..."e que rapidamente pode converter mísseis para lançá-las, INCLUSIVE DE SUBMARINOS"."O governo da Republica Federativa do Brasil,comunica a quem interessar, que já possui a bomba,e não só uma ,já possui 5."
Pressões Nucleares sobre o Brasil
Moderador: Conselho de Moderação
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Amigos... ainda não chegou o momento para a obtenção "DELA"!!!
[]'s a todos.


[]'s a todos.
"Apenas o mais sábio e o menos sábio nunca mudam de opinião."
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Durante a entrevista do Min. Nelson Jobim,ontem a noite na rede TV,ele citou um fato,sobre um assunto que inclusive foi discutido se não me engano no tópico do sub-nuclear,quando foi falado sobre a tecnologia de pouco atrito,envolvida nas ultra-centrífugas nacionais,cujos cilidros teriam peso muito abaixo do que seria o tradicional dadoque seriam feitos de fibra de carbono.
Pois bem,quando falava sobre o programa nuclear brasileiro,disse que durante uma das inspeções da comissão de energia nuclear ao Brasil,os mesmos ficaram sabendo do uso da fibra de carbono no projeto nacional,um mes após a visita o fornecedor de fibra de carbono estrangeiro,que fornecia para nosso projeto, suspendeu unilateralmente o contrato.
Ainda segundo o ministro,houve um óbice de 3 anos até nós mesmos possuísse-mos a tecnologia e fazesse-mos nossas próprias fibras moldáveis ultra rígidas,para a continuidade do projeto,3 anos!!!.
È brincadeira! E ainda tem gente que não acredita em boicote,mas acredita que os boicotadores são gente finíssima.
SDS.
Pois bem,quando falava sobre o programa nuclear brasileiro,disse que durante uma das inspeções da comissão de energia nuclear ao Brasil,os mesmos ficaram sabendo do uso da fibra de carbono no projeto nacional,um mes após a visita o fornecedor de fibra de carbono estrangeiro,que fornecia para nosso projeto, suspendeu unilateralmente o contrato.
Ainda segundo o ministro,houve um óbice de 3 anos até nós mesmos possuísse-mos a tecnologia e fazesse-mos nossas próprias fibras moldáveis ultra rígidas,para a continuidade do projeto,3 anos!!!.
È brincadeira! E ainda tem gente que não acredita em boicote,mas acredita que os boicotadores são gente finíssima.
SDS.
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Pra quem não viu ou quiser fazer um "Vale a pena ver de novo" da entrevista do NJ, está no site da RedeTV o programa completo. http://www.redetv.com.br/jornalismo/enoticia/
[]'s a todos.
[]'s a todos.
"Apenas o mais sábio e o menos sábio nunca mudam de opinião."
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Hienas.Pois bem,quando falava sobre o programa nuclear brasileiro,disse que durante uma das inspeções da comissão de energia nuclear ao Brasil,os mesmos ficaram sabendo do uso da fibra de carbono no projeto nacional,um mes após a visita o fornecedor de fibra de carbono estrangeiro,que fornecia para nosso projeto, suspendeu unilateralmente o contrato.
Ainda segundo o ministro,houve um óbice de 3 anos até nós mesmos possuísse-mos a tecnologia e fazesse-mos nossas próprias fibras moldáveis ultra rígidas,para a continuidade do projeto,3 anos!!!.
È brincadeira! E ainda tem gente que não acredita em boicote,mas acredita que os boicotadores são gente finíssima.
SDS.
Comem carniça e saem rindo.


-
- Sênior
- Mensagens: 8577
- Registrado em: Seg Ago 18, 2008 1:23 am
- Agradeceu: 7 vezes
- Agradeceram: 28 vezes
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Gostei, então está combinadoBender escreveu:A palavra chave é: b] " fato consumado" [/b] ,(mas isso depois que um VLS parrudo estiver certificado)um belo dia em uma manhã iluminada de Setembro,a calma pairando no ar,alguem solta uma comunicação oficial,ao reporter novato plantonista da segunda feira,que por acaso é o unico que está em Brasilia de plantão as 9 da manhã de uma segunda feira,e a nota é lacônica e simples.FOXTROT escreveu:O Brasil tem que estar em condições de fazer a bomba no momento que quiser ou precisar, Quando a comunidade internacional se preocupar com nosso programa, não haverá tempo para sanções e etc... Terão que aceitar como fato consumado e ponto.
"O governo da Republica Federativa do Brasil,comunica a quem interessar, que já possui a bomba,e não só uma ,já possui 5."
Obrigado.
Voce é de onde meu filho?
-Da gazeta do Piaui.
Sds.

- Marino
- Sênior
- Mensagens: 15667
- Registrado em: Dom Nov 26, 2006 4:04 pm
- Agradeceu: 134 vezes
- Agradeceram: 630 vezes
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Israel produzirá energia em usina nuclear
Projeto será revelado hoje; país é o único do Oriente Médio a ter a bomba
AP, PARIS
O governo israelense anunciará hoje seus planos de desenvolver tecnologia nuclear para gerar eletricidade. A decisão deve aumentar a pressão internacional sobre o programa atômico de Israel, único do Oriente Médio a possuir armamento nuclear.
Tel-Aviv não é signatária do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) nem tem representantes na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Israel adota a chamada "doutrina da ambiguidade", sem admitir publicamente que detém a bomba atômica.
O anúncio do uso nuclear civil por Israel será feito pelo ministro de Infraestrutura israelense, Uzi Landau. Ele participa de uma cúpula em Paris sobre energia nuclear patrocinada pelo governo francês.
As matrizes de energia de Israel, país com 7,5 milhões de habitantes, são basicamente carvão e gás importado. Há atualmente dois reatores nucleares em território israelense: o de Dimona, onde se acredita que foi desenvolvido o armamento nuclear israelense, e o de Nahal Soreq, destinado a pesquisas e aberto a inspeções.
Landau afirmou que israelenses têm capacidade de construir, sozinhos, a usina nuclear para gerar energia, mas prefeririam fazer isso em parceria com um segundo país. Uma das ideias é compartilhar a usina com a Jordânia, afirmou o ministro israelense.
Ele se reuniu ontem com o ministro de Energia da França, Jean-Louis Borloo. O projeto seria supervisionado por Paris e a usina, construída com tecnologia francesa. Borloo disse estar "muito interessado" e prometeu levar o assunto ao presidente Nicolas Sarkozy.
Nos anos 50, a França auxiliou Israel a construir a usina de Dimona, em um projeto articulado pelo atual presidente israelense, Shimon Peres. Na época, o governo francês era o principal aliado do jovem Estado israelense.
Projeto será revelado hoje; país é o único do Oriente Médio a ter a bomba
AP, PARIS
O governo israelense anunciará hoje seus planos de desenvolver tecnologia nuclear para gerar eletricidade. A decisão deve aumentar a pressão internacional sobre o programa atômico de Israel, único do Oriente Médio a possuir armamento nuclear.
Tel-Aviv não é signatária do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) nem tem representantes na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Israel adota a chamada "doutrina da ambiguidade", sem admitir publicamente que detém a bomba atômica.
O anúncio do uso nuclear civil por Israel será feito pelo ministro de Infraestrutura israelense, Uzi Landau. Ele participa de uma cúpula em Paris sobre energia nuclear patrocinada pelo governo francês.
As matrizes de energia de Israel, país com 7,5 milhões de habitantes, são basicamente carvão e gás importado. Há atualmente dois reatores nucleares em território israelense: o de Dimona, onde se acredita que foi desenvolvido o armamento nuclear israelense, e o de Nahal Soreq, destinado a pesquisas e aberto a inspeções.
Landau afirmou que israelenses têm capacidade de construir, sozinhos, a usina nuclear para gerar energia, mas prefeririam fazer isso em parceria com um segundo país. Uma das ideias é compartilhar a usina com a Jordânia, afirmou o ministro israelense.
Ele se reuniu ontem com o ministro de Energia da França, Jean-Louis Borloo. O projeto seria supervisionado por Paris e a usina, construída com tecnologia francesa. Borloo disse estar "muito interessado" e prometeu levar o assunto ao presidente Nicolas Sarkozy.
Nos anos 50, a França auxiliou Israel a construir a usina de Dimona, em um projeto articulado pelo atual presidente israelense, Shimon Peres. Na época, o governo francês era o principal aliado do jovem Estado israelense.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
Barão do Rio Branco
-
- Sênior
- Mensagens: 1375
- Registrado em: Sáb Abr 01, 2006 9:41 pm
- Localização: Brasília-DF.
- Agradeceu: 28 vezes
- Agradeceram: 76 vezes
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Brasil recusará acordo sobre urânio com AIEA, diz Jobim
O governo brasileiro entrou ontem em choque mais uma vez com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o Brasil - detentor da quarta maior reserva de urânio no mundo - vai recusar a proposta de acordo da entidade em relação ao comércio do recurso natural. O chefe da pasta da Defesa está na Índia nesta semana para negociar acordos no setor militar.
Jobim afirma ainda que o Irã tem o direito de enriquecer urânio a 20%, desde que seja para fins pacíficos (no caso, tratamento oncológico). A proposta, que está sendo circulada ainda de forma sigilosa e informal pela AIEA nesta semana, é que haja um acordo internacional sobre o fornecimento de urânio. A meta é conseguir que haja um controle mínimo sobre esse comércio, evitando que países considerados "irresponsáveis" tenham acesso ao material para bombas nucleares.
Mas a condição imposta pela AIEA para esse comércio foi rejeitada por Jobim, que recebeu uma cópia da proposta na quarta-feira. Pelo esboço, um país pode fornecer urânio ao mercado internacional se ratificar um outro acordo já existente na AIEA para permitir inspeções de surpresa em suas usinas. Conhecido como "protocolo adicional", o tratado prevê inspeções mais frequentes e mais detalhadas.
Promovido pelos Estados Unidos, o protocolo adicional dá maiores poderes aos inspetores e foi estabelecido depois que programas nucleares clandestinos foram descobertos na Coreia do Norte e no Iraque nos anos 90. O Brasil não é signatário do protocolo e vem sendo pressionado por norte-americanos a aderir ao mecanismo de maior controle. "Esse acordo é invasivo", afirmou Jobim. Já ratificaram o documento 94 países. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O governo brasileiro entrou ontem em choque mais uma vez com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o Brasil - detentor da quarta maior reserva de urânio no mundo - vai recusar a proposta de acordo da entidade em relação ao comércio do recurso natural. O chefe da pasta da Defesa está na Índia nesta semana para negociar acordos no setor militar.
Jobim afirma ainda que o Irã tem o direito de enriquecer urânio a 20%, desde que seja para fins pacíficos (no caso, tratamento oncológico). A proposta, que está sendo circulada ainda de forma sigilosa e informal pela AIEA nesta semana, é que haja um acordo internacional sobre o fornecimento de urânio. A meta é conseguir que haja um controle mínimo sobre esse comércio, evitando que países considerados "irresponsáveis" tenham acesso ao material para bombas nucleares.
Mas a condição imposta pela AIEA para esse comércio foi rejeitada por Jobim, que recebeu uma cópia da proposta na quarta-feira. Pelo esboço, um país pode fornecer urânio ao mercado internacional se ratificar um outro acordo já existente na AIEA para permitir inspeções de surpresa em suas usinas. Conhecido como "protocolo adicional", o tratado prevê inspeções mais frequentes e mais detalhadas.
Promovido pelos Estados Unidos, o protocolo adicional dá maiores poderes aos inspetores e foi estabelecido depois que programas nucleares clandestinos foram descobertos na Coreia do Norte e no Iraque nos anos 90. O Brasil não é signatário do protocolo e vem sendo pressionado por norte-americanos a aderir ao mecanismo de maior controle. "Esse acordo é invasivo", afirmou Jobim. Já ratificaram o documento 94 países. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
- Marino
- Sênior
- Mensagens: 15667
- Registrado em: Dom Nov 26, 2006 4:04 pm
- Agradeceu: 134 vezes
- Agradeceram: 630 vezes
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Brasil recusará acordo com a AIEA, diz Jobim
Na Índia, ministro reforça posição brasileira contra protocolo adicional do TNP; agência da ONU quer novo pacto para regular comércio de urânio
Jamil Chade, ENVIADO ESPECIAL, NOVA DÉLHI
O governo brasileiro entrou ontem em choque mais uma vez com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em entrevista exclusiva ao Estado, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o Brasil - detentor da quarta maior reserva de urânio no mundo - vai recusar a proposta de acordo da AIEA em relação ao comércio do recurso natural. O chefe da pasta da Defesa está na Índia nesta semana para negociar acordos no setor militar.
Jobim afirma ainda que o Irã tem o direito de enriquecer urânio a 20%, desde que seja para fins pacíficos (no caso, tratamento oncológico).
A proposta, que está sendo circulada ainda de forma sigilosa e informal pela AIEA nesta semana, é que haja um acordo internacional sobre o fornecimento de urânio. A meta é conseguir que haja um controle mínimo sobre esse comércio, evitando que países considerados "irresponsáveis" tenham acesso ao material para bombas nucleares.
Mas a condição imposta pela AIEA para esse comércio foi rejeitada por Jobim, que recebeu uma cópia da proposta na quarta-feira. Pelo esboço da resolução, um país pode fornecer urânio ao mercado internacional se ratificar um outro acordo já existente na AIEA para permitir inspeções de surpresa em suas usinas. Conhecido como "protocolo adicional", o tratado prevê inspeções mais frequentes e mais detalhadas. Promovido pelos EUA, o protocolo adicional dá maiores poderes aos inspetores e foi estabelecido depois que programas nucleares clandestinos foram descobertos na Coreia do Norte e Iraque nos anos 90.
O Brasil não é signatário do protocolo e vem sendo pressionado por americanos a aderir ao mecanismo de maior controle. "Esse acordo é invasivo", afirmou Jobim. Já ratificaram o protocolo 94 países.
Uma alternativa apresentada pela AIEA é a de que um país poderia exportar urânio se estivesse comprometido com algum tipo de acordo regional de controle de armas nucleares "enquanto" não aceite o protocolo adicional. O Brasil tem um acordo dessa natureza com a Argentina.
Pelo rascunho da AIEA, o País teria a possibilidade de exportar urânio nessa condição. Ou seja, ao aceitar a proposta, o Brasil estaria indicando de forma implícita que em algum momento estará disposto a ratificar o Protocolo Adicional.
"Não há por que aceitar tal proposta, pois não podemos falar que isso vale enquanto nós estivermos a caminho de aderir ao Protocolo Adicional. O Brasil não vai aderir ao acordo", explicou Jobim.
Essa não é a primeira vez que o Brasil e a AIEA adotam posições diferentes. Há cinco anos, a agência passou a criticar abertamente o Brasil por cobrir partes de reatores nucleares e impedir o acesso visual aos inspetores internacionais.
Na Índia, ministro reforça posição brasileira contra protocolo adicional do TNP; agência da ONU quer novo pacto para regular comércio de urânio
Jamil Chade, ENVIADO ESPECIAL, NOVA DÉLHI
O governo brasileiro entrou ontem em choque mais uma vez com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em entrevista exclusiva ao Estado, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que o Brasil - detentor da quarta maior reserva de urânio no mundo - vai recusar a proposta de acordo da AIEA em relação ao comércio do recurso natural. O chefe da pasta da Defesa está na Índia nesta semana para negociar acordos no setor militar.
Jobim afirma ainda que o Irã tem o direito de enriquecer urânio a 20%, desde que seja para fins pacíficos (no caso, tratamento oncológico).
A proposta, que está sendo circulada ainda de forma sigilosa e informal pela AIEA nesta semana, é que haja um acordo internacional sobre o fornecimento de urânio. A meta é conseguir que haja um controle mínimo sobre esse comércio, evitando que países considerados "irresponsáveis" tenham acesso ao material para bombas nucleares.
Mas a condição imposta pela AIEA para esse comércio foi rejeitada por Jobim, que recebeu uma cópia da proposta na quarta-feira. Pelo esboço da resolução, um país pode fornecer urânio ao mercado internacional se ratificar um outro acordo já existente na AIEA para permitir inspeções de surpresa em suas usinas. Conhecido como "protocolo adicional", o tratado prevê inspeções mais frequentes e mais detalhadas. Promovido pelos EUA, o protocolo adicional dá maiores poderes aos inspetores e foi estabelecido depois que programas nucleares clandestinos foram descobertos na Coreia do Norte e Iraque nos anos 90.
O Brasil não é signatário do protocolo e vem sendo pressionado por americanos a aderir ao mecanismo de maior controle. "Esse acordo é invasivo", afirmou Jobim. Já ratificaram o protocolo 94 países.
Uma alternativa apresentada pela AIEA é a de que um país poderia exportar urânio se estivesse comprometido com algum tipo de acordo regional de controle de armas nucleares "enquanto" não aceite o protocolo adicional. O Brasil tem um acordo dessa natureza com a Argentina.
Pelo rascunho da AIEA, o País teria a possibilidade de exportar urânio nessa condição. Ou seja, ao aceitar a proposta, o Brasil estaria indicando de forma implícita que em algum momento estará disposto a ratificar o Protocolo Adicional.
"Não há por que aceitar tal proposta, pois não podemos falar que isso vale enquanto nós estivermos a caminho de aderir ao Protocolo Adicional. O Brasil não vai aderir ao acordo", explicou Jobim.
Essa não é a primeira vez que o Brasil e a AIEA adotam posições diferentes. Há cinco anos, a agência passou a criticar abertamente o Brasil por cobrir partes de reatores nucleares e impedir o acesso visual aos inspetores internacionais.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
Barão do Rio Branco
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
É mole?
Os caras aproveitam de uma situação prá empurrar trolha nos "amigos".
Aliás, se Israel não assina nada nada, vai desenvolver centrais nucleares e etc, fazem tudo isso e porque os EUA não fazem uma campanha mundial contra eles?
Os caras aproveitam de uma situação prá empurrar trolha nos "amigos".
Aliás, se Israel não assina nada nada, vai desenvolver centrais nucleares e etc, fazem tudo isso e porque os EUA não fazem uma campanha mundial contra eles?
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Carlos Mathias escreveu:É mole?
Os caras aproveitam de uma situação prá empurrar trolha nos "amigos".
Aliás, se Israel não assina nada nada, vai desenvolver centrais nucleares e etc, fazem tudo isso e porque os EUA não fazem uma campanha mundial contra eles?
Pois é, hoje é o Irã, amanhá seremos nós.
[]´s
- Marino
- Sênior
- Mensagens: 15667
- Registrado em: Dom Nov 26, 2006 4:04 pm
- Agradeceu: 134 vezes
- Agradeceram: 630 vezes
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
Barão do Rio Branco
- Ilya Ehrenburg
- Sênior
- Mensagens: 2449
- Registrado em: Ter Set 08, 2009 5:47 pm
- Agradeceram: 1 vez
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
PRick escreveu:Carlos Mathias escreveu:É mole?
Os caras aproveitam de uma situação prá empurrar trolha nos "amigos".
Aliás, se Israel não assina nada nada, vai desenvolver centrais nucleares e etc, fazem tudo isso e porque os EUA não fazem uma campanha mundial contra eles?
Pois é, hoje é o Irã, amanhá seremos nós.
[]´s
Esta frase sintética representa tudo, naquilo, que concerne à política nuclear.
Deveria ir para os posts imortais.
Não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem.
Ilya Ehrenburg
Uma pena incansável e combatente, contra as hordas imperialistas, sanguinárias e assassinas!
Ilya Ehrenburg
Uma pena incansável e combatente, contra as hordas imperialistas, sanguinárias e assassinas!
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Frias Filho põe a cabeça para fora
Publicado em 16-Mar-2010
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo, Otávio Frias Filho pôs a cabeça para fora. Escreveu um artigo para defender que o Brasil tenha armas nucleares. Mas não se assustem, é só para chamar a atenção. O que ele faz mesmo no texto é atacar o presidente Lula, o PT e a política externa do governo. Além de desfiar uma ingênua teoria geopolítica sobre o papel do Brasil no mundo, uma espécie de realismo cínico nuclear: o Brasil está autorizado a violar sua Constituição e desenvolver armas nucleares, já que os Estados Unidos as têm e ameaçam o Irã e é natural que este país também as tenha, porque seus vizinhos têm esse potencial.
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo, Otávio Frias Filho pôs a cabeça para fora. Escreveu um artigo para defender que o Brasil tenha armas nucleares. Mas não se assustem, é só para chamar a atenção. O que ele faz mesmo no texto é atacar o presidente Lula, o PT e a política externa do governo.
Além de desfiar uma ingênua teoria geopolítica sobre o papel do Brasil no mundo, uma espécie de realismo cínico nuclear: o Brasil está autorizado a violar sua Constituição e desenvolver armas nucleares, já que os Estados Unidos as têm e ameaçam o Irã e é natural que este país também as tenha, porque seus vizinhos dispõem desse potencial.
Por esse raciocínio tortuoso, Frias Filho acha que o Brasil deve dispor de armas nucleares porque os EUA as têm e ameaçam o Irã, via guerras de invasão contra o Iraque e o Afeganistão; e a produção ou a posse desse tipo de armas pelo Irã é uma decorrência natural, até porque Israel, Paquistão, Índia e Rússia, vizinhos ou na região da antiga Pérsia as possuem.
Então, isso significa que se os EUA agridem a Venezuela, como vêm fazendo, ameaçam e invadem o Equador, via Colômbia, como já o fizeram, e plantam bases militares em todo o "Cone Sul", o Brasil está autorizado a violar sua Constituição e a desenvolver armas nucleares.
Mas, as críticas de Frias Filho ao presidente Lula e à nossa política externa não resistem aos fatos. Ele diz, por exemplo:"Vamos confrontar os Estados Unidos, sim, e cada vez mais. Mas vamos fazê-lo quando for relevante para o Brasil, não para realizar as fantasias ideológicas da militância que aplaude o presidente Lula e seu chanceler”.
Hillary é do Partido Democrata e a Folha não a critica
Aí, não sei do que ele está falando, se da retaliação autorizada pela OMC ou da questão de Honduras, já que para a Folha - que apoiou o golpe de 64 no Brasil - devíamos ter reconhecido os golpistas hondurenhos e expulsado o presidente constitucional daquele país, Manuel Zelaya, de nossa embaixada.
Outra critica é sobre a filiação do chanceler Celso Amorim ao PT. Ele a sustenta com a tese de que isso não vale em nenhum país democrático. Frias Filho defende: "Chanceler não deveria ter partido. Parodiando Clemenceau (1841-1929), a diplomacia é assunto sério demais para ser relegado a diplomatas e a ideólogos partidários”. Ora, e o exemplo da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton filiada ao Partido Democrata? A Folha a critica por isso?
O articulista revela, assim, sua concepção elitista e autoritária de democracia e Estado. Sua grande tese é que política externa é uma combinação de direitos humanos - daí sua audaciosa e vibrante defesa das armas nucleares ! - e independência.
Direitos humanos que viram pó num mundo dominado por potências nucleares e países sem acesso a essas armas. Essa situação sugere que a única saída, ao contrário do que propõe Frias, é o desarmamento e o controle dos arsenais nucleares pelas Nações Unidas de fato e não como acontece hoje, pelos Estados Unidos.
Articulista defende autodeterminação relativa
Essa defesa de Frias Filho da autodeterminação relativa é feita muito ao gosto das superpotências: exige que condenemos a violação dos direitos humanos em todo e qualquer país, sem que se invoque a independência e a autodeterminação desta ou daquela nação.
Esquece, assim, o recente golpe de Estado em Honduras quando ele e o jornal de sua propriedade não se esmeraram exatamente pela defesa dos direitos humanos. Ali, na prática, prevaleceram os interesses políticos, ideológicos e partidários da Folha.
Da mesma forma o Brasil em sua política externa deve levar em conta seus interesses e objetivos para defender os direitos humanos no momento e na forma que julgar adequada. E não quando a diplomacia e os interesses dos Estados Unidos o exijam, como o fazem agora no caso do Irã e de Cuba.
http://www.zedirceu.com.br//index.php?o ... 2&Itemid=2
Publicado em 16-Mar-2010
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo, Otávio Frias Filho pôs a cabeça para fora. Escreveu um artigo para defender que o Brasil tenha armas nucleares. Mas não se assustem, é só para chamar a atenção. O que ele faz mesmo no texto é atacar o presidente Lula, o PT e a política externa do governo. Além de desfiar uma ingênua teoria geopolítica sobre o papel do Brasil no mundo, uma espécie de realismo cínico nuclear: o Brasil está autorizado a violar sua Constituição e desenvolver armas nucleares, já que os Estados Unidos as têm e ameaçam o Irã e é natural que este país também as tenha, porque seus vizinhos têm esse potencial.
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo, Otávio Frias Filho pôs a cabeça para fora. Escreveu um artigo para defender que o Brasil tenha armas nucleares. Mas não se assustem, é só para chamar a atenção. O que ele faz mesmo no texto é atacar o presidente Lula, o PT e a política externa do governo.
Além de desfiar uma ingênua teoria geopolítica sobre o papel do Brasil no mundo, uma espécie de realismo cínico nuclear: o Brasil está autorizado a violar sua Constituição e desenvolver armas nucleares, já que os Estados Unidos as têm e ameaçam o Irã e é natural que este país também as tenha, porque seus vizinhos dispõem desse potencial.
Por esse raciocínio tortuoso, Frias Filho acha que o Brasil deve dispor de armas nucleares porque os EUA as têm e ameaçam o Irã, via guerras de invasão contra o Iraque e o Afeganistão; e a produção ou a posse desse tipo de armas pelo Irã é uma decorrência natural, até porque Israel, Paquistão, Índia e Rússia, vizinhos ou na região da antiga Pérsia as possuem.
Então, isso significa que se os EUA agridem a Venezuela, como vêm fazendo, ameaçam e invadem o Equador, via Colômbia, como já o fizeram, e plantam bases militares em todo o "Cone Sul", o Brasil está autorizado a violar sua Constituição e a desenvolver armas nucleares.
Mas, as críticas de Frias Filho ao presidente Lula e à nossa política externa não resistem aos fatos. Ele diz, por exemplo:"Vamos confrontar os Estados Unidos, sim, e cada vez mais. Mas vamos fazê-lo quando for relevante para o Brasil, não para realizar as fantasias ideológicas da militância que aplaude o presidente Lula e seu chanceler”.
Hillary é do Partido Democrata e a Folha não a critica
Aí, não sei do que ele está falando, se da retaliação autorizada pela OMC ou da questão de Honduras, já que para a Folha - que apoiou o golpe de 64 no Brasil - devíamos ter reconhecido os golpistas hondurenhos e expulsado o presidente constitucional daquele país, Manuel Zelaya, de nossa embaixada.
Outra critica é sobre a filiação do chanceler Celso Amorim ao PT. Ele a sustenta com a tese de que isso não vale em nenhum país democrático. Frias Filho defende: "Chanceler não deveria ter partido. Parodiando Clemenceau (1841-1929), a diplomacia é assunto sério demais para ser relegado a diplomatas e a ideólogos partidários”. Ora, e o exemplo da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton filiada ao Partido Democrata? A Folha a critica por isso?
O articulista revela, assim, sua concepção elitista e autoritária de democracia e Estado. Sua grande tese é que política externa é uma combinação de direitos humanos - daí sua audaciosa e vibrante defesa das armas nucleares ! - e independência.
Direitos humanos que viram pó num mundo dominado por potências nucleares e países sem acesso a essas armas. Essa situação sugere que a única saída, ao contrário do que propõe Frias, é o desarmamento e o controle dos arsenais nucleares pelas Nações Unidas de fato e não como acontece hoje, pelos Estados Unidos.
Articulista defende autodeterminação relativa
Essa defesa de Frias Filho da autodeterminação relativa é feita muito ao gosto das superpotências: exige que condenemos a violação dos direitos humanos em todo e qualquer país, sem que se invoque a independência e a autodeterminação desta ou daquela nação.
Esquece, assim, o recente golpe de Estado em Honduras quando ele e o jornal de sua propriedade não se esmeraram exatamente pela defesa dos direitos humanos. Ali, na prática, prevaleceram os interesses políticos, ideológicos e partidários da Folha.
Da mesma forma o Brasil em sua política externa deve levar em conta seus interesses e objetivos para defender os direitos humanos no momento e na forma que julgar adequada. E não quando a diplomacia e os interesses dos Estados Unidos o exijam, como o fazem agora no caso do Irã e de Cuba.
http://www.zedirceu.com.br//index.php?o ... 2&Itemid=2
- Marino
- Sênior
- Mensagens: 15667
- Registrado em: Dom Nov 26, 2006 4:04 pm
- Agradeceu: 134 vezes
- Agradeceram: 630 vezes
Re: Pressões Nucleares sobre o Brasil
Correio Brasiliense:
NAS ENTRELINHAS
No cenário pacífico, democrático e plural, a liderança do Brasil é indisputável. No outro, não é. A
Alemanha conseguiu em meio século de paz o que não obtivera em um século de grandes
guerras: mandar na Europa. E Berlim não tem a bomba
Por Alon Feuerwerker
Enquanto é tempo
As guerras são sempre produto de ações incrementais, um processo “químico”. Todos os
reagentes são necessários. Se faltar unzinho que seja, não tem reação. É como acidente de avião. Um
monte de coisa tem que dar errado junto. E de modo aparentemente imperceptível, antes do desastre.
Isso entretanto não elimina a necessidade de tentar identificar retrospectivamente, em cada
processo, os primeiros passos. Quando no futuro a América Latina estiver em plena corrida nuclear será
interessante analisar como ela começou.
Uns responsabilizarão a Venezuela, por recorrer à bomba como suposto meio de defesa contra
os Estados Unidos. Outros culparão os Estados Unidos, pelas ameaças à soberania da Venezuela.
Outros olharão para o que fez o Brasil. Nós tínhamos duas opções: intervir decisivamente para
demover nossos vizinhos ou pegar uma carona na instabilidade, para reavivar as brasas das nossas
próprias ambições.
O Brasil está vocacionado para liderar a América do Sul, pelo peso geopolítico. Mas essa
liderança não será exercida sem levar em conta a existência dos Estados Unidos, pelo peso geopolítico
deles. Como conduzir a contradição?
O lógico seria cuidar preliminarmente da nossa soberania. É nosso principal ativo. Sem ela, o
projeto de liderança vira fumaça. Todos os discursos incendiários de Sadam Hussein, bem como os
vídeos e fotos dele empunhando armas, ou saudado pelas multidões, dormem num arquivo empoeirado
e esquecido. Pois o Iraque deixou, na prática, de existir como nação independente.
Sadam está para o Iraque como Solano López esteve para o Paraguai. Se o objetivo era passar
à História como heroi derrotado, mártir do império, tudo bem. Se era construir um grande país, deu
errado.
Como defender melhor a soberania? Como calibrar as doses de confronto e cooperação com os
Estados Unidos para o resultado final ser um Brasil mais forte? E não mais subordinado, ou isolado (no
fim dá na mesma)? A nuclearização da América do Sul vai nos conduzir à hegemonia ou dará a
Washington a legitimidade e o argumento necessários para construir um cordão sanitário?
Difícil acreditar que o Brasil vá deixar a Venezuela ter a bomba antes. E como reagirá a Colômbia
a uma eventual bomba brasileira ou venezuelana? Neste caso ela vai ver a novidade como risco decisivo
a sua soberania, dado o potencial desequilíbrio interno de forças em favor da guerrilha.
E a Argentina, com quem construímos lá atrás uma paz baseada precisamente na renúncia
mútua a armas nucleares? Aceitará deixar o destino dela nas nossas mãos, sob o nome de fantasia de
“Conselho de Defesa Sul-Americano”? Ou vai chamar gente de fora para a festa?
Os defensores do Brasil nuclearizado têm um argumento, recorrente. Os Estados Unidos
invadiram o Afeganistão e o Iraque, mas não invadiram a Coreia do Norte.
É um lado da verdade. O outro? A bomba protege o establishment político norte-coreano, mas a
República Democrática e Popular da Coreia é um país completamente isolado, desprovido de relações
estáveis com os vizinhos e cada vez mais dependente do poderio chinês para contrabalançar as
pressões de Washington.
As vantagens de uma América do Sul desnuclearizada são evidentes. Diminuem os motivos para
a ingerência extracontinental. Fica mais tranquilo e natural construir um mercado comum. Continua
aberto o caminho para a ampla cooperação coletiva. Elimina-se uma barreira à política comum de
Defesa, o meio mais eficaz de garantir a soberania regional.
No cenário pacífico, democrático e plural, a liderança do Brasil é indisputável. No outro, não é. A
Alemanha conseguiu em meio século de paz o que não obtivera em um século de grandes guerras:
mandar na Europa. E Berlim não tem a bomba.
Os defensores do artefato brasileiro gostam de falar por códigos. Escondem-se atrás de
comportamentos enigmáticos e sofismas. São os especialistas do “deixa comigo que eu sei o que estou
fazendo”, ou do “vocês não têm moral para nos criticar”.
Seria bom se viessem a público defender suas posições abertamente.
Para que o país possa se defender delas a tempo.
NAS ENTRELINHAS
No cenário pacífico, democrático e plural, a liderança do Brasil é indisputável. No outro, não é. A
Alemanha conseguiu em meio século de paz o que não obtivera em um século de grandes
guerras: mandar na Europa. E Berlim não tem a bomba
Por Alon Feuerwerker
Enquanto é tempo
As guerras são sempre produto de ações incrementais, um processo “químico”. Todos os
reagentes são necessários. Se faltar unzinho que seja, não tem reação. É como acidente de avião. Um
monte de coisa tem que dar errado junto. E de modo aparentemente imperceptível, antes do desastre.
Isso entretanto não elimina a necessidade de tentar identificar retrospectivamente, em cada
processo, os primeiros passos. Quando no futuro a América Latina estiver em plena corrida nuclear será
interessante analisar como ela começou.
Uns responsabilizarão a Venezuela, por recorrer à bomba como suposto meio de defesa contra
os Estados Unidos. Outros culparão os Estados Unidos, pelas ameaças à soberania da Venezuela.
Outros olharão para o que fez o Brasil. Nós tínhamos duas opções: intervir decisivamente para
demover nossos vizinhos ou pegar uma carona na instabilidade, para reavivar as brasas das nossas
próprias ambições.
O Brasil está vocacionado para liderar a América do Sul, pelo peso geopolítico. Mas essa
liderança não será exercida sem levar em conta a existência dos Estados Unidos, pelo peso geopolítico
deles. Como conduzir a contradição?
O lógico seria cuidar preliminarmente da nossa soberania. É nosso principal ativo. Sem ela, o
projeto de liderança vira fumaça. Todos os discursos incendiários de Sadam Hussein, bem como os
vídeos e fotos dele empunhando armas, ou saudado pelas multidões, dormem num arquivo empoeirado
e esquecido. Pois o Iraque deixou, na prática, de existir como nação independente.
Sadam está para o Iraque como Solano López esteve para o Paraguai. Se o objetivo era passar
à História como heroi derrotado, mártir do império, tudo bem. Se era construir um grande país, deu
errado.
Como defender melhor a soberania? Como calibrar as doses de confronto e cooperação com os
Estados Unidos para o resultado final ser um Brasil mais forte? E não mais subordinado, ou isolado (no
fim dá na mesma)? A nuclearização da América do Sul vai nos conduzir à hegemonia ou dará a
Washington a legitimidade e o argumento necessários para construir um cordão sanitário?
Difícil acreditar que o Brasil vá deixar a Venezuela ter a bomba antes. E como reagirá a Colômbia
a uma eventual bomba brasileira ou venezuelana? Neste caso ela vai ver a novidade como risco decisivo
a sua soberania, dado o potencial desequilíbrio interno de forças em favor da guerrilha.
E a Argentina, com quem construímos lá atrás uma paz baseada precisamente na renúncia
mútua a armas nucleares? Aceitará deixar o destino dela nas nossas mãos, sob o nome de fantasia de
“Conselho de Defesa Sul-Americano”? Ou vai chamar gente de fora para a festa?
Os defensores do Brasil nuclearizado têm um argumento, recorrente. Os Estados Unidos
invadiram o Afeganistão e o Iraque, mas não invadiram a Coreia do Norte.
É um lado da verdade. O outro? A bomba protege o establishment político norte-coreano, mas a
República Democrática e Popular da Coreia é um país completamente isolado, desprovido de relações
estáveis com os vizinhos e cada vez mais dependente do poderio chinês para contrabalançar as
pressões de Washington.
As vantagens de uma América do Sul desnuclearizada são evidentes. Diminuem os motivos para
a ingerência extracontinental. Fica mais tranquilo e natural construir um mercado comum. Continua
aberto o caminho para a ampla cooperação coletiva. Elimina-se uma barreira à política comum de
Defesa, o meio mais eficaz de garantir a soberania regional.
No cenário pacífico, democrático e plural, a liderança do Brasil é indisputável. No outro, não é. A
Alemanha conseguiu em meio século de paz o que não obtivera em um século de grandes guerras:
mandar na Europa. E Berlim não tem a bomba.
Os defensores do artefato brasileiro gostam de falar por códigos. Escondem-se atrás de
comportamentos enigmáticos e sofismas. São os especialistas do “deixa comigo que eu sei o que estou
fazendo”, ou do “vocês não têm moral para nos criticar”.
Seria bom se viessem a público defender suas posições abertamente.
Para que o país possa se defender delas a tempo.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
Barão do Rio Branco