NELSON JOBIM É O NOVO MINISTRO DA DEFESA
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Uma coisa temos que ponderar acerca do Trafalgar Jobim.
Se ele conseguir desenrrolar o novelo apagão aéreo, então taí mais um creddenciado para disputar as eleições de 2010 , e vcs sabem de que cargo em disputa eu estou falando...
sds
Walter
Se ele conseguir desenrrolar o novelo apagão aéreo, então taí mais um creddenciado para disputar as eleições de 2010 , e vcs sabem de que cargo em disputa eu estou falando...
sds
Walter
Só há 2 tipos de navios: os submarinos e os alvos...
Armam-se homens com as melhores armas.
Armam-se Submarinos com os melhores homens.
Os sábios PENSAM
Os Inteligentes COPIAM
Os Idiotas PLANTAM e os
Os Imbecis FINANCIAM...
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Sinceramente,
Não creio que o problema do Ministério da Defesa seja o Ministro, mas como foi gestado e criado o mesmo. É apenas mais um órgão para inglês ver, nunca teve poder real, nunca foi pensado para ter poder real sobre os militares, nem os militares parecem querer isto. É um ministério decorativo, com os integrantes para fazer decoração. Quando vi como seria criado o mesmo, não tive qualquer ilusão sobre utilidade deste ministério. Dar mais cargos para políticos.
O mesmo vale para a ANAC, não dá para dividir poder na sistema aéreo, tem que existir um órgão único de direção. Mesmo nos EUA esta divisão entre civis e militares, se mostrou ineficiente no caso de 11 de setembro.
Não vejo como se pode resolver estes problemas no curto prazo, parece ser coisa de longa maturação dar coerência organizacional a estes 02 problemas.
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Não creio que o problema do Ministério da Defesa seja o Ministro, mas como foi gestado e criado o mesmo. É apenas mais um órgão para inglês ver, nunca teve poder real, nunca foi pensado para ter poder real sobre os militares, nem os militares parecem querer isto. É um ministério decorativo, com os integrantes para fazer decoração. Quando vi como seria criado o mesmo, não tive qualquer ilusão sobre utilidade deste ministério. Dar mais cargos para políticos.
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O mesmo vale para a ANAC, não dá para dividir poder na sistema aéreo, tem que existir um órgão único de direção. Mesmo nos EUA esta divisão entre civis e militares, se mostrou ineficiente no caso de 11 de setembro.
Não vejo como se pode resolver estes problemas no curto prazo, parece ser coisa de longa maturação dar coerência organizacional a estes 02 problemas.
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- Plinio Jr
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PRick escreveu:Sinceramente,
Não creio que o problema do Ministério da Defesa seja o Ministro, mas como foi gestado e criado o mesmo. É apenas mais um órgão para inglês ver, nunca teve poder real, nunca foi pensado para ter poder real sobre os militares, nem os militares parecem querer isto. É um ministério decorativo, com os integrantes para fazer decoração.
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Cargo inutil para ingles ver e mais um para brasileiros pagarem.....
¨Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão ¨- Eça de Queiroz
- Penguin
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Jogo acertado com Lula
Presidente abandona antigo discurso e permite a Nelson Jobim alardear o próprio poder
Gustavo Krieger
Da equipe do Correio
O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, pretende fazer mudanças bem mais profundas que a troca de comando na Infraero e na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Seu projeto é criar uma nova estrutura para a pasta, que lhe garanta o comando efetivo não só sobre o controle de tráfego aéreo mas de todos os setores do ministério, inclusive os militares. Jobim ainda está desenhando as mudanças, mas tomou uma decisão. Proporá as medidas que achar necessárias no menor prazo possível, para aproveitar a força política que concentra hoje.
Na noite da terça-feira, durante a conversa em que finalmente aceitou o cargo, Jobim e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva traçaram um diagnóstico dos problemas na Defesa. Concluíram que eles são estruturais. “O (ex-ministro) Waldir Pires era um bom quadro político no comando de um ministério inexistente”, diz um interlocutor do presidente. Lula admitiu a Jobim que até aqui o Ministério da Defesa foi mais uma idéia que uma realização. Colocou-se uma série de ministros civis no cargo, mas o comando continuou a ser compartimentado. Parte continuou nas mãos dos militares, como se os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica continuassem a ser ministros. Outra parte foi loteada entre interesses políticos, com a indicação de apadrinhados de partidos para a direção da Infraero e da Anac.
Jobim ganhou de Lula a garantia de que terá autoridade para centralizar o comando. O presidente deixou isso claro no discurso em que deu posse ao novo auxiliar. “O Jobim terá oportunidades que o Waldir (Pires) não teve como ministro da Defesa, que nenhum outro ministro teve”. Lula deixou claro que a pasta terá de ser redesenhada: “muitas vezes a gente vai criando instituições e daqui a pouco a gente tem um monte de instituições e, muitas vezes, é difícil comandar esse conjunto de instituições. É preciso repensar o Ministério da Defesa.”
Jobim combinou com o presidente a principal frase de efeito da primeira entrevista coletiva como ministro, ainda na quarta-feira. Quando os repórteres lhe perguntaram quem comandaria o setor aéreo, ele foi firme: “Quem manda é o ministro”. Essa frase nunca foi pronunciada em público por ministros de Lula. Nem pelos que estavam no auge do poder, como José Dirceu, Antônio Palocci e hoje Dilma Rousseff. Sempre foi considerada uma declaração de alto risco. O presidente é muito centralizador e sempre fez questão de deixar claro que era ele quem mandava. Mais de uma vez, deu puxões de orelhas em auxiliares repetindo que em seu governo “não existe política de ministros, só políticas do presidente”. Jobim assumiu dizendo que vai mandar e Lula avalizou. Dentro do governo, esse foi considerado um sinal muito importante.
Mudanças
As primeira mudanças devem ser nos comandos da Infraero e da Anac, onde estão os problemas mais graves. Na Infraero, Jobim deve definir um nome no máximo até segunda-feira. Será seu primeiro teste de força. Quer emplacar alguém de perfil técnico. Não necessariamente um especialista em transporte aéreo. Fama de bom administrador será essencial. Para isso, terá de resistir às pressões para entregar o cargo a um político.
A mudança na Anac também está desenhada. O atual presidente, Milton Zuanazzi, já avisou o Palácio do Planalto que está disposto a sair, embora tenha mandato fixo. Indicado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ele é um quadro indicado pelo PT. “Não existe a possibilidade de Zuanazzi usar o mandato para forçar sua permanência no cargo contra a vontade do presidente”, diz um ministro palaciano.
Jobim quer ir mais longe e redesenhar as funções da Anac. Acha que a agência não está cumprindo seu papel e precisa mostrar mais eficiência. Quer fortalecer o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac). Formado por ministros e dirigentes de órgãos estatais, o conselho tem poderes para impor normas à Anac e ao setor aéreo, mas até agora pouco produziu.
Só depois de resolver as questões do setor aéreo, o ministro fará a segunda etapa da reforma no ministério, criando condições de controle efetivo sobre as Forças Armadas. É um ponto considerado muito delicado, por ferir interesses poderosos e numa área onde o governo Lula tem pouco diálogo. Mesmo assim, o presidente garantiu a Jobim que ele terá apoio para mexer no vespeiro.
- Penguin
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Sucata por todo lado
Pedro Paulo Rezende
Da equipe do Correio
O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, assume uma pasta problemática. Além do apagão aéreo, terá de enfrentar problemas estruturais graves. Oito anos depois de criado, o ministério ainda não conseguiu mexer nos organogramas das três forças. Existe duplicidade de funções em áreas administrativas, a folha de pagamentos consome cerca de 70% do orçamento (desse total, cerca de 60% responde pela folha de inativos) e apenas 5% vão para investimentos. O Exército e a Marinha estão em situação crítica.
A força terrestre ainda usa velhos caminhões e blindados Cascavel e Urutu fabricados pela Engesa (que faliu em 1990). No ano passado, adquiriu do exército alemão 250 tanques Leopard 1A5, fabricados entre 1987 e 1990. Por problemas orçamentários, a Marinha teve de aposentar um de seus melhores navios, a fragata Dodsworth, comprada do Reino Unido em 1996. “O navio precisava fazer a reforma dos motores, que custaria US$ 1 milhão, e não tínhamos dinheiro nem para comprar comida. Tinha gente chorando”, contou um capitão de mar-e-guerra que participou da cerimônia.
A corveta Barroso, lançada ao mar em 1994, ainda não foi completada. Apesar disso, o Plano de Reequipamento da Marinha, entregue ao Ministério da Defesa em 2005, ainda não saiu da gaveta e espera o aval dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Emergencialmente, o programa prevê a compra de três novas fragatas usadas (alemãs ou britânicas), de seis helicópteros anti-submarino e de patrulha e de seis submarinos alemães novos do tipo IKL 214. O porta-aviões São Paulo está em reforma, mas 10 dos 12 aviões de ataque A-4K Skyhwak, comprados do Kuweit, foram encostados por falta de peças e manutenção.
Das três forças, a que se encontra melhor é a Aeronáutica. Além da compra de 12 caças franceses Mirage 2000C, está modernizando 46 caças F-5E e 44 AMX.
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Esse Pedro Paulo Rezende é´o nosso Pepe Rezende? Se for , cometeu algumas gafes informativas que o velho Pepe não cometeria.jacquessantiago escreveu:Sucata por todo lado
Pedro Paulo Rezende
Da equipe do Correio
O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, assume uma pasta problemática. Além do apagão aéreo, terá de enfrentar problemas estruturais graves. Oito anos depois de criado, o ministério ainda não conseguiu mexer nos organogramas das três forças. Existe duplicidade de funções em áreas administrativas, a folha de pagamentos consome cerca de 70% do orçamento (desse total, cerca de 60% responde pela folha de inativos) e apenas 5% vão para investimentos. O Exército e a Marinha estão em situação crítica.
A força terrestre ainda usa velhos caminhões e blindados Cascavel e Urutu fabricados pela Engesa (que faliu em 1990). No ano passado, adquiriu do exército alemão 250 tanques Leopard 1A5, fabricados entre 1987 e 1990. Por problemas orçamentários, a Marinha teve de aposentar um de seus melhores navios, a fragata Dodsworth, comprada do Reino Unido em 1996. “O navio precisava fazer a reforma dos motores, que custaria US$ 1 milhão, e não tínhamos dinheiro nem para comprar comida. Tinha gente chorando”, contou um capitão de mar-e-guerra que participou da cerimônia.
A corveta Barroso, lançada ao mar em 1994, ainda não foi completada. Apesar disso, o Plano de Reequipamento da Marinha, entregue ao Ministério da Defesa em 2005, ainda não saiu da gaveta e espera o aval dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Emergencialmente, o programa prevê a compra de três novas fragatas usadas (alemãs ou britânicas), de seis helicópteros anti-submarino e de patrulha e de seis submarinos alemães novos do tipo IKL 214. O porta-aviões São Paulo está em reforma, mas 10 dos 12 aviões de ataque A-4K Skyhwak, comprados do Kuweit, foram encostados por falta de peças e manutenção.
Das três forças, a que se encontra melhor é a Aeronáutica. Além da compra de 12 caças franceses Mirage 2000C, está modernizando 46 caças F-5E e 44 AMX.
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Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
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27/07/2007 | 0:00
http://www.claudiohumberto.com.br/
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Lula queria Saito ministro
O presidente Lula quase provocou uma grave crise nas Forças Armadas: encantado com o comandante da Aeronáutica, com quem conversou a sós pela primeira vez apenas após o acidente da TAM, ele havia decidido nomear o brigadeiro Juniti Saito ministro da Defesa. Os assessores tentaram demovê-lo da idéia, que desagradaria à Marinha e ao Exército, até que Nelson Jobim aceitou o convite, após recusar o cargo duas vezes.
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jacquessantiago escreveu:27/07/2007 | 0:00
http://www.claudiohumberto.com.br/Lula queria Saito ministro
O presidente Lula quase provocou uma grave crise nas Forças Armadas: encantado com o comandante da Aeronáutica, com quem conversou a sós pela primeira vez apenas após o acidente da TAM, ele havia decidido nomear o brigadeiro Juniti Saito ministro da Defesa. Os assessores tentaram demovê-lo da idéia, que desagradaria à Marinha e ao Exército, até que Nelson Jobim aceitou o convite, após recusar o cargo duas vezes.
Nossa... foi por pouco que não tivemos o melhor MD da história desse país!
"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Dieneces escreveu:Esse Pedro Paulo Rezende é´o nosso Pepe Rezende? Se for , cometeu algumas gafes informativas que o velho Pepe não cometeria.jacquessantiago escreveu:Sucata por todo lado
Pedro Paulo Rezende
Da equipe do Correio
O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, assume uma pasta problemática. Além do apagão aéreo, terá de enfrentar problemas estruturais graves. Oito anos depois de criado, o ministério ainda não conseguiu mexer nos organogramas das três forças. Existe duplicidade de funções em áreas administrativas, a folha de pagamentos consome cerca de 70% do orçamento (desse total, cerca de 60% responde pela folha de inativos) e apenas 5% vão para investimentos. O Exército e a Marinha estão em situação crítica.
A força terrestre ainda usa velhos caminhões e blindados Cascavel e Urutu fabricados pela Engesa (que faliu em 1990). No ano passado, adquiriu do exército alemão 250 tanques Leopard 1A5, fabricados entre 1987 e 1990. Por problemas orçamentários, a Marinha teve de aposentar um de seus melhores navios, a fragata Dodsworth, comprada do Reino Unido em 1996. “O navio precisava fazer a reforma dos motores, que custaria US$ 1 milhão, e não tínhamos dinheiro nem para comprar comida. Tinha gente chorando”, contou um capitão de mar-e-guerra que participou da cerimônia.
A corveta Barroso, lançada ao mar em 1994, ainda não foi completada. Apesar disso, o Plano de Reequipamento da Marinha, entregue ao Ministério da Defesa em 2005, ainda não saiu da gaveta e espera o aval dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Emergencialmente, o programa prevê a compra de três novas fragatas usadas (alemãs ou britânicas), de seis helicópteros anti-submarino e de patrulha e de seis submarinos alemães novos do tipo IKL 214. O porta-aviões São Paulo está em reforma, mas 10 dos 12 aviões de ataque A-4K Skyhwak, comprados do Kuweit, foram encostados por falta de peças e manutenção.
Das três forças, a que se encontra melhor é a Aeronáutica. Além da compra de 12 caças franceses Mirage 2000C, está modernizando 46 caças F-5E e 44 AMX.
É ele mesmo.
"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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É o Pepe, sim.
Não acho que ele tenha cometido gafes informativas.
O texto trai, também, sua preferência pela Aeronáutica (por supuesto).
Não acho que ele tenha cometido gafes informativas.
O texto trai, também, sua preferência pela Aeronáutica (por supuesto).
"Em geral, as instituições políticas nascem empiricamente na Inglaterra, são sistematizadas na França, aplicadas pragmaticamente nos Estados Unidos e esculhambadas no Brasil"
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Dieneces escreveu:Esse Pedro Paulo Rezende é´o nosso Pepe Rezende? Se for , cometeu algumas gafes informativas que o velho Pepe não cometeria.jacquessantiago escreveu:Sucata por todo lado
Pedro Paulo Rezende
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O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, assume uma pasta problemática. Além do apagão aéreo, terá de enfrentar problemas estruturais graves. Oito anos depois de criado, o ministério ainda não conseguiu mexer nos organogramas das três forças. Existe duplicidade de funções em áreas administrativas, a folha de pagamentos consome cerca de 70% do orçamento (desse total, cerca de 60% responde pela folha de inativos) e apenas 5% vão para investimentos. O Exército e a Marinha estão em situação crítica.
A força terrestre ainda usa velhos caminhões e blindados Cascavel e Urutu fabricados pela Engesa (que faliu em 1990). No ano passado, adquiriu do exército alemão 250 tanques Leopard 1A5, fabricados entre 1987 e 1990. Por problemas orçamentários, a Marinha teve de aposentar um de seus melhores navios, a fragata Dodsworth, comprada do Reino Unido em 1996. “O navio precisava fazer a reforma dos motores, que custaria US$ 1 milhão, e não tínhamos dinheiro nem para comprar comida. Tinha gente chorando”, contou um capitão de mar-e-guerra que participou da cerimônia.
A corveta Barroso, lançada ao mar em 1994, ainda não foi completada. Apesar disso, o Plano de Reequipamento da Marinha, entregue ao Ministério da Defesa em 2005, ainda não saiu da gaveta e espera o aval dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Emergencialmente, o programa prevê a compra de três novas fragatas usadas (alemãs ou britânicas), de seis helicópteros anti-submarino e de patrulha e de seis submarinos alemães novos do tipo IKL 214. O porta-aviões São Paulo está em reforma, mas 10 dos 12 aviões de ataque A-4K Skyhwak, comprados do Kuweit, foram encostados por falta de peças e manutenção.
Das três forças, a que se encontra melhor é a Aeronáutica. Além da compra de 12 caças franceses Mirage 2000C, está modernizando 46 caças F-5E e 44 AMX.
Sim, é o Pepê.
Quais gafes?
Abraços!
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Foram 23 e não 12 os A-4 adquiridos . Não me consta que desejemos comprar SEIS Ikl-214 "emergenciais". Os Leopard 1 não são de 1987-1980 , isso é data de fabricação de Leopard 2, eles são bem mais antigos(década de 60 e 70), na década de 80 eles foram é reformados para o padrão 5. Aposentar uma fragata por não poder gastar um milhão de dólares numa reforma? Nada muito grave para um forista aqui do DB , mas em se tratando de um jornalista especializado acho que está aquém da capacidade que o Pepe já mostrou aqui mesmo...alexandre lemos escreveu:É o Pepe, sim.
Não acho que ele tenha cometido gafes informativas.
O texto trai, também, sua preferência pela Aeronáutica (por supuesto).
Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.