Eles estão certos ao meu ver, no Iraque não fizeram isso e tiveram todos palácios e museus saqueados...pelo menos algo eles apreenderam, é importante manter os símbolos do Haiti longe dos saqueadores.Skyway escreveu:Its the american way.DELTA22 escreveu:19/01/2010 às 14h07:
Tropas americanas protegem ruínas do palácio presidencial do Haiti
Ação pouco discreta chamou a atenção de desabrigados
via R7.com
Tropas dos Estados Unidos mobilizadas de helicóptero foram posicionadas nesta terça-feira junto às ruínas do palácio presidencial do Haiti, na capital Porto Príncipe.
Cerca de 50 paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada chegaram em pelo menos quatro helicópteros para vigiar o palácio do desvatado centro de Porto Príncipe.
A operação militar americana, pouco discreta, foi considerada por alguns haitianos como uma afronta à soberania de seu país.
Wilson Guillaume, sobrevivente do terremoto, que está morando em um campo de desabrigados montado em frente à sede do governo haitiano, afirmou:
- Não vi os americanos compartilhando água e comida nas ruas, mas agora eles vêm ao palácio.
Helicóptero com marines americanos pousam no Palácio Nacional do Haiti, sede da Presidência, enquanto haitianos observam movimentação do lado de fora nesta terça-feira (Crédito: Juan Barreto/AFP)
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E mais uma vez eles demonstram não entender porra nenhuma de missão de paz ou missão humanitária.
Brasileiros queridos, americanos odiados...se depender do povo haitiano, lá é nosso quintal.
Missão de Paz no Haiti
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Re: Missão de Paz no Haiti
"If the people who marched actually voted, we wouldn’t have to march in the first place".
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
ubi solitudinem faciunt pacem appellant
"(Poor) countries are poor because those who have power make choices that create poverty".
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Re: Missão de Paz no Haiti
Querem ver o que tem de terremoto e vulcão no mundo, dá uma olhada no site:Skyway escreveu:Skyway escreveu: Verdade...teve um a cerca de uma hora atras na costa do Chile, a uns 15km de Antofagasta...aposto que logo vai estar em algum jornal online.
Terremoto atinge região das Ilhas Cayman
Abalo ocorreu às 12h23 de Brasília, segundo agência americana.
Tremor teve magnitude 5,8 e chacoalhou prédios e casas.
Do G1, com agências internacionais
Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu a região das Ilhas Cayman, nas Antilhas, nesta terça-feira (19), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA
O tremor ocorre às 12h23 de Brasília e teve magnitude 5,8, segundo a agência americana.
Prédios e casas tremeram, segundo testemunhas.
"Meu apartamento todo balançou por cerca de 10 segundos", disse o fotógrafo Alan Markff, em George Town.
Não há relatos imediatos sobre vítimas ou danos.
----------------------------------------------------------------
Qualquer peido mal dado vira notícia...
Agora, uma coisa me intriga...As Ilhas Salomão, no pacífico, estão sendo chacoalhadas a uns 3 dias por terremotos diários de 5 graus...não vira noticia por que?
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Re: Missão de Paz no Haiti
Me parece que a estrategia é usar o espaço em frente ao Palácio que possui grades para a partir dali distribuir viveres, assim estão antes garantindo a segurança do entorno. Creio que é uma estratégia correta, desta vez.
[]'s a todos

[]'s a todos
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Re: Missão de Paz no Haiti
Pra tentar sintetizar as informações e o que se comunga por aqui:
O Brasil neste episódio demontrou mais uma vez:
a) a tibieza, o despreparo intelectual e a passionalidade ideológica e política do governo federal frente à demandas de Estado pelas quais não se dão o efetivo valor e planejamento;
b) novamente clara e incondicioanal a indiferença e verborrágica relação do governo federal com assuntos relativos às forças armadas, vide END, PND e BID's até hoje não terem saido do papel. Prova da inequivoca retórica, despreparo e incompetência deste governo e da sociedade civil em imiscuir-se de assuntos de defesa;
c) prova cabal de nossa incapacidade logistica militar de atender satisfatóriamente condições que se apresentem fora do contexto nacional e aquém do planejamento estratégico e orçamentário das forças;
Para além de se criticar as ações e os métodos empregados pelos USA, que bem ou mal tem feito até aqui o papel que se lhes era esperado no Haiti, devíamos nós aproveitar o momento para uma reflexão séria sobre nossas reais pretenções (e condições) no campo das realações internacionais.
É clara e quase obcena a falta de sensibilidade e de percepção humanitária as atittudes e falas do MRE/MD ao ficar "jogando confete pra mídia" ao reclamar do protagonismo americano, quando vide o giganitsmo da catastofre no Haiti, deverímos nós ser os protagonistas de ações mais concernentes à emergialidade do momento, vide o resgate e o salvamento de vidas humanas. E não ficar com essa verborragia de complexo de vira-lata preocupado em não perder a predominância das ações no Haiti. É no mínimo vergonhosa e infantil a postura do governo federal neste sentido.
O Nae de propósitos múltiplos "Carvour" será enviado ao Brasil simplesmente por não termos feito o nosso dever de casa e, principalmente, porque depois de oito anos de governo petista, nós não conseguimos disponibiliar à MB o seu único Nae, ou mesmo dar a esta condições de deslocamento rápído de forças navais/anfbias com a mesma presteza e operacionalidade dos americanos. Novamente, essa imagem ideológica de um Brasil que se assume grande e responsável, torna-se cada vez mais inócua e desmedida, posto que em nada reflete a realidade de descabimento orçamentário e a parca operacionalidade das fa's em termos gerais. Hipocrisia pura para o eleitor ver.
Quando vamos nos convencer de quem quer ser, tem de ter?
Ou será que vamos continuar crédulos em um discurso ilusório e estúpido, feito à medida para encantar-nos a imaginação e o ego. Crentes de um Brasil grande potencia no futuro, mas que não sabe limpar a própria sujeira...
Abraços
ps: ainda torço para vivo, poder ver o dia em que passaremos da mediocridade de idéias e de visão de vida dos politicos de plantão, para a realidade efetiva e operacional das nossas guarnições no que tange as questões de defesa do meu país... ou ao menos que meus netos possam vê-lo.
O Brasil neste episódio demontrou mais uma vez:
a) a tibieza, o despreparo intelectual e a passionalidade ideológica e política do governo federal frente à demandas de Estado pelas quais não se dão o efetivo valor e planejamento;
b) novamente clara e incondicioanal a indiferença e verborrágica relação do governo federal com assuntos relativos às forças armadas, vide END, PND e BID's até hoje não terem saido do papel. Prova da inequivoca retórica, despreparo e incompetência deste governo e da sociedade civil em imiscuir-se de assuntos de defesa;
c) prova cabal de nossa incapacidade logistica militar de atender satisfatóriamente condições que se apresentem fora do contexto nacional e aquém do planejamento estratégico e orçamentário das forças;
Para além de se criticar as ações e os métodos empregados pelos USA, que bem ou mal tem feito até aqui o papel que se lhes era esperado no Haiti, devíamos nós aproveitar o momento para uma reflexão séria sobre nossas reais pretenções (e condições) no campo das realações internacionais.
É clara e quase obcena a falta de sensibilidade e de percepção humanitária as atittudes e falas do MRE/MD ao ficar "jogando confete pra mídia" ao reclamar do protagonismo americano, quando vide o giganitsmo da catastofre no Haiti, deverímos nós ser os protagonistas de ações mais concernentes à emergialidade do momento, vide o resgate e o salvamento de vidas humanas. E não ficar com essa verborragia de complexo de vira-lata preocupado em não perder a predominância das ações no Haiti. É no mínimo vergonhosa e infantil a postura do governo federal neste sentido.
O Nae de propósitos múltiplos "Carvour" será enviado ao Brasil simplesmente por não termos feito o nosso dever de casa e, principalmente, porque depois de oito anos de governo petista, nós não conseguimos disponibiliar à MB o seu único Nae, ou mesmo dar a esta condições de deslocamento rápído de forças navais/anfbias com a mesma presteza e operacionalidade dos americanos. Novamente, essa imagem ideológica de um Brasil que se assume grande e responsável, torna-se cada vez mais inócua e desmedida, posto que em nada reflete a realidade de descabimento orçamentário e a parca operacionalidade das fa's em termos gerais. Hipocrisia pura para o eleitor ver.
Quando vamos nos convencer de quem quer ser, tem de ter?
Ou será que vamos continuar crédulos em um discurso ilusório e estúpido, feito à medida para encantar-nos a imaginação e o ego. Crentes de um Brasil grande potencia no futuro, mas que não sabe limpar a própria sujeira...
Abraços
ps: ainda torço para vivo, poder ver o dia em que passaremos da mediocridade de idéias e de visão de vida dos politicos de plantão, para a realidade efetiva e operacional das nossas guarnições no que tange as questões de defesa do meu país... ou ao menos que meus netos possam vê-lo.
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Re: Missão de Paz no Haiti
Enlil escreveu:Os Carabinieri seriam algo como uma Guarda Nacional na Itália.Mental Ray escreveu:Estranho demais isso, porque eu não vejo sentido. O Corriere de la Sierra noticionou que vai embarcar apenas pessoal médico brasileiro e também terá 200 "carabinieri" italianos, que eu não entendi se são policiais ou soldados do exército ou sei lá. Porra, num porta aviões só médicos? Será que num vão embarcar fuzileiros navais e talvez alguns veículos brasileiros?
Se for pra embarcar só médicos aqui é puta idiotice desviar tanto do caminho. E também levar um porta-avião pra levar 200 caras e médicos também não faz sentido. Tem coisas que parecem que são da língua pra fora.
Os carabinieri são a 4° força armada italiana, uma SS regulamentar.
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Re: Missão de Paz no Haiti
Sei não, antes falaria até que ler algumas coisas era melhor que um tapa na cara, mas agora começo a me questionar.
Somos fracos por seguir a orientação da onu, não temos logistica porque não lançamos comida do ar para quem quiser pegar inclusive as milicias e bandidos armados.
Lembro ainda que o super dessalinizador do Nae americano pode produzir um excedente de 100 mil litros dia de água potável e hoje eles consiguiram entregar os primeiros 700 litros!!! Isso sim é logistica humanitária!!!
Se ser protagonista é evacuar 3 mil deles que já estavam sãos e salvos ( foram 49 voos) em detrimento de permitir que outros auxiliem os necessitados e desesperados, não obrigado, fico aguardando o Oscar de coadjuvante mesmo! Mas esse sou eu.

![Fogo! [004]](./images/smilies/004.gif)
![Forca [002]](./images/smilies/002.gif)
Somos fracos por seguir a orientação da onu, não temos logistica porque não lançamos comida do ar para quem quiser pegar inclusive as milicias e bandidos armados.
Lembro ainda que o super dessalinizador do Nae americano pode produzir um excedente de 100 mil litros dia de água potável e hoje eles consiguiram entregar os primeiros 700 litros!!! Isso sim é logistica humanitária!!!
Se ser protagonista é evacuar 3 mil deles que já estavam sãos e salvos ( foram 49 voos) em detrimento de permitir que outros auxiliem os necessitados e desesperados, não obrigado, fico aguardando o Oscar de coadjuvante mesmo! Mas esse sou eu.
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- Skyway
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Re: Missão de Paz no Haiti
Eu monitoro todos os tremores detectados pela agência americana no mundo pelo Google Earth.Anton escreveu:Querem ver o que tem de terremoto e vulcão no mundo, dá uma olhada no site:Skyway escreveu:
Terremoto atinge região das Ilhas Cayman
Abalo ocorreu às 12h23 de Brasília, segundo agência americana.
Tremor teve magnitude 5,8 e chacoalhou prédios e casas.
Do G1, com agências internacionais
Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu a região das Ilhas Cayman, nas Antilhas, nesta terça-feira (19), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA
O tremor ocorre às 12h23 de Brasília e teve magnitude 5,8, segundo a agência americana.
Prédios e casas tremeram, segundo testemunhas.
"Meu apartamento todo balançou por cerca de 10 segundos", disse o fotógrafo Alan Markff, em George Town.
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

PS: 5.3 em Tucuman, Argentina...a uma hora atrás.
Editado pela última vez por Skyway em Ter Jan 19, 2010 4:27 pm, em um total de 2 vezes.
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Re: Missão de Paz no Haiti
Uma coisa é defender, ou no caso, vigiar um edifício do governo, outra coisa é chegar como se o país estivesse em guerra e "invadir" na frente de todos o centro do poder do país quando o país precisa de outro tipo de ação com toda essa energia.marcelo l. escreveu:Eles estão certos ao meu ver, no Iraque não fizeram isso e tiveram todos palácios e museus saqueados...pelo menos algo eles apreenderam, é importante manter os símbolos do Haiti longe dos saqueadores.Skyway escreveu: Its the american way.
E mais uma vez eles demonstram não entender porra nenhuma de missão de paz ou missão humanitária.
Brasileiros queridos, americanos odiados...se depender do povo haitiano, lá é nosso quintal.
É um ótimo exemplo de como as forças armadas americanas não pensam em como suas ações serão interpretadas pelo povo do país em que atua. É assim no Iraque, no Afeganistão...Muito diferente das ações do Brasil.
A intenção pode ser a melhor possível, mas a execução...

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Re: Missão de Paz no Haiti
Os pecados do Haiti
por Eduardo Galeano
A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.
O voto e o veto
Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.
Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.
O álibi demográfico
Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:
– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.
E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilómetro quadrado.
Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.
Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.
A tradição racista
Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".
O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".
Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".
A humilhação imperdoável
Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.
A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.
O delito da dignidade
Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete nave e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.
Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, a modo de perdã por haver cometido o delito da dignidade.
A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.
por Eduardo Galeano
A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.
O voto e o veto
Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.
Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.
O álibi demográfico
Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:
– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.
E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilómetro quadrado.
Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.
Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.
A tradição racista
Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".
O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".
Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".
A humilhação imperdoável
Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.
A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.
O delito da dignidade
Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete nave e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.
Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, a modo de perdã por haver cometido o delito da dignidade.
A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.
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Re: Missão de Paz no Haiti
Resumo da história:
- EUA: capacidade militar, administrativa, lógistica entre outros, porém desdém a se submeter a ONU ou a algum outro comando (embora esteja certo, se for esperar o governo brasileiro 'estudar' tal coisa, muito mais gente morreria debaixo do cimento). Porém conduzem um show de máquinas, lançamento de comida, como se tomar um aeroporto, como enfiar milhares de marines e paraquedistas numa ilha num piscar de olhos. A curta prazo, está certo, mas descentralizaram mais o o que já era descentralizado.
- Brasil: show de morosidade em vários níveis, mostrou incompetência, medo e burocracia quando chegou a hora de mostrar o músculo para o mundo. Para se ajudar num precisa aval da ONU. Perdeu a oportunidade de mostrar de mostrar um punho de aço e ação rápida na hora da necessidade. O primeiro round o Brasil perdeu. Era o momento de mostrar a que veio, chamar para o peito e ajudar a centralizar e canalizar a ajuda militar mundial com sua expertise adquirida, sob seu comando. Em vez de usar os EUA como suporte de suprimentos, material, lógistica e requisitar até soldados para ajudar na segurança under brazilian command, ganhou papel secundário e o Tio Sam "strikes again".
- EUA: capacidade militar, administrativa, lógistica entre outros, porém desdém a se submeter a ONU ou a algum outro comando (embora esteja certo, se for esperar o governo brasileiro 'estudar' tal coisa, muito mais gente morreria debaixo do cimento). Porém conduzem um show de máquinas, lançamento de comida, como se tomar um aeroporto, como enfiar milhares de marines e paraquedistas numa ilha num piscar de olhos. A curta prazo, está certo, mas descentralizaram mais o o que já era descentralizado.
- Brasil: show de morosidade em vários níveis, mostrou incompetência, medo e burocracia quando chegou a hora de mostrar o músculo para o mundo. Para se ajudar num precisa aval da ONU. Perdeu a oportunidade de mostrar de mostrar um punho de aço e ação rápida na hora da necessidade. O primeiro round o Brasil perdeu. Era o momento de mostrar a que veio, chamar para o peito e ajudar a centralizar e canalizar a ajuda militar mundial com sua expertise adquirida, sob seu comando. Em vez de usar os EUA como suporte de suprimentos, material, lógistica e requisitar até soldados para ajudar na segurança under brazilian command, ganhou papel secundário e o Tio Sam "strikes again".
- alex
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Re: Missão de Paz no Haiti
Acho que vai ajudar a melhorar nossa mentalidade para as próximas missões de paz.
Vamos ver o que vai dar.
Vamos ver o que vai dar.
- Carlos Lima
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Re: Missão de Paz no Haiti
Olha... estou com voces.RobsonBCruz escreveu:Quando o NJ e os comandantes do EB a da MB desembarcaram no Haiti, quase que no dia seguinte ao terremoto, achei que viriam uma sucessão de ações rápidas de nossas autoridades.Vinicius Pimenta escreveu:As diferenças brutais de comportamento entre Brasil e EUA ficam claros.
Enquanto o Brasil "estuda", os EUA agem. Não sei se certo ou errado. Mas há centenas de milhares de mortos e quase 2 milhões de desabrigados. Milhares estão ainda soterrados e muitos ainda com chances de vida. Nessa hora, vale mais a ação do que a discussão.
O Brasil mais uma vez perde a chance de mostrar que tem condições de assumir um assento no Conselho de Segurança da ONU. Mandou um hospital de campanha e "estuda" mandar o segundo da Marinha. Ah, tenha paciência!
Quer entrar na chuva, saiba que vai ter que se molhar. Quer ser protagonista, saiba que vai ter que haver a contrapartida. Não tem dinheiro pra bancar a vaga, então recolha-se a sua capacidade.
O mal do Brasil é achar que tem "direito" a uma vaga no CS da ONU. Ninguém que está lá está porque tem direito, e sim porque se impôs politica E militarmente. A gente tem 1300 bravos-heroicos-estupendos militares. Mas nessa hora é muito pouco.
Os EUA estalaram o dedo e mandaram 10 mil sodados.
E nós?
Pensava que ainda no voo de ida o ministro e os comandantes militares poderiam estar planejando e tomando as providências necessárias para que mais tropas fossem para lá deslocadas, bombeiros, médicos, etc.
O que se viu é que até para mandar pequenas equipes de bombeiros perderam muito tempo.
Temos um contigente novo pronto (que iria/irá substituir o atual contingente), mas a decisão parece qua ainda não foi tomada.
Essa lerdeza me incomoda muito.
Os haitianos estão sofrendo muito e nossa ajuda está muito aquem do que podemos.
Secundariamente, estamos perdendo a oportunidade de mostrar que temos competência e condiçoes para assumir maiores responsabilidades internacionais.
Todo o ser vivo daqui at'e a outra galaxia sabe que os americanos de santos nao tem nada... isso 'e fato.
Todos criticam que jogar alimentos 'e um problema... bom... o problema 'e que existem regioes do pais que simplesmente nao tem como chegar la... e a'i? Vao deixar todo mundo morrer de fome at'e liberarem as estradas?
Na boa... criticar 'e f'acil para caramba... mas temos que entender o contexto como as coisas estao ocorrendo.
Para ser bem simplista: Caos!!! La a situacao 'e de Caos... acoes tem que ser tomadas... para tentar levar alguma coisa para as pessoas... e ao mesmo tempo em que a solucao mais "correta" tem que ser estabelecida tambem.
E 'e o que os caras estao fazendo... colocar uma logistica para fornecer infra-estrutura para um pais inteiro destruido nao 'e mole nao... 'e claro que as gangues vao tentar tirar proveito do "caos" ... 'e assim que funciona sempre, mas nesse momento 'e assim que tem que ser e em seguida deixar o pessoal mais "coordenado" atuar.
Mal ou bem... eles estao la... mandando toneladas de alimentos pelos C-17 da vida, com navio hospital e PA la e helicopteros que nao param de voar.
Enquanto isso na sala de justica... reunioes reunioes reunioes... os italianos talvez mandando o navio deles para dar uma ajuda a MB... e o SP em berco esplendido.
'E claro que vao me criticar, mas nao adianta ter o atleta prometido do reino encantado e capaz de milagres se na hora do jogo fica no banco...
Como disse o Vinicius... nao adianta querer estar no CS da Vida... querer todo mundo quer mamata...
Que isso sirva de umas boas licoes quanto ao comportamento e a agilidade do Governo em horas como essa...
Nao estou fazendo criticas aos nossos soldados por la e os que estao anciosos por ir e fazer a diferenca... esses a'i s'o tenho elogios pela coragem... mas as cabecas acima desses... deve ser frustrante voce querer agir e nao poder.
Enquanto issso, estalaram os dedos e a galera est'a por la'.
Licoes para o que as nossas FA "querem ser" com o END e etc.
[]s
CB_Lima
CB_Lima = Carlos Lima 
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Re: Missão de Paz no Haiti
Morosidade? O hospital de campanha da FAB já atendeu mais de 200 pacientes e só não foi montado antes porque o c 130 ficou retido por 2 dias aguardando permissão americana!
Porque todos agora querem ser o dono da bola? o Brasil, a Argentina, o Chile e os outros componentes do MINUSTAH estão seguindo estritamente e muito mais até que acordado com a ONU, se os outros não fazem e tem outras prioridades não quer dizer que estão certos.
Jogar comida do alto apenas alimenta e municia a violência, ajuda muito pouco ou quase nada. E quer saber os outros voos só foram liberandos quando os americanos já haviam sido evacuados.
Houve falhas sim, e várias, mas numa calamidade o mundo não é nada perfeito, por exemplo, o Comando da ONU deveria ter ordenado o controle do aeroporto, mas deixaram para os americanos e suas prioridades.
Não é uma luta de boxe, não há disputas, muito menos concurso de mister universo! O que se perde ai são vidas.
Os paises componentes da Minustah obedecem a regras da ONU. Essa é uma das principais diferença e um dos motivos da antipatia dos haitianos com o tipo de ajuda americana.
Porque todos agora querem ser o dono da bola? o Brasil, a Argentina, o Chile e os outros componentes do MINUSTAH estão seguindo estritamente e muito mais até que acordado com a ONU, se os outros não fazem e tem outras prioridades não quer dizer que estão certos.
Jogar comida do alto apenas alimenta e municia a violência, ajuda muito pouco ou quase nada. E quer saber os outros voos só foram liberandos quando os americanos já haviam sido evacuados.
Houve falhas sim, e várias, mas numa calamidade o mundo não é nada perfeito, por exemplo, o Comando da ONU deveria ter ordenado o controle do aeroporto, mas deixaram para os americanos e suas prioridades.
Não é uma luta de boxe, não há disputas, muito menos concurso de mister universo! O que se perde ai são vidas.
Os paises componentes da Minustah obedecem a regras da ONU. Essa é uma das principais diferença e um dos motivos da antipatia dos haitianos com o tipo de ajuda americana.
- Túlio
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Re: Missão de Paz no Haiti
cb_lima escreveu:
Olha... estou com voces.
Todo o ser vivo daqui at'e a outra galaxia sabe que os americanos de santos nao tem nada... isso 'e fato.
Todos criticam que jogar alimentos 'e um problema... bom... o problema 'e que existem regioes do pais que simplesmente nao tem como chegar la... e a'i? Vao deixar todo mundo morrer de fome at'e liberarem as estradas?
Na boa... criticar 'e f'acil para caramba... mas temos que entender o contexto como as coisas estao ocorrendo.
Para ser bem simplista: Caos!!! La a situacao 'e de Caos... acoes tem que ser tomadas... para tentar levar alguma coisa para as pessoas... e ao mesmo tempo em que a solucao mais "correta" tem que ser estabelecida tambem.
E 'e o que os caras estao fazendo... colocar uma logistica para fornecer infra-estrutura para um pais inteiro destruido nao 'e mole nao... 'e claro que as gangues vao tentar tirar proveito do "caos" ... 'e assim que funciona sempre, mas nesse momento 'e assim que tem que ser e em seguida deixar o pessoal mais "coordenado" atuar.
Mal ou bem... eles estao la... mandando toneladas de alimentos pelos C-17 da vida, com navio hospital e PA la e helicopteros que nao param de voar.
Enquanto isso na sala de justica... reunioes reunioes reunioes... os italianos talvez mandando o navio deles para dar uma ajuda a MB... e o SP em berco esplendido.
'E claro que vao me criticar, mas nao adianta ter o atleta prometido do reino encantado e capaz de milagres se na hora do jogo fica no banco...
Como disse o Vinicius... nao adianta querer estar no CS da Vida... querer todo mundo quer mamata...
Que isso sirva de umas boas licoes quanto ao comportamento e a agilidade do Governo em horas como essa...
Nao estou fazendo criticas aos nossos soldados por la e os que estao anciosos por ir e fazer a diferenca... esses a'i s'o tenho elogios pela coragem... mas as cabecas acima desses... deve ser frustrante voce querer agir e nao poder.
Enquanto issso, estalaram os dedos e a galera est'a por la'.
Licoes para o que as nossas FA "querem ser" com o END e etc.
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CB_Lima
Eu não estou dizendo que o governo do Brasil está certo, errou e feio: quem não tem competência que não se estabeleça.
![Cool 8-]](./images/smilies/icon_cool.gif)
Agora, fico curioso com essa agilidade toda dos ianques, pareciam estar esperando, POWS!!!

Ademais, por que não mostraram essa capacidade toda quando a josta foi no País deles? É só ver o caso do Katrina, nem a si próprios eles souberam ajudar...

“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”
P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Re: Missão de Paz no Haiti
Estou vendo ao vivo o porta-aviòes italiano CAVOUR, dentro de uns 20 minutos ela parte de LA SPEZIA para ir ao porto de CIVITAVECCHIA, onde carregarão outros homens e meios. Dizem aqui na TV que o contingente total da Itália embarcado será de cerca MIL soldados, entre marinheiros, carabiniere, aviação(helis) logística e outros.
O navio serà usado como um grande hospital, com todas as tecnologias internas jà instaladas. Parece que tem até ressonância magnética, assim dizem na Sky aqui.
Depois de Civitavecchia, o navio vai para o Brasil recolher outros medicos, enfermeiros e outros militares de apoio sanitário. Não dizem em que porto, mas com o mapa mostrado por eles na TV, parece ser Natal e depois Fortaleza, mas pode estar errada esta informação... no fim estou fazendo o Papagaio aqui, pois passo as informações apenas recebidas da TV em direta!
Valeu relato o que me chega aqui, valeu.
O navio serà usado como um grande hospital, com todas as tecnologias internas jà instaladas. Parece que tem até ressonância magnética, assim dizem na Sky aqui.
Depois de Civitavecchia, o navio vai para o Brasil recolher outros medicos, enfermeiros e outros militares de apoio sanitário. Não dizem em que porto, mas com o mapa mostrado por eles na TV, parece ser Natal e depois Fortaleza, mas pode estar errada esta informação... no fim estou fazendo o Papagaio aqui, pois passo as informações apenas recebidas da TV em direta!
Valeu relato o que me chega aqui, valeu.