Brasil: mais 60 usinas nucleares

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Kratos
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Re: Lobão anuncia mais 60 usinas nucleares

#31 Mensagem por Kratos » Ter Set 16, 2008 12:57 pm

E os que não são ignorantes são criminosos safados que manipulam os ignorantes.




O pior dos infernos é reservado àqueles que, em tempos de crise moral, escolheram por permanecerem neutros. Escolha o seu lado.
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Re: Lobão anuncia mais 60 usinas nucleares

#32 Mensagem por PQD » Dom Abr 12, 2009 6:54 pm

Litoral entre RJ e ES pode ter novas usinas nucleares

Região foi selecionada pelo grupo que define o Programa Nuclear Brasileiro

Segue indefinido local do depósito para o combustível queimado nas usinas, ainda radioativo; cidade escolhida pode ter prêmio financeiro

MARTA SALOMON

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA



A região entre o litoral norte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo foi pré-selecionada pelo governo para abrigar as duas novas usinas nucleares planejadas para entrar em operação nas próximas duas décadas na região Sudeste, disse o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), integrante do grupo que define a nova fase do Programa Nuclear Brasileiro.

"Em primeiro lugar, é preciso água, água e muita água nas proximidades", afirmou o ministro a respeito dos critérios usados na seleção, pautada em estudos da Eletronuclear, estatal responsável pela construção de Angra 3 e pela operação das duas primeiras usinas nucleares brasileiras.

Lobão disse que está descartada a construção de uma usina em São Paulo por causa da grande concentração urbana (o Estado tem aproximadamente 40 milhões de habitantes distribuídos em 645 municípios).

O ministro citou como áreas preferenciais para a instalação de usinas os municípios de Macaé e Campos, no norte fluminense, que já se destacam hoje pela exploração de petróleo.

Outras duas usinas, de um pacote de quatro a serem construídas até 2030, estão planejadas para o Nordeste. Mapeamentos de satélite orientam a escolha do local, prevista para ocorrer até 2010, entre o litoral da Bahia e de Pernambuco.



Depósito radioativo

Segue indefinida, no entanto, a localização do depósito para o combustível queimado nas usinas, ainda radioativo -cujo projeto detalhado é uma exigência ambiental para a entrada em operação de Angra 3, prevista para 2014. A construção da usina, interrompida nos anos 80, será retomada nos próximos meses. Está entre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concedeu no mês passado a licença de instalação de Angra 3. O documento é necessário para o início das obras. Em julho do ano passado, o órgão havia concedido licença para a construção do canteiro de obras da usina Angra 3.

Em dois anos, a Eletronuclear começará a construir, no município de Angra dos Reis, um protótipo do depósito, desenhado para estocar o combustível já resfriado por um período de 500 anos.

A ideia em discussão no governo é que haverá um leilão entre os municípios que se dispuserem a abrigar o depósito de lixo nuclear, em troca de uma compensação financeira.

A Folha teve acesso ao modelo do depósito planejado pela Eletronuclear. O presidente da estatal, Othon Luiz Pinheiro da Silva, descreve o projeto como uma espécie de "pombal" feito de concreto e isolado do solo.

O combustível usado nos reatores, depois de resfriado em grandes tanques instalados no interior das usinas, será acondicionado em ampolas de aço inoxidável blindadas, que, por sua vez, serão levadas à estrutura de concreto.

"Essa estrutura será construída em uma caverna, a salvo de um eventual ataque por aviões, totalmente segura", sustenta o presidente da estatal. "É uma solução simples e engenhosa."

O arranjo permitirá a reciclagem do combustível usado pelas usinas, baseado em urânio. A tendência é que o depósito venha a ser construído na região Sudeste, próximo de onde funcionam as três primeiras usinas nucleares brasileiras. A construção de um depósito definitivo para o rejeito de alta radioatividade foi descartada na licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que autorizou a retomada das obras.

A definição de onde ficarão as novas usinas gera movimentos antagônicos. Governadores do Nordeste já disputam a primazia, sobretudo pela movimentação da economia local e a perspectiva de aumento de arrecadação de impostos.

No Sudeste, porém, a ampliação do número de usinas é objeto de polêmica.

O presidente da Aben (Associação Brasileira de Energia Nuclear), Guilherme Camargo, defende mais usinas em Angra dos Reis. "Não vejo por que não fazer lá, onde já existe toda a infraestrutura, seria o ideal", questiona Camargo. Segundo Othon Silva, da Eletronuclear, essa opção está descartada.




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Re: Lobão anuncia mais 60 usinas nucleares

#33 Mensagem por joao fernando » Dom Abr 12, 2009 7:31 pm

Segue indefinida, no entanto, a localização do depósito para o combustível queimado nas usinas, ainda radioativo -cujo projeto detalhado é uma exigência ambiental para a entrada em operação de Angra 3, prevista para 2014. A construção da usina, interrompida nos anos 80, será retomada nos próximos meses. Está entre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

E a burrice segue o seu lindo caminho. Se eu desmonto o uranio, como tenho que guardar um combustivel queimado???

Tenho é lixo radiativo, e o espaço ocupado é infimo, perto de um lago de hidreletrica. Bastaria usar um sistema de compactação e encerramento em concreto.

Aceito um aterro de lixo, mas não pode ser um lixo nuclear. E no final, o resultado é o mesmo...




Obrigado Lulinha por melar o Gripen-NG
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Re: Lobão anuncia mais 60 usinas nucleares

#34 Mensagem por PQD » Ter Out 13, 2009 10:20 am

Plano nuclear atrai novos fabricantes

Multinacionais estão de olho em US$ 24 bilhões em encomendas

Nicola Pamplona, RIO



Enquanto o governo dá os primeiros passos para a retomada das obras de Angra 3, fornecedores de equipamentos já começam a se movimentar em busca de contratos para as novas usinas projetadas no País. Autoridades do setor elétrico já receberam a visita de americanos e canadenses e esperam, para as próximas semanas, a chegada de uma delegação russa. Todos de olho em encomendas que podem superar US$ 24 bilhões até 2030, caso as oito novas usinas saiam do papel.

A expansão do parque gerador nuclear consta do Plano Nacional de Energia, que prevê a construção de quatro a oito usinas até 2030. Segundo o presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro da Silva, cada geradora é avaliada em cerca de US$ 3 bilhões. A empresa trabalha para iniciar as obras em 2012, com a preparação de um terreno no Nordeste para receber as duas primeiras usinas, com início de operações da primeira entre 2019 e 2020.

Há duas semanas, representantes das fabricantes de reatores Westinghouse, dos EUA, e Areva, da França, estiveram em seminário no Rio, mostrando suas novas tecnologias. Os americanos, que já iniciaram trabalho diplomático, planejam abrir escritório no País para acompanhar os projetos de novas centrais. Segundo fontes do setor, negociam ainda parceria com a construtora Norberto Odebrecht, com quem trabalharam na usina de Angra 1.

Já os franceses têm representação brasileira e hoje são responsáveis pelo reator de Angra 3. A terceira grande fabricante de reatores do porte projetado para o Brasil - em torno dos 1 mil megawatts (MW)- a russa Rosatom, chega em breve para apresentar sua tecnologia às autoridades brasileiras. "Não é só o investimento para construção da usina; o escolhido ganha contrato durante toda a vida útil do reator", comenta o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães.

O plano brasileiro é apontado pela World Nuclear Association como o sétimo maior programa de expansão nuclear nos próximos 30 anos, com a adição de 8 mil MW, atrás apenas de China, Rússia, EUA, Índia, Inglaterra e Paquistão. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a decisão de construir pelo menos quatro usinas está tomada e só depende de definir a localização e a tecnologia.

A ideia do governo é, a exemplo da compra dos caças da Aeronáutica, condicionar a escolha à transferência de tecnologia. Guimarães diz que um dos objetivos é atingir um índice de nacionalização de 70% - Angra 3 deve ser concluída com 54% das encomendas no País. "Queremos construir aqui grandes componentes nucleares, como o vaso do reator, geradores de vapor e pressurizadores", diz. Os turbogeradores, porém, continuarão sendo importados.

A Eletronuclear trabalha em ritmo acelerado para apresentar ao governo, até o fim de 2010, opções de localização da central nuclear nordestina. Até agora, foram definidos 19 locais numa faixa litorânea entre Salvador e Recife. Mas a Bahia tem restrições ambientais ao norte.

Guimarães evita falar da localização ideal, mas diz que Alagoas vem demonstrando o maior interesse. "A decisão, no fim, será política", destaca o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Guilherme Camargo. Mas só serão apresentados municípios que seguirem uma lista de requisitos como acesso à água abundante e à rede de transmissão de energia, possibilidade de licenciamento ambiental e áreas com baixa concentração urbana.

Segundo Guimarães, a ideia de construir a central às margens do São Francisco perdeu força. "Essas usinas vão operar até 2100. Não temos garantias de que a vazão de um rio permanecerá inalterada em tão longo prazo." A segunda central, prevista para o Sudeste, tende a ser projetada no litoral norte do Rio ou no Espírito Santo. Não há mais locais disponíveis no litoral de São Paulo nem no litoral sul do Rio, explica.

A localização tem de passar pelo Congresso, o que deve ocorrer no início do próximo governo, prevê a Eletronuclear. Até lá, o debate sobre tecnologia e captação de recursos já terá iniciado.




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Re: mais 60 usinas nucleares

#35 Mensagem por PQD » Sex Out 16, 2009 9:24 am

Resgate nuclear



Em 2015, antes das Olimpíadas, deve estar em pleno funcionamento a terceira usina nuclear brasileira. Com essas três unidades, a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, poderá fornecer 70% da energia elétrica consumida no Estado do Rio de Janeiro.

Na construção de Angra 3, o país terá a oportunidade de aproveitar todo o aprendizado acumulado, aos trancos e barrancos, pelo programa nuclear. Está previsto, por exemplo, que os elementos combustíveis de Angra 3 serão inteiramente fabricados no Brasil, o que consagrará um avanço tecnológico invejável, já que o país será um dos poucos no mundo a dominar as diversas etapas para enriquecimento de urânio com objetivo de geração de energia.

Não se espera encontrar dificuldade na execução do projeto (obra civil e montagem), mas certamente a conclusão de Angra 3 significará saudável desafio para a indústria brasileira, pois parte restante dos equipamentos ainda será encomendada e fabricada no país, incorporando progressos na utilização de materiais.

A retomada de Angra 3, além desses aspectos positivos, representa uma vitória contra o preconceito em relação ao uso da energia nuclear no Brasil. A ameaça do aquecimento global, agravado pela emissão de gases poluentes, fez com que muitos ambientalistas sérios mudassem de visão, reconhecendo a energia nuclear como fonte alternativa a termoelétricas convencionais à base de carvão ou óleo. O aquecimento global ajuda no resgate nuclear.

O debate evoluiu para a questão do reaproveitamento ou da armazenagem adequados dos rejeitos de alta radioatividade, levando o Brasil a adotar a solução mais viável, de depósito junto às próprias centrais nucleares, onde se tem controle e monitoramento seguro do material, que ocupará espaço pequeno. Simultaneamente à conclusão de Angra 3, o programa nuclear está entrando em nova fase, com projetos para outras usinas - já há locais sendo pré-selecionados no litoral do Nordeste. Provavelmente se adotará o modelo de reatores intrinsecamente seguros, com potência instalada de 1.000 megawatts. O preconceito contra esta fonte de energia precisa ser exorcizado de uma vez por todas.




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Re: mais 60 usinas nucleares

#36 Mensagem por PQD » Qua Out 21, 2009 11:34 am

COMISSÕES - CMA

Governo planeja construir central nuclear no Nordeste

Presidente da Eletronuclear informa que usinas no país podem chegar a oito em 2030, com construção também de mais uma central no Sudeste, além da de Angra dos Reis



A segunda central nuclear brasileira – depois de Angra dos Reis (RJ), onde já existem duas usinas em funcionamento e uma terceira em construção – será construída até 2019 em uma cidade litorânea entre Salvador e Recife. O anúncio foi feito ontem pelo diretor-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, durante audiência pública conjunta das comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Segundo o diretor, a central nordestina deverá contar inicialmente com duas usinas, podendo posteriormente expandir-se até seis usinas. O mesmo se aplica à terceira central planejada, essa para a região Sudeste. De acordo com o planejamento do governo, informou, existirão de quatro a oito novas usinas nucleares em funcionamento até o ano de 2030. Ele alertou ainda para a necessidade de diversificação das fontes de produção de energia elétrica no país.

– Antes, nossa energia era puramente hidrelétrica, enquanto os demais países usavam majoritariamente a energia térmica. Vamos continuar majoritariamente hidrelétricos, mas aumentando a participação das usinas térmicas, sem deixar de lado a energia nuclear por várias razões, inclusive a ambiental – disse Pinheiro, lembrando a vantagem da energia nuclear no que diz respeito à emissão de gás carbônico.



Diversificação

Até 2030, o Brasil vai ter que duplicar a sua produção de energia elétrica, segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho. Por isso, terá de investir em outras fontes de geração além da hidrelétrica, como a biomassa, o carvão e as energias nuclear e eólica.

O secretário informou que o Brasil conta com o terceiro maior potencial do mundo de geração de energia hidrelétrica – aproximadamente 260 mil megawatts. Desse total, porém, cerca de 80 mil megawatts só poderiam ser produzidos em locais que "não seriam aceitos pela sociedade brasileira", segundo ele observou, como reservas florestais e indígenas. Nesse novo contexto, concluiu, a energia nuclear – cuja adoção pelo Brasil nos anos 70 ele considerou "precipitada" – pode vir a desempenhar um papel importante.

– Trata-se de uma energia competitiva, cuja fonte é abundante, pois existe bastante urânio no planeta. Ela tem uma vantagem ambiental significativa, quando se considera a sua emissão de CO2, mais baixa que a proveniente de energia solar, de biomassa ou mesmo hidrelétrica – afirmou Ventura.

Também presente ao debate, o chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, Ivo Bucaresky, lembrou a necessidade de se avaliarem todos os impactos da produção de energia sobre o meio ambiente, e não somente a emissão de CO2.

– Nossa preocupação na questão nuclear inclui o risco de acidente, que pode gerar um grande impacto, além do aumento da radioatividade na região de produção de urânio.




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Re: mais 60 usinas nucleares

#37 Mensagem por PQD » Ter Jun 01, 2010 8:39 am

31/05/2010 21h10
Usina de Angra 3 ganha licença e começa a ser construída na terça
Cnen concedeu nesta segunda-feira a licença final para a obra.
Previsão é que Angra 3 abasteça um terço do estado do Rio.
Bernardo Tabak

"A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) concedeu nesta segunda-feira (31) a licença para a construção dos prédios e do reator da usina Angra 3, no município de Angra dos Reis, no litoral Sul do estado do Rio de Janeiro. A Eletronuclear anunciou que as obras já começam nesta terça-feira (1º).
A Cnen, que é o órgão regulatório do setor de energia nuclear, já tinha concedido uma licença em 2009, mas somente para a impermeabilização e preparação do local onde será erguida a usina, o que já foi feito. A licença ambiental também já tinha sido dada em 2009, mas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Angra 3 é uma usina “gêmea” de Angra 2
Ao todo, foram gastos R$ 20 milhões para a elaboração da licença, o que representou uma economia de R$ 80 milhões. O motivo é simples: “Angra 3 vai ser uma usina ‘gêmea’ de Angra 2”, explicou o presidente da Cnen, Odair Dias Gonçalves. Com isso, já que os projetos são idênticos, não se gastou tanto quanto se gastaria com um estudo a partir do zero, que custaria R$ 100 milhões, de acordo com a Cnen.
Por conta dessa semelhança, grande parte do projeto de engenharia a ser utilizado na nova usina está pronto. Uma parcela considerável dos equipamentos importados já foi adquirida, principalmente os de grande porte.
De acordo com a Eletronucelar, Angra 3 vai gerar cerca de 10,9 milhões de megawatts por hora, por ano, o que é suficiente para suprir um terço do consumo de todo o estado do Rio. A previsão é de que Angra 3 esteja pronta até o fim de 2015. Vai ser necessário investir mais R$ 8,56 bilhões, sendo que 70% dos gastos serão realizados no mercado nacional e 30% no exterior.




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Re: mais 60 usinas nucleares

#38 Mensagem por PQD » Ter Jun 01, 2010 8:43 am

Sinal verde para Angra 3

Sai última licença que faltava para usina nuclear ser construída

Ramona Ordoñez



Vinte e quatro anos, US$750 milhões (valores de janeiro de 1999) e muita polêmica depois, começam hoje oficialmente as obras de construção da usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) concedeu ontem a licença de construção da central, a última que faltava para o início efetivo das obras, orçadas em R$8,4 bilhões. A expectativa é gerar, ao longo da construção, cerca de nove mil empregos diretos e 15 mil indiretos. Quando a usina entrar em operação, em 2015, serão 500 funcionários.

A Eletronuclear, estatal responsável pela construção e operação de centrais nucleares no país, vai começar hoje mesmo os trabalhos de concretagem do prédio do reator da usina, que fixa o chamado marco zero do projeto. Já estão trabalhando no local, na mesma área onde estão em operação as usinas de Angra 1 e Angra 2, cerca de 1.200 operários. No ano passado, a Eletronuclear iniciou as obras de infraestrutura local com a preparação do terreno. Os recursos virão da Eletrobras e da própria Eletronuclear, além de financiamento do BNDES. O presidente da Cnen, Odair Dias Gonçalves, destacou que há 30 condicionantes a serem cumpridas.

- As condicionantes podem ser fornecidas ao longo da execução da obra e não impactam o projeto como um todo. Mas, se não forem cumpridas, a obra será suspensa - advertiu Gonçalves.

A previsão é que a usina comece a gerar energia em meados de 2015 e entre em operação comercial efetivamente no fim do ano.

Para o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, a licença de construção marca o início de uma nova era na área nuclear no país. Segundo ele, cada vez mais o Brasil vai necessitar de fontes complementares de energia, e as nucleares surgem como uma opção importante. Othon Luiz estima que o custo médio da energia de Angra 3 será da ordem de R$150 por megawatt/hora. Nas térmicas a gás, por exemplo, este custo gira entre R$130 e R$140.

- É importante o país ter fontes complementares de energia, e a nuclear surge como opção mais limpa e barata - garantiu Othon.



Comissão vai inspecionar obras

Estudos mostram que, levando em conta todas as etapas da produção, incluindo a extração do urânio e a fabricação de equipamentos usados na geração de energia, a nuclear é a que menos emite CO2. Mas há incertezas quanto ao destino dos rejeitos radioativos. Como o combustível usado mantém elevado nível de radiação por milhares de anos, não pode ser descartado na natureza. É inicialmente mantido em piscinas de resfriamento nos próprios reatores e, depois, armazenado em depósitos intermediários para, enfim, ser colocado em repositórios definitivos. E ninguém sabe como manejar estes últimos.

O Brasil vai construir seu primeiro depósito intermediário para rejeitos de alta radioatividade até 2026. O projeto foi uma das condições impostas pelo Ibama para liberar a licença ambiental prévia para Angra 3, em julho de 2008.

O presidente da Cnen explicou que o órgão tem inspetores permanentes em Angra que acompanharão o cumprimento de todas as exigências ao longo das obras. Segundo ele, a comissão terá que dar ainda mais três licenças para a entrada em operação da usina. A próxima será para o uso de material nuclear. Essa licença será concedida na época em que o combustível com o urânio enriquecido será colocado no núcleo do reator. Mais adiante, a Cnen terá que dar a licença para operação na fase de testes, em 2015. Só depois, a Cnen concederá a licença definitiva de operação.

Gonçalves explicou que o órgão já está fazendo concurso para contratar pessoal e dar conta do aumento das atividades. Atualmente, a Cnen tem cerca de 2.700 funcionários, dos quais cerca de 400 técnicos e especialistas trabalham na área de regulação e fiscalização das usinas nucleares. A Cnen fez concurso para admitir mais 200 pessoas e deverá ter que admitir mais 500 em futuro próximo.

Segundo o presidente da comissão, o trabalho de elaboração da licença de construção de Angra 3 levou cerca de quatro anos e teve a participação de 42 técnicos e especialistas. O executivo explicou que, por ser semelhante ao de Angra 2, foi possível reduzir bastante os custos de elaboração. Uma licença de operação de uma nova usina custa em média US$100 milhões, e a de Angra 3 custou cerca de US$ 20 milhões.

As obras de Angra 3 foram iniciadas em 1974 - apenas as escavações na rocha - e paralisadas em 1985. Uma parte dos equipamentos hidráulicos (bombas, compressores etc.) foi comprada na década de 1980 na Alemanha e está estocada em Angra. O país gastou anualmente cerca de US$20 milhões na manutenção e preservação desses equipamentos.




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Re: mais 60 usinas nucleares

#39 Mensagem por cvn73 » Qui Jun 24, 2010 11:22 pm

Brasil decide até 2011 nova tecnologia para usinas nucleares
DA REUTERS, NO RIO



O governo brasileiro deverá definir até o próximo ano qual tecnologia usará no seu novo programa de energia nuclear, depois que a parceria com a Alemanha foi encerrada com o início da construção de Angra 3.

A disputa promete ativar o apetite internacional para acordos com o Brasil, a exemplo do se viu na questão da concorrência para a compra de caças pelo Ministério da Defesa.

A França deverá estar presente, além de Rússia, Estados Unidos e Alemanha, possíveis candidatos por dominarem a tecnologia.

"Angra 2 e 3 era com projeto da Alemanha e agora temos que criar novo programa nuclear, onde tem que especificar a tecnologia e o tipo de nacionalização que você vai querer", afirmou o ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, em entrevista para jornalistas estrangeiros nesta segunda-feira.

"Você hoje tem máquinas modernas da Toshiba, estão montando uma na China que dizem que é novidade, vamos ver isso tudo", explicou o ministro.

Além da tecnologia, o Brasil deverá aumentar suas reservas provadas de urânio para atender as novas usinas, que pelo Plano Decenal divulgado este ano poderão ser entre 4 e 8 unidades até 2020. Até 2060, esse número pode saltar para 50, disse o ministro.

"O custo da usina nuclear é baixo em relação às térmicas... e o Brasil tem a tecnologia do enriquecimento (de urânio) e tem matéria-prima", justificou, confirmando declarações do ex-ministro Edison Lobão de que o Brasil poderia construir uma usina nuclear por ano nos próximos 50 anos.

Mapeamento

Segundo o ministro, será necessário mapear o Brasil para estimar melhor as reservas de urânio, que segundo estimativas do Ministério podem chegar a 800 mil toneladas. Com isso, o país se tornaria a primeira ou segunda maior reserva mundial.

Atualmente, o Brasil é o sexto maior em urânio, com reservas provadas de 300 mil toneladas. De acordo com Zimmermann, até hoje as perfurações para a busca de urânio atingiram o limite de 100 metros de profundidade, o que deverá ser aprofundado.

Zimmermann contestou preocupações de ordem ambiental sobre o aumento da energia nuclear no país. Apesar de ser considerada limpa, do ponto de vista de emissão de carbono, a usina nuclear preocupa pelos dejetos, como as pastilhas usadas de urânio.

De acordo com o ministro, a armazenagem dos resíduos nucleares também será baseada em tecnologia já conhecida por grandes potências que utilizam essa energia.

"Vamos usar no Brasil o que tem de mais atual no mundo, com tecnologia de enterrar em não sei quantos metros no solo", informou, lembrando que enquanto o Brasil gera 2 mil megawatts de energia nuclear os EUA e a Rússia geram mais de 130 mil megawatts cada um.

Zimmermann justificou a opção nuclear citando o Plano Decenal energético brasileiro divulgado este ano pelo governo, no qual a previsão é de que a necessidade de energia elétrica no país em 2019 seja de 189 mil megawatts, contra os 112 mil MW instalados até o momento. O plano prevê ainda que essa necessidade salte para algo em torno de 500 mil MW em 2060, sendo que 10% deverá ser de energia nuclear.

"Foi isso que o ministro (Lobão) levou em conta, e não é difícil imaginar que o Brasil tenha esse número de usinas daqui a 50 anos", esclareceu.

Depois de percorrer o Nordeste para identificar lugares adequados para a instalação das usinas, Zimmermann disse que vai pesquisar o Sudeste e o Sul.

"Depois defino eletricamente onde é o melhor sítio", explicou.

Só depois de definido o local o governo brasileiro deverá buscar a parceria internacional para as novas usinas, informou o ministro.

Marco regulatório

Zimmermann disse que o Ministério de Minas e Energia ainda está em conversas com o Ministério da Fazenda para definir novos impostos para o setor, e que este ano nada deverá ser alterado.

Ele afirmou desconhecer também qualquer evolução em relação ao projeto para a elaboração de um novo marco regulatório para o setor, que entre outras medidas cria uma agência reguladora para a mineração. Segundo ele, o projeto foi entregue pelo ex-ministro Lobão à Casa Civil e "muito provavelmente" não irá ser votado este ano "por conta do pré-sal, das eleições", explicou.

O aumento dos impostos, que foi retirado do projeto, também deve ficar para o próximo governo, ressaltou Zimmermann.

"Esse (aumento de impostos) foi o que menos andou, implica em discussões com o Ministério da Fazenda", afirmou, ressaltando que "qualquer que seja a decisão vai respeitar os atuais contratos e atrair investimento externo", concluiu.




unanimidade só existe no cemitério
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Re: mais 60 usinas nucleares

#40 Mensagem por PQD » Ter Mar 15, 2011 8:45 am

o Brasil que coloque as barbas de molho e revise todos o procedimentos de Segurança em Angra1 e 2 e a vindoura Angra 3, pois o exemplo do japão está ai




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Re: Brasil: mais 60 usinas nucleares

#41 Mensagem por Clermont » Ter Mar 15, 2011 9:18 am

Não entendo patavinas destas tecnologias. Mas, penso que a cada acidente são geradas contra-medidas que tornam as novas usinas mais seguras do que suas anteriores.

Eu acharia uma tragédia para o futuro tecnológico e perpectivas de desenvolvimento do Brasil, se permitirmos que fanáticos ecologistas usem desta catástrofe japonesa para bloquear o desenvolvimento da energia nuclear no Brasil.




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Re: Brasil: mais 60 usinas nucleares

#42 Mensagem por PQD » Ter Mar 15, 2011 9:32 am

Clermont escreveu:Não entendo patavinas destas tecnologias. Mas, penso que a cada acidente são geradas contra-medidas que tornam as novas usinas mais seguras do que suas anteriores.

Eu acharia uma tragédia para o futuro tecnológico e perpectivas de desenvolvimento do Brasil, se permitirmos que fanáticos ecologistas usem desta catástrofe japonesa para bloquear o desenvolvimento da energia nuclear no Brasil.
certamente, no entanto deve-se rever todo o procedimento de segurança.




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Re: Brasil: mais 60 usinas nucleares

#43 Mensagem por PQD » Ter Mar 15, 2011 9:36 am





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Pedro Gilberto
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Re: Brasil: mais 60 usinas nucleares

#44 Mensagem por Pedro Gilberto » Ter Mar 15, 2011 12:49 pm

Da trágedia japonesa, a lição mais valiosa que ficapara melhorar a segurança das usinas nucleares, é como isolar que um problema em 1 reator acabe afetando outros reatores do complexo.

[]´s




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DELTA22
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Re: Brasil: mais 60 usinas nucleares

#45 Mensagem por DELTA22 » Ter Mar 15, 2011 12:52 pm

O único reator que aparentemente teve influência de um outro em seu funcionamento foi o 4 (problema na verdade na piscina de combustível já "queimado"), pela explosão do 3, até onde se sabe. Os demais problemas são semelhantes, mas independentes.

[]'s.




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