Seguindo, Orestes.
orestespf escreveu:Vinícius, agora percebo que minha pergunta não foi bem formulada. Quando eu disse "novo" estava me referindo um héli diferente, com um novo perfil, pra outra missão ainda não desempenhada pela FAB. Ou seja, um novo héli e não um héli novo.
Posto isto, entendo que há sim muitas controvérsias quanto a novos hélis pra FAB, pois o que mais vemos aqui são os questionamentos de hélis de ataque nesta Força. Acho que os colegas e amigos vêem apenas os hélis de ataque no sentido "clássico", por isso insistirem na tese de que os mesmo devem estar em mãos do EB.
Dou minha opinião sobre a pergunta que fiz: tenho certeza absoluta que a FAB precisa de novos hélis (no sentido que disse acima) e não apenas hélis novos. Tem várias missões que a FAB ainda não realiza e lhe falta hardware adequados. Observe que não estou dizendo apenas que se deve introduzir novas doutrinas na FAB, digo que deve-se mudar (ou atualizar) as estratégias da Força, ampliar as missões e introduzir novas doutrinas, mas de forma tal que sejam diferentes das que a FAB realiza atualmente, isto é, deve-se agregar as novas ações. Por isso se necessita de um equipamento novo, diferente do atual perfil.
Concordo.
Entendo que o perfil deverá ser adequado a missões ainda não empregadas pela FAB, algo novo, mas sem perder de vista o que já existe. O que já existe deve ser "modernizado" e pra isso deve-se introduzir novas doutrinas e compatíveis com os novos equipamentos que se pretende adquirir.
Com o edital dos hélis, percebe-se nitidamente que a FAB tem como objetivo ampliar o leque de missões que possui, ou seja, está introduzindo novos conceitos e missões, por isso busca um equipamento diferente do que já possui.
Não li o edital, teria como indicar um link?
Se existem missões que a FAB não realiza é bem provável que seja por falta de equipamentos adequados, logo é necessário que ela procure algo de acordo com suas intenções e planejamentos. Isto deixa claro que um novo héli (e não héli novo) é mais do que necessário.
Plenamente de acordo.
Claramente, nem eu. Mas vou especular um pouco, acredito que FAB esteja interessada em um héli para uso quase que exclusivo para a região Norte do País, logo não se trata apenas de um héli de transporte, muito menos de ataque "clássico". Em uma guerra na região Amazônica é inconcebível a presença de MBT ou certos tipos de blindados, o héli de ataque realizariam outro tipo de missão. Nesta região a FAB precisaria de um héli robusto, com bom alcance e que possa se auto-defender e se necessário, levar alguns "combatentes".
Então somos dois (não saber ao certo). Essa idéia sua do que a FAB precisa são justamente as características do Mi-35. Sob meu ponto de vista, não concordo com isso.
Exato, só consigo enxergar emprego para um héli "diferente" como o solicitado no edital na região Norte do País, motivos não faltam.
Como é o heli "diferente" solicitado no edital?
Como disse acima, também não tenho clareza total sobre a questão 5, mas tenho clareza que a FAB procura um novo héli, diferente de tudo que já teve antes (e não é porque se trata de um héli de ataque apenas).
Eu acho que a FAB procura um heli dedicado porque tem necessidade de executar missões que hoje não é capaz adequadamente. Se ela quer um heli "diferente", não sei.
E concordo com você, se continuam na disputa é porque de certa forma atendem aos interesses da FAB. Vou um pouco além, o que mostra o perfil de missão que a FAB pretende com esta compra é justamente o "abandono" dos demais concorrentes logo no início do edital. A FAB não busca um héli de ataque puro, no sentido clássico da expressão e que colegas e amigos corretamente dizem que seria para o EB. Se fosse algo "clássico" os concorrentes ainda estariam competindo até hoje.
Sim, cumprem. Mas discordo desse "perfil diferente". Por uma razão simples: só haviam 4 concorrentes, entre eles uma outra versão do A129. O único que abandonou a disputa foi o Tiger. Eu suponho que seja mais pelo seu preço do que qualquer outra coisa, apesar de que o A129 também não seja o que possamos chamar de "barato". Se o que a FAB quer é realmente o Mi-35 e o edital está "encaminhado" pra isso, não vejo razão para concorrência. Poderia haver uma compra direta.
Assim, os dois hélis que ainda estão na disputa parecem atender a FAB, mas tenho a nítida sensação que o perfil desejado pela FAB foi pensado em cima do Mi-35, até porque ele difere do Mangusta em vários aspectos.
Olha, pode ser. Mas, como não li o edital, fica difícil dizer.
Perfeito, Vínicius, penso da mesmíssima forma. O maior problema que vi aqui nos debates foram críticas aos equipamentos em si e pesadas críticas ao fato deste tipo de equipamento ir para a FAB e não para o EB. Criticas equivocadas em minha opinião, algo do tipo, quem tem que operar caças é a FAB e não a MB. Isto tudo são conceitos antigos e equivocados, o que se tem são Forças Armadas e que por acaso são divididas no Brasil em três.
Concordo.
O perfil de atuação do EB no TOA é completamente diferente do que se faz no Sul e Sudeste. O TOA está mais para a FAB (na parte aérea) do que para o EB, mas isto não significa que o EB só lutará no chão com seus homens, longe disso, mas a FAB precisa agir no TOA de uma forma totalmente diferente do que vem fazendo nos últimos 30 anos. Na verdade não existe uma política estratégica clara para esta região, todas as três Forças precisam criar algo específico para o TOA e não apenas adaptar missões e doutrinas empregadas no Sul/Sudeste para aquela região.
x2.
Quando eu vejo a FAB fazendo isso, ou seja, buscando equipamentos diferentes de tudo o que já teve e voltados para empregos específicos em uma região "desamparada" de estratégias e doutrinas específicas, só posso aplaudir, pois isso significa que a Força realmente está modernizando os seus conceitos internos, está buscando a vanguarda, mas sem perder de vista a sua capacidade orçamentária. Isso é planejamento.
Perfeito.
Sinto pelos colegas e amigos que acham que "hélis de ataque" deveriam estar no EB, estes ainda não perceberam o processo que se instala que é muito mais amplo do que os conceitos de guerra clássica que se pratica nas regiões Sul e Sudeste do País.
De acordo.
Se a FAB está acertando ou errando com tais medidas, não sei, isto fica a cargo do tempo, mas acho prudente não se criticar o que não se compreende, isso é mais do que precipitação.
Exato.
Tá vendo? É possível falar no assunto sem entrar no mérito do héli em si. Quem venham os comentários, que venham novas perguntas, que venham opiniões, que venham questionamentos e críticas sobre o que escrevemos aqui.
Pois é, tá vendo?
Abração!