EE-T1 Osório

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: EE-T1 Osório

#331 Mensagem por Bolovo » Seg Ago 10, 2009 6:34 pm

Guerra, o 5ºBIB pelo que sei não existe mais, é o 5ºBCB, não?

http://www.exercito.gov.br/06OMs/Cavala ... indice.htm


Mas enfim, tanto faz, ela seria a única brigada com condições de ser de elite? Não teria mais uma?

Sobre o 5ºBCB
  • * Comando 5ª Brigada de Cavalaria Blindada - Ponta Grossa
    o Esquadrão de Comando da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada - Ponta Grossa
    o 3º Regimento de Carros de Combate - Ponta Grossa
    o 5º Regimento de Carros de Combate - Rio Negro
    o 13º Batalhão de Infantaria Blindado - Ponta Grossa
    o 20º Batalhão de Infantaria Blindado - Curitiba
    o 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado - Curitiba
    o 5° Batalhão de Engenharia de Combate Blindado - Porto União
    o 5º Batalhão Logístico - Curitiba
    o 5º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado - Castro
    o 5ª Companhia de Comunicações Blindada - Curitiba
    o 25º Pelotão de Polícia do Exército - Ponta Grossa
http://pt.wikipedia.org/wiki/5%C2%AA_Br ... a_Blindada


Temos dois RCC e dois BIB. Seriam 52 LEO2 por RCC e 72 VBTP (Charrua ou que for) por BIB. Ou seja, 104 LEO2 e 144 VBTP. O resto não conheço muito (Engenharia e tal), mas faltaria o que para o 5ºBCB virar uma brigada de dita de "elite"??? Responde aí, Guerra. :mrgreen:




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Re: EE-T1 Osório

#332 Mensagem por Guerra » Seg Ago 10, 2009 9:56 pm

Desculpa, Bolovo. É isso mesmo. Ela foi transformada.

O EB tem a 6º Bda que tb tem condições.

Faltaria material bom (que eu citei antes). A estrutura já esta quase pronta




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Re: EE-T1 Osório

#333 Mensagem por Bolovo » Seg Ago 10, 2009 10:06 pm

Hmmm. Então é até bastante coisa. Para deixar essas duas top é preciso 208 CC e 288 VBTP novos.
  • * Comando 6ª Brigada de Infantaria Blindada - Santa Maria
    o Companhia de Comando da 6ª Brigada de Infantaria Blindada - Santa Maria
    o 1º Regimento de Carros de Combate - Santa Maria
    o 4º Regimento de Carros de Combate - Rosário do Sul
    o 7º Batalhão de Infantaria Blindado - Santa Cruz do Sul
    o 29º Batalhão de Infantaria Blindado - Santa Maria
    o 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado - Santa Maria
    o 12º Batalhão de Engenharia de Combate - Alegrete
    o 4º Batalhão Logístico - Santa Maria
    o 6º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado - Santa Maria
    o 6ª Bateria de Artilharia Anti-Aérea - Santa Maria
    o 3ª Companhia de Comunicações Blindada - Santa Maria
    o 26º Pelotão de Polícia do Exército - Santa Maria
http://pt.wikipedia.org/wiki/6%C2%AA_Br ... a_Blindada




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Re: EE-T1 Osório

#334 Mensagem por Guerra » Ter Ago 11, 2009 8:23 am

Bolovo escreveu:Hmmm. Então é até bastante coisa. Para deixar essas duas top é preciso 208 CC e 288 VBTP novos.
  • * Comando 6ª Brigada de Infantaria Blindada - Santa Maria
    o Companhia de Comando da 6ª Brigada de Infantaria Blindada - Santa Maria
    o 1º Regimento de Carros de Combate - Santa Maria
    o 4º Regimento de Carros de Combate - Rosário do Sul
    o 7º Batalhão de Infantaria Blindado - Santa Cruz do Sul
    o 29º Batalhão de Infantaria Blindado - Santa Maria
    o 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado - Santa Maria
    o 12º Batalhão de Engenharia de Combate - Alegrete
    o 4º Batalhão Logístico - Santa Maria
    o 6º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado - Santa Maria
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Não sabia que a 6ª tinha um btl de engenharia. Ela completona, tem até uma bateria antiaerea




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Re: EE-T1 Osório

#335 Mensagem por FCarvalho » Ter Ago 11, 2009 10:55 am

Por favor alguém me explica porque cargas d'água o EB mantém dois tipos de unidades bldas copm CC's: RCC e RCB, que no final das contas é a mesmíssima coisa em termos de material e organização.

Não dá pra entender essas duplicidades. O EB possui RCB em qtdes suficientes para montarmos pelo menos 5/6 bgdas blindadas se fossem equiparados em meios e organização às bgda com RCC. Então porque não padroniza tudo isso e dá um choque de modernidade geral an cav blda brazuca.

yes we can!!!! :mrgreen:

abraços




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Re: EE-T1 Osório

#336 Mensagem por Moccelin » Ter Ago 11, 2009 12:02 pm

Carvalho, os RCCs são Regimentos (batalhão em cavalarianês) com esquadrões (companhia em cavalarianês) de CCs (tanques) e SÓ. Trabalham em conjunto com os infantes dos BIBs presentes nas brigadas, já os RCBs são uma espécie de mini-brigada, pois dentro do Regimento existem esquadrões de CCs e esquadrões de fuzileiros blindados (no caso cavalarianos de formação e não infantes).

Os RCCs estão presentes nas Brigadas com "Blindada" no nome (5a Bda C Bld e 6a Bda Inf Bld), ou seja, nas brigadas sem educação, onde a ação de choque ia ser poderosa com 2 RCCs abrindo caminho e os 2 BIB assumindo a posição depois (acho que as duas são quaternárias com 2+2), porque só os CCs não cumprem a função sozinhos.

Já os RCBs estão nas Brigadas de Cavalaria Mecanizada, brigadas mais leves, com o grosso formado por blindados sobre rodas, e a sua função é justamente fazer o que as Bda C/Inf Bld fazem, porém em menor escala... Usar os CCs na ação de choque, e os fuzileiros pra terminar o serviço. Seria mais ou menos assim, os Esq C Mec estão espalhados no terreno fazendo Rec e tal, aí tem um objetivo que eles não dão conta sozinhos, mas que não é importante o suficiente pra deslocar toooooda uma Bda C/Inf Bld, a própria Brigada Mecanizada tem os seus CCs... Antigamente (e atualmente) eram os M-41C, e agora serão os Leo 1A1 (BE).

E outra coisa, caso você não tenha percebido, apesar da 5a ser de Cavalaria e a 6a de Infantaria na prática são a mesma coisa, 2 RCC e 2 BIB, e os Batalhões de Apoio. Provavelmente esse nome (Inf em uma e Cav na outra) vem de motivos históricos, ou pra não criar problemas entre os Infantes e os Cavalarianos. O ÚNICO diferencial entre as duas é que deixaram a 5a sem um guarda-chuvas orgânico... Provavelmente por sua área de atuação estár coberta por algum outro guarda-chuvas, mas orgânico ela não tem.

E isso me chamou a atenção pra um detalhe interessante... As 4 Brigadas de Cav Mec tem muito mais "pé de poiera" e todas são de Cavalaria...

Mas enfim, tudo tem ligação com os meios e consequentemente com as missões de responsabilidade das Brigadas, Batalhões/Regimentos, Companhias/Esquadrões...




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Re: EE-T1 Osório

#337 Mensagem por Guerra » Ter Ago 11, 2009 1:58 pm

FCarvalho escreveu:Por favor alguém me explica porque cargas d'água o EB mantém dois tipos de unidades bldas copm CC's: RCC e RCB, que no final das contas é a mesmíssima coisa em termos de material e organização.

Não dá pra entender essas duplicidades. O EB possui RCB em qtdes suficientes para montarmos pelo menos 5/6 bgdas blindadas se fossem equiparados em meios e organização às bgda com RCC. Então porque não padroniza tudo isso e dá um choque de modernidade geral an cav blda brazuca.

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abraços
FCarvalho, as duas unidades são diferentes. Os RCB são FT prontas, como se fosse a mistura de RCC e BIB. A missão deles é diferente. Um RCB tem pelo menos poder ofensivo qu uma FT constituida por RCC e BIB, da mesma forma que as bda de cav mc tb tem menos poder ofensivo que as Bda bld




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Re: EE-T1 Osório

#338 Mensagem por WalterGaudério » Ter Ago 11, 2009 2:17 pm

Moccelin escreveu:Carvalho, os RCCs são Regimentos (batalhão em cavalarianês) com esquadrões (companhia em cavalarianês) de CCs (tanques) e SÓ. Trabalham em conjunto com os infantes dos BIBs presentes nas brigadas, já os RCBs são uma espécie de mini-brigada, pois dentro do Regimento existem esquadrões de CCs e esquadrões de fuzileiros blindados (no caso cavalarianos de formação e não infantes).

Os RCCs estão presentes nas Brigadas com "Blindada" no nome (5a Bda C Bld e 6a Bda Inf Bld), ou seja, nas brigadas sem educação, onde a ação de choque ia ser poderosa com 2 RCCs abrindo caminho e os 2 BIB assumindo a posição depois (acho que as duas são quaternárias com 2+2), porque só os CCs não cumprem a função sozinhos.

Já os RCBs estão nas Brigadas de Cavalaria Mecanizada, brigadas mais leves, com o grosso formado por blindados sobre rodas, e a sua função é justamente fazer o que as Bda C/Inf Bld fazem, porém em menor escala... Usar os CCs na ação de choque, e os fuzileiros pra terminar o serviço. Seria mais ou menos assim, os Esq C Mec estão espalhados no terreno fazendo Rec e tal, aí tem um objetivo que eles não dão conta sozinhos, mas que não é importante o suficiente pra deslocar toooooda uma Bda C/Inf Bld, a própria Brigada Mecanizada tem os seus CCs... Antigamente (e atualmente) eram os M-41C, e agora serão os Leo 1A1 (BE).

E outra coisa, caso você não tenha percebido, apesar da 5a ser de Cavalaria e a 6a de Infantaria na prática são a mesma coisa, 2 RCC e 2 BIB, e os Batalhões de Apoio. Provavelmente esse nome (Inf em uma e Cav na outra) vem de motivos históricos, ou pra não criar problemas entre os Infantes e os Cavalarianos. O ÚNICO diferencial entre as duas é que deixaram a 5a sem um guarda-chuvas orgânico... Provavelmente por sua área de atuação estár coberta por algum outro guarda-chuvas, mas orgânico ela não tem.

E isso me chamou a atenção pra um detalhe interessante... As 4 Brigadas de Cav Mec tem muito mais "pé de poiera" e todas são de Cavalaria...

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Re: EE-T1 Osório

#339 Mensagem por Adriano Mt » Ter Ago 11, 2009 5:30 pm

Walterciclone escreveu:
Moccelin escreveu:Carvalho, os RCCs são Regimentos (batalhão em cavalarianês) com esquadrões (companhia em cavalarianês) de CCs (tanques) e SÓ. Trabalham em conjunto com os infantes dos BIBs presentes nas brigadas, já os RCBs são uma espécie de mini-brigada, pois dentro do Regimento existem esquadrões de CCs e esquadrões de fuzileiros blindados (no caso cavalarianos de formação e não infantes).

Os RCCs estão presentes nas Brigadas com "Blindada" no nome (5a Bda C Bld e 6a Bda Inf Bld), ou seja, nas brigadas sem educação, onde a ação de choque ia ser poderosa com 2 RCCs abrindo caminho e os 2 BIB assumindo a posição depois (acho que as duas são quaternárias com 2+2), porque só os CCs não cumprem a função sozinhos.

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Re: EE-T1 Osório

#340 Mensagem por Bolovo » Ter Ago 11, 2009 5:46 pm

Uma pergunta.

É verdade que a 9ªBda Inf Mtz é baseada no modelo de Brigada Styker americano? Ouvi falar isso em algum lugar. E a idéia é transformar toda Bda Inf Mtz em Inf Bld ou C Mec? O que é preciso para conseguir isso?




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Re: EE-T1 Osório

#341 Mensagem por Bolovo » Ter Ago 11, 2009 5:48 pm

SGT GUERRA escreveu:Não sabia que a 6ª tinha um btl de engenharia. Ela completona, tem até uma bateria antiaerea
A bateria AAAe de uma brigada blindada dessas deveria ser o que? Aqueles 'tanques AAAe', tipo Gepard, Tunguska?




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Re: EE-T1 Osório

#342 Mensagem por lobo_guara » Ter Ago 11, 2009 5:53 pm

ZeRo4 escreveu:lobo_guará, na sua comparação existem dois problemas...

O primeiro é que como você bem disse foi uma evolução NATURAL, não houve um GAP de décadas entre os projetos, nada anormal como aconteceu com o Osório.

O segundo é que todos esses projetos adquiriram auto-suficiencia nos próprios países em que foram desenvolvidos, na época, não era necessário que fossem vendidos a outra país estrangeiro para que viesse a ser lucrativo...

Nem naquela época o Osório conseguiu isso, vai conseguir agora? auto-suficiente não será e muito menos venderá para outro país com a quantidade de bons CCs dando sopa no mercado.

Colocarei um texto da Koslowa muito interessante, que passa bem o que eu quero dizer... alguns fabricantes de equipamentos do Osório não devem nem mais existir! O Osório é bom como está, como PEÇA DE MUSEU.

------------------------

Elizabeth posso te fazer uma pergunta?.... voce acha que o Brasil tem capacidade para produzir um INS totalmente nacional?... se não, porque não?... se sim o que está faltando para se produzir um?... seria interesse comercial (ou falta dele)?...



Ola

Vamos fazer uma abstração Sérgio.

Existem duas empresas.
A Construtora Saez
E a Koslova Tech

A Construtora Saez esta projetando e construindo uma ponte, ganhou a licitação

A Koslova Tech esta projetando e construindo um leitor optico de CD.

Derrepende os recursos se tornam irregulares, para a Construtora Saez e para a Koslova Tech

A ponte para na metade,ligando uma cabeceira do rio até o meio do rio

O leitor optico de CD também para, esta 50% desenvolvido.

Passa-se 5 anos, e tanto a Construtora Saez quanto a Koslova Tech recebem novamente recursos para continuar o contrato que elas ganharam.

Os engenheiros da Construtora Saez vão até a obra, verificam que o que foi feito esta estruturalmente nos padrões, e assinam os contratos de compra de material e mão de obra.

Algum tempo depois a Construtora Saez entrega a ponte.

A Koslova Tech faz uma lista dos 300 componentes que compõe a unidade optica e descobre que destes 300, 150 estão fora de linha de produção, foram substituidos por outros melhores. Também descobre que as velocidades de leitura optica previstas no projeto original estão 5 vezes mais lentas do que o estado da arte, tabém verifica que dos 15 engenheiros que tocavam o projeto, todos nestes 5 anos ou estão trabalhando com outra coisa, porque precisavam sustentar sua familia, ou se mudaram para outras empresas concorrentes.

Conclusão:

Os 50% financiados da primeira fase do projeto vão ter que se jogados no lixo e o projeto do CD optico vai começar novamente do zero.

Alguns projetos, alguns perfis de tecnologia tem uma tolerancia baixissima da irregularidades orçamentárias e/ou erros de planejamento.

O maior problema de desenvolver um INS no Brasil não é exatamente técnico, não que tecnicamente seja facil, a questão é que um programa desta natureza não tolera sazionalidades de investimentos e cumprimento de prazos e metas de qualidade de projeto.

O INS brasileiro esta no papel a pelo menos 20 anos.

Então devemos culpar o a cultura do estado brasileiro de
irregularidade de liberação de recursos pelo problema?

NÃO! NÃO! e NÃO!

Irregularidades orçamentaria em maior ou menor escala existe em qualquer lugar, o que qualquer pais com cultura de gestão espacial faz é preservar margens minimas de investimento para programas criticos.

Na Rússia apesar da quebradeira geral nos primeiros 5 anos apos a queda a URSS, todas as celulas de capacitação criticas foram preservadas.

Os russos não perderam nenhuma capacidade critica de desenvolvimento. Continuam a desenvolver satelites, foguetes, espaçonaves, submarinos, reatores, mísseis etc.. etc.. etc...

No Brasil não existe planejamento estratégico de capacitação, existe o oba oba eterno, os grandes bobalhões da gestão espacial como este atual presidente da AEB.

Foram aplicados mais de US$1bi em recursos e não se garantiu a capacitação critica em tecnologia de direcionamento.

Qual a lógica de um programa que o tempo todo anuncia projetos mirabolantes de satelites geo estacionários, 5 lançadores até 2022, cooperação na ISS, cooperação com a Ucrânia, com a China etc.. etc.. etc.. E não consegue garantir o fornecimento de um componente vital para qualquer programa espacial que são sistemas inerciais?


Elizabeth
Ok Zero, concordo plenamente, mas quando falo em aproveitar a base do Osório não imagino aproveitar a eletrônica, sistemas de armas ou mesmo motor, etc, imagino aproveitar coisas mais simples como o chassi, suspensão e principalmente o projeto da blindagem (que pelo pouco que sei parece ser bem complicado para desenvolver), o que já não seria pouca coisa, contudo nesses itens a defasagem não se faz assim tão impiedosa como no caso da parte eletrônica sendo que esses itens poderiam ser facilmente produzidos pelo parque industrial brasileiro, já as demais partes poderiam ser importadas ou produzidas localmente através de parcerias de empresas como Elbit, Thales, NExter etc com empresas nacionais tipo Aeroeletrônica, Mectron, Ares. Acho que dessa forma o desenvolvimento de um MBT nacional seria mais fácil do que esta sendo como a nova viatura sobre rodas que esta começando do zero.
Quanto a questão de escala acho que isso deve ser um paradgma a ser quebrado, pois se a Itália projetou e produziu 200 MBT Ariete apenas para o seu exército, por que então o Brasil não poderia produzir 500 MBT para o EB? (nas minhas contas é essa a necessidade que temos para equipar umas 3 brigadas blindadas (considero que a 4 Bda C Mec devesse ser transformada em Bd Inf Bl) mais uns 3 RCC divisionários (com a transformação dos 13º, 15º e 16º RCMec ou ainda com a criãção de um RCC em Formosa/GO no lugar de um desses) ou seja 9 x54 = 486 + 14 (para instrução na AMAN, ESA, CIBl, EsMB). Além disso é bem provável que o Brasil obtivesse sucesso com a exportação de um veículo dessa classe (58 ton.) para inúmeros países na AL, OM e África. Por isso que imagino fosse viável a produção de algo como um Osório II (claro que com inúmeras modificações na parte eletrônica, mecânica, armamentos, etc. e com a substituição de diversos fornecedores originais por novos).
Agora outra opção sem dúvida mais fácil seria o licenciamento de um veículo novo junto a industria bélica internacional, mais aí imagino que seria outro processo tipo FX e sempre teríamos restrições tanto para o emprego como para a exportação futura por maior que fosse o ínidce de nacionalização, já um projeto autonômo por mais que houvesse dependência no fornecimento de certos itens esses poderiam ser facilmente nacionalizados e/ou substituídos em função do projeto ser próprio o que torna o re-projeto algo factível, o que dificilmente ocorre de outra forma.




Deve, pois, um príncipe não ter outro objetivo nem outro pensamento, nem tomar qualquer outra coisa por fazer, senão a guerra e a sua organização e disciplina, pois que é essa a única arte que compete a quem comanda. (Machiavelli)
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Re: EE-T1 Osório

#343 Mensagem por lobo_guara » Ter Ago 11, 2009 5:57 pm

Bolovo escreveu:
SGT GUERRA escreveu:Não sabia que a 6ª tinha um btl de engenharia. Ela completona, tem até uma bateria antiaerea
A bateria AAAe de uma brigada blindada dessas deveria ser o que? Aqueles 'tanques AAAe', tipo Gepard, Tunguska?
Poderia ser até M113 com mísseis de curto alcance tipo Mistral ou algo parecido que já ficaria melhor do que os atuais bofors de 40 mm.




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Re: EE-T1 Osório

#344 Mensagem por Reginaldo Bacchi » Ter Ago 11, 2009 7:55 pm

[quote="FCarvalho"]Tykuna, o Tamoyo sepre foi menor que o EE-T1 Osório. Mas apesar de menor, suas qualidades enquanto carro de combate, corroboraram as melhores espectativas de seus projetistas na bernadini e de quem o defendia no EB; mas apesar disso, foi relegado a segundo plano pela soberba do EM do exército, crente que poderia, naquele momento hostórico, dar um salto de 40 anos em 4 em sua cavalaria...

bem sabemos todos no que deu...

parece que o EB aprendeu a lição e está começando a fazer as coisas a partir do básico, para então chegarmos ao céu :)[/quote]

Eu acho seu comentário extranho.

Não consegui entender bem o que você quis dizer em relação ao Tamoyo e Osório.

Seria possivel expandir mais seu comentário?

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Re: EE-T1 Osório

#345 Mensagem por Glauber Prestes » Ter Ago 11, 2009 9:03 pm

Bolovo escreveu:
SGT GUERRA escreveu:Não sabia que a 6ª tinha um btl de engenharia. Ela completona, tem até uma bateria antiaerea
A bateria AAAe de uma brigada blindada dessas deveria ser o que? Aqueles 'tanques AAAe', tipo Gepard, Tunguska?
Bateria blindada é com blindados (Daí o vale o gosto do freguês... Macbeth, lançador múltiplo de igla com FLIR, Linebacker, etc...), pra acompanharem a movimentação (ir até onde os outros vão), e por causa da logística. Cada bateria tem que ser compatível com a sua brigada.




http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
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