa é um sinal da idade
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).
Já outras aeronaves tipo Typhoon, Rafale ainda tem muito o que oferecer, mas o seu 'teto' vai ser sempre limitado ao que uma aeronave de 4 geração pode oferecer. Não há como fugir disso sem "Frankesteinização" (tipo F-15 Silent Eagle e outras Bizarrices).
O F-35 é super novo e ainda tem um montão de bugs para resolver, mas tem anos e anos pela frente com o seu teto firme na 5 geração o que o coloca à frente de todos os outros concorrentes atuais.
Então se você é um país que tem uma preocupação relativamente grande com Defesa e tem $$ para gastar, e quer ficar bem na fita geopolítica e ter empresas suas fornecendo para o Mercado de ponta e aprender técnicas de fabricação relacionadas a 5 geração, a decisão não é nem muito díficil (embora o 'drama' seja necessário para barganhar
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). Veja aqui que praticamente todos os países que tem projetos de 5 geração "Nacionais", tem um 'pezinho' no F-35 (Turquia, Coréia do Sul, Japão) ou no PAK (Índia) - a China é um caso à parte porque espionam todo mundo

e tem $$$$$$$$$$$$$$$$ para gastar com pesquisa e desenvolvimento.
Se você não tem tanto $$ assim, mas tem 'padrinhos ricos' que querem ficar 'bem na fita' (tipo Arábia Saudita), não quer se misturar com Israel ou tem um problemão para resolver para ontém, vai escolher coisas tipo o Rafale, SHornet, Typhoon (que é o que está acontecendo no Oriente Médio/Índia/Austrália - de certo modo).
Existe um Mercado para o Gripen E?
Eu espero que sim, por favor (menos para a Argentina, é claro!!!!!
![Gargalhada [003]](./images/smilies/003.gif)
) Já que estamos envolvidos com o projeto, que faça $$ para o Brasil pelo menos, mas sempre com os dois pés na realidade... sem ilusão de "Made in..." e "independência".
Mas peraí... por que então a SAAB não larga o osso do Gripen C?
Hmmm... ele é mais barato... tem um montão de país no Leste Europeu que não tem interesse em comprar o Gripen "Premium" a preços 'perto' de F-35, e o F-16 já não é tão a menina dos olhos assim, além é claro "upgrades" para os operadores atuais do avião.
Com isso o próprio Gripen E sem nem ao menos ter voado ainda acaba de ganhar um concorrente de peso na forma do Gripen C estocados em cavernas e montanhas que podem sofrer uns upgradres legais... e para países pequenos essa é uma decisão nem muito díficil de ser tomada.
Enfim, eu acho que o ""sucesso"" do Gripen E com a chegada do Gripen C "upgrade", vai depender muito mais ainda da disposição do Brasil em assumir e aceitar que até que provém ao contrário ele será o único investidor "de peso" (cheque) no projeto.
Essa é a realidade, e ela tem um risco e ele não é necessariamente pequeno (gostemos ou não), pois depende acima de tudo do Brasil dar importância à Defesa bem mais do que dedica hoje, e vemos o tempo todo nesses Fóruns, sites, etc que é algo bem complicado já que suamos sangue para coisas relativamente simples como, comprar 3 aviões de reabastecimento e nem isso parece ir para frente da maneira que deveria.
É por essas e outras que eu fico assustado quando sabemos o quanto as coisas são complicadas e ainda assim decidimos ceder à pressão externa e fazer aeronaves diferentes das dos suecos. Quem faz isso é país que tem $$$ e se preocupa com Defesa.
Até parece que não aprendemos as lições do Am-X, porque a cada "ítem Br" que nos torna diferentes, maior será o risco de por conta de Governos/Crises/etc e a falta de importância que damos à Defesa acabemos com uma aeronave 'capenga' (capenga = menos capaz do que diz hoje o papel/powerpoint, por conta da nossa própria incompetência e visão de Defesa).
Estamos a 1 dia do fim do mês e a realidade é que ao que parece o financiamento do Gripen não foi votado/aprovado.
Isso é preocupante.
Enfim, me alonguei muito nesse post e perdi uma versão dele, então vou parar por aqui.
Por enquanto...
[]s
CB_Lima