A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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#16 Mensagem por Alcantara » Dom Jul 22, 2007 10:37 pm

Esse novo padrão da USAF parece um Digital Tiger Stripes... digamos que uma versão modernizada do antigo Tiger Stripes, usados pelos norte-americanos na época do Vietnam.


Original Vietnam Tiger Stripe™
Battle Dress Uniforms

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ABU
Airmen Battle Uniform

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Digital Tiger™
Advanced Pixilated Tiger Stripe

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Abraços!!! :wink:




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#17 Mensagem por Alcantara » Dom Jul 22, 2007 10:42 pm

Ainda tem essa outra versão do Digital Tiger Stripes, um tanto mais parecida com a versão "original".


Digital Tiger™
Advanced Pixilated Tiger Stripe

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Abraços!!! :wink:




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#18 Mensagem por cabeça de martelo » Seg Jul 23, 2007 10:03 am

Piffer escreveu:
Alcantara escreveu:
Sniper escreveu:É difícil de entender certas "doutrinas" americanas...

O que um cara da Força Aérea esta fazendo em um bote na água? É muita redundância... :?


Forward Air Control? :?: :?: :lol: :lol:



Abraços!!! :wink:


O que nós chamamos de CAA (Controlador Aéreo Avançado), os americanos chamam de TACP (Tactical Air Control Party) - e o caso do cidadão que aparece na foto.

O que nós chamamos de GAA (Guia Aéreo Avançado), os americanos chamam de FAC (Forward Air Controller).

O CAA é um FABiano que fica junto do comando da força terrestre, com a finalidade de assessorar os comandantes quanto ao emprego das aeronaves e que vai também controlar e coordenar as missões da FAB.

O GAA é um militar qualquer que tenha a habilitação (quase todos os cursos operacionais do EB fazem isso) que irá guiar a aeronave até o alvo.

Abraços,


Em Portugal usamos a denominação Inglesa (TACP) e temos actualmente uma unidade destas a trabalhar com os Comandos Portugueses no Afeganistão.




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

https://i.postimg.cc/QdsVdRtD/exwqs.jpg
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#19 Mensagem por A.K. for T-7 » Seg Jul 23, 2007 11:39 am

Bolovo escreveu:Ok, Pablo. Primeiro o treinamento dos marinheiros dos NECC nos EUA.

Imagem



Legal, nós temos estas "lanchinhas" no DPF... Com as MAG e tudo...




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#20 Mensagem por Carlos Souza » Seg Jul 23, 2007 9:55 pm

vilmarmoccelin escreveu:
Clermont escreveu:A INFANTARIA NAVAL AMERICANA VAI À GUERRA.

The Strategypage

12 de julho de 2007: A Marinha dos Estados Unidos acabou de criar o Esquadrão Ribeirinho 3. Enquanto o Esquadrão Ribeirinho 1 já estava no Iraque há três meses, a primeira unidade ribeirinha da Marinha americana a ver combate desde a Guerra do Vietnam nos anos 1960. O Esquadrão Riberinho 2 está empreendendo treinamento.

Esperava-se que o Esquadrão Ribeirinho 1 tivesse deixado o Iraque no último ano. Mas ocorreram os atrasos normais, o principal sendo a percebida necessidade de prover algum treinamento intenso para os marinheiros que iriam manejar os barcos, e realizar a luta. Portanto, as primeiras unidades ribeirinhas receberam mais treinamento anfíbio e de infantaria, muito dele fornecido por instrutores do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Antes, o Exército e os Fuzileiros Navais tinham fornecido a maioria das unidades ribeirinhas no Iraque. Existiam alguns marinheiros lá também, mas não como unidades ribeirinhas organizadas. O Grupo Ribeirinho 1, agora tem três esquadrões (cada um com 230 marinheiros e doze barcos de 39 pés (11,8 m). Com tropas de comando e de apoio, o grupo tem 900 elementos e 36 barcos armados. Cada barco tem uma tripulação de dezesseis e está armado com metralhadoras e lança-granadas automáticos.

A Marinha está tentando eliminar movimentos terroristas ao longo e através dos principais rios no Iraque. Isso é similar à bem-sucedida campanha ribeirinha que a Marinha travou no Vietnam, quatro décadas atrás, utilizando barcos “rápidos” de 50 pés (15,2 m).

A Marinha estabeleceu, oficialmente, seu “Comando Expedicionário de Combate Naval” (Naval Expeditionary Combat Command ou NECC) em 2005. Essa organização, eventualmente, irá crescer até conter 40 mil marinheiros, todos os quais serão treinados para trabalhar e combater, em terra. O Corpo de Fuzileiros Navais tem sentimentos mistos sobre isso, pois os Fuzileiros Navais tem, há muito, sido as tropas de combate terrestres da Marinha.

Mas, nesse meio tempo, há abundância de marinheiros (cerca de 10 mil) que já serviram em terra, no Iraque e no Afeganistão. Esses incluem tropas de construção (Seabees), pessoal médico e de apoio, além de conselheiros para reviver a marinha iraquiana. Mas a Marinha sabe que pode fazer mais, e quer fazer isso com marinheiros e não com fuzileiros navais.

Por quê não continuar utilizando fuzileiros navais para isso? Bem, os Fuzileiros Navais não pertencem à Marinha, contrariamente ao que muitos pensam. Ambos, a Marinha e os Fuzileiros Navais são parte do Departamento da Marinha (o Departamento do Exército e o Departamento da Força Aérea, cada um, tem, somente, um componente). Os Fuzileiros Navais costumavam ser parte da Marinha *, mas com o passar dos anos, eles obtiveram mais e mais autonomia. Eles são, agora, para todos os propósitos práticos, uma força armada independente.

Quando o Corpo de Fuzileiros Navais começou, mais de dois séculos atrás, como marinheiros treinados e equipados para lutarem como infantes, eles eram parte da Marinha e parte das tripulações dos navios. Isso mudou, radicalmente, no fim do século XIX, quando navios à vapor, totalmente metálicos, substituíram os navios à vela, de madeira. Os novos “navios de ferro”, realmente, não precisavam de fuzileiros navais e houveram propostas para eliminá-los. Os Fuzileiros Navais americanos se organizaram e responderam.

Os Fuzileiros Navais se saíram bem como “Tropas do Departamento de Estado” na América Latina por meio século (final do séc. XIX até pouco antes da Segunda Guerra Mundial), onde as tropas americanas eram necessárias para lidar com desordem civil. Durante a Grande Guerra de 1914, eles forneceram uma brigada para combate terrestre na Europa, onde demonstraram excepcionais habilidades de combate. Enquanto a Segunda Guerra Mundial se aproximava, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos estava com a bola toda quando a Marinha compreendeu que poderia ter de utilizar assaltos anfíbios para tomar ilhas japonesas pesadamente fortificadas. Durante a Segunda Guerra Mundial, os Fuzileiros Navais formaram suas primeiras unidades de tamanho divisão, e terminaram a guerra com seis divisões. O Corpo de Fuzileiros Navais não era mais apenas uma parte menor da Marinha, mas à caminho de se tornar uma quarta força armada. No próximo meio século, ele, basicamente, obteve esse objetivo. Mas, ao fazer isto, a Marinha perdeu o controle de suas tropas terrestres.

A Marinha ainda queria e precisava de forças terrestres. Portanto, tendo perdido o controle do USMC, a Marinha criou o NECC. Essa organização irá conter marinheiros treinados e equipados para operações terrestres que a Marinha acredite precisar estar envolvida. Algumas dessas ainda estão na água, como operações ribeirinha (pequenas canhoneiras e transportes de tropas para controlar águas fluviais e costeiras contra irregulares), e infantaria naval para defender bases terrestres da Marinha em território hostil. Há uma necessidade bem agora, no Iraque, e no futuro, a Marinha vê uma situação similar aparecendo. Portanto, já que os almirantes não podem mais enviar os Fuzileiros Navais para onde bem quiserem, o NECC fornecerá a infantaria naval, que irá se mover rapidamente, quando um almirante precisar de alguns grunts no chão.


_________________________

* : Na verdade, o USMC nunca foi parte da Marinha dos Estados Unidos, mesmo na sua criação, no tempo da Guerra de Independência, quando era conhecido como Continental Marines. Ele sempre foi uma organização separada, embora, em simbiose com a Marinha. Somente depois da Segunda Guerra Mundial, foi o Corpo declarado, por lei do Congresso, como força autônoma.



Pra mim o esquema brasileiro é mais lógico, afinal os fuzileiros navais PRECISAM dos navios, e quem opera estes é a Marinha...
Uma coisa que eu acho bem interessante na nossa marinha são os GRUMECS, que fazem parte da força de submarinos, já que o 'meio' que eles usam para se deslocar são os submarinos...

Mas os gringos tem dinheiro... Todas as FFAA tem sua aviação, todos tem sua força de helicópteros, etc... É aquilo... Tendo-se dinheiro pode se fazer a bagunça que quiser...


É verdade. Logicamente um Corpo de Fuzileiros Navais deve fazer parte da Marinha, pois a sua função é projetar o poder naval sobre a área litorânea de interesse, seja para defender ou atacar e realmente eles precisam dos navios. No entanto, até mesmo no Brasil o CFN na prática é uma quarta força, já que dispõe dos meios navais, da Marinha, de carros de combate, que lembram a cavalaria, de obuseiros, da artilharia e os próprios fuzileiros que não deixam de ser infantes. Na minha humilde conclusão é quase uma força completa, é claro, apenas em dimensões inferiores.




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#21 Mensagem por Clermont » Sáb Abr 18, 2009 12:40 pm

NUNCA LEAIS: A RIVALIDADE ENTRE NOSSO EXÉRCITO E NOSSO FUZILEIROS NAVAIS.

Por A. Scott Piraino - http://thepopulist.wordpress.com/never- ... d-marines/ - 1º de fevereiro de 2006.

Não haviam fuzileiros navais no Exército Continental que ganhou a Guerra Revolucionária. Durante a Guerra Civil, o Congresso autorizou menos de 3.200 homens para o Corpo de Fuzileiros Navais, enquanto os exércitos da União totalizavam, quase um milhão de homens. O fato é, pela maior parte de nossa história o Corpo de Fuzileiros Navais foi pouco mais do que uma força de segurança para a Marinha.

O mito do Corpo de Fuzileiros Navais como um segundo exército, começou na Grande Guerra. Quando os Estados Unidos entraram nela, em 1917, mais de dois milhões de soldados do Exército dos Estados Unidos foram desdobrados para a França, juntamente com uma brigada de fuzileiros navais, com cerca de dez mil homens. Apesar de ser uma fração mínima das forças americanas lutando na Grande Guerra, os Fuzileiros Navais conseguiram fazer seu nome às custas do Exército.

O general Pershing, comandante de todas as forças dos Estados Unidos na França, tinha ordenado um “blackout” de notícias, que impedia os repórteres de mencionarem unidades específicas em seus despachos. O propósito da ordem era óbvio: impedir que a inteligência alemã descobrisse os movimentos das tropas americanas. Mas, um repórter violou a ordem, um correspondente de guerra do Chicago Tribune, chamado Floyd Gibbons.

Após Gibbons ser gravemente ferido, na batalha do Bosque de Belleau, o corpo de imprensa passou seus despachos sem aprovação dos censores do Exército. O resultado foi uma tempestada de cobertura de imprensa nos EUA afirmando que os hunos estavam sendo derrotados com “a ajuda de Deus e de uns poucos fuzileiros navais.” Nenhuma menção foi feita sobre os milhares de soldados do Exército que estavam lutando e morrendo com igual valor.

Floyd Gibbons não fazia segredo de sua “amizade e admiração pelos Fuzileiros Navais americanos”. Não há provas de que seus escritos criaram a mitologia do Corpo de Fuzileiros Navais, mas sabemos que ele escreveu uma biografia do barão von Richthofen, mais popularmente conhecido como o Barão Vermelho. Sua descrição do aviador alemão deve ser lida como propaganda, não jornalismo,e suas outras obras, foram, provavelmente, embelezadas da mesma forma.

Hoje, todos os fuzileiros navais no treinamento básico aprendem que os soldados alemães na Grande Guerra se referiam a eles como “Cães do Diabo”. H.L. Mencken, um americano escrevendo em 1921, claramente declara que:

”Os alemães, durante a guerra, não tinham apelidos para seus adversários... Teufelhunde (cães do diabo), para os fuzileiros navais americanos foi inventado por um correspondente americano; os alemães nunca usaram isso.”


Somando-se a isto, há a lenda da “Fonte do Bulldog”, de onde teria surgido o mascote dos Fuzileiros Navais americanos. Esta fonte está localizada na aldeia de Belleau, não no bosque de mesmo nome. Embora os Fuzileiros Navais tenham lutado no Bosque de Belleau, a 26ª Divisão do Exército americano libertou a aldeia, três semanas depois de os Fuzileiros Navais deixarem a área.

Não há nenhuma evidência documentada de que os alemães, alguma vez, tenham se referido aos fuzileiros como “Cães do Diabo”, e os Fuzileiros Navais nunca capturaram a aldeia de Belleau com sua “Fonte do Bulldog”. Não está claro, exatamente, de onde estas estórias surgiram, mas a origem delas, mais provavelmente, é Floyd Gibbons. Talvez os Fuzileiros Navais soubessem disto, porque eles o tornaram um fuzileiro naval honorário, postumamente, em 1941.

Floyd Gibbons ajudou a aumentar a imagem dos fuzileiros, mas o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, tal como o conhecemos hoje, chegou ao seu apogeu na Segunda Guerra Mundial. A maioria dos americanos acredita que o Corpo ganhou a guerra no Pacífico, enquanto o Exército lutou na Europa. De fato, nossas operações no Pacífico foram prejudicadas por um conflito entre o Exército e a Marinha, que dividiu o teatro em dois.

A Marinha, de modo inflexível, recusava-se a colocar sua esquadra, (e seus fuzileiros navais), sob o comando do Exército. Após cinco semanas de questiúnculas burocráticas, o general MacArthur recebeu o comando do teatro do Pacífico Sudoeste, enquanto o almirante Nimitz exerceria jurisdição sobre o restante do Oceano Pacífico. O resultado, nas próprias palavras de MacArthur, foi um “esforço dividido, a... duplicação de força (e) indevida extensão da guerra com baixas e custo adicionais.”

O Exército dos Estados Unidos enfrentou a força principal do Exército Imperial japonês na Nova Guiné e nas Filipinas. A Marinha e os Fuzileiros Navais levaram à cabo uma estratégia de “saltar ilhas” que envolvia assaltos anfíbios sobre ilhas tais como Guadalcanal e Saipan. O general MacArthur lamentou, amargamente, ao presidente de que “estes ataques frontais da Marinha, tais como em Tarawa, são trágicos e desnecessários massacres de vidas americanas”.

Por comparação, o Exército matou, capturou ou encurralou mais de um quarto de milhão de soldados japoneses durante a campanha da Nova Guiné, ao custo de, apenas, 33 mil baixas americanas. A Marinha e os Fuzileiros Navais sofreram mais de 28 mil baixas para matar, aproximadamente, 20 mil japoneses em Iwo Jima. Mesmo então, o Exército desempenhou um papel maior do que os Fuzileiros Navais gostam de admitir: o Exército tinha mais divisões assaltando Okinawa do que os Fuzileiros.

A famosa imagem de fuzileiros navais hasteando a bandeira dos Estados Unidos no Monte Suribachi é, na realidade, a fotografia da segunda, cerimônia, encenada de hasteamento. Os fuzileiros navais hastearam a bandeira pela segunda vez, para substituir a original, uma bandeira pequena, e para dar ao corpo de imprensa uma melhor oportunidade para fotos. Esta fotografia se tornou uma das mais duradouras imagens da Segunda Guerra Mundial, e serviu como modelo para a estátua do Memorial do Corpo de Fuzileiros Navais.

O secretário da Marinha, James Forrestal, estava em Iwo Jima, naquela manhã de 1945, e quando viu as Estrelas e Listras subirem, declarou: “O hasteamento desta bandeira no Suribachi significa um Corpo de Fuzileiros Navais pelos próximos quinhentos anos!”

De fato, o Corpo de Fuzileiros Navais foi quase posto para fora da existência, pela lei, dois anos depois. Após as brigas burocráticas que caracterizaram as relações inter-forças durante a Segunda Guerra, havia um forte desejo entre militares profissionais para unificar os comandos. O presidente Truman concordou, e em 1946, sua administração propôs unificar as burocracias das forças independentes.

Tendo uma autoridade orçamentária para as Forças Armadas, e uma cadeia de comando cada, para as forças terrestres, navais e aéreas, fazia sentido. Mas isto teria colocado a Marinha dos Estados Unidos em distinta desvantagem. Ela tinha suas próprias alas aéreas a bordo de seus porta-aviões e o seu próprio exército, o Corpo de Fuzileiros Navais.

A Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais estavam determinados a afundar esta legislação. Os generais fuzileiros criaram um escritório secreto com o codinome Chowder Society (”Sociedade da Sopa”), para fazer lobby por trás da cena, (opondo-se ao seu presidente e comandante-chefe), e frustrar a lei da unificação diante do Congresso. O Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, até mesmo pronunciou um discurso apaixonado perante o Congresso para apelar em nome de sua corporação.

Deu certo. O Congresso rejeitou a lei da unificação da administração Truman, e, ao invés, aprovou o Ato de Segurança Nacional de 1947. Este Ato garantia a independência das Forças, com seus próprios orçamentos independentes, e foi uma vitória da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais.

Além disso, os Fuzileiros Navais tiveram sucesso em manter sua estrutura de força independente escrita em termos de legislação. É muito inusitado para o Congresso ditar a real composição de uma força armada. Mesmo assim, o Ato de Segurança Nacional determinava que o Corpo de Fuzileiros Navais precisava manter “não menos de três divisões de combate e três alas aéreas, e todos os serviços de combate terrestre, de aviação e outros, que forem necessários para apoiá-los.”

O presidente Truman ficou furioso, e os militares profissionais impressionados. O general Eisenhower caracterizou os Fuzileiros Navais como

”Estando tão inseguros de seu valor para seu país que insistiram em inscrever dentro da lei, um conjunto completo de regras e especificações para suas futuras missões e operações. Tal congelamento de detalhes... é ingênuo, e mesmo vicioso.”


A guerra entre o Exército e os Fuzileiros Navais iria se tornar mais feroz na Coréia. Em 27 de novembro de 1950, uma divisão de fuzileiros navais com 25 mil homens, recebeu ordens de prosseguir ao longo do lado ocidental do reservatório de Chosin, enquanto uma força-tarefa muito menor do Exército, com 2.500 homens, avançava pelo lado oriental. Esperando por eles, estavam 120 mil soldados comunistas do 9º Grupo de Exércitos chinês.

Os soldados do Exército travaram uma prolongada batalha por três dias contra uma força chinesa oito vezes maior, debaixo de temperaturas congelantes. Apesar da morte de dois oficiais comandantes, a força-tarefa arrastou-se para o sul com mais de 600 soldados mortos e feridos carregados em caminhões, enfrentando repetidas emboscadas, sendo bombardeada, por engano, por aviões dos Fuzileiros Navais. Finalmente, apenas uns seis quilômetros da segurança, o comboio foi isolado pelos chineses e aniquilado.

Trezentos e oitenta e cinco homens chegaram em segurança nas linhas americanas, atravessando o congelado Reservatório de Chosin.

A 1ª Divisão de Fuzileiros Navais, com a ajuda do poder aéreo aliado, conseguiu abrir caminho, lutando, para fora do envolvimento chinês. Os Fuzileiros afirmaram que o Exército americano tinha caído em desgraça, e divulgaram estórias de soldados jogando fora suas armas e simulando ferimentos. Um capelão fuzileiro naval, até mesmo, fez declarações para a imprensa e escreveu um artigo acusando os soldados do Exército de covardia.

Existiram tão poucos oficiais e praças restantes da força-tarefa do Exército que as afirmações dos Fuzileiros foram aceitas como fatos. Mas, documentos chineses, recentemente liberados, provam outra coisa. A força-tarefa do Exército lutou, bravamente, contra circunstâncias avassaladoras, antes de ser destruída e sua obstinada defesa comprou o tempo para os fuzileiros navais escaparem do envolvimento.

Apesar disto, os Fuzileiros, até os dias de hoje, sustentam que a luta no reservatório de Chosin comprovou sua superioridade sobre o Exército.

No Vietnam, um regimento dos Fuzileiros Navais, em Khe Sanh, recusou-se a ir em auxílio de um posto avançado das Forças Especiais, apenas uns 6 quilômetros de seu perímetro. Em 7 de fevereiro de 1968, o campo de Lang Vei foi avassalado por tropas norte-vietnamitas, fortemente armadas, durante uma batalha noturna. Os Fuzileiros, anteriormente, tinham concordado em reforçar o campo na eventualidade de um ataque, mas dois pedidos por assistência foram negados.

O general Westmoreland, pessoalmente, teve de ordenar aos Fuzileiros que providenciassem helicópteros para os elementos de Forças Especiais, para que estes pudessem ser aerotransportados até o posto avançado sitiado. Nesta altura, o posto já tinha sido avassalado, ao custo de 208 soldados mortos e outros 80 feridos. Ironicamente, dois meses depois, este mesmo regimento dos Fuzileiros Navais seria cercado em Khe Sanh, e seria socorrido por tropas do Exército da 1ª Divisão de Cavalaria.

Durante a Operação DESERT STORM, 90 mil fuzileiros navais atacaram as forças iraquianas, juntamente com 500 mil soldados do Exército e das tropas da coalizão. Mesmo assim, os Fuzileiros concentraram 75 porcento da cobertura da imprensa escrita e de TV. Isso não foi por acidente.

O General Comandante dos Fuzileiros no Iraque, general Walt Boomer, era o antigo Diretor de Assuntos Públicos do Corpo. Ele emitiu a seguinte ordem para as unidades dos Fuzileiros Navais no teatro:

”O CMC [Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, o então general A. M. Gray] deseja o máximo de cobertura da mídia para o USMC... A mídia é a ferramenta através da qual podemos contar aos americanos sobre a dedicação, motivação e sacrifícios de seus fuzileiros navais. Os comandantes devem incluir exigências de assuntos públicos em seus planejamentos operacionais para assegurar que os feitos de nossos fuzileiros sejam relatados ao público.”


Durante a guerra, oficiais fuzileiros utilizaram os sistemas de comunicação militares para transmitir histórias para os repórteres no campo, e, até mesmo, designaram elementos para transportar despachos para as áreas de retaguarda. O Comandante dos Fuzileiros, também, tinha sua própria entourage de repórteres, completa, com ligação via satélite, e a utilizou com bons efeitos. Ele recebeu, de longe, mais cobertura no ar do que suas contrapartes do Exército.

O Exército dos Estados Unidos, desempenhou uma operação “Salve Maria” (”Hail Mary”, termo oriundo do futebol americano que significa um passe de bola, em condições difíceis), que encurralou as divisões da Guarda Republicana e travou numerosas batalhas prolongadas no deserto iraquiano. Mas, ninguém o viu. Ao invés, as imprensa esteve focalizada no tenente-general Walter Boomer, desfilando através das ruas da Cidade do Kuwait.

Quando George Bush, O Segundo, deslanchou sua insensata invasão do Iraque, os Fuzileiros Navais, mais uma vez, foram incluídos, e, desta vez, o objetivo era Bagdá. A invasão, que se iniciou em 20 de março de 2003, pedia por um assalto de duas pontas contra Bagdá. O V Corpo do Exército avançaria, vindo do deserto, a oeste do rio Eufrates, enquanto a 1ª Divisão de Fuzileiros Navais recebia ordens para atravessar o Eufrates e efetuar um avanço paralelo, através do Iraque central.

A invasão não correu bem para os Fuzileiros. Em diversas cidades, incluindo Umm al Qars e Nasiriya, suas unidades sofreram pesadas baixas, enfrentando remanescentes do Exército iraquiano e guerrilhas fedayeen. Já que os Fuzileiros Navais tinham menos viaturas blindadas, e estavam mais expostos a um inimigo mais tenaz, o progresso deles foi mais lento do que o do Exército.

O major-general Mattis, general-comandante dos Fuzileiros Navais no Iraque, não estava satisfeito. Ele, repetidas vezes, pressionou seus regimentos para impor maior velocidade, e esta pressão ficou mais intensa, a medida que os Fuzileiros ficavam, cada vez mais, para trás das unidades do Exército. Na manhã de 3 de abril, o 1º Regimento de Fuzileiros Navais, comandando pelo coronel Dowdy, recebeu ordens para rumar na direção da cidade de al-Kut.

A cidade era outro ponto de estrangulamento, onde as guerrilhas fedayeen podiam emboscar os comboios dos Fuzileiros nas ruas da cidade. Tão logo seus fuzileiros alcançaram a cidade, começaram a receber fogo. O coronel Dowdy não podia esquecer a sova que outro regimento tinha sofrido em Nasiriya, onde dezessete fuzileiros tinham sido mortos e outros setenta tinham sido feridos.

Ele tinha de fazer uma escolha. Suas ordens eram para rumar para al-Kut, mas a decisão de pressionar através, ou ultrapassar a cidade, era dele. No entanto, o coronel Dowdy estava recebendo sinais contraditórios de seus superiores. De acordo com ele, “havia um monte de confusão”, alguns oficiais estavam recomendando um ataque, outros pediam a retirada.

O coronel Dowdy decidiu ultrapassar al-Kut. Seu regimento tomaria uma rota alternativa para Bagdá, que era mais segura, porém, o desvio de 273 quilômetros significava que os Fuzileiros Navais iriam ficar, ainda mais, para trás do esquema. Os superiores do coronel Dowdy ficaram furiosos com sua decisão.

Após a retirada de al-Kut, o general Mattis e outros oficiais de estado-maior determinaram ao coronel que seu regimento devia impor mais velocidade. Nesta noite, na estrada para Bagdá, viaturas do 1º Regimento de Fuzileiros Navais receberam ordens para avançar pelas auto-estradas do Iraque, com faróis acesos, independente da segurança. Mas, seu progresso não foi o suficiente, e o V Corpo do Exército já tinha alcançado Bagdá.

O coronel Joe Dowdy foi exonerado de seu comando, no dia seguinte. O Corpo de Fuzileiros Navais nunca admitirá, mas ele foi demitido por que fracassou em cumprir a missão mais importante do Corpo no Iraque: o coronel Dowdy fracassou em furar o Exército, sendo o primeiro a alcançar Bagdá.

Os Fuzileiros Navais voltariam ao Iraque, um ano depois, quando a I Força Expedicionária de Fuzileiros Navais (I MEF) assumiu a responsabilidade pela província de Al Anbar, que incluía a cidade de Fallujah.

Durante a cerimônia de mudança de comando, o tenente-general James T. Conway, da I MEF proclamou que: “Embora os Fuzileiros Navais, normalmente, não efetuem construção-de-nações, eles lhes dirão que, uma vez que recebam a missão, ninguém fará isto melhor do que eles.” Os Fuzileiros Navais receberam o controle da área da 82ª Divisão Aeroterrestre do Exército, e não fizeram segredo de seu desdém pela estratégia do Exército no Iraque.

Antes do desdobramento, o general Conway contou ao New York Times, “eu não imagino usar uma tal tática”, quando perguntado sobre as tropas do Exército utilizando ataques aéreos contra os insurgentes. “Eu não quero condenar o que esse pessoal [o Exército] está fazendo. Penso que eles fazem o que acham que precisam fazer.”

Em 30 de março, o general Conway contou a um repórter que “Não há lugar nenhum em nossa área de operações que não entremos, e sofremos algumas baixas, no começo, deixando claro este ponto”. No dia seguinte, quatro contratados civis foram mortos e mutilados em Fallujah, e cinco fuzileiros navais também perderam suas vidas. Os Fuzileiros isolaram a cidade e tentaram retomar seu controle, mas os insurgentes se mostraram mais determinados do que o esperado.

Quando suas patrulhas caíram debaixo de fogo pesado, os fuzileiros navais, levemente armados, tinham duas escolhas: enfrentar os insurgentes à pé, ou pedir ataques aéreos e de artilharia. O resultado inevitável foi punhados de navais mortos ou feridos, e centenas de baixas civis. O mundo ficou horrorizado com a carnificina em Fallujah e os Fuzileiros foram contidos.

Enquanto os Fuzileiros estavam lutando em Fallujah, o Exército estava, fortemente engajado contra milicianos leais a Muqtada al-Sadr, em cidades por todo o Iraque. Mas, em contraste com o fracasso dos Fuzileiros Navais em recapturar Fallujah, as viaturas pesadamente blindadas do Exército, podiam entrar nas cidades hostis, impunemente. Elas colocaram al-Sadr de joelhos, após dois meses de luta, enquanto sofriam, relativamente, poucas baixas.

Uma trégua intranqüila foi efetuada entre o Exército americano e a milícia de al-Sadr, que duraria até que os Fuzileiros Navais, de novo, se intrometessem. Em 31 de julho de 2004, a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais substituiu unidades do Exército na cidade santa de Najaf, quartel-general de Muqtada al-Sadr. Apenas cinco dias depois, a milícia de al-Sadr voltaria a travar guerra aberta contra os Estados Unidos, e os Fuzileiros Navais estariam apelando por reforços.

Os Fuzileiros começaram a escaramuçar contra os milicianos de al-Sadr, tão logo lhes foi concedida a responsabilidade por Najaf. Após o levante, em abril, as unidades do Exército tinham evitado passar em frente à casa de al-Sadr, como parte da trégua informal, mas isto não servia para os Fuzileiros. O segundo levante xiita começou, depois de os Fuzileiros Navais provocarem al-Sadr, conduzindo suas patrulhas, bem em frente de sua fortaleza.

Seguiu-se um tiroteio, e os milicianos de al-Sadr pegaram em armas nas cidades, por todo o Iraque, numa repetição do levante de abril. Os Fuzileiros não só compraram briga com Muqtada em Najaf, eles engajaram sua milícia num antigo cemitério que era adjacente a Mesquita do Imã Ali, o mais sagrado santuário do Islã xiita. E eles fizeram tal coisa sem informar a cadeia de comando do Exército, ou ao governo iraquiano.

De acordo com o major David Holahan, subcomandante da unidade dos Fuzileiros em Najaf, “Simplesmente, nós fizemos isto.” Mas, numa repetição do assalto em Fallujah, os Fuzileiros encararam um inimigo para o qual não estavam preparados. Em questão de horas, depois de desfecharem seu ataque, em 5 de agosto, os navais estavam aferrados, pedindo por assistência.

Infelizmente, para os Fuzileiros, seu ataque precipitado sobre o quartel-general de al-Sadr, detonou outra revolta por seus milicianos. As unidades do Exército, estavam, novamente, enfrentando o Exército do Mahdi nas cidades, por todo o Iraque. Quando o 5º Regimento de Cavalaria do Exército recebeu ordens para reforçar os acossados fuzileiros navais, ele estava desdobrado contra a milícia de al-Sadr, nas cercanias de Bagdá, 193 quilômetros distante.

O 5º de Cavalaria chegou em Najaf, depois de dois dias de viagem, através de território controlado por insurgentes. Nesta altura, qualquer oportunidade de capturar al-Sadr tinha sido perdida, porque a imprensa, e o mundo islâmico, estavam focalizados na Mesquita do Imã Ali e no cemitério adjacente. Qualquer ataque contra o mais sagrado santuário do Islã xiita, onde Muqtada al-Sadr estava entocado, teria conseqüências desastrosas para o esforço de guerra dos Estados Unidos.

Em Fallujah e Najaf, unidades inexperientes dos Fuzileiros Navais escolheram brigas com os insurgentes, e, em ambos os casos, terminaram dando ao inimigo uma vitória estratégica. Seu fracasso em recapturar Fallujah tornou a cidade um grito de vitória para o militarismo islâmico, em todo o mundo, (isto, até que o segundo assalto americano tornou Fallujah inabitável). A falhada tentativa dos Fuzileiros de capturar Muqtada al-Sadr, apenas, reforçou a posição deste.

Hoje, existem 23 mil fuzileiros navais no Iraque, de um total de 138 mil militares dos Estados Unidos. Os Fuzileiros Navais respondem por 17 porcento de nossa força total, ainda assim, sofreram 29 porcento de todas as baixas americanas: 530 dos mais de 1.820 militares americanos mortos no Iraque. As agressivas táticas dos Fuzileiros Navais, combinadas com uma carência de poder de fogo blindado, tem se mostrado letais, apesar de sua bravura.

Os Fuzileiros Navais dos Estados Unidos orgulham-se de serem melhores do que o Exército dos Estados Unidos. Eles são mais durões, mais gung-ho (vibradores), e possuem alguma mágica que os permite fazer coisas que o Exército não pode fazer. Se isto não for verdade, (como os eventos recentes no Iraque sugerem), então, não haveria razão alguma para um Corpo de Fuzileiros Navais independente.

O presidente Harry Truman, certa vez, declarou a respeito dos Fuzileiros Navais: “Eles tem uma máquina de propaganda que é quase igual à de Stalin.” Os Fuzileiros Navais têm, sempre, feito propaganda de si mesmos, mas, nos dias de Truman, eles, pelo menos, tinham alguma coisa para vender. A original raison d’etre do USMC era sua capacidade de levar à cabo desembarques anfíbios em praias hostis.

A verdade é que foi o Exército quem conduziu os maiores assaltos anfíbos na história da nossa nação, quando capturou as praias da Normandia. E nem o Exército, nem os Fuzileiros Navais, assaltaram uma praia mantida pelo inimigo, desde a Guerra da Coréia, mais de cinqüenta anos atrás. Em todos os conflitos subseqüentes, fuzileiros navais e soldados tem combatido da mesma forma, usando equipamentos e táticas similares.

Os Fuzileiros Navais são, de fato, um exército nº 2, e, já que eles competem com o exército nº 1 por fundos, missões e prestígio, o verdadeiro inimigo do Corpo de Fuzileiros Navais é o Exército.

No entanto, o Corpo de Fuzileiros Navais tem uma vantagem injusta nesta competição. Desde o fim da DESERT STORM, o Exército americano foi reduzido de um terço, perdendo mais de 200 mil soldados e oito divisões de combate. Em contraste, os Fuzileiros Navais perderam, somente, 20 mil elementos. A razão é o Ato de Segurança Nacional de 1947, que impede quaisquer mudanças na estrutura de forças dos Fuzileiros Navais.

O atual Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos é, somente, ligeiramente maior, do que o Exército americano no Iraque. Esta guerra está distendendo nosso Exército ao ponto da ruptura. A solução óbvia é fundir o Exército e o Corpo de Fuzileiros Navais numa só Força Armada.

As economias chegariam a dezenas de bilhões de dólares quando seus escalões de treinamento, logística, administração e comando fossem mesclados. As carências de pessoal que estão, agora, arruinando ambas as forças, desapareceriam. E, da mesma forma, a rivalidade entre Exército e Corpo de Fuzileiros Navais.




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#22 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Abr 18, 2009 1:14 pm

Dúvido...já agora, leste as resposta de algumas das pessoas do blog? É que este texto "esquece-se" de muitas coisas e foca-se em apenas algumas coisas.




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#23 Mensagem por Clermont » Sáb Abr 18, 2009 1:52 pm

cabeça de martelo escreveu:Dúvido...já agora, leste as resposta de algumas das pessoas do blog? É que este texto "esquece-se" de muitas coisas e foca-se em apenas algumas coisas.
É vero. Por outro lado, também não se pode desconsiderar o fato de que, aqueles que, por um motivo ou outro, sejam afetivamente vinculados ao U.S. Marine Corps, dificilmente, corroborariam as críticas.

Um fato inegável, é que a relação inter-forças nos Estados Unidos sempre foi problemática. Bem, talvez isto seja assim, em todo canto, mas, parece-me, fica mais grave, entre duas forças que, apesar da retórica, tem o mesmo papel: combate terrestre.

Dia destes, vou postar um texto antigo, escrito lá por volta de 1946, ou seja, bem no rescaldo do fim da Segunda Guerra, que também apresenta um severo criticismo ao comportamento da Marinha dos Estados Unidos.




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#24 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Abr 18, 2009 2:00 pm

Clermont, eu não sei como é aí no Brasil, mas no meu tempo, eu e os meus camaradas não nos misturávamos com os arremachos (militares do Exército Normal). E olha que os Pára-quedistas já pertenciam ao Exército à já 6 anos.

Este tipo de rivalidades é normal.




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Re:

#25 Mensagem por Guerra » Sáb Abr 18, 2009 10:28 pm

Bolovo escreveu: Alias, uma foto interessante, com todos os novos padrões de camuflagem (ABUPAT da USAF, MARPAT dos Marines, ACUPAT do US Army e os antigos BDU woodland lá atrás).
se fosse no Brasil essa hora tinha gente dando chilique!!




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#26 Mensagem por Piffer » Sáb Abr 18, 2009 11:08 pm

Que é isso, Guerra?

Nos exercícios combinados (ou conjuntos pela END) isso acontece direto.

No tempo da transição do verdão pro camuflado também. Na AMAN, em 92 e 93, cada companhia usava o uniforme de sua atividade do dia e se viam juntos o verde de serviço, o verde de combate, o camuflado de serviço, o camuflado de combate, o 3º D1 e o homem-bala, todos juntos no rancho. Sem contar os estropiados que andavam com o abrigo específico do seu curso.

Aquela foto é do tempo da transição. No Exército americano de hoje só tem o ACU. E uns 90% deles deve ser de deserto. Inclusive os americanos que estão em cursos no Brasil (EsAO, ECEME, CEP) usam o de deserto porque é o padrão lá nos EUA. Somente uns cidadãos perdidos por aí (Panamá, Colômbia, Coréia etc) devem usar outro que não o de deserto.

Abraços




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#27 Mensagem por Guerra » Dom Abr 19, 2009 11:35 am

Piffer escreveu: Aquela foto é do tempo da transição. No Exército americano de hoje só tem o ACU. E uns 90% deles deve ser de deserto. Inclusive os americanos que estão em cursos no Brasil (EsAO, ECEME, CEP) usam o de deserto porque é o padrão lá nos EUA. Somente uns cidadãos perdidos por aí (Panamá, Colômbia, Coréia etc) devem usar outro que não o de deserto.

Abraços
Ano passadeo tive contato com uns militares americanos eles usam o ACU. Teve até um companheiro que comentou na sacanagem: "o gringo veio de farda de ralo só pra dizer que é operacional!" :lol: :lol: :lol:




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#28 Mensagem por Piffer » Dom Abr 19, 2009 12:37 pm

Pior que ele realmente dá essa impressão de velho...




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Re: A Infantaria da Marinha dos Estados Unidos

#29 Mensagem por felipexion » Dom Abr 19, 2009 2:38 pm

Piffer escreveu:Que é isso, Guerra?

Aquela foto é do tempo da transição. No Exército americano de hoje só tem o ACU. E uns 90% deles deve ser de deserto. Inclusive os americanos que estão em cursos no Brasil (EsAO, ECEME, CEP) usam o de deserto porque é o padrão lá nos EUA. Somente uns cidadãos perdidos por aí (Panamá, Colômbia, Coréia etc) devem usar outro que não o de deserto.

Abraços
Agora deixa o padrão mudar de deserto para selva para vocês verem, vai ter neguinho falando que os EUA estão se preparando para invadir o Brasil.




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Re:

#30 Mensagem por HIGGINS » Dom Abr 19, 2009 10:55 pm

Bolovo escreveu:Ok, Pablo. Primeiro o treinamento dos marinheiros dos NECC nos EUA.

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Agora em operações conjuntas com os Marines no Iraque, alias, tem até um cara da USAF.

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esse é Marine

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esse é da USAF

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esse é da USN

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esse também
Que belos alvos para o meu SVD Dragunov




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