#2389
Mensagem
por PRick » Qua Set 01, 2010 12:22 am
Srs.
Vamos voltar no tempo, ano 1993:
1- A inflação mais uma vez está fora de controle, a oposição, sobretudo o PT, está com a bola toda, e o Presidente Itamar quase sem alternativa, autoriza mais um Plano Econômico. Chama a mesma equipe que havia feito em 1986 o Plano Cruzado, Pérsio Arida, Oto Lara Rezende e Edmar Baxa, e a eles são somados outros economistas da PUC, Pedro Malan e Gustavo Franco.
2- Itamar Franco resolve colocar seu Ministro da Relações Exteriores como Ministro da Fazenda, afim de colocar ele como possível candidato a Presidência da República.
3- Uma análise dos motivos do fracasso do Plano Cruzado se chegou as seguintes conclusões, o Cruzado fracassou porque estava baseado no congelamento de preços, a explosão de consumo com o fim da inflação inercial fez com que o Plano acabasse por fracassar. Outro fator foi o desalinhamento dos preços relativos.
4- Por isso o Plano Real não haveria congelamento, e foi precedido por um período onde os preços relativos fossem alinhados, por meio da URV, uma unidade de referência de valor para a futura moeda, o Real. Haveria um fim de toda a indexação da economia, inclusive a correção monetária.
5- Para evitar que a explosão de consumo estourasse o Plano, se copiou o recurso da âncora cambial do Plano Cavallo na Argentina, porém, não haveria paridade fixa, nem conversibilidade. Os juros alto garantiriam a vinda de capital estrangeiro para bancar as importações.
Ano de 1994
1- Em julho, começa a fase decisiva do Plano Real, com a adotação da nova moeda, Real, a desindexação imediata de economia.
2- A inflação que estava beirando 50% ao mês, cai para 6%, depois para menos de 2% ao mês, por conta disso o Candidato do Governo se elege no primeiro turno FHC.
3- Conforme o previsto, a fim da inflação inercial gerou uma explosão de consumo, pleno emprego e forte crescimento da economia, com a supervalorização do Real frente ao Dólar, sobretudo pelo juros muito alto de nossa economia, o mercado brasileiro é inudado com Dólares. A balança comercial começa virar rapidamento, com o crescimento vertiginoso das importações e queda nas exportações.
4- O fim da ciranda financeira, super inflação e correção monetária faz com que as dívidas do governo, federal, estadual e municipal começassem a crescer de forma descontrolada, dado que as dívidas antes não representavam problema. Agora, estavam consolidadas e sendo roladas com um juros absurdos.
5- O Ministro da Fazendo do Governo Itamar Franco(Ciro Gomes), sai no final de 1994, atirando dizendo que o populismo cambial faria o Plano Real desabar.
Ano de 1995
1- Toma posse o Presidente FHC, coloca no Banco Central Gustavo Franco, o maior xiita neocom. O populismo cambial continua, e se agrava com a Crise do México.
2- Com a economia ainda aquecida, aos efeitos danosos da má gestão do Plano Real ainda não se faziam sentir.
3- As dívidas internas e externas começam a crescer, dado aos altos juros e uma balança comercial cada vez mais negativa.
4- As empresas brasileiras começam a entrar em crise dado que o Real, valendo mais que o Dólar, tornava a competição desleal entre os importados e os produtos nacionais.
Ano de 1996
1- Os desequilíbrios se agravam, e vários bancos não conseguem sobreviver ao fim da ciranda financeira, então chega o PROER, para cobrir a quebra de vário bancos privados e os bancos estaduais, as dívidas do governo continuam a crescer.
2- O quadro geral continua se agravar, com o aumento do déficits na balança comercial e nas contas estaduais e municipais.
Ano de 1997
1- Começa ficar evidente o desequilíbrio geral, quebradeira e fechamento de empresa nacionais, bancos, desemprego e sangria de "nossas" reservas começa.
Ano de 1998
1- As reservas vão caindo de forma vertiginosa, continuam os desequilíbrios, está hora do FMI nos ajudar! A fuga de capitais é ajudada pela abertura das contas CC5, feitas por Gustavo Franco, estima-se que só através do Banestado, cerca de 50 bilhões de dólares tenha deixado o Brasil.
2- Mesmo assim, FHC depois de fazer tudo para aprovar a emenda da reeleição, consegue se reeleger baseado na mentira da paridade cambial.
Ano de 1999
3- Em janeiro o Real desaba frente ao Dólar, com a maxidesvalorização que FHC havia prometido não fazer, Gustavo Franco é retirado do Banco Central, os juros chegam a 49% ao mês, as dívidas governamentais disparam, o Governo sem mais recursos, começa o pior programa de privatização no Planeta, vendendo a preço de banana empresas, para pagar dívidas infladas pelo política suicida de super valorização do Real. Resultado foram os primeiros empréstimos ponte do FMI.
4- O Real continua se desvalorizando, os investimento estatais quase param, congelamento de salarios dos funcionalismo público, moratória de concursos públicos.
Ano 2000
1- Record de desemprego, estagnação econômica, queda de todos os indicativos econômicos e sociais.
Ano 2001.
1- Uma possível melhora da economia é barrada pelo Apagão, ou Crise Energética, estagnação, juros altos, venda do patrimônio público.
2- As dívidas continuam subindo.
Ano 2002.
1- Crise Economica se agrava, o Real continua se desvalorizado, juros, altos, inflação subindo e sem controle, novos empréstimos pontes do FMI. Dìvida externa e interna nos maiores níveis de nossa história.
2- O Real chega aos 4x1 Dólar, a inflação já acima de 10% e acelerando para 20%, estagnação ecômica, juros altos, desemprego, violência urbana, etc...
3- O PSDB perde a eleição para a presidência da república.
Resultado:
O gerenciamente desestroso do Plano Real, levou o País perder todas as melhorias economicas e sociais com o fim da hiperinflação, em 1994. Gerou um aumento brutal da dívida interna, que agora representa um peso enorme para o investimentos estatal, fazendo com que o crescimento econômico caisse em patamares mais baixos de nossa história. A supervalorização do Real, custou a explosão da dívida externa e a quebra de nosso comércio internacional. Além da desnacionalização e paralização da produção industrial nacional.
Além disso o processo de privatização não gerou qualquer benefício, e a melhoria dos serviços foi feita sobre o aumento brutal das tarifas. O que levou mais perdas reais da massa salarial.
O Brasil chega em janeiro de 2003 com a maior parte dos analistas prevendo uma moratória unilateral, como ocorreu na Argentina.
Assume a Presidência o Sr. Lula.
O resto vocês já conhecem...
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